quinta-feira, 4 de abril de 2019

Sarcófago egípcio vai ser aberto ao vivo em canal de televisão


O sarcófago de um nobre egípcio será aberto ao vivo na televisão durante um programa especial do canal americano Discovery.

Um porta-voz da Discovery disse à AFP que o sítio arqueológico onde se encontra o sarcófago, descoberto em fevereiro de 2018, fica perto de Minya, no sul do Cairo.

O programa "Expedition Unknown: Egypt Live" (Expedição desconhecida: Egito ao vivo) será difundido este domingo à noite.

For 3,000 years, Egyptians created over 70 million mummies and this is the reason why. 📜

Watch as excavates an ancient sarcophagus LIVE for the first time SUNDAY at 8ET | 5PT.
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Contactado pela AFP, o conselho supremo egípcio de antiguidades não quis pronunciar-se, embora a presença no programa do seu secretário-geral, Mostafa Waziri, tenha sido anunciada pelo Discovery, assim como a do célebre arqueólogo egípcio Zahi Hawass, ex-ministro de Antiguidades.

O porta-voz da Discovery confirmou que o projeto foi planeado em coordenação com o ministério egípcio de Antiguidades.

O canal explicou que os arqueólogos descobriram recentemente uma rede de galerias que conduzem a várias câmaras funerárias que conteriam 40 múmias de nobres egípcios.

O sarcófago de pedra calcária que contém uma das múmias será aberta durante a emissão, onde será divulgada a identidade do defunto.

A Discovery não quis comentar se pagou ao Egito para obter a autorização de filmar a abertura do sarcófago.

"É um espetáculo, no fim de contas, mas pode gerar nas pessoas o amor às antiguidades e é uma boa ocasião para promover o turismo", disse à AFP uma arqueóloga que pediu anonimato.

A instabilidade política e os atentados foram um duro golpe ao turismo no Egito desde a revolução de 2011. O setor teve uma melhoria relativa em 2018.

fonte: Sapo24

Teoria chocante: OVNIs poderiam ser máquinas do tempo de futuro distante

UFO time travellers: Alien spacecraft

O professor americano de antropologia Michael P. Masters apresentou uma teoria chocante segundo a qual avistamentos de OVNIs são incríveis máquinas do tempo de futuro distante.

OVNIs e outras alegadas naves alienígenas não visitam a Terra chegando do espaço, mas de ponto distante do futuro da humanidade, opina o professor de antropologia da Montana Tech (EUA), Michael P. Masters, citado pelo tabloide Express.

"O fenômeno pode ser nossos próprios descendentes distantes voltando através do tempo para nos estudar no próprio passado evolucionário deles", afirmou o professor em entrevista ao canal de televisão KXLF.

Segundo Masters, as afirmações sobre as abduções e exames médicos dos “alienígenas” provam que se trata de antropólogos de futuro distante que viajam pelo tempo.

Além disso, o cientista sublinhou que a maioria das pessoas, que afirmam terem testemunhado alienígenas, os descreve como humanoides com tecnologias incríveis, que na realidade poderiam ser descendentes humanos.

De acordo com Masters, essa teoria pode ser explicada cientificamente, mesmo que os céticos considerem uma coisa fora da ciência.

"Extraterrestres são geralmente descritos como bípedes, que caminham eretos, com cinco dedos em cada mão e pé, simetria bilateral, eles têm dois olhos, uma boca e nariz, eles podem se comunicar conosco em nossos próprios idiomas", reforçou.

fonte: Sputnik News

Base espacial dos Açores terá pelo menos duas plataformas de lançamento de satélites e um cluster industrial


Segunda fase do concurso para a construção, operação e exploração do Porto Espacial da ilha de Santa Maria já arrancou e exige que os candidatos apresentem na sua proposta pelo menos dois lançadores (foguetões) de mini e micro-satélites

A base espacial prevista para a ilha de Santa Maria, nos Açores, deverá integrar "mais de uma plataforma de lançamento de satélites e mais de um tipo de veículo lançador", estabelece a Memória Descritiva da segunda fase do Programa Internacional de Lançamento de Satélites dos Açores (Azores ISLP), a que o Expresso teve acesso.

O programa é complexo, porque até se chegar ao concurso público internacional para a construção da base espacial, há duas fases de discussão e negociação entre as empresas, centros de investigação e instituições interessadas. Na primeira fase do Azores ISLP, iniciada em setembro de 2018, vários consórcios internacionais de empresas e instituições ligadas ao sector espacial apresentaram propostas de interesse em colaborar com empresas, centros de investigação e de engenharia portugueses para conceber, instalar e operar um porto espacial que permita o desenvolvimento de uma nova geração de serviços de lançamento de satélites e constelações de satélites para o Espaço a partir de Santa Maria.

A segunda fase tem uma designação complicada, "procedimento formal do diálogo concorrencial para a construção, operação e exploração de um porto espacial nos Açores", e arrancou a 29 de março numa sessão privada no Teatro Thalia, em Lisboa, que contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Gui Menezes, da presidente da Agência Espacial Portuguesa (Portugal Space), da cientista italiana Chiara Manfletti, e de representantes das empresas, centros de investigação e organizações interessadas no projeto. Nesta etapa do processo, os candidatos devem submeter uma solução completa que assegure o sucesso financeiro, a segurança e a viabilidade ambiental do Porto Espacial.

Na terceira fase os concorrentes apresentarão uma proposta final e será assinado com o concorrente vencedor um contrato de concessão para a construção, operação e exploração do Porto Espacial.

Primeiros lançamentos em 2021

O objetivo do Azores ISLP é que a base espacial - que deverá custar menos de 60 milhões de euros - esteja a funcionar até ao final de 2021, com o arranque dos primeiros serviços de lançamento de mini e micro-satélites. De acordo com a Memória Descritiva da segunda fase do programa, os candidatos interessados "devem apresentar pelo menos um Veículo Lançador Primário (VLP) e uma abordagem para um Porto Espacial Aberto, através da integração de um ou mais Veículos Lançadores Secundários (VLS) na sua solução". O número de veículos "que possam ser lançados a partir do Porto Espacial de acordo com a solução proposta, serão tidos em consideração" na apreciação das propostas apresentadas pelos interessados.

Um VLP é um veículo que o candidato garante que será lançado a partir do Porto Espacial. Os VLS são quaisquer veículos adicionais a serem operados a partir do mesmo porto, que pertencem a uma entidade diferente da que é proprietária ou explora o VLP. Porto Espacial Aberto é uma base que integra mais do que uma plataforma de lançamento e é capaz de lançar e tendencialmente proceder ao retorno, de um VLP e de pelo menos um VLS.

O documento exige também que os candidatos apresentem um modelo financeiro com a análise do mercado potencial para o Porto Espacial e veículos lançadores propostos, para cinco, dez e 15 anos após o primeiro serviço de lançamento. E que façam uma análise dos principais concorrentes da base de Santa Maria e do respetivo impacto na sua viabilidade económica, bem como "a descrição da vantagem competitiva da solução apresentada relativamente à dos concorrentes no que diz respeito à localização geográfica, custos e preços, frequência de lançamentos, ciclo de reutilização, adaptação aos desenvolvimentos tecnológicos e cooperação com outros operadores", entre outros fatores.

Por outro lado, os candidatos devem indicar o potencial de crescimento planeado e possível do Porto Espacial em número de atividades, em especial lançamentos e retornos, "e dos veículos lançadores incluídos na solução apresentada". E ainda a taxa mínima de lançamentos por ano e o volume de negócios mínimo necessário para os veículos lançadores (primário e secundários).

Subsídios podem chegar a €10 milhões

A Memória Descritiva sublinha que "deve ser promovida a criação de um cluster industrial e científico que dinamize a indústria e a investigação local". E que contribua "para o aproveitamento de recursos especializados em Portugal", nomeadamente nos Açores, assim como para o desenvolvimento de outras atividades, como a investigação científica nas áreas aeronáutica, aeroespacial e meteorológica, e atividades comerciais.

Por isso, os candidatos devem indicar o impacto social e económico esperado, especificando o número estimado de empregos locais criados direta e indiretamente; o número de atividades industriais e científicas desenvolvidas e o seu potencial de inovação; e o tipo de entidades portuguesas que irão usar ou prestar serviços ligados ao Porto Espacial.

Mas o documento revela que existe uma série de benefícios fiscais específicos da Região Autónoma dos Açores, bem como um sistema de incentivos à criação do Porto Espacial e ao investimento em serviços de lançamento de satélites, que pode chegar a um valor máximo de 10 milhões de euros, entre subsídios reembolsáveis e não reembolsáveis.

O Azores ISLP foi lançado pelo Governo Regional dos Açores, com o apoio técnico da Portugal Space e da Agência Espacial Europeia (ESA). Na primeira fase do programa, que terminou a 7 de dezembro de 2018, foram escolhidos cinco consórcios internacionais entre os 14 que se apresentaram a concurso. Esta short list , que integrava as propostas que apresentavam soluções completas, incluía a empresa italiana AVIO, o consórcio AZUL liderado pelo grupo espanhol Elecnor Deimos, a alemã Isar Aerospace Technologies, a espanhola PLD Space e o consórcio liderado pela alemã Rocket Factory Augsburg e pela empresa portuguesa Edisoft, do grupo aeroespacial francês Thales.

fonte: Expresso

As novas asas flexíveis criadas pela Nasa podem revolucionar a aviação


E se os aviões tivessem asas mais parecidas com as dos pássaros? Seriam mais eficientes, diz a Nasa.

As asas dos aviões são habitualmente robustas e rígidas, mas uma equipa que juntou especialistas da Nasa e do MIT, inspirou-se nas asas dos pássaros para criar um novo design que pode revolucionar a aviação.

A MADCAT - Mission Adaptive Digital Composite Aerostructure Technologies - criou asas flexíveis com quatro metros de largura com centenas de componentes de fibra de carbono que encaixam entre si como peças de Lego, permitindo mais movimento do que os tradicionais flaps.

If you look at birds, you’ll find there isn’t one best wing shape for flying. The same is true for aircraft. Taking notes from nature, our @NASAAero researchers have designed a flexible wing that changes shape as it flies to make air travel more efficient: https://go.nasa.gov/2TTOxlt 
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Os condores, por exemplo, "conseguem bloquear as suas articulações quando está a planar, ajustando as asas para o formato ideal para o fazer, e quando quer fazer uma manobra mais agressiva solta-as. é essa resposta que estamos a tentar reproduzir", explicou à CNN o engenheiro da Nasa, Nick Cramer.

O objetivo é ajustar o formato da asa conforme os diferentes momentos de um voo - descolagem aterragem, e manutenção no ar. Esta tecnologia permite ainda que o avião seja mais leve e consuma menos combustível, o que melhora a eficiência.

O segredo está nos materiais utilizados: têm que ser compatíveis com moldagem por injeção. Os polímeros termoplásticos podem ser aquecidos até o estado líquido, uma espécie de resina, que pé despejada num molde onde arrefece até voltar ao estado sólido. O resultado é uma malha tão resistente como uma estrutura de metal e mais fácil de construir do que as asas dos grandes Boeing.

O primeiro protótipo da nova asa foi construído à mão já foi testada nos túneis de vento da Nasa.

fonte: TSF

Baleias de quatro patas. Cetáceos chegaram ao Pacífico a nado... e a andar


Ilustração de um peregocetus em terra e outro a caçar no mar

Novo estudo sobre antepassado das baleias modernas encontrado no Peru defende que estes animais, que na época tinham ainda quatro patas, combinaram a natação com a marcha para ir da costa de África ao Pacífico

O esqueleto de uma baleia quadrúpede primitiva, descoberto em 2011 na bacia de Pisco, no Peru, e batizado de Peregocetus Pacificus, mostra que estes grandes cetáceos se espalharam pelo planeta muito antes de terem consolidado o processo evolutivo que os tornou nos animais que são hoje. Estas baleias de quatro patas, do período Eoceno (compreendido entre há cerca de 54 milhões e 34 milhões de anos) terão atravessado a nado o Atlântico Sul - na época a distância entre a costa africana a e a América do Sul era cerca de metade da atual - mas fizeram por terra, a caminhar, parte do percurso que as levou até às costas do Pacífico.

A sua forma de locomoção, em terra e na água, não seria muito diferente das dos modernos castores ou focas.


"Este novo registo do sudeste do Pacífico demonstra que estas baleias quadrúpedes primitivas atravessaram o Atlântico Sul e praticamente alcançaram uma distribuição ao longo de toda a linha do Equador com uma combinação de capacidades de locomoção terrestre e aquática", defendem os autores do estudo, publicado na revista científica Current Biology, acrescentando que esta proeza aconteceu "menos de dez milhões de anos após a sua origem e provavelmente antes de se dispersarem para latitudes ao nível da América do Norte".

Uma evolução dramática num período relativamente curto

Já se sabia que as baleias e os golfinhos modernos tinham evoluído a partir de um carnívoro terrestre, de aspeto semelhante a um cão, chamado Pakicetus. Um animal com cerca de 1,7 metros, cuja semelhança com os modernos cetáceos só é possível de descortinar através do formato da cabeça.


Todo o processo começou há cerca de 50 milhões de anos sendo que, em menos de treze milhões de anos, tinha surgido um animal chamado Durodon, com quatro metros e meio de comprimento. Este era já inteiramente aquático, com barbatanas dorsais e caudal, tronco alongado e narinas recuadas na cabeça, mas mantinha ainda uma diminutas e já totalmente ineficazes patas traseiras. O Llanocetus , que surgiu há 34 milhões de anos, já seria identificado como uma baleia se fosse avistado nos tempos de hoje. Tinha menos dentes do que os seus antepassados e começava já a desenvolver as "barbas" hoje utilizadas pelas baleias especializadas na filtragem de fitoplâncton.

Todos os fósseis que documentam esta evolução tinham sido descobertos no Sul da Ásia - onde os cetáceos começaram a evoluir e ao longo da Costa Africana, para onde começaram por se expandir.

O Peregocetus Pacificus, descoberto em depósitos marinhos datados de há cerca de 42 milhões de anos, e que é considerado um novo protocetáceo, surgiu sensivelmente a meio do processo evolutivo que levou o Pakiceutos a transformar-se nas baleias e nos golfinhos de hoje.


O fóssil - o único do género encontrado até agora no Pacífico - tem sido fonte de informação para diversos estudos. Mas não está completo. Faltam-lhe, nomeadamente, a cauda e a cabeça, cuja eventual descoberta poderia ajudar a preencher mais lacunas no ainda incompleto puzzle evolutivo das baleias.


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Criaram por computador o genoma de um ser que nunca existiu. E funciona


A bactéria de água doce Caulobacter crescentus. © ETH Zurich

A informação genética da Caulobacter ethensis-2.0 é a versão simplificada do genoma completo de uma bactéria de água doce inofensiva chamada Caulobacter crescentus e mantém a funcionalidade necessária a um ser vivo.

Chamaram-lhe Caulobacter ethensis-2.0, e tem razão de ser. Na verdade, esta "bactéria" não existe - nunca existiu -, e é bem possível que nunca venha a existir, mas o seu genoma, sim, é real. Foi produzido em laboratório por uma equipa da universidade técnica ETH de Zurique, com o auxílio de um algoritmo informático, e é uma versão simplificada do genoma de uma bactéria bem conhecida dos biólogos e dos cientistas: a Caulobacter crescentus, que vive na água doce, é inofensiva e muito utilizada em trabalho de laboratório.

Segundo a equipa que foi liderada pelo químico Mathias Christen,, e pelo o seu irmão biólogo, Beat Christen, este é um "enorme avanço, que tem o potencial para revolucionar a biotecnologia", já que permite simplificar muito os processos, economizando tempo e mantendo a funcionalidade dos genomas, para a produção, por exemplo, de medicamentos, vacinas e outros produtos biológicos na área da saúde.

Esta não é a primeira vez que um genoma é sintetizado. O pioneiro norte-americano da sequenciação de genomas, Craig Venter - que em 2003 publicou o primeiro mapa completo do genoma humano, a par de um projeto internacional público independente -, anunciou em 2010 ter feito o primeiro genoma sintético de uma bactéria. Foi o resultado de dez anos de trabalho, que ocupou a tempo inteiro 20 cientistas e custou 40 milhões de dólares, e o genoma então sintetizado foi feito inteiramente em laboratório.

No caso da equipa ETH de Zurique, que publicou nesta segunda-feira os resultados do seu trabalho na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences , o genoma criado é uma versão simplificada, que conserva intactas as suas funções, e que foi desenhado graças a um algoritmo, permitindo a otimizando do processo.
De quatro mil genes para apenas 680. E funciona

A Caulobacter crescentus tem um total de quatro mil genes, e estudos anteriores já tinham demonstrado que, em laboratório, este micro-organismo sobrevive de forma funcional com apenas 680. Isso explica-se pelo facto de o genoma ter muitos fragmentos redundantes, que podem substituir-se uns aos outros sem perda de função.

Foi portanto daí, dessa versão reduzida, que a equipa da ETH de Zurique partiu, para construir o seu genoma sintético simplificado totalmente funcional.

Os investigadores começaram por sintetizar 236 fragmentos do genoma da bactéria, que depois ligaram entre si. Um trabalho que "nem sempre é fácil", como explica Mathias Chisten, porque, "dependendo da sequência em questão, elas podem enrodilhar-se e afetar a produção dos segmentos da molécula". Mas a etapa foi vencida com sucesso.

O algoritmo informático desenvolvido pela equipa permitiu, entretanto, fazer a escolha ótima dos genes para manter a funcionalidade do genoma, segundo os próprios autores, que acreditam que "este projeto permitiu aprender", e que "será agora possível melhorar o algoritmo e desenvolver uma versão 3.0, que já será completa".

A atual versão, sublinham, "ainda não está perfeita". Mas o trabalho desenvolvido serviu para aprender e demonstrar a hipótese, para, "no futuro, se poder fazer o designcomputacional do genoma, de acordo com os objetivos", adianta Mathias Christen.

Em breve, asseguram os autores do trabalho, "vai ser possível produzir células bacterianas" deste tipo, para criar "micro-organismos sintéticos" destinados à biotecnologia, para a produção de moléculas na farmacologia, por exemplo. Mas, alertam, "vai ser necessário um profundo debate social sobre a utilização desta nova tecnologia e sobre a forma como terão de ser prevenidos eventuais abusos".


Estas são as melhores casas para viver em Marte


A impressão 3D é a maneira mais fácil, rápida e segura de construir uma estrutura fora do planeta Terra e há quem já esteja a fazer planos.

Em 2015, a Nasa lançou um desafio para o desenvolvimento de casas ideais para viver "na Lua, Marte e além". Na semana passada anunciou os três finalistas.



A equipa SEArch + / Apis Cor ficou em primeiro lugar no 3D-Printed Habitat Challenge, com uma estrutura cilíndrica que comporta mais do que um piso e aberturas para permitir a entrada de luz natural.


A Zoperhous propõe um conjunto de estruturas modulares esféricas de diferentes tamanhos para diferentes propósitos. Ficou em segundo lugar.


Classificada em terceiro lugar, o grupo Mars Incubator criou um design modular com quatro espaços, incluindo uma estufa para plantas.


Cada modelo foi avaliado a nível arquitetónico e estético, tendo em conta sobretudo a viabilidade da construção. Tem de ser possível fabricar todas as casas no local de forma autónoma, e estas têm de ter pelo menos 92 metros quadrados e instalações adequadas a quatro pessoas.

Na próxima etapa da competição, agendada para o início de maio, os finalistas terão de recorrer à impressão 3D para reproduzir modelos à escala dos seus projetos com um terço do tamanho original.

fonte: TSF

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Astronautas descobrem novo crustáceo que pode ajudar na busca por vida em Marte


Uma nova espécie de crustáceos, chamada Alpioniscus sideralis, foi encontrada por uma equipe internacional de astronautas após passarem vários dias numa caverna.

A descoberta foi feita em 2012 num pequeno lago do sistema de cavernas de Sa Grutta, na ilha da Sardenha (Itália), mas só agora o estudo foi publicado, relata a Live Science.

A criatura encontrada é cega, incolor e possui apenas oito milímetros de comprimento.

Os cientistas descobriram a nova espécie durante uma expedição do programa de treino CAVES da Agência Espacial Europeia (ESA). No âmbito do treino, os candidatos a serem enviados para Estação Espacial Internacional (EEI) tinham que realizar pesquisas em ambientes subterrâneos perigosos.


© FOTO: ESA–M. FINCKE Crustáceo da espécie Alpioniscus sideralis, com oito milímetros de comprimento, descoberto nas grutas de Sa Grutta, na Itália

O intuito do programa era preparar os astronautas para trabalhar com segurança e eficácia e resolver problemas como parte de uma equipe multicultural enquanto exploram áreas desconhecidas, diz-se na descrição da ESA.

A análise molecular da amostra obtida durante a expedição e enviada pelos astronautas mostrou que a genética dos espécimes não coincidiu com a de nenhuma outra espécie recolhida na região. A nova espécie foi descrita pela primeira vez no recente estudo publicado na revista ZooKeys.

Apesar de o novo animal ter sido Identificado como um tipo de pequeno crustáceo que deixou a água para colonizar a terra há milhões de anos, o Alpioniscus sideralis parece ter tomado um outro rumo evolutivo e regressado às águas subterrâneas.

Esta descoberta ajudará nos estudos dos ecossistemas subterrâneos, além de provar que a vida é capaz de constantemente se adaptar a habitats extremos sem luz solar, mudanças sazonais e escassez de alimentos, descreve a ESA em declaração.

"Gostaria de pensar que, quando os humanos aterrarem em Marte e explorarem as suas cavernas, esta experiência irá ajudá-los a procurar outras espécies, sabendo que a vida tem poucos limites e pode desenvolver-se nos locais mais inóspitos", disse Paolo Marcia, zoólogo da Universidade de Sassari e coautor do estudo.

fonte: Sputnik News