sábado, 28 de maio de 2011

Geólogos internacionais investigam formações raras em Valongo


Investigadores vêm estudar formações geológicas do período do Ordovícico

Vêm da Rússia, Austrália, China, EUA, República Checa, Reino Unido, Espanha, Dinamarca e França

Uma equipa de geólogos estrangeiros estará no próximo sábado, em Valongo, para estudar vestígios de formações geológicas existentes na Serra de Santa Justa, datadas do período do Ordovícico – na escala de tempo geológico, corresponde à Era Paleozóica. Estas formações retratam geologicamente Valongo há 490 milhões de anos, altura em que o território era ainda parcialmente coberto por mar.

Segundo os especialistas participantes, “estas formações, visíveis sem recurso a escavação, são únicas no mundo, sendo por isso um testemunho fundamental para estudos realizados e teorias formadas acerca do assunto”.

Os investigadores, provenientes dos mais diversos países como Rússia, Austrália, China, EUA, República Checa, Reino Unido, Espanha, Dinamarca e França, estudarão formações geológicas existentes no território de Valongo, mais propriamente na Serra de Santa Justa e Pias.

Em vésperas do simpósio internacional que se realizará em Espanha, especialistas provenientes da Rússia, Austrália, China, EUA, República Checa, Reino Unido, Espanha, Dinamarca e França estarão então em Valongo, na Serra de Santa Justa.

Os vestígios do período Ordovícico – durante o qual ocorreu o apogeu das trilobites –, existentes na Serra de Santa Justa e Pias, têm suscitado o interesse dos especialistas nacionais e internacionais.

Em 1994, a Câmara Municipal de Valongo, em colaboração com o Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto decidiu arrancar como projecto do Parque Paleozóico de Valongo, dedicado à importância do património geológico existente na Serra de Santa Justa.


Hominídeo desconhecido em Atapuerca


Hominídeos - Reconstituição


Trabalhos em Sima del Elefante, em Atapuerca
 
Após três anos de análises, cientistas admitem que não descobriram a que espécie pertence a mandíbula encontrada

Em 2007 foi encontrada em Atapuerca (Espanha) uma mandíbula de hominídeo com 1,2 milhões de anos. Os investigadores afirmaram prontamente que se tratava do registo mais antigo de hominídeo encontrado na Europa. Agora, e depois de três anos de análises, os cientistas admitem que não conseguem descobrir a que espécie pertence o achado.

O fóssil foi atribuído de forma provisória ao Homo antecessor, espécie que apareceu já noutras ocasiões neste sítio. Mas depois de uma análise mais completa os cientistas admitem que uma mandíbula não é suficiente para perceber se era de um antecessor ou se será de uma espécie até agora desconhecida, o que ao confirmar-se seria o primeiro novo europeu.

Os resultados vão ser apresentados hoje em Burgos e serão publicados no «Journal of Human Evolution» com uma pormenorizada descrição das patologias dentais que apresentava aquele adulto misterioso. Mas para se descobrir mais sobre ele era necessário encontrar mais fósseis relacionados, com explica José María Bermúdez de Castro, um dos directores das escavações.

O dono da mandíbula ganhou agora o nome de Homo sp, que é como quem diz, um hominídeo indefinido. Visto que o sítio onde foi encontrado - Sima del Elefante – é o sítio em Atapuerca referente ao período mais remoto da Pré-História europeia.

Noutras investigações, o DNA permitiu a resolução de várias dúvidas, mas nesta caso é impossível devido á antiguidade do achado.


Enterramento neolítico encontrado em Barcelona


Enterramento neolítico encontrado no bairro Raval, em Barcelona

Restos arqueológicos apareceram durante obras de alargamento de parque de estacionamento

Restos de um enterramento neolítico apareceram durante obras de alargamento do Parque de Estacionamento da Praça de la Gardunya, em Barcelona. Ferran Puig, do Museu de História de Barcelona (MUHBA) explicou que foi encontrado o que se pensa ser o esqueleto de uma mulher enterrada em posição fetal, acompanhada por objectos de adorno pessoal feitos de pedra e osso.

Esta forma de enterramento era habitual durante o período neolítico antigo e médio. A mulher tinha uma pulseira de contas de variscita (mineral semiprecioso), um colar de pequenas contas de esteatite e um pingente que é um dente de javali.

Os materiais de que são feitos esses objectos procedem de zonas muito distantes como as minas de Gavà e zonas vulcânicas dos Pirenéus. Este facto pode ajudar a definir a população como semi-nómada e recolectora, embora nesta altura já praticasse uma agricultura incipiente.

A actual praça da Gardunya era naquela época uma planície fértil onde se colhia cevada e trigo de forma primitiva. Junto à zona do Sant Paul de Camp e da Rambla – no bairro Raval – registaram-se ao longo dos últimos 20 anos diferentes níveis arqueológicos.

Os achados vão ser agora transportados para o Centro de Conservação do MUHBA onde serão estudados e preservados. Ferran Puig afirmou já que os ossos encontram-se em muito mau estado devido à acidez do solo. Não será possível conservar muitos deles, apesar de serem úteis para a datação por carbono 14.

Da modernidade à Pré-história

As escavações que têm sido realizadas na zona do Raval têm permitido conhecer melhor as ocupações humanas daquele local. Existem sítios da época moderna, medieval, romana e pré-histórica.

As investigações demonstram também que existe uma “franja neolítica” que pode conter muitas surpresas arqueológicas entre a Plaça del Pí e a Ronda de Sant Pau, onde muito provavelmente viveu gente no período neolítico.

O enterramento encontra-se perto dos do antigo convento de Jerusalém, debaixo do qual foram achados restos urbanos da idade moderna, níveis de romano e também pré-históricos.

O achado mais recente vem completar o registo arqueológico da zona que o MUHBA estuda há quase três anos. Começa-se, assim, a formar uma visão ampla que poderá vir explicar os rituais funerários, os costumes e a estética daquelas populações.


Um terço dos planetas detectados pelo telescópio Kepler tem companhia


Um terço dos planetas que o Kepler descobriu tem companhia

Dos 1235 planetas candidatos que Kepler anunciou ter descoberto, 408 vivem em sistemas estelares multi-planetários.

Em Fevereiro, o telescópio espacial lançado pela NASA em 2009, anunciou ter detectado mais de 12 centenas de planetas candidatos. Ontem o projecto anunciou que já descodificou parte desta informação: cerca de um terço pertencem a 170 sistemas solares com dois ou mais planetas.

“Não antecipámos que descobríssemos tantos sistemas com trânsitos múltiplos. Pensámos que poderíamos ver dois ou três. Em vez disso, encontrámos mais de cem”, disse em comunicado o astrónomo David Latham, do Centro de Astrofísica do Smithsonian, na Universidade de Harvard.

A maioria destes planetas é menor do que Neptuno. E giram em sistemas mais planos do que o sistema solar. O Kepler detecta planetas quando estes se atravessam à frente da sua estrela e diminuem ligeiramente a luz que chega da estrela ao telescópio, como a sombra que um avião faz na Terra quando passa em frente ao Sol.

Para o telescópio detectar mais do que um planeta, é necessário que estes estejam no mesmo plano ou no máximo, que tenham uma inclinação orbital de menos de um grau. Em comparação, o sistema solar não está no mesmo plano. Mercúrio, por exemplo, tem uma inclinação de sete graus em comparação com a Terra.

“O mais provável, é que se o nosso sistema solar não tivesse grandes planetas como Júpiter ou Saturno para agitar as coisas com os seus distúrbios gravitacionais, ele seria tão plano como os sistemas descobertos por Kepler”, disse Latham.

Durante três anos e meio do projecto, o telescópio Kepler vai continuar a olhar para estrelas que estão na vizinhança galáctica, à procura de planetas com características semelhantes à Terra, que possam conter vida.

fonte: Público

Insecto é fotografado a comer filhote de tartaruga no Japão


Usando as patas dianteiras, a barata d'água agarrou a tartaruga, enfiando o bico da presa

Uma barata d'água foi fotografada a comer um filhote de tartaruga no Japão, no que foi considerada uma inversão pouco comum de papéis predatórios.

Grandes insectos da subfamília Lethocerinae são conhecidos por caçar pequenos vertebrados, incluindo peixes e sapos. Mas uma espécie particular já era conhecida por comer filhotes de cobras - e, agora, ficou comprovado que se alimenta até de tartarugas.

O investigador Shin-ya Ohba registou o comportamento pouco comum durante uma recolha de amostras durante a noite na província de Hyogo, no centro-sul do Japão.

Num texto publicado na revista científica Entomological Science, Ohba descreve a sua observação de um Kirkaldyia deyrolli comendo um filhote de tartaruga num fosso próximo de uma plantação de arroz.

Usando as suas patas dianteiras, a barata d'água agarrou a tartaruga, enfiando o seu bico semelhante a uma seringa no pescoço da presa para poder se alimentar. Anteriormente, Ohba já havia fotografado estes insectos comendo cobras.


Insecto também é conhecido por comer cobras

"Todo mundo pensa que os insectos da subfamília Lethocerinae vivem de peixes e sapos. Embora comer tartarugas e cobras seja raro em condições naturais, (esta evidência) surpreende os naturalistas (por mostrar) hábitos alimentares vorazes", diz.

Espécie ameaçada

Os Kirkaldyia deyrolli são nativos do Japão, onde são encontrados a viver em plantações de arroz, alimentando-se principalmente de pequenos peixes e sapos.

A espécie é considerada ameaçada pela Agência Ambiental Japonesa depois de reduções significativas em sua população nos últimos 40 anos, supostamente devido à perda de habitat e à poluição da água.

As baratas d'água são os maiores exemplares dos insectos da ordem Hemiptera. Os integrantes da subfamília Lethocerinae são encontrados em lagoas de água fresca, lagos e córregos de baixa velocidade, além de rios nas Américas do Norte e do Sul e no leste da Ásia.

Algumas espécies do género Lethocerus podem atingir até 15 cm de comprimento, têm hábitos nocturnos e podem voar, aproveitando a luz da lua cheia para migrar. Ocasionalmente, estes insectos picam seres humanos.

fonte: terra

Síndrome rara faz com que criança britânica não sinta dor


Oliver Jebson (dir.) sofre da síndrome rara Cornélia de Lange

Uma doença rara faz com que um miudo britânico Oliver Jebson, de 3 anos, não sinta dor. Ele sofre da síndrome Cornélia de Lange, que atinge uma em cada 50 mil crianças. Os pais de Oliver, Hayley e Dean Jebson, estão constantemente preocupados com o filho, que já chegou a ter um corte profundo nos lábios e não avisar os pais.

O menino tem dificuldades para perceber que está tocando coisas muito quentes ou muito pontudas, e não nota que se machucou quando cai ou bate em algo.

"Outro dia, ele caiu de frente e um dente de baixo entrou em seu lábio superior, mas ele nem vacilou. Ele só chora quando está aborrecido", disse a mãe à agência de notícias britânica Caters.

Alteração genética

A síndrome Cornélia de Lange é causada pela alteração de um gene que participa do desenvolvimento do embrião. Segundo o geneticista Pablo Rodrigues De Nicola, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por causa desta modificação, a criança geralmente nasce com baixo peso e baixa estatura.

"Ela tem uma deficiência no crescimento e, muitas vezes, algum atraso neurológico também", diz o médico. A síndrome modifica as feições das crianças afetadas, que geralmente tem narizes pequenos e finos, sobrancelhas arqueadas e orelhas pequenas.

É comum também que tenham más formações no coração e nos membros, além de problemas de respiração, audição e visão. Mais raramente, a síndrome também causa insensibilidade à dor.

Progressos

Quando Oliver nasceu, ele pesava dois quilos. Seus pais foram avisados pelos médicos de que o menino poderia não sobreviver além do segundo aniversário. Mas depois de seis cirurgias, Oliver continua fazendo progressos.

Segundo seus pais, ele já deu os primeiros passos e disse as primeiras palavras, antes do que é comum para crianças com a mesma condição. "Ele continua a nos surpreender, mas ainda precisamos ser cuidadosos com ele", diz o pai de Oliver.

"Se algum de nós tem uma gripe, precisamos ficar longe". O irmão mais velho de Oliver, Lewis, de 6 anos, diz sentir orgulho do irmão. "Eu sei que ele está doente, mas está melhorando", diz.

fonte: terra

O especulador do futuro


CARRO DOS JETSONS: Automóveis flutuantes serão verdade até 2100

Móveis deslocados com a força da mente, um elevador até a Lua e microrrobôs pedreiros. O físico Michio Kaku falou com a vanguarda da ciência e garante: tudo isso será realidade

É acordado por um barulho vindo das paredes do quarto, que acendem do chão ao topo, como imensos televisores. Nelas, um rosto feminino o avisa de uma reunião de emergência no trabalho e o apressa a ir até o wc. Enquanto lava o rosto, centenas de sensores microscópicos espalhados pela lavatório, espelho e sanita analisam moléculas em seu hálito e fluidos corporais para verificar sinais de doença. Células relacionadas a qualquer tipo de tumor expelidas pelo seu corpo acionariam um alarme. Mas, tirando o seu bafo matinal, parece estar tudo bem.

Outros sensores, acoplados à sua cabeça, leem a frequência cerebral e fazem com que a força do pensamento seja o suficiente para mudar a temperatura do quarto, fazer tocar sua música favorita e mandar um robô preparar o café da manhã. Com os mesmos sinais cerebrais, você faz o computador central da casa tirar móveis do seu caminho até a cozinha, por meio de poderosos ímãs. Após a refeição, suas lentes de contacto conectam-se à internet num piscar de olhos e projetam as principais notícias do dia em sua retina. Ao terminar de se arrumar, um comando mental faz com que o carro o espere em frente à porta. Ele não tem rodas e flutua levemente por cima do pavimento, feito de um supercondutor magnético. Ainda tira uma pestana enquanto o automóvel dirige sozinho, escolhendo o melhor caminho entre o trânsito até ao escritório.

Isso não é um roteiro de filme de ficção científica, mas um resumo das tecnologias que farão parte de nosso quotidiano até 2100, de acordo com um dos mais proeminentes físicos da actualidade. Fazem parte do livro Physics of the Future (Física do Futuro, sem edição no Brasil), lançado em março por Michio Kaku, um dos pais da teoria dos campos de cordas (que tenta unificar as explicações físicas sobre o Universo). Graduado com as maiores distinções académicas na Universidade de Harvard e com Ph.D. em Princeton, o americano de origem nipónica Kaku, 64 anos, é um cientista pop, digamos, com três best-sellers publicados e uma série de participações em documentários, além de figura fácil no rádio e na televisão. Para listar em seu livro cerca de 80 tecnologias que deverão ser desenvolvidas nas próximas nove décadas, ele compilou informações de 300 entrevistas com alguns dos investigadores mais conceituados em várias áreas da ciência.

Só entraram na obra estudos que já contam com protótipos e que respeitem leis fundamentais da física. “Não sou um escritor de ficção científica. Tudo o que menciono é baseado na realidade”, diz Kaku. O futuro da computação, da nanotecnologia, da medicina e da energia é descrito com detalhes em 416 páginas, mas o americano sabe que seus palpites não são exatos. “É impossível acertar tudo. Mas essas são as previsões mais próximas de darem certo, cientificamente falando.” No século XXII de Kaku, e mesmo antes dele, viveremos como deuses gregos. “Como Zeus, você moverá objetos com a mente e sairá desfilando por aí com sua carruagem voadora, da mesmo maneira que Apolo. E, como Vénus, seu corpo será perfeito e intocável pelo tempo”, diz, referindo-se a avanços da genética. Para ele, conseguiremos fabricar órgãos, pernas e braços usando informações do nosso ADN, o que nos permitirá viver mais de 150 anos com corpinho de 30. Um elevador de nanotubos de carbono ultrarresistentes nos conduzirá em viagens à Lua e, a partir de outros avanços na genética, o cientista também vê a possibilidade de criar animais míticos como o Pégaso (um cavalo alado) e ressuscitar o neandertal.

Apesar desse tipo de previsão, Kaku rebate qualquer menção a um possível exagero em seus palpites. Para enfatizar o quanto é possível evoluir num século, pede para tentarmos reconstituir a vida como ela era em 1900. Ele lembra que não existia rádio, ninguém imaginava filmes da meneira como os vemos hoje, o carro ainda era chamado de “carruagem sem cavalos”, fazendeiros não pensavam em usar tratores e a ideia de uma máquina que poderia voar como um pássaro era coisa de malucos.

Para o físico, até pessoas ligadas à ciência subestimavam seu potencial. Ele cita o comissário Charles Duell, do escritório de patentes dos Estados Unidos, que em 1899 declarou: “Tudo que poderia ter sido inventado já foi inventado”. Kaku também lembra que em 1943, Thomas Watson, presidente da IBM, acreditava que o mercado mundial tinha espaço para, talvez, cinco computadores. “Nós acumulamos mais conhecimento científico nas últimas décadas do que em toda a história.” Se ao menos o físico estiver certo num dos palpites, teremos até nossos 150 anos para conferir o quanto de suas previsões foram acertadas.


Orangotango-de-sumatra nasceu no Jardim Zoológico



O Jardim Zoológico de Lisboa tem mais um bebé, desta vez um orangotango-de-sumatra que nasceu no dia 25 de Abril, anunciou a instituição. A cria (que ainda não tem nome) é filha de Janina, 17 anos e natural da Alemanha, e de Ziki, 13 anos, nascido na República Checa, e irmã de Harta, que também nasceu na Alemanha.

Os orangotangos-de-sumatra encontram-se na ilha de Sumatra (Indonésia), em florestas húmidas até 4000 metros de altitude, embora tenham preferência pelas zonas mais baixas. O mais recente habitante do Jardim Zoológico pertence a uma espécie solitária, sendo as ligações mais fortes entre as fêmeas e as crias.

A sua pelagem avermelhada, longa e macia, cobre todo o corpo excepto a face, as palmas das mãos e as solas dos pés. Os machos são maiores do que as fêmeas e apresentam uma curta barba branca nos maxilares e têm braços muito longos e fortes.

Normalmente ingerem mais de 200 espécies de plantas, com preferência pelos frutos suculentos. Alimentam-se sobretudo de frutos, folhas, casca de árvore e flores, mas também de pequenos mamíferos e térmitas.

Esta espécie está determinantemente em perigo (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza), pois, no passado, as espécies de orangotango tinham uma distribuição mais vasta, existindo também nas florestas húmidas da Malásia e da China. A caça para o comércio de espécies exóticas foi um dos principais factores do seu declínio. Actualmente, a maior ameaça é a destruição do habitat.