sexta-feira, 18 de março de 2016

Pinguim nada nove mil quilómetros para visitar homem que o salvou





Dindim afeiçoou-se ao homem de tal maneira que todos os anos regressa àquela praia da Ilha Grande

Dindim poderia ser apenas mais um entre os pinguins que todos os anos viajam da Patagónia até ao litoral brasileiro. Só que este faz a sua rota sozinho e com um propósito muito especial: visitar o homem que o salvou de uma morte certa.

Este é mais um daqueles casos de amizade improvável entre pessoas e animais selvagens. Em maio de 2011, João Pereira de Souza encontrou na praia de Provetá um exemplar de pinguim de Magalhães moribundo e coberto de petróleo. Deu-lhe três banhos, alimentou-o e tratou-o até poder devolvê-lo à água.


Quando o fez, pensou que o bicho iria à sua vida. Puro engano. Além de ter passado quatro meses na companhia de João, Dindim afeiçoou-se a ele de tal maneira que todos os anos regressa àquela praia da Ilha Grande, no Oeste do estado do Rio de Janeiro.

Nada cerca de nove mil quilómetros até que, nos primeiros dias de junho, está novamente em casa do seu amigo. E se calha de João não estar à sua espera no areal, não há problema, pois Dindim conhece o caminho.

A história de Dindim é contada num programa da TV Globo. O animal é já uma atração de Provetá, mas não se pense que os afagos que dispensa a João são para distribuir por todos. É que os "beijinhos" que dá ao homem que o salvou depressa se transformam em bicadas quando outra pessoa tenta aproximar-se.

João Pereira de Souza, um reformado com 71 anos, acolhe o seu hóspede no quintal até fevereiro do ano seguinte. Continua a dar-lhe banho no mesmo chuveiro em que o lavou para lhe retirar o petróleo e alimenta-o bem com peixe fresco, sobretudo nos primeiros dias, pois o animal chega sempre muito magro.


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