quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Marcas pré-históricas indiciam a existência de uma civilização perdida na Índia


Entre as marcas encontradas, há figuras de tubarões, aves, rinocerontes e hipopótamos

Uma equipa de arqueólogos encontrou gravuras rupestres pré-históricas no estado de Maharashtra, no oeste da Índia. De acordo com os cientistas, estes achados podem evidenciar uma antiga civilização até agora desconhecida. 

De acordo com a BBC, foram descobertas milhares destas gravuras rupestres – conhecidas como petróglifos – na região de Konkan, no estado indiano de Maharashtra.

As marcas pré-históricas, maioritariamente encontradas nas cidades de Ratnagiri e Rajapur, estavam gravadas em colinas rochosas e planas, tendo passado despercebidas durante milhares de anos.

Os cientistas ficaram surpreendidos com a diversidade de gravuras encontradas, que vão desde animais, pássaros, figuras humanas e até desenhos geométricos. Grande parte das figuras estava escondida sob camadas de terra e lama, mas também havia algumas a céu aberto – estas eram consideradas sagradas, sendo pelos habitantes da região.

No entanto, a variedade das esculturas não foi o que mais surpreendeu os arqueólogos. A forma como os petróglifos foram desenhados e a sua semelhança como os demais já encontrados noutras partes do mundo levam os cientistas a acreditar que as marcas foram criadas durante o período pré-histórico e são, possivelmente, dos mais antigos até agora encontrados.

“A nossa primeira dedução após analisar estes petróglifos aponta que estes tenham sido criados por volta de 10.000 a.C”, disse o diretor do departamento de arqueologia do estado de Maharashtra, Texas Garge, em declarações à BBC.

Com a ajuda dos habitantes e anciãos locais, os arqueólogos encontraram petróglifos em cerca de 52 vilas da região – mas apenas cinco destas sabiam da sua existência.

Evidências de uma sociedade de caçadores-coletores

De acordo com Garge, as imagens evidenciam ter sido desenhadas por uma comunidade de caçadores-coletores que ainda não estava familiarizada com a agricultura. “Nós não encontramos imagens de atividades agrícolas, mas as marcas mostram animais caçadose há uma descrição bastante detalhadas das suas formas”, sustentou.

Shrikant Pradhan, investigador e historiador de arte da Faculdade Deccan de Pune, na Índia, estudou os petróglifos e disse que as figuras eram claramente inspiradas em atividades observadas na época.

“A maioria dos petróglifos mostra animais domésticos, mas há também imagens de tubarões e baleias, bem como anfíbios e tartarugas”, acrescenta Garge.



Prehistoric art hints at lost Indian civilisation - BBC News https://bbc.in/2P0hXwN 
The rock carvings - known as petroglyphs - have been discovered in their thousands atop hillocks in the Konkan region of western Maharashtra.

No entanto, os petróglifos recém-descobertos levantam questões ainda mais intrigantes para os arqueólogos. Os especialistas indagam por que motivo as gravuras retratam animais como hipopótamos e rinocerontes que não se encontram nesta região da Índia. A comunidade que as criou terá migrado da África para a Índia? Ou será que estes animais já habitaram a Índia?

As marcas, que passaram despercebidas durante milénios, continuam a intrigar os cientistas. Para resolver o mistério, o governo da Índia reservou um fundo de 3,2 milhões de euros para continuar a estudar os cerca de 400 petróglifos encontrados.

fonte: ZAP

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Investigadores descobrem planeta anão nos limites do Sistema Solar


Os novos planetas anões orbitam o Sol para lá de Plutão (na foto) © NASA

Um grupo de astrónomos fazia observações e descobriu o The Globin para além de Plutão.

The Globin é o nome do novo planeta anão descoberto por um grupo de astrónomos que faziam observações para redefinir os limites do sistema solar. A descoberta surgiu, por isso, por acaso quando procuravam o Planeta Nove, corpo celeste que estará escondido para além de Plutão, numa zona misteriosa que os investigadores denominam de nuvem de Oort.

A verdade é que o Planeta Nove ainda não foi visto diretamente, ao contrário do The Goblin, que aparentemente estará sob influência gravitacional de um outro objeto gigante que ainda não foi visto pelos investigadores.

O The Goblin é um planeta gelado com um diâmetro estimado de 300 quilómetros, que se encontra numa órbita bastante longa, levando 40 mil anos a fazer uma volta em torno do Sol.

Este é o terceiro mais pequeno encontrado fora do sistema solar, depois das descobertas do Sedna e do denominado 2012 VP113. Nessa zona, que aparentemente era fria, escura e vazia aparece agora uma rica coleção de objetos exóticos.

"Só agora estamos a descobrir como pode ser o exterior do sistema solar e o que poderá lá estar", afirmou Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washighton DC, citado pelo Guardian. "Acreditamos que existem milhares de planetas anões longe do sistema solar. Estamos apenas a levantar a ponta do iceberg", acrescentou.


Todos os homens portugueses e espanhóis foram exterminados há 4500 anos


Uma análise genética revelou que, há 4500 anos, parte do sul da Europa foi conquistada a partir do leste. Naquela que é hoje a Península Ibérica, a linha masculina local desapareceu completamente quase da noite para o dia.

Na Idade do Bronze, há cerca de 4500 anos, os colonos masculinos da atual Península Ibérica, foram completamente aniquilados como resultado de uma “invasão” da Europa a partir do leste. Esta descoberta foi recentemente confirmada por um estudo apresentado no evento New Scientist Live, no dia 22 de setembro, em Londres.

A análise genética, liderada por David Reich, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que a tribo do Cáucaso, conhecida como Yamna (yamnaya), que se estabeleceu na Europa há, aproximadamente, 5000 anos, conseguiu deslocar-se até às diferentes culturas que coexistiam no continente.

O investigador explica que este evento foi possível graças à introdução de duas novas tecnologias muito significativas na Europa Ocidental: a domesticação de cavalos e aroda. Assim, esta nova população conseguiu expandir-se pelas culturas e desenvolver e difundir o seu próprio trabalho.

“Estas pessoas espalhavam-se por um vasto território, sendo os principais contribuintes para aqueles que são os europeus de hoje”, afirmou o especialista ao New Scientist. Desta forma, seria de esperar uma mistura genética progressiva. Mas não foi isso que aconteceu.

Os cientistas descobriram na Península Ibérica uma “substituição completa do cromossoma Y” que resultou no total desaparecimento do conjunto de genes masculinos que, originalmente, habitavam aquela área.

Pelo que os cientistas puderam apurar, este foi o resultado de um tipo de “conquista violeta”, na qual os homens locais foram mortos ou escravizados e as mulheres reivindicadas pelos Yamna. “A colisão dessas duas populações não foi de todo amigável”, sustentou Reich.

Pesquisas anteriores asseguravam que os Yamna também foram responsáveis pela propagação das línguas indo-europeias na Europa Ocidental, o que explica a razão pela qual são tão falados longe da Ásia. Além disso, acredita-se que muitas das suas práticas tenham origem europeia.

Embora o impacto desta cultura na Europa já tenha sido comprovado por geneticistas, esta última investigação destaca o quão grande foi esta mudança, que para a antiga população masculina da Península Ibérica significa desaparecer completamente do mapa.


Grande Colisor de Hádrons poderia formar um buraco negro que engole tudo ao seu redor, adverte astrofísico britânico


O astrofísico britânico Martin Rees adverte que o comportamento de partículas ainda é um fenómeno pouco estudado. Portanto, várias experiências na Terra podem resultar na criação de um buraco negro ou, até mesmo, provocar o apocalipse.

Em particular, o pesquisador ressalta que a colisão de partículas subatómicas pode ser a causa do apocalipse.

De acordo com o recente aviso do Astrónomo Real Britânico, uma experiência fracassada com aceleradores de partículas pode levar a consequências fatais.

No seu último livro "On The Future: Prospects for Humanity" (Sobre o Futuro: Perspectivas para a Humanidade), o académico esclareceu os riscos com os quais a humanidade poderia se esbarrar. Entre outras ameaças, ele observou que experiências com partículas subatómicas colidindo em velocidades próximas à da luz podem dar origem a um buraco negro na Terra.

Foi uma experiência similar, realizada com o famoso Grande Colisor de Hádrons — o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo.

De acordo com o especialista, no melhor dos casos, "se formaria um buraco negro que engole tudo ao seu redor".

"A segunda possibilidade alarmante é que os quarks se recomporiam em objectos compactados chamados 'strangelet'", escreveu Rees.

Os "strangelets" são fragmentos hipotéticos de matéria estranha que supostamente podem lançar uma reacção em cadeia e converter matéria comum em estranha. Ou seja, o assunto poderia acabar transformando toda a Terra numa esfera extremamente densa de cerca de cem metros de diâmetro.

Rees também observa que o processo acima mencionado poderia "quebrar a estrutura do espaço", o que seria uma catástrofe não apenas para a Terra, mas para todo o cosmo.

fonte: Sputnik News

Antes, muito antes de sonharmos com a Índia, um mestre ioga chegou a Beja. A pé

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O esqueleto estava de pernas cruzadas, com os dedos do pé esquerdo apoiados no calcanhar do pé direito

A descoberta de um esqueleto numa estranha posição em Beja intrigou os investigadores. Agora, sabe-se que a posição era de ioga e o corpo em causa de um mestre. Que chegou a Portugal há 1700 anos. A pé.

Em 2007 e no decorrer de uma obra na rede de abastecimento de água à cidade de Beja surgiu, no meio de ossadas do período islâmico, um esqueleto em posição de lótus. Nove anos depois, e pela primeira vez no mundo fora da Índia, foi confirmada a descoberta de um mestre ioga, que aqui chegou vindo do Oriente a pé. 

São mais as certezas que as dúvidas relativas à identificação do que resta de um indivíduo do sexo masculino, enterrado há cerca de 1700 anos, com a coluna erecta, as pernas cruzadas, os dedos do pé direito apoiados no calcanhar do pé esquerdo, em posição de lótus. Pequenas pedras talhadas com pequenos círculos estavam colocadas na cabeça, cotovelos e pernas. Era patente a intenção de acondicionar o corpo naquela posição, dentro de uma estrutura construída para esse propósito, e próximo do que poderá ter sido uma das principais vias de acesso à então cidade Pax Yulia. Foi enterrado próximo dos outros túmulos, “nas traseiras do que seria uma necrópole, salvaguardando o respeito ao espaço romano”, presume o arqueólogo Miguel Serra, que fez a descoberta classificada como “bizarra” dada a forma como o corpo fora inumado. Não tinha qualquer adereço, pormenor que patenteava despojamento.

A disposição do esqueleto era diferente das inumações dos islâmicos que encontrou depositados, a poucos metros, em contacto com a terra e com a face virada para Meca. Este tinha a cabeça virada para oeste. 

Apesar de nunca ter visto as ossadas, que se encontram depositadas na Universidade de Coimbra para a realização de estudos de ADN e do tipo de alimentação que consumia, o presidente da Confederação Portuguesa de Ioga, o grande mestre Jorge Veiga e Castro, depois de ter visionado as fotografias, o espaço de enterramento e interpretado a documentação científica produzida, não tem dúvidas: “Não se conhece em nenhuma parte do mundo, a não ser na Índia, um fenómeno de um esqueleto em posição de lótus como o de Beja”.

“A pose de enterramento era muito estranha e remetía-nos para o mundo oriental, mas sem definição”, referiu Miguel Serra, acrescentando que, no século III d.C, havia cultos orientais em Beja e identificou-se “o indivíduo como estando associado a esse movimento.” 

Nesse contexto histórico, e apesar de Pax Julia se localizar no interior do sudoeste peninsular, sabe-se, desde que o arqueólogo Cláudio Torres reescreveu a história da região, que havia uma intensa ligação ao mundo mediterrânico através do rio Guadiana e pelo porto fluvial de Mértola, por onde chegavam diversas influências culturais e religiosas.

Foi através dessa porta de entrada que veio até à cidade romana um mestre ioga que se lançou ao caminho, percorrendo, a pé, não se sabe por onde nem como, cerca de 8000 quilómetros “para transmitir a boa nova fora da Índia”, afirmou ao PÚBLICO Veiga e Castro. A convicção do mestre sobre esta aventura assenta não só na estrutura óssea do esqueleto, que indicia grandes caminhadas, como no hábito que existia na altura de encetar grandes peregrinações.

O certo é que este estranho indivíduo, descreve o relatório antropológico elaborado na sequência da descoberta, apresentava patologias que revelaram “que caminhava muito e de pé e era um indivíduo robusto e saudável.” Os ossos na zona de intercepção com os músculos apresentavam umas cristas, reveladoras do esforço a que foram sujeitos depois de intensas caminhadas. "Morreu aos 50 anos, tinha 1,62 metros de estatura e terá sido velado ao ar livre durante uns dias, mas não morreu em meditação”, continua o relatório. 

A simetria da posição e a forma como estava colocado “só era possível de alcançar pelos grandes mestres”, sublinha o arqueólogo, que interpretou o modo como foi inumado como “um manual como fazer correctamente aquela posição.”

As dúvidas que suscitou, a forma de enterramento e o desconhecimento de situações paralelas para interpretar este indivíduo impeliram Miguel Serra a colocar a foto do inédito achado arqueológico nos blogues. “E foi então que tivemos uma surpresa, quando, em 2012 se realizou, em Beja, o Dia Internacional do Ioga”. Vários indianos que se deslocaram à cidade alentejana ficaram perplexos com o achado que não lhes deixava dúvidas: “Era um mestre de ioga”, conta Miguel Serra, realçando a insistência em se fotografar no espaço onde foi descoberto o enterramento na Rua Gomes Palma, junto ao chamado Jardim do Bacalhau.

Jorge Veiga e Castro confirmou que os "mestres da Índia ligados ao ioga e ao hinduísmo (entre eles vários professores universitários) ficaram felizes e surpreendidos com o achado de Beja”. E , através das informações que foram recolhendo, ficou reforçada "a ideia de que se trata de um mestre do ioga.” A dimensão e o significado da descoberta arqueológica não lhe deixam dúvidas. “Todos os indícios apontam nesse sentido. É inegável, as provas estão lá. Ninguém o pode esconder. É um achado histórico de grande significado”, sintetiza o presidente da Confederação Portuguesa do ioga, realçando um pormenor histórico: "Não foi só há 500 anos que houve contactos com o extremo oriente. Muito anos antes já os haveria como este personagem parece documentar.”

A partir de agora, o objectivo da Confederação Portuguesa do Ioga passa por transformar Beja “num pólo de atracção que projecte esta corrente filosófica para a Europa e o mundo inteiro”. Para alcançar esse desiderato, diz que o próximo objectivo é “expor as ossadas” na capital do Baixo Alentejo, se for possível até ao Congresso Ibérico de Ioga, que se realiza Abril, na cidade espanhola de Ávila.

Achado arqueológico descoberto “por uma unha negra”

A legislação em vigor que limita a área de protecção legal dos centros históricos revela lacunas que foram realçadas em escavações arqueológicas realizadas em 2007 e que conduziram à descoberta do esqueleto de um mestre de ioga.

Se a vala que foi aberta para a instalação da rede de águas tivesse sido deslocada cerca de três metros para além do limite dos 50 metros a contar da cintura de muralhas que delimita o Centro Histórico de Beja não se estaria a falar deste achado que foi descoberto “por uma unha negra”, refere o arqueólogo Miguel Serra.

O levantamento arqueológico apenas incidiu no espaço da vala aberta para instalar a tubagem da rede de abastecimento de água. “Ficámos sem poder saber o que está para os lados”, acrescenta. Por exemplo, concluir se o mestre ioga tinha ou não junto dele sepulturas de seguidores, observa o arqueólogo.

A área já está identificada há décadas como rica do ponto de vista arqueológico dada a profusão de ossos humanos que surgem durante as intervenções feitas numa extensão com cerca de dois hectares de área e onde têm sido descobertos diversos vestígios da época romana, islâmica, medieval e moderna.

Miguel Serra chama a atenção para a necessidade de tornar a legislação que estabelece as áreas de protecção do património mais dinâmica em função das características históricas de cada local, lembrando que a “cidade de Beja não morria nas muralhas” no século III d.C. A ocupação estendia-se para o exterior. Exemplo disso é a enorme necrópole que já existia na época romana, prosseguiu na época islâmica e continuou na época moderna, como tem ficado provado no decorrer de intervenções que têm sido efectuadas fora do centro histórico.

Durante as obras realizadas no âmbito do programa Beja Polis, entre 2003 e 2004, foi descoberta uma rede com 137 silos escavados na rocha, que terão servido para o armazenamento de cereais e também como lixeira entre os séculos XIV e XVII. Foram sacrificados à instalação de um parque de automóveis. Tem sido descoberto outro tipo de património fora da área de protecção, onde não é necessário o acompanhamento arqueológico.

A boa nova nos dias de hoje

No século III d.C, a mensagem do movimento ioga estava praticamente circunscrita a uma área do planeta. Daí a surpresa por terem sido encontrados vestígios da presença de um mestre ioga em Beja.

Hoje, o ioga é uma filosofia de vida baseada no princípio "o verdadeiro fundamentalismo é o respeito pela vida" e tem dimensão universal. E, neste contexto, destaca-se a elevação do Ioga da Índia a Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, objectivo que foi concretizado a 1 de Dezembro de 2016 e também o papel desempenhado pelo português Jorge Veiga e Castro por ter sido o proponente do Dia Internacional do Ioga.

Outra das iniciativas de Veiga e Castro, o “Dia da Luz e da Sabedoria” e da “Não Agressão”, defende que, “por 24 horas, não se derrame sangue, sob nenhuma forma" e respeite-se "a sagrada Vida que nos foi dada”, evento que ocorre no Solstício de Junho.

O também presidente das Confederações Portuguesa, Ibérica e Europeia do Ioga concentra a sua atenção na formação das crianças e jovens de todos os países do mundo, com a inclusão de o Ioga nos currículos de ensino. Nesta área, ministra cursos de formação de professores do Ioga.

fonte: Público

Foram encontradas colónias de térmitas que não precisam dos machos para nada


Uma colónia exclusivamente feminina de térmitas da espécie Glyptotermes Nakajimai

Pela primeira vez, cientistas encontraram, no Japão, colónias de térmitas exclusivamente compostas por fêmeas.

Segundo o Science Alert, embora já sejam conhecidas várias espécies de insetos que prosperam facilmente sem machos, este é um novo desenvolvimento para melhor compreender a reprodução assexuada.

A maioria das espécies reproduz-se sexualmente, porém, outras são capazes de se reproduzir assexuadamente, um fenómeno conhecido por partenogénese e que tem sido observado em animais como tubarões, lagartos, cobras, anfíbios e peixes.

No mundo dos insetos, a reprodução assexuada também acontece, sendo os afídios e os bichos-pau alguns dos melhores exemplos disso. Além disso, as abelhas e as formigas não apenas se reproduzem de forma assexuada por vezes, como também vivem em colónias exclusivamente femininas, produzindo machos apenas para acasalar com a rainha.

Porém, as térmitas, também chamadas de isópteros, são de uma ordem completamente diferente das formigas e vespas (Hymenopteran) – Blattodea – tornando esta nova descoberta, agora publicada na revista científica BMC Biology, ainda mais emocionante.

Enquanto que as térmitas têm uma rainha, também têm a sua contraparte, isto é, um rei. As colónias consistem tipicamente numa mistura equilibrada de trabalhadores assexuados, machos e fêmeas, que trabalham em conjunto para o bem da colónia.

No entanto, enquanto estudavam colónias da espécie Glyptotermes nakajimai no Japão, cientistas foram surpreendidos ao descobrir que algumas pareciam não ter um único macho entre os insetos que analisavam.

Ao longo de um ano e meio, a equipa estudou 74 colónias de 15 sítios diferentes espalhados pelo país, contando meticulosamente todos os exemplares, e descobriram que 60% das colónias não tinham machos.

De seguida, os cientistas procuraram analisar o processo reprodutivo. Quando uma rainha de térmitas acasala com sucesso, esta reserva um pouco do esperma do rei num órgão de armazenamento especial. Nas colónias femininas, estas bolsas de esperma estavam vazias, o que significa que estavam a colocar ovos não fertilizados – que estavam a chocar na mesma proporção que os ovos fertilizados nas colónias mistas.

“Estes resultados demonstram que os machos não são essenciais para a manutenção de sociedades animais nas quais antes desempenhavam um papel social ativo”, explica o biólogo evolucionista Nathan Lo, da Universidade de Sydney, na Austrália.

De vez em quando, as colónias mistas produziam óvulos não fertilizados, o que sugere que as colónias partenogenéticas exclusivamente femininas evoluíram a partir dessas misturas. E as colónias exclusivamente femininas foram isoladas das pequenas ilhas do sul de Shikoku e Kyushu.

Depois de analisar o seu material genético, a equipa descobriu que o cisma entre os dois tipos de colónias aconteceu há cerca de 14 milhões de anos.

Os investigadores acreditam que a mudança para a partenogénese pode dar uma vantagem aos insetos ao estabelecer colónias num novo ambiente.

“Tudo o mais sendo igual, as populações assexuadas crescem duas vezes mais do que as populações sexuais porque apenas as fêmeas são obrigadas a reproduzir-se. Esse aumento na taxa de crescimento das colónias torna mais fácil para as populações se adaptaram a novos ambientes”, acrescenta Lo.

Como as populações foram separadas durante tanto tempo, é possível que as novas colónias femininas possam ocorrer numa nova espécie, o que significaria que estamos a observar a evolução em ação.

De acordo com os investigadores, as térmitas já apresentam diferenças morfológicas e populacionais; as cabeças dos insetos nas colónias femininas são mais uniformemente dimensionadas, e as colónias femininas têm menos indivíduos.

Por enquanto, embora ainda sejam tecnicamente a mesma espécie, a descoberta é indicativa de que a dinâmica das sociedades animais avançadas pode mudar significativamente.

fonte: ZAP

Descoberta de extraterrestres em Marte: Pouso forçado de OVNIs e estátuas encontradas no Planeta Vermelho


Os investigadores de alienígenas acreditam ter encontrado TECNOLOGIA extraterrestre em Marte, o que poderia provar que a vida existe em outras partes do universo.

Os entusiastas dos OVNIs estão à procura de evidências de alienígenas há séculos, e um homem acredita que finalmente encontrou a prova.

O teórico da conspiração Scott C Waring tem vasculhado imagens em Marte registadas por robôs e acredita que encontrou sinais de vida.

Uma das coisas que o Sr. Waring descobriu foi uma suposta estátua com duas faces.

Outro é o que parece ser um local de pouso forçado com uma nave espacial destruída.

Waring escreveu no seu blog UFO Sightings Daily: “Eu encontrei muitos artefactos alienígenas incomuns, os quais apontam para a existência de uma cultura alienígena inteligente, embora incomum.

“Um objecto, um rosto com cabelos brancos, mas numa inspecção mais próxima, não é cabelo, mas um segundo rosto construído sobre o primeiro.

“Talvez seja um símbolo de unidade, laços entre dois grandes líderes para unificar o povo.

“Também havia alguns rostos, tecnologia alienígena e uma nave alienígena partida dividida em três partes grandes.”


No entanto, os cépticos e a NASA diriam que o crânio e outras descobertas semelhantes são apenas os efeitos da pareidolia - um fenómeno psicológico quando o cérebro engana os olhos para ver objectos ou formas familiares em padrões ou texturas, como uma superfície rochosa.

Isso significaria que o crânio guerreiro marciano poderia ser apenas uma rocha disforme.

Esta não é a primeira vez que a "evidência" de alienígenas em Marte foi descoberta.

No início deste ano, um "rosto alienígena" foi encontrado numa imagem de satélite da NASA de Marte, segundo afirmações mais absurdas.

Waring estava convencido de que poderia ser uma escultura em pedra, feita por uma raça marciana, da mesma forma que os antigos bretões esculpiram as figuras de giz em encostas como o gigante de Cerene Abbas em Dorset e o Long Man de Wilmington em East Sussex.

No entanto, a NASA insistiu que a rocha é apenas uma cratera de impacto de meteorito que foi deixada a forma incomum pela erosão posterior.

Quando a NASA divulgou a imagem sob a legenda "cabeça alienígena", disse: "A imagem mostra uma cratera de impacto em Chryse Planitia, não muito longe do local da sonda Viking 1, que parece se assemelhar a uma cabeça de olhos esbugalhados.

"As duas depressões estranhas na extremidade norte da cratera (os 'olhos') podem ter sido formadas pela erosão do vento ou da água.

"Esta região foi modificada por ambos os processos, com a acção da água ocorrendo no passado distante através de inundações que se espalharam através do Chryse Planitia ocidental de Maja Valles, e a acção do vento foi uma ocorrência comum na história mais recente."

fonte: Express

Cientistas do CERN descobriram duas novas partículas (e pode haver uma terceira)


Ótimas notícias para a Física de Partículas. Cientistas do CERN observaram duas partículas nunca antes vistas no Grande Colisionador de Hadrões (LHC) – e rastrearam evidências de uma terceira.

As duas novas partículas, previstas no modelo padrão de quarks, são bariões – a mesma família de partículas dos protões que são utilizados nos procedimentos científico de aceleração de partículas do LHC.

Os bariões são as partículas que mais abundantemente compõem o Universo, incluindo protões e neutrões – as partículas ecompostas por três partículas fundamentais, os quarks. Estes quarks têm ainda quatro tipos: up, down, top, bottom, charm e strange.

Os protões consistem em dois quarks up e um down. Já os neutrões, possuem um quark up e dois down. No entanto, as partículas recém-descobertas no Grande Colisionador de Hadrões têm uma composição ligeiramente diferente.

As novas partículas – apelidadas de Named Σb(6097)+ and Σb(6097) – consistem em dois quarks up e um bottom e em dois quarks down e um bottom, respetivamente.

As novas partículas subatómicas são conhecidas como bariões inferiores e, estão relacionadas com outras quatro partículas observada no Fermilab – laboratório especializado em Física de partículas nos Estados Unidos.

Contudo, as novas observações marcam a primeira vez que os cientistas detetaram estas contrapartes de massa superior – cerca de seis vezes mais massivas que um protão.

A terceira partícula

Quanto à terceira partícula, que ainda não foi confirmada, os físicos acreditam que possa ser um estranho tipo de uma partícula composta chamada de tetraquark. Estas partículas são um tipo exótico de mesão, normalmente constituído por dois quarks.

No entanto, um tetraquark é composto por quatro quarks, tal como o nome indica – na verdade, são dois quarks e dois antiquarks.

Até agora, as evidências observadas de tetraquarks têm sido bastante difíceis de definir, e o mesmo se aplica a esta terceira partícula. A evidência da possível terceira partícula foi apelidada de Zc–(4100) e inclui dois quarks charm pesados, sendo observados no decaimento de mesões B (os mais pesados).

Os investigadores disponibilizaram recentemente dois artigos em pré-publicação sobre a descoberta, um sobre as partículas confirmadas, os bariões inferiores, e outro sobre a terceira partícula candidata.

O Grande Colisionador de Hadrões, o maior acelerador de partículas de mundo, vai certamente continuar a maravilhar-nos com as novas descobertas no mundo da Física de partículas. Até lá, podemos sempre recordar as descobertas anteriores.

No final de agosto, e pela primeira vez, os físicos observaram o bosão de Higgs a decair num par de partículas ainda mais pequenas. Esta partícula subatómica, celebrizada como a Partícula de Deus, deu destaque ao laboratório internacional em 2013, quando a sua descoberta foi anunciada.

fonte: ZAP