quarta-feira, 23 de maio de 2018

Astrónomos encontram evidência de possível existência do 9º planeta


Um grupo de astrónomos encontrou evidências de que pode existir um nono planeta no nosso Sistema Solar – que não é Plutão – logo depois de identificar um pequeno corpo celeste rochoso cujos movimentos sugerem que poderia estar orbitando um planeta de grandes dimensões.

O corpo rochoso, chamado 2015 BP519, orbita o Sol em um ângulo diferente de todos os planetas do Sistema Solar. É por isso que os cientistas sugerem que um planeta gigante, ainda oculto e com uma massa dez vezes maior que a da Terra, poderia ser responsável pela essa órbita irregular, segundo o artigo divulgado nesta semana pelo portal da Universidade Cornell de Nova York, EUA.

David Gerdes, astrónomo da Universidade de Michigan e co-autor do artigo, declarou que "não é uma prova de que o nono planeta existe. Mas diria que a existência do tal corpo celeste no nosso Sistema Solar reforça essa ideia", informa o portal Quanta.

Os autores do artigo indicam que se trata do maior objecto identificado no espaço para além de Neptuno. Foi descoberto graças aos dados do The Dark Energy Survey (Pesquisa da Energia Escura), um projecto em curso que investiga a expansão do Universo por meio de observações do espaço.

Os planetas conhecidos até hoje orbitam o Sol sob o mesmo ângulo, chamado plano orbital, provocado pela gravidade do chamado astro rei. Como a pesquisa está examinando um plano diferente, os cientistas não esperavam encontrar nenhum corpo celeste nessa órbita.

O 2015 BP519 mostrou que a sua órbita está inclinada 54 graus em relação ao nosso plano orbital. Uma provável explicação é que o corpo rochoso esteja sujeito à gravidade de um planeta gigantesco. Isso significa que o asteroide orbita o nono planeta, da mesma maneira que a Lua gira ao redor da Terra.


Planet Nine Breakthrough: Scientists Spot Distant Object In Our Solar System https://ancient-code.com/planet-nine-breakthrough-scientists-spot-distant-object-in-our-solar-system/ …

​Avanço do nono planeta: cientistas detectam objecto distante no nosso Sistema Solar

Os modelos sugerem que a este hipotético nono planeta leve 10.000 a 20.000 anos para completar a rotação ao redor do Sol.

No entanto, os especialistas concluem que ainda não há provas definitivas da existência deste planeta, esta é uma janela fascinante para conhecer o espaço profundo.

fonte: Sputnik News

É o fim das teorias da conspiração: Hitler morreu mesmo em 1945


Hitler suicidou-se no seu bunker a 30 de abril de 1945 

Estudo aos dentes de Hitler permite confirmar que o ditador nazi se suicidou e que não fugiu para a Argentina como algumas teorias defendiam.

Hitler morreu mesmo em 1945. Parece uma notícia com décadas de atraso, mas a verdade é que agora há uma equipa de investigadores franceses que reclama estar em condições de dar essa garantia.

O grupo teve acesso à dentadura do Führer e garante que este cometeu suicídio e depois o seu corpo foi queimado por agentes das SS. Deitando por terra, 70 anos depois, todas as teorias da conspiração que então surgiram e que retratavam Adolf Hitler em fuga para a Argentina num submarino e uma morte que chegou apenas nos anos 1980, quando já era nonagenário e tinha ao seu lado uma namorada brasileira.

Os cientistas garantem que os fragmentos de dentes a que tiveram acesso são mesmo de Hitler. Os dentes e o crânio do ditador nazi estão à guarda do antigo KGB, atual FSB (os serviços secretos russos) e a equipa francesa pôde estudá-los entre março e julho de 2017.

Além da confirmação da sua morte, também é possível afirmar que Hitler tomou cianeto, antes de dar um tiro na cabeça. As conclusões foram publicadas no Jornal Europeu de Medicina Interna.

Vegetariano e com cinco dentes

Para lá da parte mais séria da investigação, também fica confirmada a má qualidade da higiene oral de Adolf Hitler. Aos 56 anos, Hitler morreu com apenas cinco dentes próprios. Uma análise de microscópio permitiu ainda confirmar que era vegetariano.

fonte: Diário de Noticias

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Satélites da NASA detectam mudanças muito estranhas na água doce da Terra


Analisando as observações de satélites e dados sobre actividades humanas, os cientistas revelaram grandes mudanças na quantidade de água doce nas diferentes regiões do mundo.

Com a ajuda de satélites, uma missão conjunta entre a NASA e o Centro Aeroespacial Alemão, a chamada missão Gravity Recovery and Climate Experiment (GRACE), observou as quantidades de água doce disponíveis na Terra de 2002 a 2016. Os cientistas combinaram as observações de satélites com dados sobre actividades humanas para mapear os lugares onde a quantidade de água doce está mudando e descobrir a causa dessas transformações.

A missão revelou que as áreas de terras húmidas se tornaram ainda mais húmidas, enquanto as terras secas secaram ainda mais. Algumas das mudanças, tanto positivas como negativas, foram causadas por acções humanas, enquanto outros factores como a mudança climática, também desempenharam um papel importante.

"O que estamos presenciando é uma grande mudança hidrológica", afirmou o co-autor do estudo Jay Famiglietti, do laboratório Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, Califórnia. 

"Vemos um padrão distinto das zonas húmidas do mundo cada vez mais húmidas – as latitudes altas, os trópicos e as zonas secas – cada vez mais secas", acrescentou ele.

Embora a Terra esteja coberta por água, apenas entre dois e três por cento desta água é doce. Encontra-se em lagos, rios, neve, águas subterrâneas e gelo. A perda de água doce das camadas de gelo nos pólos, atribuída à mudança climática tem consequências no aumento do nível do mar. A água doce é um dos recursos mais essenciais da Terra, para o consumo humano e a agricultura.

Esse estudo mostra como a água disponível na Terra pode mudar em 15 anos e como a situação poderia melhorar com uma melhor gestão humana.


fonte: Sputnik News

Nebulosa da Formiga disparou um laser em direção à Terra


Uma equipa internacional de astrónomos descobriu, com surpresa, uma rara emissão de laser proveniente da distante e "inconfundível" Nebulosa da Formiga

A emissão foi detetada pelo observatório Herschel da Agência Espacial Europeia e está a ser encarada pelos cientistas como uma pista preciosa e rara sobre o que se passa no centro da "espetacular" Nebulosa da Formiga, na constelação de Norma a cerca de 3 mil anos luz da Terra.

Quando estrelas do tamanho do nosso Sol chegam ao fim das suas vidas, transformam-se em anãs brancas e densas que ejetam as suas camadas exteriores de gases e poeira, criando uma nebulosa.

A Nebulosa da Formiga é uma dessas nuvens de poeira, hidrogénio, hélio e outros gases ionisados e a emissão de laser agora detetada sugere que o seu formato original - que lhe valeu o nome informal - esconde um segredo sobre a morte da sua estrela.

"Detetámos um tipo de emissão muito raro chamada emissão de laser de recombinação de hidrogénio, que só é produzida num espetro muito estreito de condições físicas", explica Isabel Aleman, principal autora do artigo onde é descrita a descoberta. Para ocorrer este tipo de emissões é necesária a existência de um gás muito denso (10 mil vezes mais denso que o gás numa nebulosa típica) junto à estrela. Ora as regiões espaciais junto a uma estrela morta são normalmente vazias porque o seu material foi ejetado para fora. Isto quer dizer que não é o caso do centro da Nebulosa da Formiga.

Albert Zijlstra, co-autor do artigo, junta que a única forma de manter um gás tão denso junto a uma estrela é se estiver a orbitá-la em disco e uma explicação para haver um gás destes em órbita é a existência de uma segunda estrela, que até agora os astrónomos ainda não conseguiram observar.

“Este estudo sugere que a inconfundível Nebulosa da Formiga, como a vemos hoje, foi criada pela natureza complexa de um sistema estelar binário, que influencia a forma, propriedades químicas e evolução nestes estágios finais da vida de uma estrela,” diz Göran Pilbratt, Cientista do projeto Herschel da ESA.

A existência de lasers no espaço foi sugerida precisamente pelo astrónomo Donald Menzel, o primeiro a observar e classificar a Nebulosa da Formiga nos anos 20 (o seu nome oficial é Menzel 3, por isso), bem antes da descoberta e da primeira operação bem-sucedida com lasers nos laboratórios em 1960.

fonte: Visão

A camada de ozono está a ser destruída por emissões misteriosas


Declínio de substâncias que destroem a camada de ozono abrandou 50% desde 2012. Não se sabe ao certo de onde vêm estas emissões, mas se continuarem vão atrasar a recuperação do buraco da camada de ozono.

Em forma de aerossóis ou refrigerantes, os clorofluorocarbonetos (CFC) foram identificados nos anos 80 como os responsáveis pelo buraco da camada de ozono. Por isso, vários países comprometeram-se a substitui-los. Agora, cientistas dos Estados Unidos, Holanda e Reino Unido voltaram a medir as concentrações de CFC na atmosfera e ficaram surpreendidos. A taxa de declínio de um tipo de CFC na atmosfera – o CFC-11 – abrandou cerca de 50% desde 2012. A equipa sugere num artigo científico publicado esta quinta-feira na revista Nature que estas emissões se devam a novas fontes. Suspeita-se de que essas emissões sejam ilegais e possam vir do Leste asiático.

Em 1985, descobriu-se um buraco na camada de ozono sobre a Antárctida. Na altura, os cientistas perceberam que os químicos sintéticos CFC, usados em aerossóis, refrigerantes, solventes ou na produção de espuma rígida de empacotamento, eram os culpados pela destruição do ozono estratosférico. Esta camada é fundamental para os seres vivos porque absorve mais de 95% da radiação ultravioleta proveniente do Sol. Era necessária uma resposta a este problema. Portanto, em 1987, 150 países assinaram um tratado – o Protocolo de Montreal – em que se comprometiam a eliminar a produção destes gases.

“Como resultado destas acções, a concentração de CFC na atmosfera atingiu um pico em meados e finais dos anos 90 e tem vindo constantemente a descer desde então”, refere Michaela Hegglin, da Universidade de Reading (Reino Unido) e que não participou no trabalho, num comentário ao artigo científico também naNature. “Como a destruição de CFC na estratosfera é um processo lento, a sua remoção da atmosfera levará muitas décadas.”

Equipas de cientistas têm vindo a comunicar algumas melhorias na camada de ozono. No final de 2017, a NASA revelava que o buraco da camada de ozono sobre a Antárctida encolheu para o menor tamanho desde 1988. Este assunto foi também uma das boas notícias no segundo aviso dos cientistas à humanidade.


Evolução do buraco da camada de ozono, que atinge sempre o seu máximo anual entre Setembro e Outubro, o fim do Inverno no hemisfério sul NASA/OBSERVATÓRIO DE OZONO DA NASA/KATY MERSMANN

Agora há más notícias relacionadas com um tipo de CFC, o CFC-11, também conhecido como triclorofluorometano. É um dos CFC que foram desenvolvidos para os refrigerantes nos anos 30 e também é usado em aerossóis ou solventes. Quando é libertado, pode permanecer 50 anos na atmosfera e era o segundo gás que destruía o ozono mais abundante na atmosfera. Mas, entre 2002 e 2012, conseguiu-se que as suas concentrações diminuíssem.

Vamos então às novas notícias: a partir de 2012, verificou-se que o seu declínio abrandou cerca de 50%. “Temos vindo a fazer medições há mais de 30 anos e isto é do mais surpreendente que temos visto”, reage Stephen Montzka, da agência dos oceanos e da atmosfera dos EUA (NOAA) e um dos autores do trabalho, ao jornal The Washington Post. “As emissões [deste CFC] foram mais altas cerca de 25% em 2014 do que entre 2002 e 2012”, frisa por sua vez ao PÚBLICO Michaela Hegglin. 

O aumento das emissões de CFC-11 foi detectado em plumas de ar no Observatório de Mauna Loa, no Havai. No artigo científico, sugere-se que é provável que estas emissões estejam a ser lançadas no Leste asiático. Mas não é a única opção considerada pelos cientistas no artigo: “Embora esta prova [das plumas] sugira fortemente que o aumento das emissões venha do Leste asiático depois de 2012, mudanças no período de vida do CFC-11 ou da dinâmica nas trocas entre as estratosfera e a troposfera poderão influenciar a magnitude das emissões.” Ainda se refere que o aumento das demolições de edifícios que tinham antigos resíduos de CFC-11 ou uma produção acidental poderão ter causado a emissão desta substância. Contudo, isto não justificaria o aumento registado nos últimos anos.

Atrasos na recuperação

Além disso, a equipa salienta que o aumento destas emissões não foi reportado ao Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que administra o Protocolo de Montreal. “Qualquer produção de um gás relacionado com o declínio da camada de ozono que é controlado pelo Protocolo de Montreal tem de ser reportado para o Secretariado do Ozono e, actualmente, a produção global é praticamente zero. Não sabemos de nenhuma produção, mesmo de produtos intermediários ou secundários”, indica à BBC Stephen Montzka.

Estes resultados podem assim colocar em causa o acordo estabelecido no Protocolo de Montreal. Segundo a BBC, o tratado indicava que a produção de CFC-11 devia ser proibida dos países desenvolvidos em meados dos anos 90 e no resto do mundo em 2010. “A nova dinâmica dos CFC-11 na atmosfera é, de facto, inconsistente com o que foi acordado no Protocolo de Montreal”, considera Michaela Hegglin. “Toda a produção e uso, incluindo nos países em desenvolvimento, devia ter parado em 2010. O abrandamento no declínio implica que a emissão de CFC-11 esteja a aumentar outra vez.” 

Keith Weller, porta-voz do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, refere em comunicado que estes resultados têm de ser verificados pelo painel científico do protocolo. “Se estas emissões continuarem inalteradas, têm o potencial de desacelerar a recuperação da camada de ozono”, afirma. “Portanto, é crítico que façamos um balanço destes resultados, identifiquemos as causas destas emissões e que tomemos as medidas necessárias.”

Michaela Hegglin concorda: “Precisaremos de tomar mais medidas, especialmente no Sudeste asiático, para conseguirmos identificar a localização exacta das fontes das emissões, juntamente com modelos que ajudarão a rastrear as massas de ar e os seus movimentos.”

A cientista traça-nos ainda dois cenários sobre as emissões de CFC-11, um mais optimista e outro mais pessimista. “Se as emissões pararem em breve, então não haverá grandes consequências, o impacto do ozono na atmosfera poderá ser mínimo”, explica. “Contudo, se estas emissões continuarem, o CFC-11 poderá acumular-se na atmosfera outra vez e atrasar a recuperação da camada de ozono até meados ou finais do século XXI.” Stephen Montzka salienta o mesmo à BBC: “Se as emissões continuarem a persistir, então podemos imaginar que a cicatrização da camada de ozono, que recuperou, poderá atrasar-se em uma década.”

TERESA SERAFIM

fonte: Publico

O segredo da origem da vida na Terra pode estar nos micróbios de Yellowstone


Como começou a vida na Terra? A resposta a esta pergunta pode estar nos micróbios descobertos nas águas do Parque Nacional de Yellowstone.

Após uma década de investigação, cientistas que estudam características geotérmicas no Parque Nacional de Yellowstone encontraram uma nova linhagem da antiga forma de vida arquea.

Os arqueas, provavelmente as formas mais antigas de vida na Terra, são organismos parecidos com as bactérias, mas com um metabolismo diferente. Os especialistas acreditam que este organismo unicelular pode revelar os segredos de como a vida na Terra começou e como é que poderia ser em outros planetas.

“A descoberta de linhagens de arqueia é fundamental para nossa compreensão da árvore universal da vida e da história evolutiva da Terra“, escreveram os autores no artigo científico publicado recentemente na Nature Microbiology.

Em homenagem ao Planeta Vermelho, os organismos foram batizados de Marsarqueotas. Os cientistas descobriram que estes organismos são ricos em óxido de ferro e são tão ácidos quanto toranjas.

Os dois recém-subgrupos descobertos da Marsarqueotas prosperam nas águas quentes no Parque Nacional de Yellowstone: um vive em águas acima de 50 C e o outro em águas entre os 60 e os 80°C.

Os Marsarqueotas vivem dentro de tapetes microbianos – comunidades microscópicas em ambientes aquáticos – e conseguem a sua coloração vermelho escuro graças aos altos níveis de óxido de ferro, o principal componente da ferrugem.

Os especialistas acreditam que tipos de habitats semelhantes a estes “tapetes” desempenharam um papel importante na evolução dos arqueas, tanto no planeta Terra como (provavelmente) noutro planeta qualquer.

O óxido de ferro que estes organismos produzem cria uma espécie de terraço que bloqueia o fluxo de água. A água, a poucos milímetros de profundidade, escorre pelos terraços onde o oxigénio é capturado e fornecido à Marsarqueota.

Ao contrário de outros organismos que produzem óxido de ferro, os cientistas acreditam que a Marsarqueota pode estar envolvida na redução do ferro para uma forma mais simples, importante desde o princípio da Terra. De acordo com os investigadores, “o ciclo do ferro é extremamente importante no que diz respeito às primeiras condições de vida”.

Tal como o que acontece com estes organismos, a cor vermelho, característica do planeta Marte, surge da oxidação do ferro na sua superfície. “O habitat destes organismos contém minerais de ferro semelhantes aos encontrados na superfície de Marte”, comentou o professor William Inskeep, da Montana State University.

“Estudar os arqueas fornece pistas extra deste quebra-cabeça, importante para entender a biologia de alta temperatura – que poderia ser relevante na indústria e biologia molecular.”

fonte: ZAP

Não foram homens: nova teoria revela como se moveram as pedras de Stonehenge


Um cientista galês afirma ter resolvido o mistério de como foram movidas as famosas pedras de Stonehenge, no Reino Unido. Para Brian John, as teorias anteriores são mitologia.

Brian John afirma ter resolvido o mistério de como se moveram as famosas pedras de Stonehenge, no Reino Unido, e classificou as teorias anteriores como “mitologia”.

O cientista galês acredita que as enormes pedras de Stonehenge foram movidas há quase 500 mil anos por um glaciar que as levou desde a pedreira em Gales (de onde se crê que são originárias) até à planície de Salisbury.

A teoria mais popular sobre Stonehenge é a de que, por um motivo ainda desconhecido, antigos habitantes da região carregaram ou arrastaram as pedras há cinco mil anos. No entanto, nunca se conseguiu provar como é que as pessoas que viveram no final da Idade da Pedra tiveram capacidade de mover e empilhar monólitos que chegam a pesar 25 toneladas.

De acordo com o Daily Mail, Brian John acredita que os blocos foram levados por um glaciar. A teoria do cientista responde também à dúvida sobre o quão espirituais eramos povos antigos ao ponto de fazerem um esforço enorme de carregar as pedras em prol de deuses ou divindades.

As explicações de Brian John surgem no seu livro, intitulado The Stonehenge Bluestones. O cientista esclarece que as pedras não tinham nenhum significado profundo para os britânicos antigos – apenas encontraram os monólitos naquele lugar.

“Nos últimos 50 anos, tem havido um desvio nos estudos sobre Stonehenge, da ciência para a mitologia. Isso tem sido motivado, em parte, a constante demanda dos meios de comunicação por novas e espetaculares histórias sobre o monumento”, comenta, em entrevista ao Daily Mail.

No livro, o cientista explica que o glaciar “desenhou” a rota pelo País de Gales há milhares de anos. Brian John acredita que o gelo carregou as pedras azuis e que as terá deixado na planície de Salisbury, em consequência do seu derretimento.

Em 2015, o cientista escreveu um artigo no qual argumenta que o que se acreditava ser a prova de uma extração mineral neolítica na famosa pedreira do País de Gales é, na verdade, um processo de desgaste “totalmente natural”.

Stonehenge, considerado Património da Humanidade pela UNESCO, é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do Reino Unido.

fonte: ZAP

Cientistas transplantaram a memória de uma lesma para a outra (e funcionou)


A transferência de memória já aparece, há décadas, em livros e filmes de ficção científica. Agora, parece estar mais perto de se tornar um facto científico.

Uma equipa de cientistas conseguiu, com sucesso, fazer uma espécie de “transplante de memória” – transferindo material genético conhecido como RNA de um caracol marinho para outro. Alguns dos animais envolvidos foram treinados para desenvolver uma resposta defensiva perante choques elétricos em laboratório.

Quando o RNA destes caracóis foi transferido para outros que não tinham sido treinados, estas reagiram da mesma forma dos que tinham recebido choques moderados. A pesquisa, publicada na segunda-feira na revista científica eNeuro, ajuda no conhecimento sobre as bases fisiológicas da memória.

RNA significa ácido ribonucleico. Trata-se de uma molécula ligada a funções essenciais de organismos vivos – incluindo a síntese de proteínas no corpo que definirá a expressão dos genes de uma forma mais geral, descreve a BBC.

Os cientistas administraram uma série de choques elétricos leves na cauda dos caracóis da espécie marinhos Aplysia californica.

Os animais reagem a adversidades contraindo o corpo. Com os choques, passaram a ter contrações que duravam 50 segundos – uma espécie de reação defensiva extrema.

Depois, quando tocavam levemente nos animais que receberam os choques, estes reagiam com a mesma contração de 50 segundos, enquanto caracóis que não tinham recebido choques reagiam com uma contração de apenas um segundo.

O próximo passo foi extrair RNA de células nervosas de ambos os tipos de caracóis: os condicionados e os não-condicionados. As moléculas foram depois injetadas em dois grupos de caracóis não treinados.

Os cientistas observaram, surpresos, que os caracóis que receberam o RNA de animais condicionados, quando eram tocados, reagiam com contrações de cerca de 40 segundos. Os caracóis que receberam o RNA de animais não-condicionados não demonstraram nenhuma mudança no comportamento defensivo.

Os cientistas notaram um efeito parecido em células sensoriais que estavam a ser analisadas em placas de Petri. Professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles,David Glanzman, um dos autores do estudo, afirmou que os resultados indicam algo como “uma transferência de memória”.

Glanzman destacou ainda que os caracóis usados na experiência não foram feridos.

“Estes são caracóis marinhos. Quando percebem ameaças, soltam uma tinta roxa e escondem-se dos predadores. Os caracóis usados no estudo assustaram-se e soltaram tinta, mas não foram fisicamente afetados pelos choques“, defende Glanzman.

Tradicionalmente, pensava-se que as memórias de longo prazo ficavam armazenadas nas sinapses do cérebro, as junções entre os neurónios. Cada neurónio tem milhares de sinapses. “Se as memórias ficassem nas sinapses, a nossa experiência não funcionaria de forma nenhuma”, diz o cientista.

Para Glanzman, as memórias estão alocadas nos núcleos dos neurónios. O estudo vai ao encontro de algumas hipóteses levantadas há algumas décadas, segundo as quais o RNA estaria relacionado com a memória.

De acordo com os investigadores, os processos celulares e moleculares nos caracóis são similares aos dos humanos, apesar de o sistema nervoso dos animais marinhos ter apenas 20 mil neurónios – comparados com os cerca de 100 mil milhões de neurónios que o homem tem.

Acredita-se que os resultados publicados no eNeuro podem contribuir na procura de tratamentos para atenuar efeitos de doenças como o Alzheimer e o Stress Pós-Traumático.

Perguntado se este processo poderia levar a um eventual transplante de memórias adquiridas em experiências de vida, Glanzman disse não ter a certeza, mas expressou otimismo de que uma maior compreensão sobre o mecanismo de armazenamento da memória pode levar a mais oportunidades para explorar diferentes aspetos da memória.

fonte: ZAP