sábado, 25 de novembro de 2017

Supercomputador cedido pelos Estados Unidos “a caminho” de Portugal


A infraestrutura de computação inclui vinte bastidores da plataforma de computação avançada STAMPEDE 1, cedidos à FCT pela Universidade do Texas em Austin.

A instalação do primeiro supercomputador em Portugal, juntamente com a criação do Minho Advanced Computing Center (MAAC), é formalizada este sábado, dia 25 de novembro, através da assinatura de um memorando de entendimento entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Universidade do Texas em Austin (UTAustin) e a Universidade do Minho (UMinho).

Esta nova infraestrutura de computação inclui vinte bastidores da plataforma de computação avançada STAMPEDE 1, cedidas à FCT pelo Texas Advanced Computing Centre da UTAustin e pretende contribuir para o desenvolvimento de novas áreas de computação em Portugal.

Estão também previstas aplicações diversas de âmbito científico e empresarial em áreas que abrangem o clima, a segurança marítima, o apoio às pescas, a monitorização de padrões de mobilidade nas cidades, o estímulo da biodiversidade, a gestão do risco nas florestas e aplicações na saúde, incluindo bioinformática.

Entre outras potenciais aplicações, esta infraestrutura de computação servirá o Centro de Investigação Internacional dos Açores – o AIR Center –, recentemente criado, refere a FCT numa nota enviada à imprensa.

A nova infraestrutura será instalada durante o primeiro trimestre de 2018 na Universidade do Minho, complementando os recursos já existentes nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro.

A sua operação será totalmente integrada na rede nacional, europeia e internacional em modo de acesso totalmente aberto, facilitando a adoção da Estratégia Nacional de Ciência Aberta, explica a FCT.

fonte: SAPO Tek

Porque é que o lítio está a causar uma luta em Portugal?


O banco Goldman Sachs apelidou este metal de "a nova gasolina". O preço deverá disparar até 2022 e Portugal já é um dos países onde várias empresas lutam pela exploração desta matéria-prima. 

O lítio é uma matéria-prima cada vez mais importante, indispensável para o funcionamento de muitas baterias de carros elétricos e outros dispositivos de alta tecnologia, incluindo ‘smartphones’. Enquanto alguns países produtores de petróleo passam por dificuldades e as empresas de mineração tentam sobreviver, este metal vive bons momentos. 

E isso promete trazer grandes benefícios a vários países sul-americanos, liderados por Argentina, Chile e Bolívia. Estes três países englobam cerca de 60% das reservas conhecidas deste metal, de acordo com estudos realizados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. A revista Forbes escreveu que esta área é a “Arábia Saudita do lítio”, numa referência à abundância de petróleo naquele país do Médio Oriente. 

Por exemplo, em 2015, o preço do lítio importado da China atingiu os 130 mil dólares por tonelada. O interesse é tanto que o banco de investimento Goldman Sachs o apelidou de “a nova gasolina”. Um relatório da consulta americana Allied Market Research estima que o mercado mundial de baterias de lítio poderá valer 46 mil milhões de dólares em 2022. Esta avaliação tem em conta a expansão da produção de carros elétricos por parte de várias marcas nas próximas décadas. 

O caso português 

Portugal é o sexto maior produtor mundial de lítio. Os minerais de lítio extraídos por cá destinam-se sobretudo à indústria cerâmica, porque transformação do minério extraído em carbonato de lítio que tem propriedades de geração ou armazenagem de energia exige grandes investimentos. Este metal é a base da produção de mosaicos, azulejos e louças sanitárias e de cozinha. 

A extração deste metal em Portugal não é a mais barata. Há nove regiões entre o Norte e Centro do país que estão a despertar o interesse. O desafio atual é encontrar um processo rentável de transformação do lítio que permita a pureza de 99,5% necessária para a construção de baterias de veículos elétricos – a produção de uma tonelada de carbonato de lítio a partir de pegmatitos, o tipo de exploração que se faz em Portugal, custa 4,45 mil euros, avançou o jornal ‘Público’. 

Entretanto, o litígio entre empresas que estiveram envolvidas na exploração de lítio em Sepeda, Montalegre, vai arrastar-se à barra dos tribunais. A empresa Lusorecursos conseguiu obter o contrato de prospeção e pesquisa de lítio na região nas vésperas de arrancar o julgamento da providência cautelar movida pela antiga parceira, Novo Lítio, que é agora adversária na corrida ao lítio transmontano e contesta o contrato celebrado, noticiou o ‘Público’. 

Em causa está uma área de exploração de 75.581 quilómetros quadrados, que poderá conter um depósito de dez milhões de toneladas de minério de óxido de lítio. A DGEG vai avaliar agora se a Lusorecursos tem ou não capacidade e viabilidade de avançar para uma licença de exploração. Entretanto, a litigância judicial está para continuar. 


Descobrem 400 “portas” misteriosas num campo vulcânico da Arábia Saudita


Construções parecem ter mais de 7 mil anos de idade!

No território de Harrat Khaybar, na Arábia Saudita, foram encontradas, recentemente, quase 400 “portas” construídas num campo vulcânico. A descoberta só foi possível graças a imagens de satélite, que revelaram a existência dessas estranhas construções nas encostas vulcânicas da região, que parecem datar de mais de 7 mil anos.

As “portas”, erguidas com várias paredes de pedra, medem entre 13 e 518 metros de altura e formam desenhos retangulares, de cometas ou rodas. Os cientistas responsáveis pela descoberta ainda não foram capazes de determinar qual é a função das estruturas, já que elas parecem estar dispostas como as famosas linhas de Nazca no Peru, de modo a serem observadas de cima.




As construções estão situadas em locais inóspitos para a vida – campos de lava com pouca água e vegetação. No entanto, os pesquisadores ressaltam que, há milhares de anos, a configuração da região era muito mais amigável para o desenvolvimento da vida humana.

fonte: Infobae

Observações do ESO mostram que o primeiro asteróide interestelar não é como nenhum objecto observado até à data


VLT revela objecto escuro, vermelho e extremamente alongado

Os astrónomos estudaram pela primeira vez um asteróide que entrou no Sistema Solar vindo do espaço interestelar. Observações feitas com o Very Large Telescope do ESO no Chile e noutros observatórios do mundo, mostram que este objecto único viajava no espaço há milhões de anos antes do seu encontro casual com o nosso Sistema Solar. 

O objetco parece ser vermelho escuro e extremamente alongado, rochoso ou com elevado conteúdo em metais, nada parecido ao que encontramos normalmente no Sistema Solar. Estes novos resultados são publicados na revista Nature a 20 de novembro de 2017.

A 19 de outubro de 2017, o telescópio Pan-STARRS no Hawai captou um ténue ponto de luz a deslocar-se no céu. Inicialmente parecia ser um pequeno asteróide rápido típico, no entanto observações adicionais nos dias seguintes permitiram calcular a sua órbita de modo bastante preciso, o que revelou, sem sombra de dúvidas, que se tratava de um objecto que não vinha do interior do Sistema Solar, como todos os outros asteróides ou cometas observados até à data, mas sim do espaço interestelar. 

Embora classificado originalmente como cometa, observações obtidas pelo ESO e por outros observatórios não revelaram sinais de actividade cometária após a sua passagem próximo do Sol em Setembro de 2017. O objecto foi por isso reclassificado como sendo um asteróide interestelar e chamado 1I/2017 U1 (‘Oumuamua) [1].

“Tivemos que actuar muito rapidamente,” explica o membro da equipa Olivier Hainaut do ESO, em Garching, Alemanha. “O ‘Oumuamua já tinha passado o ponto da sua órbita mais próximo do Sol e dirigia-se para o espaço interestelar.”

O Very Large Telescope do ESO foi imediatamente chamado à acção para medir a órbita do objecto, a sua cor e o seu brilho com mais precisão do que a obtida pelos telescópios mais pequenos. A rapidez nesta acção era crucial, uma vez que o ‘Oumuamua desvanecia rapidamente no céu, afastando-se do Sol e da Terra, no seu percurso para fora do Sistema Solar. O objecto reservava-nos ainda mais surpresas.

Combinando as imagens do instrumento FORS montado no VLT — com 4 filtros diferentes — com as imagens obtidas por outros grandes telescópios, a equipa de astrónomos liderada por Karen Meech (Institute for Astronomy, Hawai, EUA) descobriu que o ‘Oumuamua varia em brilho de um factor 10, à medida que roda em torno do seu eixo a cada 7,3 horas.

Karen Meech explica o significado deste resultado: “Esta variação em brilho invulgarmente elevada revela-nos que o objecto é extremamente alongado: cerca de 10 vezes mais comprido do que largo, com uma forma complexa. Descobrimos também que apresenta uma cor vermelha escura, semelhante aos objectos no Sistema Solar externo, e confirmámos que é completamente inerte, sem o mais pequeno traço de poeira em seu redor.”

Estes propriedades sugerem que o ‘Oumuamua é denso, possivelmente rochoso ou com um conteúdo metálico elevado, sem quantidades significativas de água ou gelo, e que a sua superfície é escura e vermelha devido aos efeitos de irradiação por parte de raios cósmicos ao longo de muitos milhões de anos. Estima-se que tenha pelo menos 400 metros de comprimento.

Cálculos preliminares da sua órbita sugerem que o objecto tenha vindo da direcção aproximada da estrela brilhante Vega, na constelação boreal da Lira. No entanto, mesmo viajando à tremenda velocidade de cerca de 95 000 km/hora, demorou tanto tempo a chegar ao nosso Sistema Solar, que Vega não se encontra já na posição que ocupava quando o asteróide partiu de lá, há cerca de 300 000 anos. O ‘Oumuamua deve ter vagueado pela Via Láctea, sem ligação a nenhum sistema estelar, durante centenas de milhões de anos até ao seu encontro casual com o Sistema Solar.

Os astrónomos estimam que, por ano, um asteróide interestelar semelhante ao ‘Oumuamua passe através do Sistema Solar interior, no entanto como estes objectos são ténues e difíceis de detectar nunca foram observados até agora. Apenas recentemente é que os telescópios de rastreio, como o Pan-STARRS, se tornaram suficientemente poderosos para conseguirem detectar tais objectos.

“Continuamos a observar este objecto único,” conclui Olivier Hainaut, “E esperamos determinar com mais exactidão donde é que veio e para onde é que vai na sua próxima volta à Galáxia. E agora que descobrimos a primeira rocha interestelar, estamos prontos para as seguintes!”

fonte: ESO Org

Descobertos esqueletos que podem revelar quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto


Esqueletos recentemente descobertos podem ajudar a desvendar quem escreveu e protegeu os rolos encontrados entre 1947 e 1956 nas cavernas de Qumran, na Cisjordânia.

Os famosos Manuscritos do Mar Morto das cavernas de Qumran são considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. Os rolos contêm mais de 800 documentos que compõem as primeiras páginas da Bíblia e os ensinamentos do cristianismo, incluindo os Dez Mandamentos.

Os pergaminhos, descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas de Qumran, na costa do mar Morto, na Cisjordânia, lançaram um sério debate sobre quem ocupava a região. Em 2017, arqueólogos israelitas encontraram outra caverna na mesma região das margens do Mar Morto, que passou a ser conhecida como a caverna Q12.

Agora, poderá haver uma forma científica de descobrir quem ocupava o assentamento localizado perto das cavernas onde foram encontrados os manuscritos.

Segundo a Science News, a análise dos 33 esqueletos agora descobertos, a antiga comunidade de Qumran era composta por uma seita religiosa de homens celibatários.

A datação por carbono-14 dos ossos encontrados, realizada pelo antropólogo Yossi Nagar, da Autoridade de Antiguidades de Israel, revelou que os corpos tinham sido enterrados há 2.200 anos. Esta é uma idade muito próxima da estimada dos manuscritos, que se estima que tenham sido escritos entre 150 a.C. e 70 d.C.


Detalhe do primeiro dos Manuscritos do Mar Morto, encontrado em 1947

Entretanto, uma descoberta surpreendente desmentiu a ideia anteriormente estabelecida de que 7 dos 33 corpos encontrados na zona pertenciam a mulheres.

Segundo Nagar, depois de reexaminar os ossos, que se encontram agora em França, os cientistas chegaram à conclusão de que 6 dos 7 indivíduos anteriormente rotulados como mulheres eram na realidade homens. Também foram desenterrados os restos de várias crianças em Qumran.

O especialista israelita identificou 30 dos indivíduos encontrados como definitivamente ou provavelmente homens, de acordo com factores tais como a forma da região pélvica e o tamanho do corpo. Na altura da sua morte, teriam entre 20 e 50 anos ou mais, estimou Nagar.

Uma das teorias conspiratórias mais antigas sustenta que os Manuscritos do Mar Morto terão sido escritos pelos membros de uma antiga seita judaica celibatária, os Essénios, um grupo asceta, apocalíptico messiânico fundado em meados do século II AC, que terá desaparecido em 68 DC com a destruição dos seus assentamentos em Quram.

No entanto, nos últimos 30 anos, foram propostas outras teorias que sugerem que pastores beduínos, artesãos e soldados romanos poderiam ser os possíveis habitantes de Qumran, e que terão sido os autores dos pergaminhos.

“Não sei quem foram as pessoas que escreveram os pergaminhos do Mar Morto”, diz Nagar. “Mas a concentração de homens adultos de diferentes idades no grupo de esqueletos enterrados em Qumran, a ausência de mulheres e crianças, é semelhanteà que é encontrada nos cemitérios dos mosteiros bizantinos.”

Os cientistas vão agora analisar o ADN dos esqueletos encontrados, para tentar encontrar pistas sobre quem escreveu e guardou os famosos Manuscritos do Mar Morto – após o que irão sepultar de novo as ossadas, para que possam descansar em Paz.

fonte: ZAP aeiou

Arqueólogos descobriram sem querer um tesouro único numa abadia medieval


Arqueólogos franceses que procuravam uma antiga enfermaria na Abadia de Cluny, no nordeste de França, foram surpreendidos pela descoberta de um “tesouro excepcional e extremamente raro”.

A equipa de arqueologia realizava escavações na Abadia de Cluny, em Saone-et-Loire, no nordeste de França, desde 2015, com a ajuda de estudantes da Universidade de Lyon. Os arqueólogos procuravam uma antiga enfermaria, quando inesperadamente começaram a cair moedas de ouro e de prata de um saco de pano que se encontrava enterrado.

A descoberta foi feita em Setembro passado, mas só agora divulgada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica de França, CNRS.

O achado inclui 2200 moedas de prata, 21 moedas de ouro, um anel de ouro com sinete e a figura de um deus e outros objectos feitos de ouro, constituindo uma colecção única, salienta o CNRS em comunicado.

Trata-se da maior colecção de moedas denier francesas já encontrada, revela a entidade, que realça que estas terão sido cunhados em Cluny há 900 anos, quando eram a moeda corrente.

Surpreendentemente, estas moedas foram encontradas ao lado de um pacote escondido de dinares de ouro islâmicos, cunhados em Espanha e em Marrocos, mais ou menos na mesma altura.

“Nunca tinham sido encontradas moedas de ouro de terras árabes, deniers de prata e um anel com sinete juntos, num mesmo e único complexo fechado”, garante o CNRS.



Parte do tesouro raro encontrado escondido na Abadia de Cluny, em França.

A engenheira Anne Flamman, que trabalha para a organização francesa, reforça a enorme importância da descoberta, sublinhando ao The Local que este é sem qualquer dúvida “umtesouro excepcional e extremamente raro”.

“O valor global deste tesouro, para a época, é estimado em entre três a oito cavalos, o equivalente aos carros nos dias de hoje”, explica à mesma publicação o estudante de doutoramento Vincent Borrel que está, agora, a analisar em detalhe o tesouro.

Borrel nota que, apesar do valor das moedas, “em termos do funcionamento da Abadia, não é assim tanto, totalizando cerca de seis dias de abastecimentos de pão e vinho”.

No ar, ficam muitas dúvidas por responder, nomeadamente de quem seria o dinheiro, porque estaria escondido e o que faziam dinares islâmicos na Abadia de Cluny, um dos maiores mosteiros medievais da Europa.


fonte: ZAP aeiou

Cientistas querem ressuscitar espécie extinta há milhares de anos


Os restos mortais do que se pensa ser um leão-das-cavernas foram encontrados na Sibéria. O pequeno animal, perfeitamente preservado, provocou uma nova discussão no seio da comunidade científica: clonar ou não espécies já extintas?

Boris Berezhnev, um russo que procura caudas de mamute na Sibéria Oriental, fez uma descoberta inesperada em setembro: a múmia incrivelmente peluda e bem conservada de um felino da Idade do Gelo.

A comunidade científica está entusiasmada com a descoberta, embora alguns cientistas acreditem que se trata de um leão-das-cavernas, uma subespécie já extinta, enquanto outros pensam tratar-se de um lince.

Berezhnev encontrou o felino nas margens do rio Tirekhtykh, na república russa de Iacútia. O pequeno animal tem 45 centímetros de comprimento e faleceu, provavelmente, com um e meio a dois meses de idade – caso seja um leão-das-cavernas – ou com quatro meses, se for um lince.

O paleontólogo Albert Protopopv, líder da equipa de cientistas da Academia das Ciências da República de Sakha que está a estudar a múmia, diz que ainda não teve muito tempo para o fazer, mas que “é uma aposta segura afirmar que o animal data do Pleistoceno“, uma época compreendida entre os 2,6 milhões e 11,700 anos atrás.

Outras duas crias de leão-das-cavernas tinham já sido encontradas há dois anos na mesma região da Sibéria. No entanto, acredita-se que este novo espécime esteja em melhores condições.

Inicialmente, os cientistas pensavam que o primeiro par encontrado – Uyan e Dina – tivesse 12 mil anos, data em que a espécie se extinguiu. Mas pesquisas posteriores descobriram que têm, na verdade, 55 mil anos de idade. Embora seja necessário realizar mais testes à cria mais recente, a estimativa é de que tenha entre 20 e 50 mil anos.



A múmia da cria de leão-das-cavernas tem 45 centímetros de comprimento.

Estas análises adicionais ao animal são necessárias para poder determinar com exatidão a sua idade, sexo, causa da sua morte – e, finalmente, qual é de facto a sua espécie.

O estudo torna-se interessante caso se prove que se trata de um leão-das-cavernas, já que o último conhecido (Panthera spelaea) viveu há cerca de 14 mil anos atrás. Estudos genéticos confirmam que Panthera spelaea e o leão africano moderno (Panthera leo) são “irmãos” que se tornaram espécies separadas há 1,9 milhões de anos.

O leão-das-cavernas deu então origem ao leão americano (Panthera artox), que também já se extinguiu há 300 mil anos atrás.

Por outro lado, se for um lince, será igualmente interessante, dado que poderá ser a múmia mais completa da espécie, como explicou Olga Potapova, curadora das coleções do sítio arqueológico Mammoth Site of Hot Springs, em South Dakota, nos EUA.

Ressuscitar a espécie

Desde que a primeira dupla foi descoberta, muitos cientistas manifestaram interesse em cloná-la, interesse esse que foi agora renovado.

A ciência não é o principal entrave, já que, em 2008, cientistas clonaram um rato a partir de restos congelados de um rato que havia falecido há 16 anos. A questão ética de trazer espécies extintas à vida é a mais preocupante.

Se por um lado, seria incrível ver e estudar um leão-das-cavernas vivo, por outro, são desconhecidos os efeitos sobre os ecossistemas de ressuscitar uma espécie já extinta.

Há quem defenda o uso destes recursos em espécies que estão em perigo atualmente, para evitar a sua extinção, ao invés de nos concentrarmos nas espécies que já cá não estão.


fonte: ZAP aeiou

COMUNIDADE AMISH ESCONDE MUTAÇÃO GENÉTICA QUE PROLONGA A VIDA EM 10 ANOS


Um grupo de cientistas descobriu uma mutação genética na comunidade Amish dos Estados Unidos, que explica porque alguns dos seus membros vivem em média mais dez anos, revela um estudo agora publicado.

Trata-se da última descoberta no amplo estudo da comunidade científica sobre a forma de envelhecer desta pequena comunidade cristã tradicional, que rejeita qualquer tipo de avanço tecnológico.

Especialistas americanos e japoneses estão a testar um medicamento experimental que tenta recriar o efeito da mutação dos Amish, com a esperança de que proteja mais seres humanos de doenças ligadas ao envelhecimento, estimulando assim a longevidade.

"Não só vivem mais, como vivem mais saudáveis", explica Douglas Vaughan, presidente da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, autor principal do estudo publicado no jornal Science Advances. "É uma forma desejável de longevidade", destacou.

Os cientistas estudaram 177 membros entre os 18 e os 85 anos da comunidade Berne Amish do Indiana, no centro dos Estados Unidos.

Segredo está na proteína PAI-1

Deles, 43 eram portadores da mutação do gene Serpine 1 - que provoca uma forte redução da produção da proteína PAI-1 - e estavam em melhor estado de saúde, para além de viverem, em média, mais dez anos que os restantes membros Amish que não têm esta variação genética.

Por outro lado, o seu perfil metabólico também era mais saudável: sofriam menos de diabetes e de doenças cardiovasculares.

Os especialistas descobriram, por outro lado, que os telómeros das suas células imunitárias eram, em média, 10% mais longos.

O telómero é uma arte do ADN situado nas extremidades de cada cromossoma que o protege e que fica pequeno cada vez que ocorre uma divisão celular, o que contribui para o envelhecimento.

Para já, o remédio experimental superou os testes de segurança (fase 1) e está agora na fase 2 no Japão para comprovação da eficácia em pessoas obesas com diabetes tipo 2.

Por outro lado, a Universidade Northwestern tenta obter permissão científica para iniciar os testes nos Estados Unidos no ano que vem.