sexta-feira, 20 de abril de 2018

Cientista descobre acidentalmente como criar embriões sem óvulos nem esperma


O laboratório decidiu destruir os embriões criados, por acidente, sem óvulos nem esperma, para assegurar-se de que não se desenvolviam mais.

O investigador Yue Shao não estava a estudar como criar um embrião. No entanto, sem se aperceber, fez uma surpreendente descoberta no seu laboratório, na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, de acordo com a RT.

Enquanto trabalhava com vários tipos de células-mãe para formar estruturas, uma delas organizou-se rapidamente na forma de um círculo desviado. Depois de o analisar detalhadamente, o investigador concluiu que essa amálgama se tinha convertido em algo semelhante a um ser humano na sua fase inicial.

Shao informou prontamente os seus companheiros de trabalho, uma equipa mista de biólogos e engenheiros, sobre o que estava a acontecer. Todos concordaram que deveriam “averiguar o que fazer. Devemos ser muito cautelosos“.

Apesar da importância da experiência, estas estruturas celulares parecidas com embriões não estão completas e não se poderiam converter numa pessoa sem uma intervenção de engenharia genética.

A esta estrutura celular, faltavam os tipos de células necessários para criar uma placenta, um coração, ou um cérebro. Ainda assim, os “embriões” de Michigan são suficientemente realistas para que o laboratório tenha decidido destruí-lo, de forma a assegurar-se de que não se desenvolvem mais.

Um ano antes, o trabalho de outro laboratório no Japão conduziu ao nascimento de crias de ratos vivas, utilizando zigotos que a equipa de cientistas fabricou a partir de células epiteliais adultas.

Estas descobertas permitem avançar em alguns dos problemas mais difíceis de resolver da biologia reprodutiva. Quarenta anos depois do nascimento do primeiro bebé proveta, a investigação genética está perto de uma nova revolução biológica.

No entanto, os especialistas em bioética advertem que é necessário reconsiderar o que significa reproduzir e criar um bebé humano. Especialmente, destacam a grande responsabilidade sobre as possíveis consequências éticas, sociais, legais ou até mesmo ambientais de tais tecnologias e experiências.

fonte: ZAP