quinta-feira, 28 de março de 2019

Força Aérea dos EUA não consegue explicar origem de OVNI caindo do céu


O vídeo gravado no Alasca mostra um objeto misterioso caindo e deixando uma trilha de fumaça no céu.

O vídeo filmado no município de Anchorage, Alasca, mostra dois rastros de fumaça que são deixados por objeto misterioso em queda.


A queda livre aconteceu perto da base militar Elmendorf–Richardson, mas, de acordo com a porta-voz da base Erin Eaton, o OVNI não tem relação com os veículos aéreos da base.

A Administração Federal de Aviação afirmou que o objeto no vídeo não era um avião e que a entidade não recebeu notificação alguma sobre voos no momento, informou o tabloide britânico Mirror.

Entretanto, alguns especialistas não excluem que se trate de um avião. 

Por exemplo, Peter Davidson, diretor do Centro Nacional de Relatos sobre OVNI, afirmou que o vídeo mostra um avião comercial com um rasto de fumaça atrás dele.

Entretanto, Adonus Baugh, de 18 anos de idade, que filmou o vídeo, não concorda com a opinião de Davidson, acrescentando que parece ser algo vindo de atmosfera.

"Eu e minha mãe estávamos chegando ao estacionamento perto de casa, quando eu vi que algo estava caindo do céu. Acreditei que fosse um meteoro ou alguma coisa entrando na atmosfera. Eu nunca vi nada parecido", explicou ele.

fonte: Sputnik News

Descobertas figuras humanas pintadas há 6.000 anos num enorme dólmen em Espanha


Um estudo científico revelou detalhes interessantes sobre o dólmen de Soto, um complexo megalítico subterrâneo localizado na cidade espanhola de Trigueros.

O uso de tecnologias atuais permitiu expandir consideravelmente o que se sabia sobre este monumento pré-histórico, que os especialistas têm comparado com o famoso Stonehenge.

De acordo com os resultados deste trabalho, recolhidos no livro “Símbolos da morte na pré-história recente no sul da Europa, o dólmen de Soto”, este imponente recinto megalítico é coberto por um grande monte com cerca de 60 metros de diâmetro e delimitado circularmente por um conjunto de grandes pedras.

Além disso, uma galeria composta por 63 suportes de pedra penetra no espaço da circunferência ao centro, sob o peso de outras 30 enormes lajes, criando uma passagem com mais de 21 metros de comprimento e três de largura. Ambos os pilares e as lajes do telhado são rochas de arenito, ardósia e calcário.

Um dos detalhes que mais interessam aos investigadores é a antiguidade da simbologia profusa encontrada na superfície das pedras – todas pintadas, esculpidas ou gravadas -, estimada em cerca de seis mil anos. Mais de 60 figuras representam pessoas que carregam diversos objetos, frequentemente bastões, punhais e machados, entre outros.

Este valioso monumento pré-histórico, descoberto em 1923, tem sido objeto de numerosos estudos arqueológicos, mas nunca antes se teve uma ideia exata das suas dimensões confirmadas ou de sua datação precisa.


A orientação do corredor de acesso ao dólmen, de leste a oeste, permite assistir a um fenómeno solar que para os habitantes do Neolítico, bons conhecedores de ciclos naturais, constituiu um ritual carregado de simbolismo: os primeiros raios de luz do equinócio da primavera e outono é projetado através da galeria de 21 metros e ilumina a última laje por alguns minutos.

Nas comunidades neolíticas, era comum a crença de que a luz da manhã purificava e poderia ressuscitar os mortos, muitas vezes enterrados em construções funerárias em forma de dolméns.

O dólmen de Soto foi descoberto pelo marquês Armando de Soto há 95 anos, quando um pedreiro que trabalhava para ele comentou sobre a descoberta de enormes pedras no ponto próximo do Zancarrón. Intrigado com a descoberta, o Marquês encomendou escavações e, pouco depois, relatou as investigações à Royal Academy of History.

O valor patrimonial foi reconhecido em 1931, quando foi declarado monumento nacional, mas só desde 2004 é que o governo regional da Andaluzia começou a investir recursos na documentação, investigação e valorização do monumento, cuja abertura parcial ao público é consumado em 2013

O dólmen de Soto faz parte de um grupo de mais de 200 megalíticos que foram construídos no que hoje é a província de Huelva entre o Neolítico e a Idade do Bronze.


fonte: ZAP

terça-feira, 26 de março de 2019

Cientistas descobrem antigo 'monstro marinho' com 18 tentáculos peludos


Paleontólogos britânicos encontraram em sedimentos do período Cambriano na China fósseis de uma criatura marinha incrível, parecida com um Cthulhu, descrito pelo escritor de obras de terror H. P. Lovecraft. A descoberta coloca em dúvida a teoria sobre o primitivismo dos primeiros habitantes multicelulares da Terra, fala o jornal Current Biology.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, realizou escavações na província de Yunnan, no sul da China. Entre os fósseis encontrados estava um "monstro marinho" desconhecido, denominado posteriormente Daihua sanqiong em referência à tribo Dai em Yunnan, e "hua", que se traduz do mandarim como "flor", já que tem a forma de flor.

"É um dos momentos mais fascinantes da minha vida. Nós pegamos nos manuais de zoologia e tentamos analisar todos os traços extraordinários e comuns entre a criatura [encontrada] e outros invertebrados primitivos. Subitamente nos apercebemos que segurávamos nas mãos um ‘elo perdido da evolução' que revela a origem do Ctenophora", contou o cientista Jakob Vinther.

A anatomia da criatura era insólita até para os representantes do período Cambriano. O animal, fossilizado há cerca de 518 milhões de anos, tem 18 tentáculos finos, adornados com fileiras de grandes pelos.


© FOTO: YANG ZHAO Criatura marinha, denominada Daihua sanqiong

Apesar da sua anatomia, a criatura tinha um estilo de vida imóvel, o que o torna parecido com poríferos e outros animais primitivos.

Analisando os traços únicos da descoberta e avaliando o seu lugar na evolução, os cientistas revisaram a genealogia dos animais multicelulares antigos. Foram encontrados vários parentes do Daihua sanqiong, que anteriormente eram considerados pertencentes a Kamptozoa ou pólipos.

Segundo a análise evolucionária, os seus antecessores tinham um estilo de vida imóvel, mas gradualmente se livraram de tentáculos "excessivos" e esqueleto, fizeram crescer barbatanas, aprenderam a nadar e passaram ao estilo de vida de predador.

Vale destacar que eles apareceram antes da explosão Cambriana, simultaneamente ou até antes do surgimento dos primeiros Cnidário, entre os quais estão as medusas e as alforrecas. Esse facto mostra que as teorias existentes da origem dos animais multicelulares estão erradas, concluíram os cientistas.

fonte: Sputnik News

segunda-feira, 25 de março de 2019

A espetacular imagem das tempestades em Júpiter


A imagem de Júpiter criada por Kevin M. Gill em que se veem as tempestade e a Grande Mancha Vermelha © NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL

Na sua mais recente passagem pelo gigante gasoso, a sonda espacial Juno recolheu três imagens separadas do planeta que depois foram unidas numa só por Kevin M. Gill, usando a informação disponibilizada pela NASA.

Lançada em agosto de 2011, a sonda Juno voltou a recolher imagens de Júpiter, o gigante gasoso em torno do qual orbita. Desta vez, Kevin M. Gill aproveitou três dessas imagens que uniu numa só, mostrando toda a espetacularidade das tempestades que se formam naquele planeta.

Gill usou as imagens recolhidas pela câmara a cores da sonda e postas à disposição dos cidadãos-cientistas pela NASA. As imagens foram tiradas a distâncias que vão dos 27 mil aos 95 mil quilómetros das nuvens do planeta.

Na imagem criada por Gill são nítidas as tempestades formadas no hemisfério sul e a famosa Grande Mancha Vermelha.

Este anticiclone, que existe há milhares de anos, tem visto os seus segredos revelados pela missão da Juno, com os dados recolhidos pela sonda a permitirem perceber que as suas raízes de encontram a 350 km abaixo da atmosfera de Júpiter.


Sobreviver a queda de 5500 metros sem paraquedas e ter de convencer nazis de que não era espião


Ficou conhecido pelos camaradas da RAF, a força aérea britânica, como "o indestrutível Alkemade". Há 75 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, Nicholas Alkemade saltou de um bombardeiro em chamas e sobreviveu sem qualquer osso partido. Os ramos de um pinheiro e a neve no chão amorteceram a queda em território alemão.

A escolha era entre morrer queimado ou saltar. Decidi saltar", diz Nicholas Alkemade, citado no blog do Museu da RAF, a força aérea britânica. Durante décadas, este sargento artilheiro britânico relatou a jornalistas e historiadores como sobreviveu naquela noite de 24 para 25 de março de 1944, faz agora 75 anos, a uma queda de 5500 metros e ainda teve de convencer os nazis de que era um aviador e não um espião infiltrado em território alemão. A sua sorte foram os ramos de um pinheiro e a neve fofa no solo.

Alkemade era tripulante de um bombardeiro Lancaster que regressava de ataque a Berlim, mais de 800 aviões ao todo. O sargento seguia a bordo com mais seis tripulantes quando uma missão que parecia bem sucedida depois do bombardeamento da capital alemã foi transformada em tragédia por um Junckers. Quando se preparava para salta do avião em chamas, Alkemade percebeu que o paraquedas estava a arder e hesitou. Mas ele próprio começou a sofrer queimaduras e o salto tornou-se a única escolha, como contou muitas vezes também em programas televisivos, para os quais era convidado regular até morrer em 1987, com 64 anos.

Tinha cortes e queimaduras, também um joelho em muito mau estado, mas nenhum osso partido. Capturado por civis alemães, foi levado para uma clínica. No dia seguinte, chegou a Gestapo, que não acreditou na história do salto sem paraquedas e o acusou de ser espião. Só quando foi encontrado o avião de Alkemade carbonizado, a sua versão passou a credível para os alemães. Os nazis passaram mesmo um documento a autentificar a sua proeza, mesmo que a altitude exata da qual Alkemade se lançou (de um avião em queda!) seja motivo de debate ainda hoje.

Alkemade, de 22 anos, foi libertado numa troca de prisioneiros entre os britânicos e os alemães em fevereiro de 1945. A guerra terminou na Europa três meses depois e Alkemade trabalhou em tempos de paz na indústria química. O resto da tripulação do seu avião está sepultada num cemitério militar em Hanôver.

Em 2015, um estudo da Universidade de Leicester deu como cientificamente possível a sobrevivência de uma queda a 5500 metros estudando o caso de Alkemade. O segredo é o número sucessivo de ramos que vão reduzindo a velocidade da queda e depois a espessura de neve no solo. Mas a hipótese de morrer é bem superior, claro, concluem os cientistas.


Descoberto primeiro fóssil de pássaro com ovo preservado no interior


Cientistas encontraram um fóssil incrível: além de ter mais de 110 milhões de anos, é um fóssil de um pássaro em fase de gestação.

Cientistas do Instituto de Paleoantropologia de Vertebrados (IVPP) da Chinese Academy of Sciences encontraram um fóssil de um pássaro, com mais de 110 milhões de anos, em fase de gestação. Este é o primeiro fóssil encontrado com estas características.

Segundo o EurekAlert, o fóssil pertence a uma nova espécie de ave chamada Avimaia schweitzerae, que viveu no noroeste da China há cerca de 110 milhões de anos. Este pássaro pertencia ao grupo dos chamados Enantiornithes ou “pássaros opostos”, que eram muito comuns no Período Cretáceo.

Quando os cientistas analisaram o fóssil, aperceberam-se de que o sistema reprodutivo deste pássaro não funcionava corretaemte, uma vez que os fragmentos dos ovos foram formados com duas camadas extremamente finas, em vez de apenas uma camada, como acontece com as aves sadias.

Quando o ovo não é colocado, ele tende a ser coberto por uma dessas camadas. Desta forma, os cientistas acreditam que este ovo terá passado muito tempo no interior da ave e pode, inclusivamente, ter provocado a sua morte. As razões apontadas pelos especialistas para as causas deste fenómeno são períodos de stress elevado.

Como um óvulo está bem preservado, os cientistas conseguiram examinar a membrana e o revestimento proteico que cobre a casca (cutícula). De acordo com a análise, a cutícula foi feita de pequenas esferas de minerais, reafirmando a ideia de que essas esferas de proteção eram as principais características dos ovos das aves pré-históricas.

Por sua vez, o esqueleto da fêmea mostra alguns detalhes próprios da fase de gestação. Quando um pássaro põe ovos, estes animais acumulam cálcio nos espaços vazios dos seus esqueletos – no chamado osso medular, encontrado em pássaros e dinossauros.

Apesar do final infeliz, esta ave fossilizada permitiu aos cientistas descobrir mais detalhes sobre o ciclo reprodutivo dos Avimaia schweitzerae. O artigo científico foi recentemente publicado na Nature Communications.

fonte: ZAP

sábado, 23 de março de 2019

A Ciência descobriu quando nasceu Deus


A ideia de um deus todo-poderoso que vigia os humanos a partir do Céu e pune os que se desviam da norma surgiu depois de estes terem trocado a tribo pela sociedade.

Essa é a principal conclusão de um amplo estudo que revê o surgimento das sociedades complexas e a ideia do deus moral. Dos antigos egípcios até o Império Romano, passando pelos hititas, os deuses morais só entram em cena quando as sociedades se tornam realmente grandes.

A crença no sobrenatural é tão antiga como os humanos. Mas a ideia de um ser omnisciente vigilante da moral é mais recente. Antes das revoluções neolíticas, do surgimento da agricultura e das primeiras sociedades, os humanos viviam em grupos relativamente pequenos, baseados no parentesco.

Na tribo, todos se conheciam e seria difícil ter uma conduta antissocial sem ser descoberto. O risco de ser apontado, castigado ou expulso do grupo bastava para controlar o indivíduo. Mas, à medida que as sociedades se foram tornando mais complexas, as relações com estranhos ao clã cresciam e, ao mesmo tempo, as possibilidades de escapar à sanção.

Para muitos estudiosos das religiões, a aparição de um deus moral que tudo vê serviu como “cola” para a coesão social, facilitando a emergência de sociedades cada vez maiores.

“Mas o que vimos é que os deuses moralizantes não são necessários para que se estabeleçam sociedades em grande escala”, disse Harvey Whitehouse, diretor do Centro para o Estudo da Coesão Social da Universidade de Oxford, citado pelo El País. “Só aparecem depois do forte aumento inicial da complexidade social, uma vez que as sociedades alcançam uma população de aproximadamente um milhão de pessoas”.

Com um grupo de cientistas, o antropólogo britânico analisou 414 entidades políticassurgidas do Neolítico. Na base de dados, reunida no projeto Seshat, há desde cidades-Estado como Ur até a confederação viking da Islândia e impérios como o inca e o aqueménida.

Para medir a complexidade, usaram até 55 variáveis diferentes – existência de estratificação e hierarquia social, se existiam a propriedade privada e a capacidade de transferi-la, e o desenvolvimento da agricultura e de exércitos.

Os resultados, publicados na revista Nature, mostram que, quando os deuses morais apareceram, as sociedades já eram na sua maioria muito complexas. Na verdade, as entidades políticas estudadas apresentavam um aumento médio da sua complexidade social até cinco vezes maior antes da chegada desses deuses do que depois.

Só então o deus moral cumpre uma função social: “Talvez se deva a que, chegados a este ponto, as sociedades fiquem tão grandes que se tornam vulneráveis às tensões internas e ao conflito. Os deuses moralizantes ofereciam uma via para que as sociedades continuassem a prosperar apesar de tais tensões, fazendo com que todos cooperassem para evitar ofender um poder superior atento ao comportamento com relação aos outros, e sobre o qual se pensava que castigava os transgressores”, explicou Whitehouse.

As primeiras ideias de um deus moral surgem no antigo Egito, com a figura de Maat, a filha do deus Rá. Isto foi 2.800 antes da era atual, vários séculos depois da unificação das primeiras cidades do vale do Nilo. Segue-a na lista cronológica Shamash, o deus-sol que tudo vê, do Império Acádio, meio milénio posterior ao surgimento das civilizações mesopotâmicas.

O mesmo padrão observa-se com a deidade chinesa Tian e os diversos deuses do Império Hitita, na Anatólia (atual Turquia). Já no primeiro milénio antes da era atual apareceram o masdaísmo (ou zoroastrismo), o judaísmo e, já na era atual, o cristianismo e o islamismo. Todas são religiões com deuses morais surgidas ou evoluídas em sociedades consolidadas.

O estudo mostra que pode haver sociedades altamente complexas sem um deus moral. Isto não significa que não castigassem os humanos, mas faziam-no por faltar às obrigações com as divindades do que por ofender outros humanos. A maioria dessas sociedades é das Américas e Sudeste Asiático.

“Os sacrifícios e as normas de género dos astecas parecem centradas mais na manutenção universal e na melhoria individual que no estabelecimento de costumes religiosamente controlados no qual alguns deuses moralizantes ameaçam punir as ações interpessoais impróprias”, comenta o arqueólogo Alan Covey, da Universidade do Texas.

“Os textos maias parecem mostrar, ao menos no âmbito dos reis, que as razias e os sacrifícios humanos eram eventos memoráveis, e não atos pelos quais se pudesse temer uma desaprovação moral sobrenatural”, acrescenta. “Isto encaixa-se com os traços gerais da visão do mundo andina e as práticas de sacrifícios locais e estatais do Império inca”, conclui.

O estudo vai mais além e julga encontrar uma conexão entre aparição da escrita e a emergência dos deuses morais. Em 9 das 12 regiões do planeta analisadas, os primeiros registos escritos aparecem em média 400 anos antes das primeiras referências aos deuses morais. Isto “sugere que estas crenças não estavam muito difundidas antes da invenção da escrita”, opina Whitehouse.

Por outro lado, o diretor do Instituto para a Ciência da História Humana, o biólogo evolutivo Russell Gray, argumenta que “as provas de deuses moralizantes são difíceis de encontrar antes da invenção da escrita, mas isso não significa que não haja nenhuma. Os primeiros escritos eram principalmente documentos sobre transações financeiras, não sobre crenças religiosas”, acrescenta.

Gray é um dos maiores defensores de que o castigo divino entendido num sentido amplo é um precursor da complexidade política e social. Entretanto, reconhece que “os deuses morais são uma criação relativamente recente”.

fonte: ZAP

Novo "tesouro" de fósseis descoberto na China


Jazida de Qingjiang contém mais de 50% de fósseis de espécies desconhecidas para a ciência que viveram no período cambriano, há cerca de 518 milhões de anos

Da perspetiva da ciência, a descoberta é o equivalente a um "tesouro escondido". De acordo com um artigo publicado na revista Science , o recentemente identificado local de Qianjing, na China, contém milhares de fósseis diferentes, 53% dos quais de espécies até agora desconhecidas, entre anémonas, artrópodes, corais, esponjas, pequenos invertebrados e microrganismos.

O local, cujos sedimentos datam de há cerca de 518 milhões de anos, poderá mesmo dar aos cientistas informação decisiva sobre o ainda misterioso Câmbrico (ou Período Cambriano), ajudando a explicar melhor como a vida evoluiu no planeta.

Na história da vida na Terra, o período Cambriano, ocorrido entre 542 e 488 milhões de anos antes da nossa era, é um marco decisivo. O aparecimento de um número muito diversificado de formas de vida num espaço comparativamente curto de tempo, num fenómeno conhecido por Explosão Cambriana, continua a desafiar os cientistas, que procuram ainda compreender os motivos que levaram ao surgimento de tamanha diversidade e complexidade.

O desafio de Darwin

O próprio Charles Darwin encarava este período como o principal desafio à sua Teoria da Evolução das Espécies pela Seleção Natural. Até há cerca de 580 milhões de anos, a vida na Terra era composta essencialmente por seres unicelulares, por vezes agrupados em colónias. Mas nos cerca de 100 milhões de anos seguintes surgiram os primeiros animais, fitoplâncton e diversos novos microrganismos e uma diversidade comparável à atual.

Um dos maiores desafios para estudo desta época tem sido a relativa raridade de locais - folhelhos (rochas sedimentares originadas pelo depósito de detritos) - do período. Os mais importantes, até agora, eram Burgess Shale, nas Rocky Mountains canadianas,Chengjiang, também na China, e Emu Bay Shale, na Austrália.

O novo local, nas margens do rio Danshui, está localizado a menos de 870 quilómetros de distância de Chengjiang. No entanto, de acordo com as informações recolhidas até agora pelos cientistas, apenas 8% das espécies existentes nos dois folhelhos são coincidentes, o que é considerado mais uma evidência da extraordinária diversidade daquele período.