terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Drones" estreiam-se em missão da ONU

"Drones" estreiam-se em missão da ONU

Aparelho utilizado pela primeira vez em missões da ONU

As Nações Unidas apresentaram, esta terça-feira, oficialmente, em Goma, no leste da República Democrática do Congo, o primeiro avião não tripulado ("drone") utilizado por uma missão da ONU.

O aparelho, de fabrico italiano, descolou às 12.01 horas (10.01 horas em Portugal continental) do aeroporto de Goma, capital de província congolesa do Kivu do Norte, durante uma apresentação à imprensa, na presença do chefe das operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous, e de vários diplomatas.

A Missão da ONU para a estabilização da RDC (Monusco) dispõe por agora de dois aviões não tripulados. Segundo um especialista militar em Kinshasa, os dois "drones" iniciaram os voos de ensaio no domingo.

Destinados ao reconhecimento, os "drones" devem permitir aos capacetes azuis vigiar a província do Kivu do Norte, onde atuam dezenas de grupos armados que a Monusco tem por mandato "neutralizar".

Devem ainda assegurar o controlo da fronteira entre a RDC e os dois países limítrofes do Kivu do Norte, o Uganda e o Ruanda, para evitar que estes prestem apoio a algumas milícias congolesas.

A Monusco irá ter no total cinco "drones" e conta, a partir de março, assegurar a vigilância aérea 24 horas por dia.


Chineses já estão a caminho da Lua


A China lançou hoje a sonda espacial "Chang'e-3", destinada a pousar suavemente na lua em meados do mês, numa operação só conseguida agora pela Rússia e Estados Unidos.

A sonda, que leva a bordo o veículo robotizado "Yutu" (Coelho de Jade), foi lançada cerca das 01:30 (17:30 em Lisboa) da base de Xichang, sudoeste da China, por um foguetão Longa Marcha-3B, considerado o mais poderoso da frota chinesa.

É a primeira vez que a China envia uma sonda para pousar suavemente na lua, onde, se tudo correr como previsto, o "Yutu" irá proceder a diversas investigações científicas.

O lançamento foi transmitido em directo por vários canais da Televisão Central da China (CCTV), entre os quais a CCTV-4, dirigido à diáspora chinesa.

"Mais um passo glorioso para o programa espacial chinês", disse um repórter da CCTV News, um canal em língua inglesa com noticiários de hora a hora.

Chang'e, em chinês, significa Deusa da Lua e esta divindade - diz uma lenda conhecida - tinha um coelho como animal de estimação.

A primeira sonda lunar chinesa, a "Chang'e-1", foi lançada em Outubro de 2007 e esteve quase um ano e meio em órbita da lua, fotografando o satélite da terra.

As tarefas atribuídas ao "Yutu" incluem o estudo da estrutura geológica e das substâncias existentes na superfície, bem como a pesquisa de recursos naturais.

Equipado com quatro câmaras e dois "braços" mecanizados, o "Yutu" tem seis rodas, pode subir inclinações de 30 graus e deslocar-se à velocidade de 200 metros por hora. Pesa 140 quilogramas e move-se a energia solar.

O porta-voz da Administração Estatal para a Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional, Wu Zhijian, considerou a missão da Chang'e-3 "a mais complexa" jamais realizada pelo programa espacial chinês.

"Mais de 80% da tecnologia usada nesta missão é nova", disse o porta-voz.

Rússia e Estados Unidos foram os únicos países que conseguiram pousar uma sonda na superfície da lua, na década de 1960.

fonte: Sol online

35 sarcófagos de civilização indígena descobertos no Peru


Os habitantes de uma região no norte do Peru, na floresta amazónica, descobriram um conjunto de 35 sarcófagos com múmias da cultura dos Chachapoyas, que terão vivido entre 700 e 1500 depois de Cristo, anunciou o Governo peruano.

"A descoberta dos 35 sarcófagos foi feita por habitantes que circulavam pela montanha 'El Tigre', no distrito de Jazán, província de Bongará", declarou Manuel Cabañas, director regional do ministério do Comércio e do Turismo do Peru, citado pela agência de notícias oficial do país, Andina.

Apesar de os 35 sarcófagos já terem sido descobertos em Julho, o achado permaneceu em segredo para evitar pilhagens e buscas pelo local onde se encontram os túmulos, por parte de cidadãos estrangeiros, explicou o director regional.

De acordo com Manuel Cabañas, os sarcófagos contém as múmias embalsamadas, que permanecem em muito bom estado de conservação.

As primeiras investigações apontam para que se trate dos restos mortais de crianças da mais alta hierarquia da civilização dos Chachapoyas, um povo indígena cujo nome significa 'Guerreiros das Nuves".

A civilização dos Chachapoyas foi conquistada pelo povo Inca.

Arqueólogos do Ministério da Cultura peruano já se deslocaram até ao local para fazer o inventário e pesquisar eventuais outros túmulos.

A cultura dos Chachapoyas tinha um grande respeito pelos seus mortos, que eram sepultados quer individualmente em sarcófagos, quer coletivamente em mausoléus. Os túmulos eram construídos em grutas ou escavados em falésias inacessíveis.

O povo indígena deixou numerosos vestígios da sua existência, sendo o mais conhecido o forte de Kuélap, um conjunto arquitectónico em pedra, de grandes dimensões, com uma plataforma artificial, situado no cimo do Cerro Barreta, a três mil metros de altitude.

fonte: Sol

Águia rouba câmara e filma viagem de 110 km


Uma câmara ativada pelo movimento que tinha sido colocada junto a uma armadilha para crocodilos desapareceu e os guardas-florestais pensaram que teria caído à água. Até a encontrarem a 110 km de distância e descobrirem o culpado no vídeo.


O vídeo foi divulgado pelos guardas-florestais da região australiana de Kimberly. Nas imagens é possível ver o momento em que a águia pega na câmara, que mede entre 10 e 15 centímetros de comprimento e 5 centimetros de largura. Vê-se ainda o momento em que a águia espreita para a câmara.

A câmara tinha sido colocada pelos guardas-florestais no rio Margaret, em maio, junto a uma armadilha com carne. Os guardas esperavam captar imagens de crocodilos de água doce.

Agora, foi encontrada perto do rio Mary, a 110 km de distância. "É incrível porque é primeira vez que uma câmara é levada desta forma", disse o guarda-florestal Roneli Skeen à ABC News australiana. "Já tivémos câmaras mexidas pelos animais, mas nenhuma tinha levantado voo", acrescentou.


Espécies perdem estômago por mutação genética


O ornitorrinco é um dos animais que perdeu o estômago, segundo os cientistas

Dois investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto demonstraram que no decurso da evolução dos animais vertebrados muitas espécies perderam o estômago devido a mutações genéticas.

Ao estudar o genoma de 14 espécies de vertebrados, Filipe Castro e Jonathan Wilson admitem ter resolvido "um puzzle evolutivo com mais de 150 anos".

Num trabalho publicado no jornal científico Proceedings of the Royal Society B, os dois investigadores do CIIMAR demonstraram que a perda do estômago se correlaciona claramente com a perda completa e persistente dos genes responsáveis pela função estomacal.

Assim, em espécies tão diferentes como o peixe pulmonado, o ornitorrinco, o peixe zebra ou as quimeras, "o estômago foi perdido e, provavelmente, nunca mais voltará".

Segundo os investigadores, os zoólogos George Cuvier e Franz Leydig já tinham observado, em 1850, o fenómeno da perda de estômago em muitas espécies vertebradas.

"O ponto em que começámos a trabalhar nesta linha de investigação foi a tentar perceber sob o ponto de vista molecular o que é que poderia explicar este padrão tão bizarro, que é quase como se tivéssemos perdas repetidas de uma estrutura anatómica tão importante. Fizemos isso utilizando uma ferramenta muito fácil que é estudar o genoma destes organismos", explicou à Lusa o biólogo Filipe Castro.

De acordo com este investigador, "sabe-se bem a que é que se deve a função gástrica, quais são os genes responsáveis pela função gástrica -- um é a enzima chamada pepsina, o outro componente fundamental para a presença de ácido no nosso estômago é uma proteína chamada bomba de protões".

"Fomos estudar a história evolutiva quer da bomba de protões quer dos pepsinogênios e verificámos que existe uma correlação absoluta entre a perda destes genes e a perda do órgão", referiu.

Nas dezenas de animais estudados "verificámos que se o organismo não tem estômago também não tem estes genes. Há uma perda recorrente destes genes no genoma destes organismos".

A questão que se segue é tentar perceber porquê. "Nesta altura ainda só temos algumas hipóteses para oferecer, ainda não temos trabalho prático, mas estamos a desenvolvê-lo para tentarmos perceber exatamente por que é que isto acontece de modo tão repetido", disse o investigador.

"Quando eu mudo a minha dieta e por alguma razão aquela proteína deixa de ser capaz de ser metabolizada pela pepsina, então a pepsina não tem razão de existir e acumula mutações e, se acumular demasiadas mutações, desaparece.

Se a pepsina desaparecer também não existe nenhuma razão para nós estarmos a bombear ácido para o nosso tubo digestivo. É uma das hipóteses", explicou.

Os dois investigadores do CIIMAR ainda estão a tentar perceber "a verdadeira implicação deste fenómeno". "Aquilo que é verdadeiramente extraordinário é que quando olhamos, por exemplo, para os peixes ósseos, que são um grupo com mais de 20 mil espécies à face da Terra, temos algumas estimativas que apontam para que cerca de um quarto, entre 20 a 30% destas espécies, não tenham estômago. E isto é que torna este 'puzzle' evolutivo tão interessante e tão notável", considerou Filipe Castro.

"É uma alteração dramática do ponto de vista morfológico, é como se um órgão desaparecesse de um organismo. Não existe um exemplo tão notável de uma alteração morfológica tão evidente associada à perda de genes", sublinhou.

Para este investigador, "não é muito descabido postularmos que, um dia destes, em termos evolutivos, falamos em muito milhões de anos, isso possa acontecer na espécie humana. É a possibilidade infinda que a evolução sempre coloca, depende daquilo que o ambiente e o genoma das espécies colocar à disposição um do outro".


Homem pré-histórico já vivia em "apartamentos"


Fotografia © Wikimedia

Os neandertais sabiam organizar o espaço no interior das suas habitações de forma bastante semelhante ao do homem moderno, conclui uma investigação a vestígios arqueológicos no noroeste de Itália, cujas conclusões foram agora publicadas no mais recente número do Canadian Journal of Archaelogy.

O neandertal, o antepassado mais próximo do homem moderno, organizava o interior das suas habitações de uma forma praticamente idêntica à seguida na atualidade.

Os nossos antepassados já possuíam sala de estar, quartos, cozinha, despensa e lugar próprio para arrumar ferramentas e armas, lê-se na edição online do diário ABC, que leu o resultado da investigação publicada sob o título A Spatial Analysis of the Late Mousterian Levels of Riparo Bombrini na revista Canadian Journal of Archaelogy.

Para os quatro autores do texto, "isto demonstra que os neandertais eram, de facto, capazes de organizar o seu espaço, com padrões específicos e previsíveis e que a duração e a natureza da sua ocupação do local deve contemplar aqueles aspetos". As suas habitações estavam concebidas de forma que algumas das áreas tinham luz natural direta.

A constatação vem comprovar a semelhança entre os neandertais e os humanos. O ADN dos neandertais e o dos humanos só difere em 0,3%, e foram encontrados vestígios da sua cultura datados com cerca de 40 mil anos.

A investigação, realizada no noroeste de Itália (na região de Balzi Rossi), revela que os neandertais deixavam os animais no exterior, "eram organizados e metódicos no que respeita ao espaço doméstico", disse ao ABC um dos cientistas. Também dividiam e organizavam o espaço exterior circunvizinhos para atividades específicas, realizadas de forma sistemática no mesmo local. Ou seja, um sítio destinava-se exclusivamente a arranjar peças de caça mortas, outro era utilizado como centro de curtumes, outra para armazenas ossos e assim sucessivamente.

Durante a investigação foi também constatado que os neandertais tinham uma relação próxima com o mar, recolhendo aqui bastantes alimentos.


Nasa pretende plantar nabos na lua em 2015


A Nasa, a agência espacial norte-americana, pretende cultivar plantas na lua a pensar na colonização do satélite terrestre, noticia a própria agência no seu site.

A equipa Lunar Plant Growth Habitat, constituída por um grupo de cientistas, estudantes e voluntários, está a planear enviar as primeiras sementes de plantas à lua em 2015. A intenção é a de descobrir se as plantas sobreviverão no ambiente lunar. "É um passo importante a utilização de plantas para sustentar a vida humana na lua. Proporcionam ainda um conforto psicológico para as pessoas, como é demonstrado pelas estufas na Antártida e na Estação Espacial Internacional", afirma a Nasa no seu site.

A agência pretende enviar as sementes através de uma das naves espaciais comerciais que competem para ganhar o Lunar X-Prize, da Google, em 2015. Uma competição com o objetivo de colocar um robô no solo lunar com um mínimo de 90% de investimento privado.


Drones irão fazer entregas da Amazon a casa do cliente



O novo sistema de entregas da Amazon será feito através de veículos aéreos não tripulados (drones), revelou o presidente executivo da empresa, Jeff Bezos, no programa televisivo da CBS, '60 Minutes'.

Apostando na inovação tecnológica Jezz Bezos, fundador e presidente executivo da empresa norte-americana de comércio online, apresentou o projeto ontem, no programa da CBS, e diz que em quatro ou cinco anos será possível entregar encomendas de pequenas dimensões aos clientes através deste sistema inovador.

O serviço, chamado "Amazon Prime Air" deverá estar pronto em 2015, dependendo apenas das necessárias aprovações legais, mas a sua utilização real não será para já. "Parece Ficção Ciêntífica mas não é", afirmou Bezzos, adiantando, no entanto, que "ainda é muito cedo para avançar com o projeto no terreno", segundo o CEO da Amazon, "talvez daqui a uns cinco ou seis anos possa ser implementado".

Partindo dos vários centros de distribuição da empresa nos Estados Unidos, os "drones" do serviço "Amazon Prime Air" terão um alcance de 16 quilómetros e poderão fazer entregas nas casas dos clientes. Para o presidente da Amazon, "se pensarmos numa zona urbana, é um raio de ação fantástico que consegue cobrir uma importante parte da população".

Os aparelhos terão um sistema de GPS onde são inseridas as coordenadas das casas dos clientes e os pontos de entrega, podendo transportar encomendas até um pouco mais de dois quilos, que representam, segundo Bezzos, "86% das entregas da nossa empresa".

Segundo refere o programa '60 Minutes', a Amazon tem atualmente 225 milhões de clientes espalhados por todo o mundo.

Um vídeo disponibilizado no YouTube mostra como funciona o processo, desde o empacotamento do pedido num armazém da Amazon, até achegar a casa do cliente transportado por um "drone". O objetivo, segundo Bezzos, é que "a encomenda chegue a casa do cliente em cerca de trinta minutos após este ter escolhido o botão "Buy" (comprar) no Amazon.com.

Reagindo à revelação de Bezzos, o entrevistador do programa, Charlie Rose, afirmou que atualmente, o projeto da Amazon "parece saído de um livro de Philip K. Dick", conhecido escritor de Ficção Ciêntífica cujas obras já deram origem a vários filmes famosos como "Blade Runner", "Total Recall" ou "Minority Report", entre outros.