sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mistério do Abominável Homem das Neves pode ter sido resolvido

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Equipa de cientistas analisou material genético de nove supostos Ieti e revelou os resultados.

Cientistas verificaram que amostras de ossos, dentes, pele, cabelo e fezes atribuídas a nove espécimes do chamado Abominável Homem das Neves, criatura mitológica gigante dos Himalaias semelhante a um macaco, eram de cão e ursos.

O estudo em causa, a ser publicado na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society, incidiu sobre o ADN (material genético) de amostras de nove supostos Ieti, nome por que é também conhecida a criatura bípede. 

As amostras, recolhidas nos Himalaias, a mais alta cadeia montanhosa do mundo, e no planalto do Tibete, são provenientes de museus e coleções privadas. 

A análise genética revelou que um dos 'Ietis' correspondia, afinal, a um cão e os restantes oito a ursos-negros asiáticos, a ursos-pardos dos Himalaias e a ursos-pardos tibetanos. 

"Claramente, uma grande parte da lenda Ieti tem a ver com os ursos", sustentou a coordenadora do estudo, Charlotte Lindqvist, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos. 

Para a bióloga e professora, citada em comunicado da universidade, "a ciência pode ser uma ferramenta útil para explorar as raízes dos mitos sobre as criaturas grandes e misteriosas". 

O novo estudo genético, que o grupo de Charlotte Lindqvist considera ser mais completo do que outros que foram feitos em busca do presumível ADN do Abominável Homem das Neves, poderá ajudar também a resolver um mistério científico, o de como os ursos asiáticos evoluíram. 

Os cientistas sequenciaram o ADN mitocondrial de 23 ursos asiáticos, incluindo os oito falsos Ieti, e compararam os dados genéticos com os de outras espécies de ursos. 

Das análises realizadas, a equipa concluiu que os ursos-pardos do Tibete partilham um antepassado comum próximo com os ursos da América do Norte, da Europa e da Ásia, enquanto os ursos-pardos dos Himalaias pertencem a uma linhagem evolutiva diferente. 

A divisão terá ocorrido há cerca de 650 mil anos, durante o período glacial, de acordo com os investigadores.