quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cientistas apontam lugar ideal para encontrar vida extraterrestre em Marte


Um grupo internacional de pesquisadores da Universidade de Edimburgo (Escócia) descobriu que lugar poderia ser o mais propício para possível vida em Marte, informa a edição Science Alert.

O grupo de cientistas, liderado por Sean McMahon, supõe que os rochedos ricos em ferro, localizados perto de antigos lagos secos em Marte, são o melhor lugar para pesquisar traços de organismos vivos que podiam ter vivido no Planeta Vermelho há biliões de anos, segundo o estudo, publicado no Journal of Geophysical Research: Planets.

Actualmente, não há provas de que Marte era habitável, mas o planeta um dia teve condições adequadas para existência vida. Observações a partir da órbita mostraram que a superfície do Planeta Vermelho possui vales fluviais secos, cursos sinuosos e ramificados, depressões típicas de lagos, entre outros traços, escreve a Science Alert.

O planeta tinha água em estado líquido entre os 4100 e 3500 milhões de anos quando Marte possuía uma atmosfera densa que impedia penetração de radiação solar maligna.

Especialistas internacionais analisaram dados disponíveis e determinaram os lugares mais convenientes para buscar traços da vida de microrganismos em Marte, se esta tivesse existido. Entre as regiões indicadas estão sedimentos de lagos ricos em ferro e sílica que correspondem ao ambiente redução-oxidação, propício para bactérias com metabolismo anaeróbico. Os sedimentos também são convenientes para a fossilização — processo de decomposição e transformação de organismos mortos em fósseis.

Antigas fontes quentes também podem ser um lugar adequado para buscas, mas primeiro é preciso provar sua existência em Marte.

Em 2020, a NASA planeia iniciar a missão Mars 2020 no âmbito do programa duradouro Mars Exploration Program. A empresa espacial enviará ao Planeta Vermelho um aparelho, destinado a estudar rochas antigas e a buscar vestígios de vida no planeta. Este terá um drone de reconhecimento e contará com manobrabilidade mais eficaz do que seu antecessor. Porém, cientistas acham que o sucesso da missão dependerá em grande parte do lugar de pouso escolhido.

fonte: Sputnik News