sábado, 9 de julho de 2016

Mulher de dinastia antiga com cabeça anormalmente alongada é revelada






O crânio de 1.500 anos (mostrado aqui após reconstrução) de uma mulher, que fazia parte de uma antiga dinastia real chamada de cultura Silla, revela uma cabeça anormalmente alongada.

A mulher foi desenterrada de seu túmulo na Coreia e possuía um formato anormal de crânio.

Ela fazia parte da antiga cultura Silla, que governou grande parte da península coreana por quase um milênio.

Ao contrário de alguns dos crânios deformados e pontudos que foram encontrados em todo o mundo em outros túmulos antigos, no entanto, é pouco provável que esta mulher tivesse sofrido um achatamento deliberado da cabeça, disseram os pesquisadores. 

Cultura milenar

O antigo Reino de Silla reinou sobre parte da península coreana de 57 A.C. até 935 D.C, tornando-se uma das dinastias mais longas que já existiram. 

Muitas das práticas culturais da Coreia atual derivam deste momento da história. Apesar do longo reinado e da ampla influência sobre a cultura, o número de enterros dos Silla com esqueletos intactos permanecem escassos, disse o coautor do estudo, Dong Hoon Shin, da Seoul National University College of Medicine, na Coreia.

“Os esqueletos não são bem preservados no solo da Coreia”, Shin disse via e-mail para a Live Science.

No entanto, em 2013, investigadores tiveram sorte durante a escavação de um túmulo próximo a Gyeongju, a capital histórica do Reino de Silla. Dentro de um caixão tradicional, chamado “mokgwakmyo”, descansava quase intacta a ossada da mulher que morreu com mais de 30 anos.

Cabeça alongada

E equipe conseguiu extrair o ADN mitocondrial da mulher, aquele que é passado de mãe para filha. A análise revelou que ela pertencia a uma linhagem genética que ainda está presente, embora não seja muito comum, no leste da Ásia hoje em dia. 

A análise dos isótopos de carbono (versões de isótopos com pesos diferentes) do esqueleto também revelou que a mulher era provavelmente vegetariana, de acordo com a interpretação budista, que foi predominante no país naquela época. A maioria das calorias que ela consumia vinha de alimentos como arroz, batatas ou milho, relataram os pesquisadores no dia primeiro de junho para a revista PLOS ONE.

A equipa também conseguiu reconstruir as características faciais e a forma da cabeça utilizando os fragmentos do crânio. A mulher era dolicocéfala, o que significa que a largura de sua cabeça era 75 por cento menor do que o comprimento.

Isso é um pouco diferente das tendências da região nos dias atuais, onde as pessoas são mais comumente braquicéfalos, o que significa que a largura da cabeça é pelo menos 80 por cento do seu comprimento.

Uma possibilidade é que a cabeça tenha sido deliberadamente deformada para ter esta forma alongada. Deformações no crânio já foram constatadas por todo mundo. Arqueólogos desenterraram evidências de deformações de crânio no Reino Gaya, nas vizinhanças, disse o coautor do trabalho, Eun Jin Woo, um antropólogo físico da Seoul National University, na Coreia. 

No entanto, a equipe finalmente descartou esta explicação, pois cabeças que são deliberadamente deformadas geralmente têm ossos mais planos na parte da frente do crânio. Para compensar toda a pressão causada pela deformação, os ossos na lateral do crânio tendem a crescer mais, disse Woo.

“O crânio utilizado neste estudo não mostrou alterações comuns a crânios deformados”, disse Woo para a Live Science via e-mail. “A esse respeito, pensamos que a cabeça deve ser considerada como uma variação normal do grupo”.

fonte: Yahoo!

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