sábado, 14 de outubro de 2017

Cientistas surpreendidos com descoberta sobre habitantes da Ilha de Páscoa


Estudo contrarias dados científicos mais antigos

Ao contrário do que estudos mais antigos defendiam, os rapunis, que povoaram a Ilha de Páscoa, não tiveram nenhum contacto com os nativos americanos antes da chegada dos colonizadores europeus.

É a primeira vez que um grupo de investigadores teve a possibilidade de estudar o ADN de cinco rapunis, que foram encontrados no sítio arqueológico de Anakena, no norte da Ilha de Páscoa. Os cientistas conseguiram isolar componentes genéticos de pequenos cortes, de apenas 200 miligramas, realizados nas costelas dos corpos que encontraram.

A equipa responsável pela investigação datou três como sendo anteriores ao ano de 1722 e outros dois nascidos no século XIX ou nos primeiros anos do século XX. Tinham, desta forma, dados genéticos anteriores e posteriores à chegada dos ocidentais.

"Não foi possível encontrar provas de um fluxo de genes entre os habitantes da Ilha de Páscoa e os da América do Sul", disse, em comunicado, Feheren-Schmitz, responsável pelo projeto e investigador da Universidade da Califórnia em Santa Clara. "Estamos bastante surpreendidos por não termos encontrado nada", referiu.

"É que existem muitas pistas que vão claramente ao encontro dessa possibilidade, tantas que estávamos convictos de encontrar provas de contacto anterior aos europeus com a América do Sul, mas não havia nada", disse.

Alguns antropólogos defendem que a cultura rapanui, responsável pela criação dos moais, tem mais semelhanças com os povos pré-colombianos do que com as outras ilhas polinésias. Uma das evidências mais fortes é a presença de batata-doce em várias daquelas ilhas há quase mil anos.