terça-feira, 28 de abril de 2015

Estes pequenos robôs arrastam objetos que pesam 2000 vezes mais do que eles


O robô consegue arrastar pesos muito superiores ao seu através do uso de uma espécie de adesivo semelhante ao usado pelas osgas.Fotografia © Karen Ledenheim | Stanford University

Veja o vídeo. Os cientistas que desenvolveram os robôs dizem que o seu feito equivale a uma pessoa a arrastar uma baleia azul em terra seca.

Um grupo de engenheiros da Universidade de Stanford desenvolveu robôs miniatura, chamados MicroTugs (em português, micro reboques), capazes de arrastar até duas mil vezes o próprio peso ou trepar paredes a puxar objetos pesados. Os robôs foram desenvolvidos com inspiração nas capacidades das osgas.


Um dos robôs pesa 12 gramas e consegue arrastar objetos duas mil vezes mais pesados. Equivalente a uma pessoa "a arrastar por aí uma baleia azul", disse à revista New Scientist um dos investigadores da Universidade de Stanford na Califórnia, David Christensen.

O segredo está num adesivo especial que se encontra nos pés do robô, inspirado no que se encontra nas patas das osgas. Pequenos espigões de borracha cobrem a sola dos pés do robô, espigões esses que se dobram quando é aplicada pressão, aumentando a sua aderência e permitindo ao robô permanecer no lugar e arrastar pesos enormes.

Um outro robô, que pesa só nove gramas, consegue trepar uma parede de vidro usando os mesmos adesivos, enquanto arrasta um peso de até um quilo. "Como uma pessoa a trepar um arranha-céus enquanto transporta um elefante", compara a equipa na página do projeto. E um robô minúsculo, que a equipa fez com pinças sob um microscópio e que pesa só 20 miligramas, consegue arrastar objetos 25 vezes mais pesados, do peso de um clipe, por exemplo.


Tubarão ataca embarcações


Tubarão ataca embarcação

Dois especialistas em tubarões apanharam um grande susto depois de um tubarão-branco ter tentado virar o pequeno barco onde estavam a fazer filmagens, na Nova Zelândia. O animal surge de repente e usa a cauda para agitar a água.


Recupera anel 49 anos depois


Objeto perdido numa praia aos 16 anos. 

Dan Toomey, de Massachusetts, EUA, tinha 16 anos quando, ao festejar com os colegas o fim do secundário numa festa na praia, perdeu o anel de fim de curso. 

Apesar das buscas realizadas, não o encontrou. Toomey cresceu, mudou de estado – e aos 65 anos recebeu o anel em casa. A joia foi encontrada na praia por um turista e devolvida graças à gravação do nome da escola e ano do curso.


Triturou inquilina em picadora industrial


Suspeito no momento da detenção

Um espanhol está acusado de matar, esquartejar e triturar a inquilina. Restos humanos e sangue encontrados numa picadora industrial confirmam as suspeitas da polícia.

Bruno Hernandez Vega, de 32 anos, é suspeito de matar e esquartejar a inquilina, Adriana Gioisa, de 55 anos. Nas buscas à propriedade do suspeito, em Majadahonda, arredores de Madrid, a polícia encontrou malas com facas, catanas e machados.


A polícia também procura a tia do suspeito, Liria Hernández Hernández, a dona da casa alugada pelo sobrinho a Adriana Gioisa, uma argentina de 55 anos desaparecida no início do mês.

Eduardo Gabriel denunciou o desaparecimento da irmã Adriana, depois de várias tentativas para lhe falar. Desconfiou das mensagens que recebia, alegadamente da irmã, a dizer que estava a viajar e não podia falar e participou o caso às autoridades.

A 7 de abril, o suspeito abriu as portas à polícia e mostrou a habitação arrendada a Adriana Gioisa. Os investigadores encontraram os pertences da vítima, identificação e cartões bancários incluídos, e não viram sinal algum de que a mulher estivesse a viajar.

Mas, o que mais alertou a polícia foram manchas de sangue em diversas divisões da casa, assim como uma mala cheia de facas, catanas e machados, peças de uma máquina de picar carne e a picadora, de tipo industrial.

A trituradora tinha restos humanos e manchas de sangue, que a investigação entretanto concluiu serem da mulher desaparecida. O senhorio foi detido e aguarda o desenrolar da investigação em prisão preventiva.

Ex-colegas de trabalham contaram ao site espanhol "20 minutos", que Bruno Hernandez era "um tipo estranho", que "intimidava só com o olhar". Há quem fale de uma pessoas de "aparência normal", mas que ao fim de dois dedos de conversa se concluía que "estava avariado da cabeça".

Bruno Hernandez Vega é também suspeito da morte de mais quatro mulheres. A tia, a dona da casa, e três outras inquilinas, reportam os media espanhóis.


Homem faz gesto obsceno e é atacado por macaco


Um macaco não gostou de ser insultado por um homem que passava e atacou-o em plena rua. Veja o vídeo.

Um homem aprendeu da pior maneira que não se pode insultar um macaco. Em Shimla, Índia, onde os macacos andam livremente pela rua e são conhecidos pela sua agressividade, um transeunte decidiu fazer um gesto obsceno a um dos animais e a resposta foi violenta.


Aparentemente ofendido com o gesto, o macaco subiu para um pequeno poste e atirou-se à cara do homem, que acabou por cair com o impacto. O momento foi captado por uma câmara a filmar em circuito fechado e o vídeo tem sido partilhado online por milhões, nos últimos dias.


Katmandu poderá ter-se deslocado alguns metros devido a sismo


Fotografia © EPA/KISHOR RANA

A zona em torno da capital do Nepal terá deslizado cerca de três metros para sul.

Especialistas defendem que a placa tectónica indiana, que se desloca continuamente para norte, deslizou mais um pouco sob a placa eurasiática, provocando o violento sismo no Nepal, que fez milhares de mortos e poderá ter deslocado Katmandu alguns metros.

"Este tremor de terra não foi uma surpresa, porque estamos numa zona de colisão" entre a placa tectónica indiana e a placa eurasiática", explicou Yann Klinger, diretor de investigação do Centro Nacional de Investigação Científica francês (CNRS), especialista na tectónica das placas, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

Segundo Klinger, "a placa indiana desloca-se para norte à razão de quatro centímetros por ano" e desses quatro, dois centímetros situam-se precisamente ao nível da cadeia montanhosa dos Himalaias.

Juntamente com colegas de outros países, Klinger estuda há vários anos os sismos antigos ocorridos numa parte dos Himalaias, com o objetivo de construir "um ciclo sísmico" e prever com que periodicidade poderá registar-se um novo sismo. O seu estudo revisto será em breve publicado.

"Nós calculámos que isso poderá ocorrer de cerca de 700 em 700 anos" e que a zona afetada este fim de semana "se partiu provavelmente pela última vez em 1344 - portanto, estava na altura", acrescentou o especialista.

"Tínhamos visto que a secção que acaba de se quebrar atingira um nível de carga provavelmente próximo da rutura", precisou.

O sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter foi provocado pela abertura de uma grande falha, que gerou ondas ainda mais fortes por se ter dado muito rapidamente. O epicentro do sismo situou-se a cerca de 80 quilómetros de Katmandu.

James Jackson, especialista em tectónica da Universidade de Cambridge, concluiu, com base na análise das ondas sísmicas registadas após o tremor de terra, que "a zona em torno de Katmandu, a capital do Nepal, deslizou provavelmente cerca de três metros para sul".

A região de Katmandu também se elevou cerca de 50 centímetros, enquanto no norte, houve uma área que baixou 50 centímetros, assegurou.

Em contrapartida, apesar de o Evereste (8.848 metros) ter sentido a atividade sísmica, o que desencadeou avalanches, isso não deverá ter alterado a sua altura, considera James Jackson.

"Está demasiado longe" do epicentro do sismo, "não foi verdadeiramente afetado", acrescentou.

A medição das ondas mas também os sensores instalados no Nepal permitirão ter uma ideia mais precisa da nova cartografia do país. E os satélites permitirão também ver a deformação da crosta terrestre.

De acordo com diversos especialistas cujas reações foram divulgadas pelo Science Media Centre, as réplicas do sismo ocorrido no passado sábado, 25 de abril, vão continuar.

"As réplicas deverão diminuir de intensidade com o tempo, mas poderão ainda ser sentidas durante várias semanas", sustentou Ian Main, professor de sismologia na Universidade de Edimburgo.

Sandy Steacy, responsável da Escola de Ciências Físicas da Universidade de Adelaide, considera "provável" que haja "várias réplicas de magnitude 5 e talvez algumas de magnitude 6 ou mais".

"O sismo aumentou a pressão sobre os segmentos vizinhos da falha ou das falhas adjacentes e elas são mais propensas a quebrar", apontou Marc Allen, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham.

Segundo Allen, poderá haver outros tremores de terra na região nos próximos meses.

Yann Klinger concorda, afirmando: "A placa indiana nunca para. Esta região continuará a ter fortes sismos".


Explore o asteroide Vesta através da internet nesta app interativa da NASA


Fotografia © NASA

A NASA criou uma aplicação ao estilo Google Earth, que permite visualizar todos os pormenores do asteroide Vesta, um dos maiores do nosso Sistema Solar.

Durante mais de um ano, a nave Dawn da NASA estudou o asteroide Vesta e reuniu dados que podem ser agora acedidos facilmente, permitindo assim tanto cientistas, como estudantes ou meros curiosos ver ao pormenor o Vesta.

Esta aplicação inclui mapas interativos que permitem sobrepor dados como a topologia e minerologia e geologia. Pode-se ainda analisar diâmetros, alturas, profundidades e muito mais. É ainda possível imprimir parte do mapa numa impressora 3-D.


"Não há nada como ver com os nossos próprios olhos, mas este tipo de visualizações detalhadas são o melhor que há", afirmou Kristen Erickson, da NASA. "Estamos muito entusiasmados por publicar o Vesta Trek para a comunidade da ciência e para o público, não apenas como ferramenta científica, mas como portal para uma experiência profunda que, pela natureza dela, irá permitir uma compreensão mais aprofundada do Vesta e dos asteroides em geral", acrescentou.


Cientista descobre "Tubarão de bolso" num congelador


O tubarão foi encontrado no Golfo do México, perto da costa do Louisiana, em 2010. Fotografia © M. Doosey / Tulane University

Estes pequenos tubarões são tão raros que este é apenas o segundo a ser encontrado.

O tubarão de bolso é tão raro que, até hoje, só foi encontrado duas vezes: uma delas há 36 anos perto do Peru, e a segunda em 2010 na costa do estado do Louisiana nos Estados Unidos. Mas o segundo espécime passou três anos num congelador antes de ter intrigado um cientista que se apercebeu de que não se tratava de um peixe qualquer. O pequeno tubarão mede apenas 12 centímetros.

Apesar de ser pequeno o suficiente para caber num bolso, o nome deste tubarão vem de uma pequena bolsa por cima da sua barbatana peitoral, que contém uma glândula cuja utilidade ainda é desconhecida, mas que poderá servir para libertar feromonas.


Fotografia © J. Wicker / NOAA / NMFS / SEFSC / Miami Laboratory

O pequeno espécime foi apanhado em 2010, numa missão da agência norte-americana responsável pelos oceanos e atmosfera (National Oceanic and Atmospheric Administration, ou NOAA) que procurava perceber melhor os hábitos alimentares dos cachalotes.

O animal ficou congelado durante três anos, até que o cientista Mark Grace o descobriu e ficou intrigado pela sua bolsa sobre a barbatana. Mark Grace chamou investigadores da Universidade de Tulane para o ajudarem a identificar o espécime.

No estudo publicado a semana passada na revista especializada Zootaxa, os investigadores mostram que o pequeno espécime agora encontrado é um macho recém-nascido, que pertence à mesma espécie do tubarão encontrado em 1979.

O outro espécime foi encontrado perto do Peru enquanto este surgiu no Golfo do México, junto à costa do estado do Louisiana. "Descobri-lo deixou-nos a pensar onde estarão a mãe e o pai, e como é que chegaram ao Golfo", disse Mark Grace, citado no comunicado da NOAA.