segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Encontrado galeão submerso com tesouro de milhões


Uma representação da época


Imagens reveladas do património encontrado






Foi ao largo de Cartagena (assinalado) que o navio afundou em 1708

No final de novembro, foi encontrado na costa da Colômbia um navio aparentemente espanhol repleto de tesouros. A primeira avaliação pode chegar aos vários milhões de euros.

"Sem qualquer tipo de dúvida, encontrámos, 307 anos depois de ter sido afundado, o galeão San José." A revelação foi feita pelo próprio presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, numa conferência de imprensa no passado sábado.

Sobre a descoberta, pouco se sabe. Não existem certezas da localização dos destroços, nem da profundidade a que se encontravam.

Mas se for mesmo o San José, trata-se de um galeão histórico que há várias décadas é procurado. No centro da polémica está um tesouro composto por moedas de ouro e prata e pedras preciosas. O San Jose transportava de Espanha para a costa de Baru (atualmente território colombiano) tesouros para financiar a batalha contra o Império Britânico, durante a Guerra da Sucessão.

Foi um navio britânico que acabou por fazer o navio naufragar, em 1708, juntamente com toda a sua carga e 600 pessoas a bordo.

O San José há muito que era procurado, e existiram até ações judiciais em tribunal acerca a sua descoberta. A batalha legal pôs o governo colombiano frente a frente com a empresa norte-americana Sea Search Armada, que afirmava que tinha localizado o navio em 1981. 

Depois de vários anos, em 2011 um tribunal norte-americano afirmou que os diretos de exploração pertenciam à Colômbia.

Agora que o navio foi descoberto, naquela que para Santos é "o tesouro mais valioso alguma vez encontrado na História da humanidade," o seu recheio faz parte do património da Colômbia. Um museu será construído em Cartagena das índias para exibir as suas riquezas.

Mas não fica por aqui: de acordo com o Diário de Notícias, o governo espanhol pretende reclamar os seus direitos sobre o tesouro. Em causa está uma legislação colombiana que possibilita a comercialização de 50% do património que foi encontrado.

O governo de Espanha espera conseguir fazer tudo para preservar o património originalmente do país. 

fonte: Quero Saber

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