segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

60 anos para identificar uma das mais velhas espécies


Não tem olhos, cérebro ou intestino. Pela boca, sem dentes, recebe os alimentos, mas ainda ninguém viu a "meia roxa" alimentar-se.

Durante os últimos 60 anos cientistas tentaram perceber o que animal era este (Xenoturbella), tão estranho que nem sequer havia uma classificação no mundo animal - apenas se sabia que habita as profundezas do mar.

Entre os próprios cientistas o animal era referido como uma "meia roxa".

Agora este mistério (que dura desde 1949, altura em que foi descrito pela primeira vez) poder ter sido resolvido, segundo investigadores, que publicaram as conclusões na Nature.


A descoberta de quatro novas espécies no oceano Pacífico permitiu concluir que o animal pertence a um dos ramos mais antigos da vida na Terra. "Confirmamos que devem ser considerados como uma espécie muito primitiva", disse o cientista-chefe, Greg Rouse, do centro de oceanografia Scripps, nos EUA.

O bicho não tem olhos, cérebro ou intestino. Pela boca, sem dentes, recebe os alimentos e depois liberta os resíduos. Mas ninguém o viu alimentar-se, o que faz permanecer o mistério.

fonte: TSF