quarta-feira, 5 de julho de 2017

Caso Roswell, envolvendo alegada queda de OVNI, completa 70 anos


Em julho de 1947, ocorreu um dos incidentes mais famosos da ufologia mundial, quando uma nave extraterrestre supostamente teria se acidentado nos EUA.

Nesta semana, o assim chamado Caso Roswell – incidente ufológico envolvendo a queda de uma alegada nave extraterrestre no Novo México, Estados Unidos [VIDEO] – completa 70 anos de história.

Conforme relata o site do Museu Internacional do OVNI (International UFO Museum), tudo teria acontecido no início de julho de 1947 (o dia exato permanece desconhecido até hoje), quando um capataz chamado W.W. "Mack" Brazel, acompanhado pelo filho do casal Floyd e Loretta Proctor, estava cavalgando pelas terras do Rancho J. B. Foster, situado a noroeste da cidade de Roswell, com o intuito de verificar o estado de saúde algumas ovelhas após uma forte tempestade.

Enquanto fazia a inspeção, Brazel avistou uma trilha de escombros metálicos espalhados por uma grande área, e encontrou uma espécie de trincheira rasa escavada no chão com algumas centenas de metros de extensão. Impressionado com o material, o rancheiro recolheu parte dos detritos, guardou-os em um galpão e levou um pedaço para mostrar aos Proctor.

Como naquele ano havia relatos recentes de avistamentos de OVNIs, os amigos de Brazel lhe disseram que ele poderia estar em posse de partes provenientes de uma nave extraterrestre ou de algum projeto do governo, e que por isso o caso deveria ser levado a George Wilcox, xerife do Condado de Chaves – o que o capataz acabou realmente fazendo.

Após ser informado dos destroços, Wilcox repassou as informações ao Major Jesse Marcel, oficial de inteligência que prestava serviço no Campo de Pouso do Exército em Roswell (Roswell Army Air Field, ou RAAF).

Disco voador acidentado

Segundo o livro UFO Crash at Roswell (Queda de OVNI em Roswell, publicado em 1991), dos autores e pesquisadores Don Schmitt e Kevin Randle, no dia sete de julho de 1947, Jesse Marcel fez sua primeira visita ao Rancho J. B. Foster acompanhado pelo capitão Sheridan Cavitt. O major relataria depois que encontrou estruturas metálicas praticamente sem peso com o formato da letra "I", algumas das quais possuíam caracteres desconhecidos impressos em duas cores no sentido do comprimento. Além disso, Marcel teria descrito um tipo de metal fino como papel alumínio, mas que era virtualmente indestrutível.

O material foi recolhido e transportado até a base militar de Fort Worth, no Texas, e às 11 horas da manhã do dia oito de julho, o Tenente Walter Haut, oficial de informações públicas do RAAF, emitiu um comunicado ordenado pelo Comandante William Blanchard em que foi revelada a informação de que os destroços de um disco voador haviam sido recuperados por militares americanos.

A notícia estampou um jornal local.

Entretanto, no dia seguinte, outro comunicado foi publicado, só que desta vez emitido pela base de Fort Worth, revogando as afirmações do RAAF e afirmando que o material recolhido era proveniente de um balão meteorológico.

A história do caso rapidamente caiu no esquecimento. Contudo, no final da década de 1970, o físico nuclear e entusiasta do fenômeno OVNI, Stanton Friedman, começou a entrevistar testemunhas do incidente, o que fez com que o interesse da mídia fosse novamente despertado.

O retorno de Roswell às manchetes fomentou o surgimento das várias teorias da conspiração conhecidas atualmente, que, de uma forma geral, fazem as afirmações de que um disco voador de origem extraterrestre caiu no Novo México, e que os militares teriam recuperado tanto os destroços da nave quanto os corpos de seus tripulantes alienígenas, além de tentar ocultar o caso do público. 

fonte: Blastingnews

Lentes de contacto com máquina fotográfica vão ser realidade em breve


Em breve, ninguém vai precisar de uma câmara ou de um smartphone para tirar fotografias. Olhar vai ser o suficiente. Isto porque não vai demorar muito para que câmaras sejam integradas em lentes de contacto. A tecnologia já existe e até já foi patenteada, só não passou à produção, uma vez que requer um certo nível de miniaturização com menor proteção do sistema.


Mas não vai demorar muito, uma vez que três empresas estão em guerra para chegar a este mercado. A Google foi a primeira a patentear um sistema do género, logo em 2014. O ano passado, foi a vez da Samsung e, um mês depois, da Sony. É este o sistema que parece mais avançado, uma vez que é capaz não só de tirar fotografias, guardá-las e transmiti-las via wifi, a câmara também é avançada o suficiente para controlar foco, zoom, luz e estabilidade.


O que poderá ser um problema, de momento, é o interface entre pessoa e máquina, que não é claro como funciona a partir das patentes. Mas em poucos anos vai ser possível acabar com a praga de pessoas a ocupar a paisagem com braços a segurar telemóveis. E também não vai ser possível tirar selfies.

fonte: Motor 24

No templo mais antigo do mundo praticava-se o “culto do crânio”

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Naquele que é considerado o templo mais antigo do mundo foram descobertos três crânios do neolítico com marcas de rituais. No Göbekli Tepe, os ossos desenterrados por um grupo deinvestigadores apontam para práticas do “culto do crânio”.

O templo, localizado no sudeste da Turquia, conta já 10 mil anos de vida, data em que foi erguido. Para arqueólogos e investigadores é um local que desperta especial curiosidade. De acordo com a mais recente investigação sobre o assunto publicada na revista científica Science Advances, os fragmentos descobertos evidenciam uma modificação única post mortem – após a morte.

O grupo de investigadores do Instituto Arqueológico Alemão acredita que os crânios foram descarnados e posteriormente esculpidos com sílex, uma rocha sedimentar muito dura. A existência de múltiplas marcas em várias zonas onde o músculo e o osso se vinculavam prova que esta não é – ou pelo menos não foi – uma tarefa fácil.

Os vincos profundos e intencionais são alterações nunca antes vistas, de acordo com o que a antropóloga Julia Gresky, autora principal do estudo, disse à National Geographic.

O facto de as marcas nos crânios serem muito menos ornamentadas do que as representações de pessoas e animais que decoram os pilares de calcário do templo leva os investigadores a acreditar que a sua função seria colocar vários crânios numa corda.


Segundo os investigadores, os crânios eram suspensos ou exibidos para os inimigos no local, que era frequentado com o objetivo de homenagear os antepassados, pois acreditava-se que os poderes dos mortos passariam para os vivos.

Julia Grensky diz que o “culto dos crânios não é invulgar” naquela região da Turquia. Os restos mortais encontrados na zona indicam que aquele era um povo com o hábito de enterrar os mortos e, mais tarde, exumá-los de forma a poder retirar o crânio, acabando por expô-lo criativamente.

A reconstituição feita com os fragmentos encontrados mostra que o buraco foi feito para, estrategicamente, permitir a suspensão do crânio e ao mesmo tempo impedir a queda do maxilar.

O templo Göbekli Tepe remete para a era de transição dos humanos de caçadores-coletores para a agricultura. De acordo com os investigadores, há poucas evidências de que alguma população se tenha fixado num local, razão pela qual se acredita que a criação foi feita única e exclusivamente para cultos ancestrais.

fonte: ZAP aeiou

Não é possível erradicar o cancro, defende especialista


O cancro é uma doença que não é possível erradicar, embora seja tratável, defendeu esta terça-feira a diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico Champalimaud, apontando como um dos desafios da investigação clínica a resistência de tumores aos tratamentos.

Fátima Cardoso falava à Lusa, no final da sessão "Ciência e cancro: desafios para a investigação", no encontro Ciência '17, que termina na quarta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa.

"O cancro, como doença, não vamos conseguir eliminar", frisou, assinalando que se trata de "uma doença das células que se alteram".

Para a médica, é possível viver com alguns cancros, tratá-los e matá-los. Mas a cura da doença, no sentido generalizado do termo, considera que não é possível.

"São alterações nossas", no organismo, suscitadas, em grande parte, por "diversas agressões ao longo da vida", sublinhou, referindo que o cancro se tornou numa epidemia, não no sentido de doença infecciosa, porque não o é, mas devido ao "número de casos que não pára de aumentar".

Segundo estatísticas citadas pela oncologista, em média uma em cada duas pessoas adultas poderá vir a ter um cancro nos próximos 15 anos.

O estilo de vida, a alimentação, o abuso de álcool e tabaco são fatores que potenciam o aparecimento da doença.

Como desafios para a investigação clínica, Fátima Cardoso elencou a resistência de certas células cancerígenas aos tratamentos e a terapêutica direcionada para cada tipo de doente, para que os tratamentos sejam mais eficazes mas menos tóxicos.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Cientistas descobrem o segredo do betão romano

Cientistas descobrem o segredo do betão romano

Os cientistas descobriram por que razão o betão inventado há 1.500 anos pelos romanos é mais forte e resistente do que o actual

Há muito que os cientistas tentam descobrir como é que construções com mais de mil anos, como a Ponte de Trajano de Chaves, concluída no século II d.C., resistem à passagem do tempo, enquanto o betão moderno acaba por rachar.

Sabia-se que parte do segredo estava nos ingredientes: uma mistura de cinza vulcânica, cal, água do mar e pedaços de rocha vulcânica que, ao contrário do betão moderno, tornar-se mais forte com o passar dos anos.

Os cientistas dizem que a reacção da água do mar com o material vulcânico cria novos minerais que reforçam o betão, segundo o The Guardian.

"Eles trabalharam sobre isto muito tempo – eram muito, muito inteligentes", disse a geóloga Marie Jackson, co-autora do estudo da Universidade de Utah.

Agora descobriram que a reacção entre a água salgada e o material vulcânico provoca o aparecimento de uma substância rara – tobermorite – que torna o betão mais resistente com o tempo.

A descoberta demonstra que não é necessário usar altas temperaturas pata produzir betão. "Acho que a investigação abre a porta a uma nova perspectiva de como o betão pode ser feiro – de que aquilo que consideramos processos corrosivos, podem na verdade produzir um cimento mineral de extrema qualidade e que ganha resiliência com o passar do tempo", disse a co-autora do estudo. 

fonte: Sábado

Descoberta inédita: Água tem duas fases líquidas


Uma representação artística das duas fases líquidas descobertas Mattias Karlén

Investigadores da Universidade de Estocolmo descobriram, através de simples raios-X, que, a baixas temperaturas, a água tem duas formas de estado líquido, com diferenças significativas a nível de estrutura e densidade

Ao longo dos tempos, vários estudos analisaram a composição da água nos diversos estados: no estado sólido, a estrutura molecular cristalina é bastante ordenada e simétrica. No entanto, em vapor, a água tende assumir uma forma menos estruturada mas, ainda assim, apresenta duas formas de densidade (alta e baixa).

Até agora, nunca se tinha observado diretamente o comportamento da água em estado líquido, mas uma investigação da Universidade de Estocolmo, na Suécia, apresenta agora as primeiras provas científicas de como a água, em estado líquido, se apresenta sob duas formas com tipos de estrutura e densidade diferentes.

Em colaboração com o Laboratório Nacional de Argonne, em Chicago, os investigadores identificaram na água, através de raios-X, duas estruturas diferentes que, posteriormente, foram estudadas no laboratório DESY, em Hamburgo, que revelou que estas diferenças decorriam de duas fases do estado líquido da água.

Os raios-X mostraram que, num estado "gelado", a água pode transformar-se num líquido viscoso e este, por sua vez, quase imediatmente transformar-se num líquido ainda mais viscoso, correspondente a duas densidades diferentes: alta e baixa.

"A nova característica notável é que descobrimos que a água pode existir como dois líquidos diferentes a baixas temperaturas, onde a cristalização do gelo é lenta", revela Anders Nilsson, professor de Física Química da Universidade de Estocolmo e um dos autores do estudo.

“Em poucas palavras: a água não é um líquido complicado, mas dois líquidos simples com uma relação complexa”, acrescenta Lars Pattersson, que também participou na investigação.

Os investigadores acreditam que o estudo, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, pode representar uma nova abordagem na compreensão de como a água é afetada pelas diferenças de temperatura.

fonte: Visão

O 'telescópio' mais antigo pode ter 6 000 anos – e encontra-se em Portugal


A hipótese foi apresentada ontem no encontro anual da Royal Astronomical Society, em Nottingham: uma equipa de astrónomos está a explorar a hipótese de os estreitos corredores de acesso aos túmulos megalíticos terem sido usados pelos grupos humanos de há 6 000 anos para conseguirem observar melhor o céu nocturno. 

Como é que o olho humano, sem ajuda de instrumentos como o telescópio, consegue ver as estrelas, tendo em conta as diferentes luminosidades e cores do céu nocturno? Uma equipa de astrónomos que investiga este tema decidiu aplicar o estudo a alguns monumentos megalíticos, como as antas de sete pedras do centro de Portugal. Fábio Silva, da Universidade de Wales Trinity Saint David, citado no comunicado da RAS, diz que "é possível que os túmulos estejam alinhados com Aldebarã, a estrela mais brilhante da constelação do Touro. Para poder saber com rigor a primeira aparição desta estrela, na estação própria, é fundamental conseguir detectá–la no lusco–fusco." Só é possível ver Aldebarã a olho nu a partir de Abril.

A equipa explorou a forma como uma abertura estreita, simples, pode ser usada para ter uma melhor visibilidade das estrelas mais difíceis de observar. Dentro do túnel que forma a entrada das antas, o olho humano consegue habituar-se melhor à escuridão e focar os objectos, e assim detectar a estrela com alguma antecedência. Avistar a primeira aparição duma determinada estrela no céu nocturno pode ter servido para marcar o ciclo das estações – e determinar, por exemplo, quando era o momento certo para começar uma migração para zonas de pastagem de verão. 

Pensa-se que estes monumentos megalíticos eram usados para rituais de iniciação: os iniciados passariam a noite dentro da anta, sem outra luz senão a que entrava pelas passagens estreitas, e o facto de verem estrelas de outra forma dificilmente detectáveis conferia-lhes conhecimento e poderes especiais. 

Anta da Orca

Imagens do grupo megalítico de Carregal do Sal: a) Dolmen da Orca, estrutura típica do ocidente da Península Ibérica; b) vista da passagem e entrada, a partir da câmara do dolmen: a 'janela de visibilidade'; c) orca de Santo Tirso, um dolmen com uma passagem ou corredor muito mais estreito. Fotos: F. Silva

fonte: SAPO 24

Os vistosos ovnis invisíveis da serra de Sintra


Participámos numa caminhada por locais populares entre extraterrestres. Ou intraterrestres. Ou o que quisermos que seja. E vimos objetos voadores não identificados. Depois identificámo-los

São nove e meia de uma noite estrelada e mal alumiada por um fiozinho de Lua. Num descampado junto à Lagoa Azul, um reservatório da Serra de Sintra, vão-se acumulando os carros. Finalmente, com 20 minutos de atraso, chega Maria João Martinho, 51 anos, da serra de Sintra Tours, que se prepara para guiar mais de 30 caminhantes por um labirinto de caminhos de terra e, aparentemente, extraterrenos. Sete quilómetros e quatro horas depois, teremos vasta informação sobre o alcance da imaginação humana.

A primeira paragem acontece ao fim de cinco minutos, na outra margem da Lagoa Azul, para mostrar o local onde foi gravada uma curta-metragem (4m59s, incluindo os créditos) sobre extraterrestres. Segue-se meia hora de caminhada e nova paragem numa clareira do bosque. "Há vários tipos de explicação para ovnis [objetos voadores não identificados]", começa Maria João Martinho. "Há autores que defendem que são naves avançadas desenvolvidas por seres humanos, feitas de forma secreta, ou pelos EUA. Há uma teoria que acredita que são construídas por extraterrestres. Outros acreditam que as naves vêm do futuro. Há a teoria psicossocial, de hipnose coletiva.

E há uma que defende que as naves vêm do interior da Terra, dos mundos intraterrenos." Em nenhum momento Maria João se engasga a rir com as suas palavras. O público que a ouve mantém-se atento e com ar de quem está a dar por bem gastos os 7,5 euros que o passeio custou por cabeça.

O silêncio é subitamente interrompido por alguns oh! no momento em que surgem umas minúsculas luzes voadoras à volta do grupo. Durante alguns segundos, toda a gente vê ovnis, até estes se transformarem em ivis insetos voadores identificados. Há quem lhes chame pirilampos.

Tal como os ovnis, também os pirilampos são coisa que não se vê todos os dias, pelo que o grupo recomeça a caminhada mais animado e falador (das mais de 300 pessoas que já participaram nestes passeios temáticos desde o início do ano, nem uma saiu insatisfeita, garante a guia turística, antes de confessar que uma parte considerável dos clientes é apenas amante de andar a pé).

Nova paragem casual, nova dissertação sobre ideias alternativas. "A teoria da Terra oca vem da teosofista Helena Blavatsky [uma charlatã russa do século XIX autoproclamada vidente, acrescente-se], que defende que existem mundos intraterrenos, com entradas nos polos. Também o piloto Richard Byrd conta [num pretenso diário convenientemente desaparecido] que sobrevoou o Polo Norte, fez uma viagem ao interior da Terra e encontrou um mundo em que as pessoas são mais evoluídas. É interessante que as pessoas que lá estiveram desapareçam quando vêm para expor a teoria, como aconteceu com Philippe Cousteau, que teve uma morte estranha num hidroavião no Tejo em 1979, um dia antes de dar uma conferência sobre o tema." Os conspiradores secretos trabalharam arduamente para fazer despontar o banco de areia que provocou o acidente mortal do filho de Jacques-Yves Cousteau, durante uma amaragem junto a Alverca.

OS EXTRATERRESTRES DA ABRUNHEIRA

Uns quilómetros à frente, é hora de Maria João falar das aparições propriamente ditas.

"Aqui em Sintra, uma serra mágica e especial, diz-se que há uma entrada para os mundos intraterrenos e para outras dimensões. A Sociedade Portuguesa de Ovnilogia fez vários estudos e tem casos em que foram observados objetos de forma charutoide [sinónimo cómico de "em forma de charuto"], sempre em redor da serra. Não sei se por ser um monte sagrado, mas na serra há poucas histórias de avistamento. À volta há vários: Abrunheira, Mem Martins, Meleças, IC19..." Como?! Os extraterrestres têm na serra de Sintra um lugar com mística à sua altura e preferem a... Abrunheira? Mem Martins? Meleças? O IC19? Se é lá que eles aparecem, o que estamos a fazer na floresta a esta hora da madrugada? E porque é que os habitantes do centro da Terra precisam de naves? Escavadoras não são mais úteis para as profundezas? Adiante. "Não sei se se recordam do fenómeno de Fátima, em 1917: muitas vezes é estudado como fenómeno ovniológico. Aliás, as descrições iniciais nem sequer se referem à virgem, mas sim a uma senhora de saia curta.

Depois a Igreja alterou algumas coisas. Houve também um ruído forte a acompanhar o fenómeno do Sol a dançar, que podia ser dos motores das naves." Mas o que tem isso a ver com a serra de Sintra? "Aconteceu num local semelhante ao terreno que estamos agora a pisar, numa cova, com água e, como veem, à nossa frente passa um ribeiro, grutas e azinheiras." Ah!.

As pernas começam a dar de si. Mas saber que o fim está próximo (salvo seja) é o melhor dos bálsamos. Derradeira paragem.

"Estamos agora no Monte Refilão.

Pessoas sensitivas ou que acreditam no fenómeno dos ovnis contam que existe uma base de ovnis aqui por baixo, na quinta dimensão." Ninguém pestaneja toda a gente se mantém inexpressiva. Esta teoria, admita-se, não faz menos sentido do que as anteriores.

OS OSNIS

O Monte Refilão/base de ovnis é o local ideal para se explicar os cinco graus de contacto com extraterrestres, intraterrestres e virgens. "O primeiro é quando a distância é grande; noutro, já se percebem os pormenores da nave; noutro ainda, sente-se a energia emanada pelas naves; pode ver-se o tripulante; e depois temos o contacto telepático: por exemplo, no fenómeno da virgem, a senhora falava sempre com os lábios fechados." Quem não ficou de lábios fechados, segundo Maria João Martinho, foi Luís Aparício, da Associação de Pesquisa Ovni. "Em 1996, ele e outras pessoas estavam de vigília no cabo da Roca, que é um local especial, e viram uma luz branca a sair do mar e a emanar uma energia intensa, a uns quilómetros da costa. Outras pessoas avistaram no Guincho uma cidade a sair de baixo de água.

Quem estuda estes fenómenos diz que há ali uma base de osnis objetos submarinos não identificados." A guia passa agora para a descrição pormenorizada das espécies de extraterrestres que nos costumam visitar (por coincidência, são as mesmas que visitam filmes e séries de ficção científica). "Há os grey, que são mais ou menos transparentes, acinzentados, altos, de braços compridos e sem pelos." Tal como visto nos Ficheiros Secretos, Dia da Independência e Guerra dos Mundos. "Existem os reptilianos, parecidos com os lagartos." V A Batalha Final. "Há os loiros, parecidos com os povos nórdicos." Thor. "Há os gafanhotos, parecidos com insetos em ponto grande." Era Uma Vez... o Espaço.

"Em relação aos reptilianos", continua, "é curioso que aqui na costa de Sintra se falasse, no passado, nos tritões, que eram metade homem metade peixe. Será que eram reptilianos? Não sabemos." Também é curioso que o cruzamento de um homem com um peixe resulte num réptil, sabendo nós que uma mulher com um peixe dá uma sereia.

Os reptilianos são precisamente os mais ambientados ao nosso planeta, acrescenta a guia. "Há quem diga que são uma raça antepassada da Terra mas também de origem extraterrestre e que há muitos entre nós, a tentar tomar o poder do mundo, como defende o autor David Icke. Entre eles, estarão a Rainha de Inglaterra e Obama." O referido autor é um inglês de 62 anos que acredita ter sido posto na Terra com a dupla missão de abrir os olhos à Humanidade e jogar futebol em clubes secundários (representou o Coventry City e o Hereford United entre o final dos anos 60 e o início dos 70).

Já passa da uma e meia da manhã. As últimas centenas de metros são percorridas com a triste certeza de que aquelas quatro horas de vida estão perdidas para sempre.

fonte: Visão