terça-feira, 1 de maio de 2018

Genética: Útero artificial pode gerar um híbrido mamute-elefante


Geneticistas de Harvard estão a estudar a hipótese de criar um útero artificial para gerar um animal híbrido que vai juntar características de mamute e de elefante. Os genes da espécie extinta podem ajudar a salvar os elefantes, defendem os especialistas.

O estudo está a ser realizado há 11 anos e é liderado por um dos mais proeminentes geneticistas da atualidade, George Church – trabalhou no projeto para mapear o Genoma e é um dos fundadores da iniciativa BRAIN. 

O objetivo do grupo de cientistas baseado na Universidade de Harvard é criar elefantes híbridos que consigam resistir a temperaturas frias. Para isso, a equipa de Church já conseguiu isolar e “ressuscitar” 44 genes do mamute de lanoso (a espécie de mamute que se adaptou às regiões mais a norte do planeta e que desenvolveu pelo comprido para se proteger do frio). 

A ideia é juntar este “cocktail genético” ao do atual elefante. O resultado, dizem os cientistas será um “mamute-elefante” capaz de aguentar temperaturas frias e que não vai desenvolver presas. Um híbrido que poderá viver mais a norte (fora de África e da Índia) e que não terá o marfim tão procurado pelos caçadores furtivos.

A notícia é avançada pelo The Telegraph o qual cita George Church: «O meu objetivo não é trazer de volta o mamute, mas sim os seus genes e provar que eles funcionam e que nós já os conseguimos colocar a funcionar (…) vamos publicar um paper em breve que descreve como conseguimos transformar células estaminais em qualquer tipo de tecido que queiramos. Neste caso, pretendemos que seja no tipo de tecido no qual são implantados os embriões».

Para já, a equipa vai usar a técnica em embriões de ratos e depois vai passar a mamíferos de grande dimensão.