terça-feira, 9 de abril de 2013

Pablo Neruda foi exumado. Morreu de cancro ou foi envenenado?


A sepultura de Pablo Neruda, na localidade chilena de Isla Negra, a ser tapada antes de se proceder à exumação dos seus restos mortais (em cima). Ao lado, o escritor com o Presidente Salvador Allende, deposto num golpe militar a 11 de Setembro de 1973 e que levou Pinochet ao poder ELISEO 

O seu amigo Salvador Allende, Presidente do Chile, matou-se com uma espingarda, quando o golpe militar de Augusto Pinochet o depôs. Dias depois, também Pablo Neruda morria, a dúvida agora é como.

Quase 40 anos depois de Pablo Neruda ter morrido, a 23 de Setembro de 1973, o que podem as ciências forenses dizer sobre a sua morte? Até que ponto a exumação dos restos mortais, concluída ontem, permitirá esclarecer se o escritor chileno, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 1971, morreu de cancro ou foi envenenado?

Pablo Neruda estava sepultado no jardim da sua casa-museu, com vista para o Pacífico, na localidade de Isla Negra, 120 quilómetros a norte de Santiago do Chile. Os restos mortais já seguiram até Santiago, para instalações do Serviço Médico-Legal do Chile.

A partir de agora seguir-se-á uma série de exames, para procurar esclarecer se morreu de cancro da próstata, como refere a versão oficial na certidão de óbito, aceite pela família. Ou se foi envenenado, através de uma injecção letal, como defende o motorista do escritor nos seus últimos tempos de vida, Manuel Araya, cujo relato originou esta investigação.

Neruda morreu apenas 12 dias após o golpe militar que depôs o Presidente Salvador Allende, de quem era amigo, e que levou ao poder Augusto Pinochet durante uma ditadura até 1990. Tinha 69 anos. Aliás, Allende tinha-se suicidado a 11 de Setembro de 1973, pondo uma Kalashnikov debaixo do queixo e premindo o gatilho - facto confirmado em 2011 por uma equipa forense internacional, que exumou os seus restos mortais e pôs assim fim a anos de especulações sobre se o Presidente chileno se tinha matado ou sido morto pelas forças de Pinochet -, quando as forças do golpe militar cercaram o palácio presidencial.

Quatro dias antes da morte de Neruda, a 19 de Setembro de 1973, o escritor deu entrada na clínica de Santa María, em Santiago, e foi de lá que o motorista diz que recebeu um telefonema dele. Para o dia seguinte, 24 de Setembro, Neruda tinha programada a viagem em que se exilaria no México. Por isso, o motorista e a terceira mulher de Neruda, Matilde Urritia, foram a Isla Negra buscar roupas, livros, dinheiro e o manuscrito da autobiografia Confesso que Vivi.

"Na manhã de 23 de Setembro, Matilde e eu fomos a Isla Negra buscar os seus pertences. Enquanto lá estávamos, recebemos um telefonema de Neruda na clínica. Ele disse: "Venham depressa. Quando estava a dormir, um médico veio e deu-me uma injecção no estômago"", recorda o motorista, citado pela BBC online, acrescentando que Neruda morreu por volta das 11 da noite desse dia. "Estou com muitas dores e a arder de febre", terá ainda dito Neruda segundo Manuel Araya, agora citado pelo jornal britânicoThe Independent.

Na sequência deste testemunho, o Partido Comunista do Chile apresentou uma denúncia de homicídio e o juiz Mario Carroza abriu, em 2011, uma investigação. Em Março deste ano, ordenou a exumação dos restos mortais do escritor e poeta, que, no início da década de 1970, foi também embaixador em Paris.

Além dos turistas, presença habitual na casa-museu de Neruda em Isla Negra, o local recebeu a visita do juiz Mario Carroza, do director do Serviço Médico-Legal do Chile, Patricio Bustos, das equipas forenses, incluindo peritos estrangeiros.

As atenções dos peritos irão agora concentrar-se principalmente em duas coisas - nos ossos, para tentar detectar sinais do cancro da próstata, e em substâncias tóxicas que teriam sido administradas.

"Se o cancro da próstata foi prolongado, podem ver-se sinais de metástases nos ossos. Pode ter provocado alterações nos ossos, que se vêem a olho nu", explica a antropóloga forense Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra e colaboradora do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF). "Tudo o que é rápido não dá tempo de chegar aos ossos. O sistema ósseo é dos últimos a reagir."

Já detectar sinais de envenenamento nos ossos, através de análises químicas, é bastante mais difícil. Depende se o envenenamento foi lento ou rápido e feito com o quê, diz ainda Eugénia Cunha. Num envenenamento lento, com a administração de uma substância tóxica ao longo do tempo, é susceptível ficarem vestígios nos ossos - mas "é raríssimo", é "muito, muito difícil" acontecer.

Pode dar-se o caso de ainda restarem tecidos mumificados ou cabelos, e aí poderão levar-se a cabo análises químicas à procura de vestígios de substâncias tóxicas. Só que, como refere o toxicólogo Mário João Dias, director do Departamento de Química e Toxicologia Forenses do INMLCF, antes de mais é preciso saber o que procurar nos materiais que restaram do corpo. "Qualquer análise nesta área, mesmo procurando ser o mais abrangente possível, tem determinadas etapas que partem do pressuposto do que queremos procurar", diz, explicando que é diferente se essa pesquisa é direccionada para metais, como chumbo ou mercúrio, ou drogas ou pesticidas. Também é diferente procurar substâncias capazes de provocar uma toxicidade aguda ou crónica.

Mas, para lá disso, será possível encontrar estas substâncias 40 anos depois? "Depende se são degradáveis ou não", diz ainda o toxicólogo. Se as substâncias do envenenamento forem comuns no próprio organismo ou na natureza, onde o corpo tem estado em contacto, também pode haver dificuldade em interpretar os resultados. Por isso, há que recolher amostras do solo à volta da sepultura, para ter valores de referência.

Os resultados só deverão ser conhecidos daqui a alguns meses.

fonte: Público

EUA lançam 2000 ratos tóxicos para combater praga de cobras em Guam


A força aérea dos EUA vai lançar nos bosques de Guam dois mil ratos infetados com uma substância mortal para evitar a expansão de cobras que têm destruído a fauna da ilha norte-americana no Pacífico, informou hoje a agência de notícias espanhola EFE.

A missão na ilha de Guam terá lugar entre abril e maio e consiste no lançamento de ratos mortos aos quais foram anteriormente administrados em cada um deles 80 miligramas de paracetamol, mortal para as cobras castanhas arborícolas, que atingem até três metros de comprimento e cujas populações se tenta controlar.

Para evitar que outros animais também sejam envenenados, os ratos serão lançados "um a um" numa espécie de míni-paraquedas que ficam presos nas árvores onde as serpentes habitam, afirmou o biólogo da base militar dos EUA Jesse Guerrero, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo os peritos, este réptil, proveniente na costa nordeste da Austrália e da ilha de Papua, é responsável pela extinção de nove das 12 espécies de aves autóctones de Guam e chegou ao país nos navios da Marinha dos Estados Unidos da América (EUA), durante a II Guerra Mundial.

Além das consequências para o ambiente, o Governo local está preocupado porque não consegue evitar que as cobras entrem em instalações elétricas e causem problemas de abastecimento de energia. 

Segundo os especialistas, cerca de 2 milhões de cobras castanhas arborícolas habitam nos 541 quilómetros quadrados de Guam. 

Na já denominada "ilha das cobras", a ausência de predadores naturais para este réptil e a abundância de alimentos têm levado ao incremento desta espécie, onde há entre 50 a 100 cobras castanhas arborícolas por hectare.

Alguns roedores, além de infetados com um veneno mortal que dura 72 horas, também vão usar um sistema de transmissão de rádio para acompanhar os movimentos das cobras antes da sua morte.

Os investigadores americanos que desenvolveram este teste em Guam pretendem medir o sucesso da missão nos próximos 14 meses e preparar novos projetos para combater o flagelo desta espécie de réptil, cujo veneno não é letal em humanos.

Daniel Vice, do departamento americano de agricultura e da vida selvagem para o Havai, Guam e Ilhas do Pacífico, afirmou ao jornal Pacific Daily News que os organizadores querem "ter a certeza" de que estão a fazer o procedimento correto.

A operação militar tem um orçamento de 1 milhão de dólares (cerca de 770 mil euros), financiados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e aprovado pela Agência de Proteção Ambiental americana.

Em Guam, ex-colónia espanhola até 1898 localizada a sul das Ilhas Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, vivem 160 mil pessoas com passaporte norte-americano, sendo um território associado não incorporado nos EUA. 

A principal atividade económica da ilha é o turismo, tendo ainda importância para os EUA enquanto ponto estratégico militar na região.

fonte: Os Bichos

Descoberta nova tarântula gigante




O primeiro exemplar foi encontrado sem vida há três anos, mas agora os cientistas descobriram mais e... bem vivos

Foi descoberta numa aldeia do Sri Lanka uma nova espécie de tarântula que tem aproximadamente o tamanho de um rosto. (Veja o vídeo no final do texto)

Uma nova espécie de tarântula, rara, foi identificado por cientistas da Organização de Biodiversidade Educacional e de Pesquisa do Sri Lanka. O exemplar descoberta, que ficou com o nome científico 'Poecilotheria rajaei', tem patas de 20 cm com marcas amarelas e, uma banda côr-de-rosa em redor do abdómen.

Já há três anos, os cientistas tinham sabido da existência de um exemplar igual ao descoberto. No entanto, nunca chegaram a vê-lo com vida, pois os habitantes da cidade de Mankulam, onde fora encontrada este tipo de tarântula pela primeira vez, abateram o aracnídeo.

Agora, de regresso ao local, uma equipa de investigadores da mesma organanização acabaram por encontrar mais destes enormes exemplares, desta feita, vivos, daí terem registado a descoberta como uma nova espécie, mais concretamente, rara e com características muito próprias: prefere viver em velhos troncos e é descrita no site da organização como "colorida, rápida e venenosa".

Tartaruga declarada extinta afinal nunca existiu


Testes de ADN revelam que espécie de tartura de água doce achada extinta na realidade nunca existiu.

Cientistas anunciaram esta quinta-feira, após décadas de pesquisas, que uma espécie de tartaruga de água doce que se pensava ser originária das Seychelles e que foi declarada extinta na realidade nunca existiu.

Testes de ADN revelaram que a alegada espécie 'Pelusios seychellensis' "nunca existiu", afirmou a equipa de investigadores da Alemanha e da Áustria na revista científica PloS One.

Comparações genéticas mostraram que a espécie é a mesma da tartaruga da África ocidental conhecida como 'Pelusios castaneus', que poderá ter sido levada para o arquipélago do oceano Índico ocidental no final do século XIX.

Apenas três espécimes do final do século XIX são conhecidos atualmente e tartarugas vivas nunca foram encontradas, apesar das buscas intensivas em Mahe, levando a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a declarar a 'Pelusios seychellensis' extinta em 2003.

Os cientistas estavam intrigados face à semelhança da tartaruga com a 'Pelusios castaneus', mas como provinham de zonas distantes acreditavam tratar-se de duas espécies diferentes pois seria pouco provável que a pequena tartaruga tenha conseguido chegar até às Seychelles por meios naturais.

Isto deixava duas possibilidades - ou o espécime foi incorretamente classificado ou a tartaruga foi transportada da África ocidental até às Seychelles no final do século XIX, disseram os autores do estudo.

"Em virtude da considerável distância entre os dois locais, a segunda opção parece a mais viável", concluíram os investigadores.


Imagens surpreendentes mostram morte de estrela


Supernova 1987A

A explosão da supernova 1987A ocorreu há cerca de 25 anos. Uma equipa de cientistas revela agora imagens detalhadas do acontecimento.

Uma equipa de astrónomos da Austrália e de Hong Kong, liderada pelo Centro Internacional de Rádio Astronomia, conseguiu capturar imagens surpreendentes da morte de uma estrela gigante, a Supernova 1987A.

O estudo, publicado no Astrophysical Journal -http://iopscience.iop.org/0004-637X/767/2/98-, mostra imagens mais detalhadas, com maior resolução, dos restos da supernova, cujo desaparecimento ocorreu há cerca de 25 anos. 

“Não só fomos capazes de analisar a morfologia da Supernova 1987A, através da nossa imagem em alta resolução, como pudemos também compará-la a imagens de raios-X e dados ópticos para revelar a sua história”, disse Bryan Gaensler, da Universidade de Sydney.

Um rádio telescópio consegue operar durante o dia e pode observar através de gás e poeira cósmicos, permitindo aos astrónomos captar imagens de diferentes corpos no Espaço, como os restos de supernovas, galáxias e buracos negros.

Recorde-se que, em 1987, enquanto observavam a Grande Nuvem de Magalhães – uma galáxia anã –, os astrónomos detetaram o que parecia ser uma nova estrela. Na realidade, estavam a assistir à morte de uma supernova.

Desde então, o principal foco dos cientistas de todo o mundo tem sido esta estrela supernova (1987A), o que tem proporcionado recolher uma vasta gama de informações sobre um dos acontecimentos mais complexos do Universo.
fonte: Correio da Manhã

Jacaré aparece numa piscina de escola




Animal deverá ter saído de um dos canais que cortam o bairro brasileiro.

As crianças que estudam no Colégio Saint John, no Parque das Rosas, Barra da Tijuca - zona oeste da cidade brasileira do Rio de Janeiro - tiveram uma enorme surpresa ao chegarem na manhã de segunda-feira para mais um dia de aulas. Dentro da piscina do colégio, usada tanto para lazer quando para natação e outros desportos, ao invés de alunos nadava pachorrentamente um jacaré.

Após o susto inicial, a descoberta passou a ser o centro das atenções e curiosidade, não só dos alunos, que rapidamente perderam o medo, quanto dos pais que chegavam e dos funcionários.

Indiferente à algazarra das crianças, o jacaré ora se divertia de um lado para o outro na água da piscina ou repousava indolentemente no fundo dela.

Os bombeiros foram chamados para tirarem o animal dali, para tristeza dos alunos, para quem a descoberta já tinha passado a ser divertimento.

Supõe-se que o réptil, que em nenhum momento fez qualquer movimento agressivo, tenha saído de um dos canais que cortam o bairro, atravessado a avenida e entrado na escola durante o fim de semana, por onde é que ainda não se sabe.


Menina britânica soluça há 10 semanas sem parar

Menina britânica soluça há 10 semanas sem parar

Médicos desconhecem causa dos soluços

Há 10 semanas que uma menina britânica de 13 anos não consegue parar de soluçar e os médicos continuam sem saber a causa dos soluços.

Emily Marsh, de 13 anos, já fez vários exames para tentar identificar a causa dos soluços, como endoscopia, ressonância magnética, raio-x e ecografia, mas nada até agora conseguiu ajudar os médicos a perceber a origem do problema.

Emily soluça a cada dois segundos, segundo noticia a "BBC", e os médicos dizem que o problema da menina é "extremamente raro".

Foram receitados vários medicamentos, mas nenhum surtiu efeito até agora. Emily também tentou métodos alternativos, como hipnose, osteopatia e receitas caseiras tradicionais como beber água, vinagre, prender a respiração e respirar para dentro de um saco de papel, sem sucesso.

"Já me pregaram muitos sustos na escola", contou Emily à "BBC". Os soluços deixam-na tão cansada que teve de faltar a algumas aulas para repousar, acrescentou. Emily disse ainda que os soluços lhe provocam muita dor na garganta.

A menina contou que os soluços param quando está a dormir profundamente, mas que voltam assim que entra num sono mais leve.

O médico Brian Hope disse, em entrevista à "BBC", que "na maioria dos casos, o soluço vai embora sozinho", por isso, apesar de a situação já se verificar há 10 semanas, "o prognóstico é positivo e provavelmente isto vai parar quando ela menos esperar".


Estudo prevê extinção do sexo masculino em 5 milhões de anos


Dado a fragilidade do cromossoma Y - gene que determina o sexo masculino - um estudo da investigadora australiana Jennifer Graves prevê que o sexo masculino esteja em extinção dentro de cinco milhões de anos.

A cientista da Universidade de Camberra explicou a sua investigação durante uma palestra na Academia Australiana de Ciência afirmando que a questão do desaparecimento do cromossoma Y é "um acidente evolutivo".

Na palestra "O Declínio e a Queda do Cromossoma Y e o Futuro do Homem", Jennifer discutiu o desaparecimento do cromossoma e as implicações para o ser humano. A cientista ainda não sabe o que vai acontecer quando o cromossoma Y desaparecer totalmente, mas faz o paralelo com uma espécie de roedor que vive no Japão que consegue reproduzir-se sem o cromossoma Y.

Recordando que os homens têm cromossomas XY e as mulheres XX, Jennifer Graves disse que a estrutura do Y apresentar-se hoje mais frágil em relação ao X. Sendo que há três milhões de anos, o cromossoma Y tinha cerca de 1400 genes, agora tem menos de 100 e a tendência é diminuir, essa fragilidade pode significar o seu desaparecimento no futuro.

Apesar da descoberta, Jennifer Graves não acredita no fim da humanidade porque a desintegração do cromossoma Y pode levar a que outro cromossoma - que ainda não sabe qual - desempenhe o seu papel originando assim uma nova espécie.