sexta-feira, 4 de abril de 2014

Será lançado às 22.02 o satélite que monitorizará clima


O lançamento do satélite Sentinel-1A, que permitirá monitorizar o clima, os oceanos e a superfície continental da Terra, é esperado hoje, às 22:02 (hora de Lisboa), informou a agência espacial europeia (ESA).

O satélite foi construído ao abrigo do Copernicus - Programa de Observação da Terra da União Europeia, e o seu lançamento, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, num vaivém russo Soyuz, poderá ser acompanhado no portal da ESA.

Trata-se do primeiro satélite do Copernicus, em que as informações recolhidas possibilitarão "melhorar significativamente a segurança marítima, o acompanhamento das alterações climáticas e a assistência em situações de emergência e crise", assinalou em comunicado a representação portuguesa da Comissão Europeia.

A mesma nota explica que o Sentinel-1A "opera em quatro modos de imagem com diferentes resoluções (até cinco metros) e cobertura (podendo atingir 250 quilómetros), que permitirão uma monitorização fiável e repetida de uma vasta área", tendo sido "concebido para funcionar num modo pré-programado".

O engenho irá recolher imagens de alta resolução de "todas as massas continentais, zonas costeiras e vias marítimas, abrangendo todos os oceanos".

O Sentinel-1A faz parte da primeira de seis missões do programa Copernicus, a Sentinel-1. Esta missão é composta por "uma constelação de dois satélites em órbita polar", o já mencionado Sentinel-1A e o Sentinel-1B, que "partilham o mesmo plano orbital e funcionam dia e noite para recolher imagens por radar de abertura sintética".

Segundo a Comissão Europeia, os dados recolhidos pelo Sentinel-1A podem ser aplicados na monitorização do clima, das zonas de gelo do Ártico e dos riscos associados à dinâmica dos solos, assim como no controlo dos derrames de petróleo, na deteção de embarcações e na cartografia da superfície terrestre.

O programa Copernicus tem um financiamento previsto de cerca de 4,3 mil milhões de euros, para o período 2014-2020.