sábado, 29 de agosto de 2015

Astronautas captam imagens raras de um misterioso "duende vermelho"


Os habitantes da Estação Espacial captaram este mês uma das melhores imagens dos elusivos "duendes vermelhos". Veja as fotografias.

São tão elusivos que receberam o nome de uma criatura mitológica: duendes vermelhos. Agora astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional captaram imagens raras e boas deste fenómeno: um "duende vermelho", na tradução literal da expressão inglesa "red sprite". Na realidade é um tipo de descarga elétrica associada a tempestades poderosas, que irrompe nas camadas superiores da atmosfera.

Por ocorrerem por cima das nuvens e se prolongarem na estratosfera e na ionosfera e por serem muito rápidos, são fenómenos que raramente são vistos e dos quais se sabia muito pouco antes da era espacial - as primeiras imagens apareceram apenas em 1989. Daí terem sido batizados de duendes.


Os astronautas da EEI captaram esta imagem a 10 de agosto. Na imagem o fenómeno está a 2200 quilómetros de distância da estação, sobre os Estados Unidos, e são visíveis as luzes de Dallas (Texas) no centro.

Momentos depois os astronautas captaram outra descarga, sobre El Salvador, desta vez mais perto e, por isso, com mais pormenores.

As imagens mostram a luz a chegar até aos 100 km de altitude, nota a Agência Espacial Norte-americana (NASA).

Estas descargas elétricas, conhecidas como "red sprites", não são relâmpagos no sentido normal do termo: são emissões de carga positiva que não atingem as temperaturas extremamente altas associada aos raios, explica a NASA. A cor vermelha vem do efeito das partículas carregadas no nitrogénio na atmosfera, um efeito semelhante ao das auroras.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Stephen Hawking diz que buracos negros podem ser passagens para outros universos


Fotografia © REUTERS / Neil Hall


Stephen Hawking

O astrofísico afirma que é possível escapar a um buraco negro... saindo para outro universo.

É impossível escapar a um buraco negro e voltar a "casa", mas é possível continuar a viagem para outro universo. A teoria foi proposta por Stephen Hawking, numa conferência em Estocolmo, na Suécia. Segundo o astrofísico, os buracos negros podem ser passagens para outros universos, alternativos.

Hawking tem uma nova teoria em relação ao que acontece à informação dos objetos que caem nos buracos negros, para resolver o chamado Paradoxo de Informação do Buraco Negro.

Foi o próprio trabalho do cientista que criou o paradoxo quando, em 1976, calculou que a formação do buraco negro leva à destruição de toda a informação sobre o estado físico de algo - um buraco negro é uma região do espaço em que a atração gravitacional é tão intensa que nada lhe escapa, incluindo a luz.

É que, segundo as leis da mecânica quântica, essa informação não pode simplesmente desaparecer sem deixar rasto. Daí a existência de um paradoxo - a contradição entre as leis da relatividade geral e mecânica quântica.

Hawking defende agora que essa informação pode reaparecer de duas formas: na primeira, a informação não chega a entrar no buraco e fica permanentemente gravada numa espécie de holograma (uma estrutura de duas dimensões que contém toda a informação de três dimensões) nos "limites" do buraco negro. "A informação não é armazenada no interior do buraco negro como seria de esperar, mas na sua fronteira - o horizonte de eventos", explica o cientista, que é diretor de investigação no departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge, em Inglaterra.

Hawking trabalhou nesta ideia com o colega Malcolm Perry, de Cambridge, e Andrew Stromberg, de Harvard.

Mas Hawking apresentou outra ideia sobre onde os objetos que caem num buraco negro podem ir parar: num universo alternativo. "O buraco precisaria de ser grande e se estivesse em rotação poderia ter uma passagem para outro universo. Mas não voltaria ao mesmo universo", disse no KTH Royal Institute of Technology, em Estocolmo, citado no blog da instituição.

O físico não elaborou sobre os efeitos da "viagem" num humano, mas acrescentou que, embora seja fã das viagens espaciais, não gostaria de passar por esta experiência. "A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são negros como os pintámos. Não são as prisões eternas que pensámos que eram", concluiu.


Buraco "engole" pessoas em paragem de autocarro


Aconteceu no passado sábado, na China, e as imagens mostram os momentos de aflição em que cinco pessoas viram o chão desaparecer-lhes debaixo dos pés

As câmaras de vigilância captaram o momento em que cinco pessoas foram "engolidas" por um buraco que se abriu no solo, quando esperavam pelo autocarro, no sábado, 22 de Agosto. O incidente aconteceu na província de Heilongjiang, na China.

Quando o chão desapareceu debaixo dos seus pés, cinco pessoas que estavam na paragem do autocarro, foram apanhadas de surpresa. Quatro foram arrastadas para o fundo do buraco e uma quinta conseguiu agarrar-se a um cabo, como testemunham as imagens, gravadas em vídeo.


Os envolvidos no acidente, foram ajudados por pessoas que estavam no local a voltar ao nível da rua e todos saíram pelo próprio pé. De qualquer forma, quatro deles foram assistidos no hospital, por apresentarem pequenos ferimentos.

A abertura, segundo foi anunciado, tinha cerca de 10 metros quadrados de largura e dois de profundidade. As autoridades estão a investigar o que se passou.

fonte: Sábado

Estaleiro "engolido" por cratera na China



Uma pessoa morreu quando o local onde trabalhava desabou. Na véspera, um outro buraco de grandes proporções tinha aparecido no mesmo local

Um operário morreu quando o estaleiro das obras do caminho de ferro, em que participava, desapareceu, foi engolido por uma cratera que se abriu debaixo da obra. As imagens do momento em que se deu o colapso foram captadas por pessoas que estavam no prédio em frente e são impressionantes.

O acidente deu-se na cidade de Dongguan, China, na manhã desta quinta-feira, 13 de Agosto.


Segundo o site Shangaiist.com, tudo aconteceu quando os operários tentavam reparar os efeitos de uma outra derrocada, ocorrida ontem. Estavam também a tentar reforçar a estrutura, quando se abriu o buraco de cerca de 300 metros quadrados.

É a quinta vez, em três anos, que numa área de cerca de 4 kms, se dá um acidente deste tipo.

fonte: Sábado

Envie o seu nome para Marte


O seu nome pode voar a bordo da missão InSight

NASA quer chamar a atenção para as suas missões.

Até 8 de setembro pode garantir a chegada a Marte do seu nome. A NASA está a pedir às pessoas para enviarem esta informação para introduzir num microchip com destino ao Planeta Vermelho na missão InSight. 

Não é a primeira vez que a agência espacial norte-americana realiza este tipo de iniciativa para criar interesse público pelas suas missões. A nave New Horizons, que descolou em 2006 e chegou a Plutão em julho deste ano, já levava consigo os nomes de mais de 430 mil aficionados da astronomia.

"É uma forma divertida de nos interessarmos por exploração espacial", disse ao site Mashable o ator William Shatner, conhecido pelo seu papel como capitão James T. Kirk na série Star Trek. 

Se está interessado em participar na iniciativa da NASA, que já conta com quase 340 mil nomes, clique aqui para aceder ao formulário.


Você sabe o que há de real por trás do mito dos Illuminati?


Os Illuminati são associados com uma iconografia parecida com a dos maçons


O famoso 'olho que tudo vê' está na nota de dólar e já foi vinculado aos Illuminati


A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt


O rapper Jay-Z é apontado como um artista que já fez pequenas referências aos Illuminati em aparições em público


Alguns associam os Illuminati com o grupo Bilderberg

Historiadores tentam explicar profusão de teorias na internet sobre grupo que teria influência sobre acontecimentos globais.

O homem realmente chegou à Lua? Quem assassinou o presidente americano John F. Kennedy? Como começou a pandemia global de HIV? O verdadeiro poder mundial está nas mãos de uma sociedade secreta fundada no século XVIII?

Alguns acreditam que as respostas para estas perguntas não estão nos livros de história e dão crédito a teorias conspiratórias que surgiram nas últimas décadas ligadas a estes e outros eventos importantes.

Com a entrada do novo século e a popularização da internet, uma destas teorias ganhou muita popularidade: a suposta existência da Ordem dos Illuminati, cuja origem remonta a uma sociedade secreta de mesmo nome criada na Alemanha no fim do século XVIII e que estaria integrada aos poderes políticos e económicos, cujo objetivo final seria estabelecer uma nova ordem mundial através de um governo global.

Em fóruns de discussão na web é comum ver internautas citarem os Illuminati para explicar muitos dos problemas atuais do planeta.

Políticos como George W. Bush ou Barack Obama, ou magnatas como George Soros, foram acusados de fazer parte desta organização. Até o papa Francisco e a rainha Elizabeth 2ª já foram apontados como membros da ordem.

Outros acreditam ser possível ver a simbologia ligada aos Illuminati em vídeos de artistas como Beyoncé, Jay-Z, Lady Gaga e Katy Perry: pentagramas, pirâmides e o famoso "olho que tudo vê" que aparece nas notas de dólar.

Mas, de onde veio este mito dos Illuminati e por que ainda existem pessoas que acreditam na existência de um grupo que desapareceu há mais de dois séculos?

A ordem real

A Ordem dos Illuminati foi fundada em 1776 na Baviera, Alemanha, pelo jurista Adam Weishaupt.

O objetivo desta sociedade secreta inspirada nos ideais do iluminismo e na estrutura da maçonaria, era acabar com o obscurantismo e com a forte influência que, na época, a igreja exercia sobre a esfera política. Depois que o príncipe Karl Theodor chegou ao poder, a Ordem dos Iluminati, assim como outras sociedades secretas, foi declarada ilegal e dissolvida, em 1785.

Mas, alguns acreditam que ela continua a operar na clandestinidade.

Autores como o francês Agustín Barruel (1741-1820), a britânica Nesta Helen Webster (1876-1960) ou o canadiano William Guy Carr (1895-1959) vincularam a ordem com eventos como a Revolução Francesa de 1789, as Revoluções em vários países europeus de 1848, a Primeira Guerra Mundial ou a Revolução Bolchevique, de 1917.

Há até quem diga que os fundadores dos Estados Unidos eram membros da ordem e que o Federal Reserve, o banco central americano, foi criado para ajudar a cumprir os objetivos de dominação global da organização.

Nas últimas décadas, apareceram referências aos Illuminati em obras como a trilogia satírica de ficção científica The Illuminatus (1975), de Robert Shea e Robert Anton Wilson, ou Anjos e Demônios (2000), de Dan Brown, assim como nas letras de alguns artistas da cena hip hop.

Tudo isso fez com que os Illuminati se transformassem em protagonistas de várias teorias conspiratórias que se alastraram pela internet, onde é possível encontrar milhares de páginas dedicadas à ordem.

'Loucura'

"É uma loucura que hoje em dia existam pessoas que acreditem na existências dos Illuminati", disse o escritor e historiador americano Mitch Horowitz.

"Os cidadãos têm preocupações legítimas sobre como funcionam os poderes políticos e económicos, mas, em vez de canalizar estas preocupações de forma eficaz para que haja mais transparência, alguns preferem acreditar em histórias de fantasia sobre uma organização que deixou de existir há mais de 200 anos", disse ele à BBC Mundo.

De acordo com Horowitz, "há escritores e jornalistas que contribuem com a paranóia à volta dos Illuminati e as pessoas se deixam convencer porque é interessante pensar que existe um grupo secreto que domina o mundo".

"Se estudarem o que realmente eram os Illuminati, perceberiam que se tratava de uma organização política cujos ideais estavam baseados em uma sociedade mais justa e que gostavam da iconografia relacionada com o mundo do oculto", afirmou.

Para Horowitz, devido ao mistério que tem para o público, muitos artistas gostam de usar um pouco desta iconografia em seus clipes. 

"Os músicos entendem a atração e usam símbolos como o pentagrama, o obelisco ou o olho que tudo vê, mas isto não os converte em membros de uma sociedade secreta."

'Sociedades interconectadas'

Entre os que acreditam na existência dos Illuminati está o escritor americano Mark Dice, autor de um livro sobre a suposta ordem.

"Com certeza os Illuminati estão cercados de fantasias, mas quando se separa a realidade da ficção, acredito que há provas que demonstram que é um grupo real que continua existindo hoje em dia", disse o escritor à BBC Mundo.

Dice disse que, depois da dissolução em 1785, "os Illuminati continuaram operando através de várias sociedades secretas interconectadas como o Grupo de Bilderberg (conferência anual privada que reúne cerca de cem líderes políticos dos EUA e Europa) ou o Conselho de Relações Exteriores (centro de estudos baseado nos Estados Unidos)".

"Estas organizações compartilham os objetivos dos Illuminati, seus métodos de funcionamento, seus símbolos e terminologia", afirmou.

Segundo Dice eles não precisam usar o nome Illuminati pois "eles sabem quem são e o que estão fazendo"."Nos últimos anos, o Grupo de Bilderberg foi exposto, já que com a internet não é fácil ser um grupo secreto."

Para Dice, os meios de comunicação podem ser culpados por este segredo ter ficado tanto tempo escondido.

"Como não é de interesse público que a cada ano cem das pessoas mais poderosas do planeta se reúnam em um hotel, cercados de guardas armados, para conversar sem microfones sobre como querem influir no futuro do planeta?"

O escritor garante que os Illuminati querem "criar um governo global de inspiração socialista" e "usam artistas de fama global para promover sua causa".

Dice tem centenas de milhares de seguidores no Facebook e YouTube.

Culpa da internet?

Jesse Walker, autor do livro The United States of Paranoia ("Os Estados Unidos da Paranóia", em tradução livre), afirma que a "internet foi fundamental para potencializar e propagar o fenómeno dos Illuminati".

"Hoje são vinculados com todo tipo de teorias, tanto por grupos de extrema-direita como de extrema-esquerda, que os usam segundo a própria conveniência", explicou Walker em entrevista à BBC Mundo.

O escritor disse ainda que, nos últimos anos, alguns artistas como o rapper Jay-Z incluíram pequenas referências aos Illuminati em suas aparições públicas para se divertir, alimentando ainda mais as teorias de conspiração que vinculam a ordem também à industria do entretenimento.

"Teorias de conspiração são uma parte intrínseca da psique humana. Somos criaturas que procuram padrões para dar um sentido ao mundo que nos cerca. Se há lacunas numa história, temos que procurar explicações."

Walker lembra que há "motivos reais para medo ou ansiedade, já que, algumas vezes, algumas teorias conspiratórias se mostram certas, como no caso do escândalo das escutas da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA), ou quando é revelado que algum político está recebendo subornos".

"Mas quando se combina o medo com a busca de padrões, surgem teorias como a dos Illuminati".

Mas, para o escritor, o problema é que "muitos não têm conhecimento suficiente para diferenciar o que é real do que não é".

fonte: IG

‘Monstro do espaguete’ é encontrado em oceano


Uma criatura pouco comum (para não dizer estranha) foi encontrada no fundo do oceano por um grupo de investigadores em Angola. O animal tem uma série de fios saindo de um centro concentrado com aquilo que se parece muito um emaranhado de espaguete.

Como se as coisas não parassem de ficar esquisitas, os internautas rapidamente começaram a comparar o animal com o ‘monstro de espaguete voador’ – uma espécie de divindade da religião satírica ‘pastafarianismo‘, criada por Bobby Henderson em 2005. 

Evidentemente sem intenção de seriedade, a esta religião foi uma forma de protesto a um conselho educativo de Dover, na Pensilvânia-EUA, que exigia dos professores de ciências o ensino do criacionismo e do design inteligente em vez da teoria evolucionista. 

Sabendo disso, Henderson enviou uma carta aberta ao conselho e disse ter como divindade um criador com poderes sobrenaturais chamado Monstro de Espaguete Voador, feito de espaguete e almôndegas, e que queria que sua crença fosse igualmente ensinada nas aulas de ciências.

Voltando à normalidade (será?), a criatura intrigante foi fotografada por Daniel Jones, do Centro Nacional de Oceanografia dos Estados Unidos a 125 metros abaixo da superfície da água. O nome da espécie é Bathyphysa conifera.


Cientistas desvendam mistérios do 'maior coração do mundo'




Como o maior animal que já passou por este planeta, é natural que a baleia-azul (Balaenoptera musculus) também seja uma recordista no tamanho de seus órgãos internos.

E a dificuldade dos cientistas de encontrar espécies intactas deu origem a uma série de "fábulas", como a de que o coração do animal seria do tamanho de um carro ou que sua aorta (a principal artéria) seria tão grande, que um homem poderia nadar dentro dela.

Por isso, quando uma baleia-azul apareceu morta no litoral de Newfoundland, no Canadá, especialistas viram ali uma oportunidade valiosa.

Uma equipa do Museu Real de Ontário (ROM, na sigla em inglês) foi enviada para dissecar o mamífero de 23,3 metros de comprimento, que morreu após ficar preso sob uma camada de gelo.

"Tivemos que abrir a cavidade peitoral para expor o coração, e em seguida entrar nela e livrar o órgão de todos os tecidos em volta. Eu me enfiei até a cintura no que restou dos pulmões e do sangue", conta Jacqueline Miller, técnica em mastozoologia do ROM.

"Precisamos de quatro pessoas para empurrar o coração através de uma 'janela' que abrimos entre as costelas e a lateral da cavidade peitoral", lembra. "Eu esperava encontrar um órgão do tamanho de um carro. Mas acho que esse coração tem o mesmo tamanho de um desses carrinhos de golfe."

A aorta também pareceu um pouco menor do que se acreditava, com espaço suficiente para caber uma cabeça humana.

Pesando saudáveis 180 quilos, o coração teve de ser banhado em cerca de 3,8 mil litros de formaldeído para evitar sua rápida decomposição e para começar o processo de preservação.

"Até onde sabemos, este é o primeiro coração de baleia-azul a ser anatomicamente conservado para estudo e para ser exposto. As pessoas têm uma curiosidade em saber o tamanho e ver se o órgão é estruturalmente semelhante ao nosso", explica Miller.

O coração da baleia será exibido no museu em Toronto junto com seu esqueleto.

A equipa também está trabalhando com especialistas em anatomia da Lincoln Memorial University, nos Estados Unidos, para catalogar a baleia.

"A baleia-azul representa o limite máximo de tamanho e fisiologia de um ser vivo, e seu comportamento e tolerância fisiológica variam de acordo com isso", diz a cientista canadense.

fonte: BBC