domingo, 28 de novembro de 2010

Cientistas dos EUA pedem retomada da produção de plutónio para naves espaciais


A Cassini, no sistema de saturno, usa geradores com plutónio. O plutónio 238 é necessário para missões que não podem depender apenas de energia solar.

O Comité Consultivo de Astronomia e Astrofísica da Fundação nacional de Ciência dos EUA enviou carta ao governo americano e ao comando da Nasa pedindo atenção para a necessidade de retomada rápida da produção de plutónio 238.

Esse isótopo é usado para gerar energia para sondas espaciais enviadas para além da órbita de Marte, uma região do espaço onde a energia solar não é mais suficiente para manter os equipamentos a funcionar.

Os cientistas temem que uma disputa sobre quem deve pagar pela produção - se o Departamento de Energia do governo federal ou a Nasa - atrasem demais o reinício da criação do isótopo. A verba necessária é de US$ 30 milhões (22.647.000 EUR).

Na carta, o comité manifesta "preocupação" com a demora na retoma, que pode, de acordo com os autores, "não só prejudicar a capacidade dos EUA de conduzir missões planetárias ao Sistema Solar exterior, mas também impedir o desenvolvimento e implementação de futuras missões astrofísicas" no espaço profundo, além da órbita terrestre.

fonte: Estadão

Veículo futurista na Antárctida


Cem anos depois de o norueguês Amundsen ter atingido pela primeira vez o Pólo Sul, o fascínio e o desafio de cruzar o mais frio, ventoso e seco continente continua.

Dois laboratórios móveis com tracção às seis rodas e um veículo de gelo com desenho futurista que desliza sobre esquis são as maiores estrelas da tecnologia que equipará a mais longa expedição científica já feita à Antárctida.

A expedição vai viajar no espírito de aventura pura mas está empenhada em elevar a consciência ambiental e facilitar a obtenção de novos conhecimentos. Uma equipa de cientistas do Imperial College de Londres vai fornecer o ‘know-how’ de engenharia por trás de uma caminhada de 5800 quilómetros pelo continente mais inóspito da Terra.

A aventura vai durar aproximadamente 40 dias, um recorde de tempo na travessia da Antárctida usando veículos. E será a primeira vez que serão abastecidos com biocombustível – etanol –, poluindo menos aquele ambiente extremo. A partida foi na costa oeste da Antárctida, de Patriot Hills, devendo chegar ao Pólo Sul, à estação de pesquisa dos EUA McMurdo, dentro de, aproximadamente, duas semanas. Voltarão pelo mesmo caminho, chegando a Patriot Hills por volta do dia 15 de Dezembro.

Os cientistas pretendem recolher dados sobre meteoritos, que podem dar informações sobre a origem do nosso sistema solar; a neve superficial, que permite analisar poluentes transportados de todo o Mundo; a radiação solar, que dá informações sobre o sistema climático global; e a turbulência do vento, com vista a estudos aerodinâmicos para uso em veículos e aviões.

Outro dos grandes objectivos da expedição é testar a viabilidade e o impacto ambiental dos veículos de apoio científico, os SSV (Science Support Vehicles). Entre eles está o futurista Veículo do Gelo Bioinspirado Winston Wong (BIV). Levando apenas um tripulante, é uma espécie de batedor. Deverá encontrar as melhores rotas para os outros veículos, incluindo os dois gigantescos camiões com tracção às seis rodas, que funcionarão como laboratórios móveis, e utiliza um radar para detectar fendas perigosas no percurso.

Pesando cerca de 700 quilogramas, o BIV é impulsionado por uma hélice de três pás. Desliza sobre o gelo usando três esquis com suspensão independente e uma espécie de âncora para parar rapidamente. Pode atingir velocidades de mais de 130 km/hora.


sábado, 27 de novembro de 2010

Investigadores chineses conseguiram encaixar 90 GB numa bactéria

Investigadores da Universidade de Hong Kong desenvolveram uma nova forma de codificação de dados que permitiu "encaixar" 90 GB de dados numa bactéria.


A nova técnica de codificação exigiu a inserção de dados sob a forma de ADN modificado da bactéria, informa o El Pais. Com este processo, os investigadores lograram reduzir substancialmente o volume exigido para o armazenamento dos dados.

Inscrever 90 GB numa bactéria já seria por si um feito notável, mas os mentores do projeto garantem que a mesma técnica pode ser usada para armazenar mais de dois Terabytes num conjunto de bactérias cujo peso não deverá totalizar mais de meia dúzia de gramas.

Além de ensaiar novos processos de codificação de dados, a experiência tem como aliciante o desenvolvimento de sistemas de armazenamento de origem biológica. O que, pelo menos em teoria, permitirá fazer com que seres vivos - que podem ser apenas células - pudessem transportar consigo vídeo, software ou apenas elementos identificativos como códigos de barras.


As primeiras fotografias de fantasmas


No século XIX ainda não havia Photoshop para dar aquele retoque nas fotos, ou então para criar montagens – mas isso não impediu que William Hope conseguisse produzir as primeiras fotos (falsas) de fantasmas.


Nesse período a fotografia, por si só, parecia uma coisa sobrenatural, que congelava e eternizava as pessoas em papel através de um clique. Muitas pessoas, como se sabe, não queriam nem posar para retratos, já que temiam que sua alma fosse roubada pela câmera e depois ficasse presa no papel.


Então Hope e alguns amigos espertos resolveram tirar vantagem da ingenuidade das pessoas da época. Eles aprenderam que, tirando uma foto em cima da outra no mesmo pedaço de filme, eles conseguiam criar efeitos “fantasmagóricos”, de pessoas meio apagadas flutuando ao lado de outras.


Os resultados eram incrivelmente assustadores, como você pode ver – até pessoas inteligentes, como Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, acreditou na farsa de Hope.

Mesmo quando a farsa dos espertos foi exposta, as pessoas não deixaram de acreditar neles, e Hope conseguiu obter vários milhares de dólares de seus clientes.

fonte: hypeScience

Homem fica onze meses com pedaço de faca dentro do corpo


Trabalhador rural Cloves Magalhães foi atingido por sete golpes de faca

Um trabalhador rural passou 11 meses com um pedaço de faca nas costas. E o pior: sem saber que o objecto estava lá. Cloves levou várias facadas durante uma luta.

Ferido, foi atendido no hospital, mas os médicos não teriam percebido que a faca estava no corpo dele. Como ele ficou sentindo dores, procurou o hospital novamente. Foi aí que tudo foi descoberto. Agora ele está bem.

O documento mostra que o paciente foi atendido no Hospital de Traumas de Petrolina. Cloves Magalhães tinha sito atingido por sete golpes de faca.

Os ferimentos foram fechados pelo médico que o atendeu, mas logo depois ele passou a sentir fortes dores nas costas. O sofrimento durou quase um ano até o trabalhador rural fazer um raio-x no início de Novembro e descobrir que tinha um pedaço de faca no corpo dele.

'Eu comecei a trabalhar pegando no pesado e senti nas costas. Fui lá novamente, tirei o raio-x e constou o pedaço de faca em minhas costas', conta o trabalhador rural Cloves Magalhães.

Depois do exame, um outro médico do Hospital de Traumas encaminhou o paciente, que é de Petrolina, para fazer a cirurgia no Hospital Regional de Juazeiro. Na guia, o médico confirma a existência de um corpo estranho no abdomen.

Cloves foi atendido no Hospital Regional de Juazeiro no dia 12 deste mês. Segundo o cirurgião que fez a retirada do objecto, o procedimento foi simples, durou cerca de 15 minutos. Já as dores que ele estava sentindo eram causadas pelo contacto da faca com a coluna e a musculatura das costas.

'Não atingia nenhum órgão vital', explica o cirurgião Fredy Luiz Coelho de Castro.

O local da cirurgia já está cicatrizando. Cloves vai recorrer à Justiça. 'Vou batalhar para correr atrás do prejuízo', afirma.

A direcção do Hospital de Traumas de Petrolina disse que só vai falar sobre o assunto depois que analisar o prontuário do paciente e conversar com o médico que atendeu Cloves.

fonte: BA TV

Dunas numa cratera de Marte


Você pode até pensar que essa é uma foto microscópica de alguma colónia de bactérias, mas o que você está vendo, na verdade, são formações de dunas dentro da cratera Proctor, em Marte.

A foto foi obtida pela câmera HiRISE, da Mars Recoinassance Orbiter, uma sonda que, actualmente orbita o planeta vermelho.

As partes escuras das dunas, provavelmente, formaram-se após a parte mais clara e movem-se levemente, devido aos ventos da região.


Você gosta de filmes de terror ou odeia? Isso tem a ver com sua genética


Há muito tempo os psicólogos querem entender por que os humanos, que evoluíram para buscar a felicidade e o conforto, gostam tanto de filmes de terror. Apesar de existirem aquelas pessoas que não conseguem sequer ler uma sinopse sem sentir medo, muita gente adora assistir cenas de tortura, decapitação, estripação e daí para pior.

A sequência de filmes “Jogos Mortais” é uma prova desse gosto pelo horror. A série sobre o serial killer que mata suas vítimas com armadilhas complicadas já arrecadou biliões de reais (biliões de euros) em todo o mundo. Porque as pessoas gostam disso? Elas não sentem medo?

Segundo uma pesquisa recente, muito pelo contrário. Os adoradores de terror parecem ficar tão apavorados quanto as outras pessoas quando assistem os filmes. A diferença é que eles gostam mais.

Os psicólogos tinham duas teorias do por que algumas pessoas são atraídas por estímulos assustadores. Uma delas é que essas pessoas simplesmente não têm medo, nem se incomodam com histórias e imagens desagradáveis. A outra é que elas têm medo, mas antecipam o momento em que tudo vai acabar, e essa sensação de alívio é emocionante o suficiente para que eles se disponham a curtir as partes assustadoras.

Mas essas ideias parecem limitantes. Segundo os investigadores, no mundo real, as pessoas podem experimentar ao mesmo tempo felicidade e tristeza, euforia e ansiedade. A maioria das pessoas gosta de um pouco de emoção, mesmo que seja negativa. Caso contrário, as coisas seriam bem chatas.

Os investigadores quiseram testar o que acontece quando você aumenta esse nível de excitação com estímulos negativos. Pessoas que amam filmes de terror e pessoas que amam filmes românticos tiveram que assistir a filmes de terror, enquanto os investigdores avaliavam suas emoções.

Ambos os grupos apresentaram níveis similares de medo enquanto assistiam aos filmes. Mas apenas os que gostavam de filmes de terror ficaram felizes durante os filmes. Para este grupo, as cenas mais assustadoras foram também as mais agradáveis. O aumento do medo coincide com o pico de prazer.

Então, porque algumas pessoas gostam de estar com medo mais do que outras? A resposta pode estar em um aspecto da personalidade conhecida como busca de sensações. Pessoas que buscam sensações respondem mais a experiências intensas. Essas experiências podem assumir a forma de aventuras como bungee jumping, ou podem ser actividades mais mundanas.

As pessoas que procuram sensações desfrutam da curiosidade mórbida dos filmes de horror. Comparado a pessoas com baixa procura de sensação, elas têm um maior nível de excitação. Na psicologia, a excitação é um sentimento geral de alerta ou de consciência.

Os homens são mais propensos a ter elevada busca de sensação. Isso é provavelmente devido à influência da testosterona, a hormona masculina. A produção de testosterona diminui com a idade, o que pode explicar porque os adolescentes são um grande mercado para os filmes de terror.

As hormonas não são a única influência biológica na busca de sensações. Os investigadores suspeitam que os adoradores de filmes de terror sejam mais sensíveis ao neurotransmissor dopamina. Eles também podem ser menos sensíveis à serotonina, que contribui para a sensação de bem-estar.

Outros traços de personalidade estão associados com filmes de terror. Um estudo descobriu que as pessoas que gostam desses filmes tendem a ser do sexo masculino, e possuem menor empatia e maior agressividade. Outro estudo descobriu que meninas no ensino médio têm maior probabilidade de se identificar com as vítimas de filmes de terror que são alunos do sexo masculino. Todos estes traços de personalidade são pelo menos parcialmente genéticos, especialmente a procura de sensações, que é fortemente hereditária. Múltiplos genes estão envolvidos, e respondem por cerca de 10% das pessoas com alta procura de sensações.

Os investigdores também suspeitam que os amantes de terror são melhores em lembrar-se de que a morte e a destruição são ficção. Para testar essa ideia, eles pediram a pessoas que odeiam filmes de terror para assisti-los depois de terem visto as biografias dos actores. Durante as piores cenas, os investigadores relembraram os telespectadores de que era apenas um filme.

O truque funcionou. Com o desprendimento, eles conseguiram curtir um pouco mais o filme. Segundo os investigadores, essa é uma dica para as pessoas se livrarem do medo quando assistirem cenas de terror. Para ajudar, você pode assistir o “making-off” do filme, ou lembrar de que não é verdade, que ninguém está a se magoar.

fonte: hypeScience

Ladrões de corpos? Delírio transforma os seus entes queridos em impostores


Num dia comum de Janeiro, uma ideia assustadora aterrorizou uma mulher de 45 anos de idade, no estado norte-americano do Nebraska: seu marido e filhos adolescentes não eram, de facto, seu marido e filhos adolescentes. Pessoas estranhas, idênticas aos membros de sua família, tinham tomado o lugar delas. Para se defender, a mulher os ameaçou com o instrumento de acender lareiras e chamou seus vizinhos – além da polícia.

Isso soa como um episódio da antiga série de ficção “Além da Imaginação”, mas a mãe e esposa de Nebraska estava a sofrer na vida real. Seu mal: a chamada “ilusão de Capgras”, um distúrbio psiquiátrico raro em que o paciente acredita que seus amigos ou familiares não são quem eles dizem que são. Segundo quem sofre do distúrbio, as pessoas reais foram substituídos por impostores mal-intencionados.

Nós reconhecemos os diversos rostos graças a uma parte do cérebro chamada giro fusiforme, que está localizada no lobo temporal. Ele processa os rostos que vemos e envia essa informação para outra parte do cérebro, a amígdala, responsável pelo processamento de emoções.

Em pacientes com Capgras, porém, há uma desconexão entre o centro visual e ao centro emocional, como explica a Mariam Garuba, a psiquiatra de Nova York que tratou a mulher do início da matéria quando ela foi internada numa sala de emergência em Omaha, Nebraska, há três anos. (Miriam escreveu sobre o caso incomum, referindo-se ao paciente apenas como “Sra. A”, em uma revista de psiquiatria clínica no ano passado.)

Em suma: a “Sra. A” sabia que as pessoas dentro da sua casa pareciam, falavam e agiam como seu marido e filhos, mas eles não a faziam sentir da maneira que ela sempre se sentiu quando estava na presença deles.

É importante notar que se um paciente de Capgras falar com uma pessoa amada no telefone, ele reconhecer a voz. Porém, se essa mesma pessoa entra no quarto, o paciente vai acusá-la de ser um impostor porque a audição e a visão tomam caminhos diferentes para chegar ao centro emocional do cérebro.

Em alguns casos, essa desconexão que é tida como a causa da Capgras é provocada por um ferimento na cabeça, em outros, está relacionado a um transtorno psiquiátrico ou neurológico já existentes. A “Sra. A”  encaixa-se no segundo grupo: ela é uma paciente com transtorno bipolar de longa data, além de já ter sido diagnosticado com esclerose múltipla. Apesar de ter tomado medicamentos para tratar o transtorno bipolar no passado, ela não estava tomando nenhum – sequer para a esclerose múltipla – em Janeiro de 2007, quando a confusão mental contra sua família ocorreu.

Seus médicos, incluindo Garuba, acreditam que o delírio de Capgras ocorreu por causa de uma recaída da esclerose múltipla da “Sra. A”. Ela foi tratada com antipsicóticos, e depois de alguns dias, ela foi gradualmente deixado de acreditar que os médicos estavam tentando envenená-la. Depois de quase um mês no hospital, ela parou de acreditar que os membros da sua família eram impostores.

O distúrbio raro presta homenagem a Joseph Capgras, o psiquiatra francês que primeiro escrever sobre a ilusão, em 1923, depois de tratar uma mulher que se convenceu de que o marido e os outros que ela conhecia eram realmente duplos de corpo. Casos semelhantes à “Sra. A” nos últimos anos incluem o da mulher de 24 anos que, após algumas complicações com pneumonia pneumocócica, sofreu crises epilépticas e começou a acreditar que alguns dos médicos da UTI tinham sido substituídos por impostores.

No Reino Unido, uma mulher de 42 anos alegou que, enquanto ela estava na UTI por pneumonia em 1999, cada um dos membros da sua família – com exceção de sua mãe – foi substituído por alienígenas.