sábado, 26 de março de 2016

Astrónomos voltam a registar um sinal extraterrestre


A natureza das rajadas rádio eléctricas ainda não é claro, mas existem duas hipóteses.

Astrónomos australianos, graças ao observatório espacial Microvariability and Oscillations of Stars (MOST), conseguiram registar uma nova explosão de rádio informaram através do Facebook, o assistente do subdirector do Centro de Astrofísica e super computação da Universidade de Tecnologia de Swinburne, Matthew Bailes.

Uma explosão de rádio é um breve estalo que causa a emissão de uma enorme quantidade de energia no espaço, equivalente à energia emitida pelo Sol durante milhares de anos de radiação, informa o site russo Lenta. Até agora, os cientistas gravaram 17 sinais deste tipo. Devido à natureza inesperada dos sinais, ainda não foram capazes de registar a tempo a sua localização.

A primeira explosão de rádio acidentalmente foi detectada em fevereiro de 2007, quando um grupo de cientistas liderados por Duncan R. Lorimen, de West Virginia University, analisaram dados das observações do telescópio australiano Parkes de 2001.


Mattew Bailes


Fun with an interferometric detection of an FRB (for nerds only)! The Molonglo radio telescope's backend (UTMOST) forms 352 fan beams. Here are three time series from adjacent fan beams, dedispersed at FRB 160317's best DM and scrunched to the best width. It clearly peaks in BEAM 212, but is present in BEAM 213 too. This reduces the east-west position error significantly - probably to about 10" or so. Sadly the NS-positional error is large (+/- a degree or so). We are soon upgrading the backend to give 8x freq resolution. That would have improved the SNR on this burst by a factor ~3. Detection was at 843 MHz - good news for CHIME Victoria Kaspi!


Os cientistas esperam continuar a estudar este fenómeno e explicar a sua natureza. Neste momento, há duas teorias. De acordo com a primeira, a explosão rádio tem uma fonte extra galáctica e vem de um blitzar, uma estrela de neutrões maciça cuja a velocidade de rotação impede-o de se tornar num buraco negro.

A segunda hipótese afirmam que a explosão de rádio tem uma origem galáctica. Em particular, entre as possíveis fontes dos magnetares, que são estrelas de neutrões com um forte campo magnético.

fonte: RT