sexta-feira, 4 de maio de 2018

Irmãos com dentes pontiagudos comparados a fantasmas


Jovens sofrem de uma doença genética rara e são gozados pelos colegas.

Dois irmãos indianos são humilhados na escola por terem certas características que os assemelham a "fantasmas". Mushtaq e Ashfaq Khan, de oito e onze anos, sofrem de uma doença genética rara, Displasia Ectodérmica Hipoidrótica, que causa um formato pontiagudo nos dentes e torna o cabelo muito fino. 

Numa entrevista ao Daily Mail, o rapaz mais velho revelou que os colegas não os incluem nas brincadeiras e que estão constantemente a chamarem-lhes nomes menos agradáveis. 

"Não queremos continuar a estudar. Sentimo-nos humilhados na escola", rematou Ashfaq à mesma publicação. 

Segundo a mãe dos meninos, não é possível sujeitá-los ao tratamento que necessitam por não terem condições monetárias. "Somos muito pobres. Não temos objetos básicos como um frigorífico ou uma ventoinha", admitiu. 

Para o médico da vila, Mukesh, há a possibilidade de o estado de saúde dos irmãos piorar visto que não estão a receber o tratamento médico que precisam.


Buscas por avião desaparecido ajudam a resolver dois mistérios marítimos


Imagem de um dos destroços encontrados nas buscas

O mistério do desaparecimento do voo MH370, em 2014, continua por resolver. Mas as buscas pelo avião da Malaysia Airlines podem ser importantes para resolver outros enigmas.

O sonar que pesquisou o fundo do mar à procura do avião que desapareceu com 238 pessoas a bordo encontrou duas embarcações de transporte de carvão naufragadas no século XIX. Historiadores marítimos fizeram uma lista dos nomes possíveis dos navios encontrados nas buscas, que cobriram uma área de 710 mil quilómetros quadrados em quatro anos.

Os destroços dos dois navios foram encontrados em 2015, sete meses após o início das buscas pelo MH370, numa zona 2300 quilómetros a Oeste da Austrália, com restos de carvão espalhados por uma vasta área, a 3700 metros de profundidade.

Os investigadores recorreram a submarinos não tripulados e tiraram fotografias dos dois naufrágios. Uma amostra de carvão retirada de um dos locais indicia que se trata de matéria provavelmente oriunda da Grã Bretanha.

O Museu Marítimo do Oeste da Austrália concluiu que os destroços de uma embarcação encontrada em maio de 2015 podem ser da fragata W Gordon ou do Magdala.

O W Gordon desapareceu em 1887, com 10 tripulantes, quando viajada da Escócia para a Austrália. O Magdala procedia do País de Gales para a Indonésia quando afundou, em 1882.

Destroços metálicos encontrados a 19 de dezembro de 2015 deverão pertencer ao West Rigde, uma embarcação que desapareceu com 28 tripulantes em 1883, durante uma viagem da Inglaterra para a Índia, carregado de carvão.

O curador do museu Marítimo do oeste da Austrália, Ross Anderson, diz que os novos dados sobre os naufrágios são muito importantes, mas que não são suficientes para resolver o mistério.

"Estes são os destroços encontrados no lugar mais fundo do Oceano Índico e dos naufrágios mais remotos do Mundo", disse. Só com a ajuda de um mecenas se poderá descobrir toda a verdade, porque a exploração destes destroços ficaria muito cara.


NASA lança nova missão para mapear o interior de Marte


É já este sábado que a NASA dá início a uma nova missão espacial, desta vez com destino a Marte. A missão, denominada Insight, tem chegada prevista a Marte a 26 de novembro.

A Insight pretende descobrir mais sobre o planeta, nomeadamente no que diz respeito às características da crosta e do núcleo, assim como medir possíveis atividades sísmicas. "O objetivo da Insight é nada menos do que perceber melhor o nascimento da Terra", afirma Bruce Banerdt, investigador principal.

Com um investimento de 813 milhões de dólares, o equipamento tem um conjunto de instrumentos, como um sismógrafo, que ajudará a concretizar os objetivos estipulados e a "mapear o interior do planeta". É composta também por duas antenas que permitem localizar a posição exata da sonda, para que os cientistas possam monitorizar e registar toda a atividade em Marte.

A Insight poderá trazer novas informações sobre a formação, não só de Marte, mas também de todos os outros planetas. É estudada ainda a alta possibilidade de se descobrir, por fim, o mistério do "pequeno" crescimento de Marte, um planeta menos denso e com metade da largura da Terra.

No entanto, para que todos estes objetivos possam ser alcançados, a sonda precisa de chegar a Marte, um destino onde apenas 40% das missões de qualquer agência espacial foram bem sucedidas. "Quando chegar a Marte e estabelecermos comunicação com a sonda, estou confiante de que conseguiremos informações importantes não só para a missão mas também para a ciência", disse Banerdt.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Como é que as aves primitivas ganharam os seus bicos

Resultado de imagem para Como é que as aves primitivas ganharam os seus bicos

Crânio e ilustração da ave da espécie Ichthyornis dispar MICHAEL HANSON E BHART-ANJAN S BHULLAR

Quatro fósseis encontrados nos Estados Unidos dão novas pistas sobre a história evolutiva das aves.

Uma ave marinha primitiva que viveu há cerca de 85 milhões de anos num mar interior, superficial e quente – que dividiu a América do Norte – ostentava uma mistura surpreendente de características dos seus antepassados dinossauros e das aves modernas. O estudo foi publicado esta quarta-feira na revista científica Nature.

Quatro novos fósseis da espécie Ichthyornis dispar, que tinha bico, dentes e um estilo de vida como as gaivotas modernas, oferecem provas surpreendentes do lugar importante desta ave do período Cretácico (entre há 145 milhões e 65 milhões de anos) na história evolutiva das aves. 

Embora os primeiros fósseis de Ichthyornis tenham sido descobertos no século XIX na América do Norte, os novos exemplares encontrados em depósitos de calcário no Alabama e no Kansas (nos Estados Unidos), incluindo um crânio bem preservado, revelam muito mais do que aquilo que já se sabia.

As aves evoluíram a partir de pequenos dinossauros emplumados. Ao contrário de aves mais conhecidas como o Archaeopteryx, que viveu há cerca de 150 milhões de anos, a Ichthyornis tinha um voo forte, um corpo ágil e adaptado ao voo como as aves modernas, conta o paleontólogo Bhart-Anjan Bhullar, da Universidade de Yale (Estados Unidos) e um dos autores do artigo científico.

As suas características mais primitivas estão em grande parte no crânio. “Apesar da modernidade do corpo e asas, conservou quase todos os dentes dos dinossauros e tinha uma mordida forte com os grandes músculos da mandíbula como os dinossauros. Contudo, percepcionava o mundo e encarava-o como uma ave, com olhos enormes e amplos olhos das ave e um cérebro de aparência moderna”, acrescenta Bhart-Anjan Bhullar.


Foto Ilustração da ave primitiva Ichthyornis MICHAEL HANSON E BHART-ANJAN S BHULLAR

Enquanto aves ainda mais primitivas como a Confuciusornis, que viveu há cerca de 125 milhões de anos, ostentavam um bico grande, o Ichthyornis tinha um mais pequeno, que é o primeiro que se conhece com características modernas, tal como a ponta de uma pinça para agarrar, dar bicadas e manusear objectos.

“Provavelmente, os seus dentes afiados auxiliaram-na [a Ichthyornis] a agarrar as suas presas marinhas escorregadias, enquanto o seu bico incipiente na ponta das suas mandíbulas permitiria manipular objectos com uma boa destreza tal como as aves modernas, assim como alisar as suas penas”, explicou ainda Daniel Field, paleontólogo na Universidade de Bath (Reino Unido) e outro dos autores do estudo.

Fósseis como a Ichthyornis e a ave marinha e com dentes Hesperornis foram citados no século XIX pelo naturalista Charles Darwin como provas de apoio da sua teoria da evolução. E Bhart-Anjan Bhullar resume: “A Ichthyornis mostra como a evolução é complexa e elegante, permitindo mudanças individuais e integrando enormes transformações.”A Ichthyornis tinha o tamanho de uma andorinha-do-mar, com cerca de 60 centímetros de envergadura de asas e, provavelmente, comia peixe e marisco. Partilhava os céus com os pterossauros, répteis voadores, quando os dinossauros dominavam a Terra. As aves com dentes desapareceram com os dinossauros e muitas outras espécies devido à queda de um meteorito no Iucatão, no Golfo do México.

fonte: Público

Homem sobrevive a ataque de leão em reserva da Africa do Sul





Leão ataca tratador em reserva da África do Sul

Vídeo mostra violência da investida do animal, que foi depois abatido. 

Mike Hodge um britânico de 67 anos, foi atacado esta terça-feira por um leão que tinha criado desde pequeno num santuário de vida selvagem que ele e a mulher criaram em 2003.


Um vídeo mostra o terrível momento em que o predador ataca o homem, mordendo-lhe o pescoço e arrastando-o para uma zona de vegetação, como se o tratador fosse uma qualquer peça de caça. 

Apesar da violência do ataque, Mike sobreviveu. Mas continua hospitalizado, com lesões graves no pescoço e na cara. 

Mike e a mulher, Chrissy, fundaram o santuário de vida selvagem Marakele Predator Centre , que se tornou um local de visitas turísticas para quem quer ver espécie selvagens. 

Depois do ataque de terça-feira, o leão foi abatido por funcionários da reserva.


O multiverso. A última publicação de Stephen Hawking


Publicado o derradeiro artigo do físico, no qual prevê a existência de universos paralelos

O último artigo científico publicado pelo físico Stephen Hawking, submetido dias antes da sua morte, aponta para a existência de múltiplos universos semelhantes ao nosso.

O artigo publicado na última edição do Journal of High Energy Physics é fruto de 20 anos de trabalho conjunto com Thomas Hertog e tenta resolver um "problema" criado pelo próprio cientista anos ano 80 do século passado: o dos multiversos.

A conclusão é de que "com base nesta conjetura", apresentada no artigo, a "saída da inflação eterna" não produz um multiverso inifinito, mas sim "finito e razoavelmente polido".

No documento, Hawking apresenta ainda os cálculos matemáticos que poderão levar à construção de uma sonda espacial que poderá descobrir indícios da existência desse multiverso.

No artigo científico, realizado durante as suas duas últimas semanas de vida, descreve-se ainda como o nosso universo vai acabar por se transformar em nada à medida que as estrelas forem gastando a sua energia.

Parte desse trabalho tinha já sido publicado, numa versão prévia, e noticiado por vários media.


Um escaravelho chamado Leonardo DiCaprio


Já existe uma traça loura que se chama Donald Trump

Um escaravelho aquático que nunca viu cinema vai ter o nome do ator Leonardo DiCaprio, o mais recente inseto a ser batizado com o nome de uma figura pública, depois da traça batizada de Donald Trump e da mosca que recebeu o nome Arnold Schwarzenegger.

No caso, não é o aspeto do escaravelho que fez lembrar o ator de "Titanic", mas o facto de se encontrar numa zona da Malásia que beneficiou dos esforços da fundação que tem o nome de DiCaprio e que se tornou uma das principais organizações de defesa da vida selvagem.

O pequeno e negro 'Grouvellinus leonardocicaprioi' foi encontrado numa cascata na parte malaia da ilha de Bornéu por uma expedição de "cidadãos-cientistas" à remota bacia de Maliau.

A descoberta e a descrição da nova espécie são detalhados num artigo publicado hoje no boletim especializado ZooKeys.

O 'Grouvellinus leonardocicaprioi' junta-se a uma traça loura batizada com o nome do presidente norte-americano, Donald Trump e a uma mosca de patas longas que ficou com o nome do musculado ator de origem austríaca e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.


terça-feira, 1 de maio de 2018

Genética: Útero artificial pode gerar um híbrido mamute-elefante


Geneticistas de Harvard estão a estudar a hipótese de criar um útero artificial para gerar um animal híbrido que vai juntar características de mamute e de elefante. Os genes da espécie extinta podem ajudar a salvar os elefantes, defendem os especialistas.

O estudo está a ser realizado há 11 anos e é liderado por um dos mais proeminentes geneticistas da atualidade, George Church – trabalhou no projeto para mapear o Genoma e é um dos fundadores da iniciativa BRAIN. 

O objetivo do grupo de cientistas baseado na Universidade de Harvard é criar elefantes híbridos que consigam resistir a temperaturas frias. Para isso, a equipa de Church já conseguiu isolar e “ressuscitar” 44 genes do mamute de lanoso (a espécie de mamute que se adaptou às regiões mais a norte do planeta e que desenvolveu pelo comprido para se proteger do frio). 

A ideia é juntar este “cocktail genético” ao do atual elefante. O resultado, dizem os cientistas será um “mamute-elefante” capaz de aguentar temperaturas frias e que não vai desenvolver presas. Um híbrido que poderá viver mais a norte (fora de África e da Índia) e que não terá o marfim tão procurado pelos caçadores furtivos.

A notícia é avançada pelo The Telegraph o qual cita George Church: «O meu objetivo não é trazer de volta o mamute, mas sim os seus genes e provar que eles funcionam e que nós já os conseguimos colocar a funcionar (…) vamos publicar um paper em breve que descreve como conseguimos transformar células estaminais em qualquer tipo de tecido que queiramos. Neste caso, pretendemos que seja no tipo de tecido no qual são implantados os embriões».

Para já, a equipa vai usar a técnica em embriões de ratos e depois vai passar a mamíferos de grande dimensão.