quinta-feira, 27 de abril de 2017

Como a Rússia guarda material extraterrestre?


O Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia, localizado em Moscovo, é o maior depósito russo de material extraterrestre.

Como essa organização russa surgiu? Em 1749, alguns cientistas russos descobriram uma rocha de origem desconhecida nos arredores de Krasnoyarsk, na Sibéria. Mas só após duas décadas o encontro foi investigado pelo pesquisador alemão, Peter Simon Pallas, da Academia de Ciências de São Petersburgo. Após sua análise, descobriu-se que a rocha encontrada é de origem extraterreste.


Um funcionário do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

No total, o Instituto conta com mais de 25.000 fragmentos de 1.600 meteoritos recolhidos de todo o território do país e do mundo, além de vários frascos com solo lunar, que foram recolhidos para a Terra pelas sondas soviéticas Luna-16, Luna-20 y Luna-24.

Qualquer pessoa pode levar um possível meteorito para ser estudado. Para que seja confirmado, os cientistas utilizam um microscópio de luz polarizada. Caso na verdade seja um meteorito e não uma rocha terrestre, serão incluídos num catálogo internacional de meteoritos.


Uma funcionária do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

Não obstante, a composição mineral de um meteorito muda-se com o tempo, para ser mais preciso, os meteoritos contêm uma "esperança de vida" de cerca de 550 anos. Por isso, alguns deles precisam ser guardados num líquido especial para conservação.

Além de uma colecção de meteoritos como o Tatooine, que caiu em 27 de junho de 1931 na Tunísia e recebeu o nome da saga Guerra nas Estrelas de George Lucas, ou como o lendário meteorito Ensisheim, que caiu em 7 de novembro de 1492 na Alsácia, França, o museu do Instituto também guarda numerosos fragmentos de micrometeoritos extraídos de neve limpa. Para recolher esses fragmentos, os investigadores viajam para a Antárctida.


O navio do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

Segundo notam os cientistas do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky, a análise química e mineralógica dos meteoritos pode ajudar na revelação da vida do Sistema Solar nas primeiras dezenas de milhões de anos, tais como, por exemplo, a formação dos planetas provenientes das névoas de gás e pó. 

Um dos meteoritos mais impressionantes da colecção é o Efremovka, rico em cálcio e alumínio, representa a matéria mais antiga do Sistema Solar.

fonte: Sputnik News