terça-feira, 20 de junho de 2017

Identificado fóssil mais antigo de um cogumelo

Identificado fóssil mais antigo de um cogumelo, com 115 milhões de anos

Cientistas identificaram o fóssil mais antigo de um cogumelo, com 115 milhões de anos, preservado em calcário no nordeste do Brasil, divulgou em comunicado a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Até agora, o cogumelo fossilizado mais antigo, preservado em âmbar, tinha 99 milhões de anos e foi encontrado no sudeste asiático.

Os resultados da descoberta são publicados na revista científica PLOS One.

Segundo a equipa científica, o cogumelo, designado com o nome científico "Gondwanagaricites magnificus", tinha cerca de cinco centímetros de altura e pregas sob o chapéu em vez de poros.

Um dos coautores da investigação e especialista no estudo de fungos, Andrew Miller, salientou que os fungos "evoluíram antes das plantas terrestres e são responsáveis pela transição das plantas de um ambiente aquático para terrestre".

O fóssil do cogumelo foi descoberto quando o paleontólogo Sam Heads estava a digitalizar a coleção de fósseis da formação geológica de Crato, no Brasil.

O cogumelo terá 'viajado' por uma lagoa salgada, 'afundou-se' e foi coberto por camadas de sedimentos.


China dá "salto quântico" nas telecomunicações


Satélite chinês Micius conseguiu demonstrar a possibilidade de transmissão simultânea de dados para dois pontos da Terra afastados 1200 quilómetros entre si, através de pares de partículas de luz

O satélite chinês Micius, que foi lançado em Agosto do ano passado para demonstrar a possibilidade de transmissão de informação através de pares partículas entrelaçadas entre si, mesmo a grandes distâncias, conseguiu a proeza de fazer essa transmissão para duas estações terrestres separadas por 1200 quilómetros. Esta é a primeira vez que se consegue concretizar este tipo de comunicação e o avanço, que é publicado hoje na revista Science, posiciona a China como uma forte competidora no setor das telecomunicações e da chamada Internet quântica.

A comunicação utilizando pares de partículas entrelaçadas entre si baseia-se na teoria da física quântica que estabelece que todas as partículas têm um par que transporta a mesma informação mesmo se separado por milhões de quilómetros de distância. Até agora, o melhor que se tinha conseguido em transmissão de informação, usando esta ideia e um sistema de fibra ótica, foi uma distância de cem quilómetros. No entanto, a precisão perde-se a essa distância.

O sistema tecnológico concebido para o satélite Micius pela equipa coordenada por Jian-Wei Pan, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, e da Academia de Ciências do país, cumpriu as expectativas dos seus criadores.

De acordo com o líder do projeto, citado pela agência de notícias chinesa Xinhua, "este trabalho lança as bases técnicas sólidas para uma rede quântica a grande escala e para investigação experimental da comunicação quântica, e demonstra também experimentalmente os princípios da física, como a teoria geral da relatividade e a gravidade quântica no espaço".

Na órbita terrestre, a 500 quilómetros de altitude, o Micius tem uma missão prevista de dois anos para fazer o estudo experimental deste tipo de comunicações, mas os primeiros resultados são já um sucesso. Especialistas independentes ouvidos pela imprensa internacional confirmam a importância dos resultados publicados na Science e antecipam que este será um primeiro passo para a futura Internet quântica, encriptada e totalmente segura.

Anton Zeilinger, investigador do Centro de Física Quântica em Viena, é um desses especialistas. Em declarações ao The Guardian afirmou que "este é um passo importante para uma [futura] rede quântica global". Não sendo possível fazê-la através de fibra ótica, como sublinhou o cientista austríaco, "é preciso ir para o espaço e é muito importante demonstrar que isto funciona com satélites, por isso estou muito entusiasmado [com estes resultados] ".


Apocalipse vulcânico teve papel chave na extinção dos dinossauros

Vulcão na Ilha do Fogo em Cabo Verde

Um apocalipse vulcânico desempenhou um papel chave na extinção em massa do Triásico, que provocou o início da era dos dinossauros, segundo um estudo hoje publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A investigação, realizada na Universidade de Oxford, no Reino Unido, e dirigida pelo geoquímico Lawrence Percival, centrou-se na extinção do Triásico, há aproximadamente 200 milhões de anos, e na era dos dinossauros, que decorreu depois.

Este acontecimento tornou-se numa das maiores extinções em massa da vida animal de que há registo e que inclui grandes répteis semelhantes aos crocodilos e vários invertebrados marinhos e que provocou grandes mudanças na vegetação da Terra.

Embora permaneça um mistério porque é que os dinossauros sobreviveram a esta alteração, substituíram as espécies já extintas, com mamíferos e anfíbios primitivos.

Esta extinção em massa foi ligada durante muito tempo a uma libertação grande e abrupta de dióxido de carbono na atmosfera, mas a origem exata deste problema permanece desconhecida.

No entanto, as emissões de dióxido de carbono vulcânico (CO2) eram consideradas um dos principais contribuintes, após a descoberta de rochas vulcânicas da mesma idade.

Este apocalipse vulcânico, causado por rochas que cobriam uma vasta área em quatro continentes na Província Magmática do Atlântico Central (CAMP), poderá ter sido provocado por vibrações, mas o alcance global e o impacto potencial destes acontecimentos também tem sido um mistério.

Através do teor de mercúrio das rochas sedimentares depositadas durante a extinção, os investigadores revelaram ligações claras entre o momento do vulcanismo do CAMP e a extinção final do Triásico.

Os vulcões emitem emissões de gases de mercúrio, que se propagam globalmente através da atmosfera antes de se depositarem em sedimentos, razão pela qual qualquer sedimento adquire um teor anormalmente elevado de mercúrio durante uma erupção.

Cinco dos seis depósitos de sedimentos estudados, provenientes do Reino Unido, Austria, Argentina, Gronelândia, Canadá e Marrocos, mostraram um grande aumento do teor de mercúrio a partir da extinção triásica, com valores máximos observados entre o horizonte da extinção e o limite triásico/jurássico, que ocorreu cerca de 200 mil anos depois.

Estas elevadas emissões de mercúrio também coincidiram com aumentos previamente estabelecidos nas concentrações atmosféricas de CO2, o que indica, segundo os investigadores, a libertação de CO2 proveniente da desgasificação vulcânica.

“Esta investigação fortalece a ligação entre a extinção em massa do Triásico e as emissões vulcânicas de CO2. Esta nova prova de emissões episódicas de CO2 vulcânico como o provável impulsionador da extinção melhora a nossa compreensão desta atividade e, potencialmente, de outros episódios de alterações climáticas na história da Terra”, assegurou Lawrence Percival.


sábado, 17 de junho de 2017

ETs foram filmados voando sobre Eslováquia

OVNIs, imagem referencial

A cada dia surgem mais notícias sobre visitas alienígenas em várias partes do mundo: Reino Unido, Rússia, EUA. Agora eles escolheram a Europa Central.

O vídeo com um objeto voador não identificado foi publicado pelo usuário Martin Mikuas. Na filmagem o que é suposto ser uma nave extraterrestre aparece no céu rodeado por uma luz verde e voando lentamente alguns minutos.


Lembramos que algumas semanas atrás apareceu a declaração extravagante de um funcionário da NASA sobre os extraterrestres estarem presentes entre nós, o que provocou uma onda dos vídeos e fotos "comprovando" esta revelação.

fonte: Sputnik News

Suposta nave extraterrestre foi captada por câmera de celular


Foto de OVNIs captada no Novo México por Manny Ceniceros

Apenas a algumas horas da "capital alienígena" estadunidense, Roswell, um adolescente do Novo México tirou uma foto numa noite bem escura do que parece ser uma nave espacial.

Manny Ceniceros e sua mãe estavam passando por um caminho de golfe perto da segunda maior cidade do estado, Las Cruces. Ceniceros começou filmando o campo de golfe como parte de um vídeo promocional.

"Eu disse à minha mãe que dirigisse e abri a janela, porque eu queria obter imagens de onde estávamos gravando", disse Ceniceros ao ABC-7. "Quando estávamos passando pelo mesmo lugar, vi um objeto muito esquisito."

Seu primeiro pensamento foi que o objeto era um pássaro, mas quando ele reviu a filmagem mais tarde ele percebeu que algo estava errado. "Eu não estava esperando encontrar nada. Eu só queria obter essa filmagem para colocar um vídeo promocional. Mas então eu estava analisando o vídeo… Acabei de ver esse objeto. Pensei que fosse falso no início. Achei que a câmera estava funcionando mal. Mas não, era realmente como um Óvni."

A irmã de Ceniceros, Berenice, que também estava no carro, afirma que ela também viu esse objeto. "Eu vi um flash leve, mas não me concentrei nisso porque pensei que fosse uma das luzes ao lado da estrada", disse ela ao ABC-7. "Em casa foi diferente… vimos que era realmente um Óvni."

Manny disse que ele se interessou por extraterrestres depois de visitar o museu dos Óvnis em Roswell, no Novo México. "Eu gostaria que as pessoas levassem em consideração que não somos os únicos presentes aqui, e que pode haver vida em outros planetas" afirmou o jovem.

fonte: Sputnik News

Os 'super poderes' da vida real: Dez insectos com habilidades extraordinárias


Muitos insectos despertam nos humanos um medo instintivo ou asco, às vezes pelo perigo que representam, outras vezes simplesmente pelo aspecto exterior. Porém, inclusive os insectos mais detestáveis podem possuir super-habilidades que os ajudam a sobreviver.

A mídia russa Popmech compilou uma lista de dez insectos com “super poderes”:

As baratas parecem poder sobreviver facilmente a um cataclismo nuclear devido à sua resistência à radiação. O cérebro de algumas espécies contém potentes antibióticos capazes de vencer as bactérias nocivas para os seres humanos.


Baratas

As abelhas, além de terem uma memória incrível, ninguém lhes ganha na comunicação e navegação se refere, e elas podem encontrar seu caminho guiando-se pela posição do sol, sem falar do seu "talento" para a geometria que pode ser vista nos favos.


Grupo de abelhas está fazendo mel

O gafanhoto-do-deserto é especialista em voos longos. Apesar de serem conhecidos por sua voracidade, consomem sua energia com muita cautela: podem voar até 80 km por dia "sem se reabastecer", tudo isso por controlarem minuciosamente a direcção do voo.

Os vaga-lumes não só emitem luz, senão que também fazem isso duma maneira bem económica. Eles a utilizam como meio de comunicação, através da qual emitem vários tipos de sinais.

As pulgas são parasitas desagradáveis e francamente prejudiciais, porém com habilidades impressionantes. São capazes de saltar até 150 vezes seu próprio tamanho, o que equivale a que os humanos pudessem voar a 200 metros de altitude.

Os escaravelhos são inofensivos e têm o costume de fazer bolas de estrume para construir os ninhos e alimentar as larvas. O peculiar é que rodam suas bolas numa linha perfeitamente plana inclusive na completa escuridão.


Libélula a voar

As libélulas são os únicos insectos que possuem uma concentração da atenção ao nível humano, podem se desconectar de todas as “interferências” externas e se concentrar num único objectivo.

As formigas se orientam algo pior que as abelhas, porém são capazes de encontrar seu caminho até à colónia, inclusive à distância de vários quilómetros. Os sentidos que usam as formigas são principalmente o olfacto e o tacto, e são capazes de levar enormes folhas dezenas de vezes mais pesadas do que elas.


Grupo de gafanhotos-do-deserto

As larvas das vespas parasitas, depois de saírem dos 80 ovos injectados no lagarto, são capazes de dominar o comportamento da sua vítima. Quando a maioria das larvas "saem" do lagarto para formar pupas, uma ou duas permanecem no seu corpo, manipulando para que ele os proteja dos predadores.

Os besouros bombardeiros são mestres da autodefesa. São capazes de atacar o seu inimigo com o líquido fervente – até 100 graus centígrados – criado misturando compostos químicos sofisticados no seu ventre.

fonte: Sputnik News

O careca romano descoberto em Beja há mais de um século é, afinal, Júlio César


Busto descoberto em Beja


Busto descoberto em Beja


Busto de Tusculum


Busto de Arles

Durante 117 anos, foi mantido num nicho do Museu Regional de Beja, afastado da observação directa e completa, um busto que tinha a seguinte inscrição: “Cabeça de mármore romana achada em Beja”. E assim permaneceu no anonimato até que, ao longo da última década, vários investigadores colocaram como hipótese de trabalho a possibilidade de se tratar de uma das raras cabeças esculpidas em mármore que existem a nível mundial contemporâneas de Júlio César, nascido no ano 100 a.C. e assassinado no ano 44 a.C.

A arqueóloga Conceição Lopes, que liderou com Jorge Alarcão uma equipa de especialistas do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, confirmou ao PÚBLICO que se trata de uma peça esculpida em mármore há cerca de dois mil anos, um “retrato que reúne todas as características que Suetónio (biógrafo e escritor romano) atribuiu a Júlio César”. E acrescenta que terá sido a cabeça de “uma grande estátua” exposta na então Pax Iulia.

Para alicerçar estas conclusões, para além das características físicas expressas no busto, os investigadores analisaram e interpretaram “argumentos de especialistas em arte”, associaram os resultados de uma “reanálise” de toda a escultura e os novos dados arqueológicos entretanto surgidos, explicou ao PÚBLICO Ana Paula Amendoeira, directora regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo), a entidade coordenadora do projecto.

A descoberta do busto agora atribuído a Júlio César foi descrita na edição de Outubro/Novembro de 1902 de O Archeologo Português, publicado pelo Museu Etnográfico Português. Em Dezembro de 1900, o etnólogo e arqueólogo José Leite de Vasconcellos, recebe uma carta do conservador do Museu Municipal de Beja a comunicar-lhe que, meses antes, quando decorria a demolição de parte da muralha que circunda o centro histórico da cidade alentejana para ser construído o Palácio das Repartições Públicas (edifício do antigo Governo Civil de Beja), foram encontradas “várias antiguidades romanas”. De entre os achados, “fragmentos de capitéis, frisos e fustes de colunas, restos de pedras tumulares e outras”, materiais que teriam sido reutilizados na construção da muralha, apareceu “uma cabeça de estátua de mármore”.

Em Outubro de 1901, Leite de Vasconcellos desloca-se Beja para observar os achados arqueológicos recolhidos e observar uma fotografia da cabeça de mármore, oferecida ao Museu de Beja em Fevereiro de 1900. Foi então comunicado a Leite de Vasconcellos que o busto tinha sido encontrado por um trabalhador quando procedia à recolha dos entulhos durante os trabalhos de demolição “no 2.º baluarte da 2.ª ordem de muralhas da cidade, metido na vedação das ruínas do Convento da Esperança”. 

Da consulta que então fez a Salomon Reinach, especialista de estatuária greco-romana, o etnólogo conclui que a peça pertencia ao final do século I. d.C. Em 1903, e após nova deslocação a Beja, publica no Archeologo Português os pormenores da cabeça de mármore que definiu com um “retrato que apresenta no lado direito do osso frontal uma cicatriz feita com instrumento cortante (provavelmente espada). (...) a orelha esquerda quase toda esmoucada. A orelha direita está esmurrada em cima, assim como o lábio inferior. A parte anterior do crânio apresenta-se calva e só a parte posterior tem cabelo, que rodeia as orelhas”.

A arqueóloga Conceição Lopes refere que os trabalhos de limpeza e análise da cabeça agora atribuída a César refutaram o argumento de que o político e general romano era calvo. “Nós verificámos que tinha cabelo ondulado. O problema é que a sua colocação num nicho não permitia observar parte da escultura”.

Nos anos 50 do século passado, o busto ainda se encontrava exposto num pedestal em gesso e em lugar bem visível até que, não se sabe quando, foi transferido para um nicho, numa ala do claustro do Museu Regional de Beja, “onde também está a designada Vénus de Beringel, outra escultura de grande qualidade”, refere Conceição Lopes.

A importância da peça já foi objecto de várias análises ao longo das últimas décadas. Na referência que é feita no Portal do Arqueólogo ao busto de Beja, o professor Luís Jorge Rodrigues Gonçalves referia, em 2007, que os autores que analisaram peça “são unânimes em considerar que se trata de um retrato privado”.

Leitura diferente foi apresentada pelo historiador Vasco de Souza que, nos anos 80 do século passado, fez um trabalho de síntese da escultura romana em Portugal no qual adiantava que, “na concepção geral, o busto recorda César. No entanto, a simetria das formas é já elemento do classicismo de Augusto”.

Vasco de Souza refere ainda um dado interessante: os “retratos romanos imperiais encontrados em Portugal são, na sua maioria, cabeças de encaixe elaboradas para serem inseridas numa estátua”, isto é, corpos aos quais se acrescentavam as cabeças consoante o imperador que estivesse no poder.

Outro dado importante veio reforçar a intervenção dos investigadores em relação a este busto. Em 2007, no rio Ródano, em Arles, França, foi encontrado um outro busto anunciado como a mais antiga representação conhecida de Júlio César e o único que teria sido feito com o general ainda vivo, excepto o Tusculum, que está no museu de Turim, realizado imediatamente antes ou logo após a sua morte. O debate que entretanto ocorreu em torno da identificação com César do busto saído do Ródano “deixou claro que não há dele nenhum retrato oficial, que nunca houve nenhuma organização para difundir a sua imagem com cânones bem definidos e standartizados, deixando aos artistas liberdade para fazerem as suas interpretações”, vincou Conceição Lopes, acrescentando ser muito difícil “procurar dois retratos exactamente iguais”.

Comparando a cabeça de Beja com a de Tusculum, “são claras as semelhanças no formato dos lábios e covas nos cantos, nas rugas profundas, no enquadramento dos olhos em sobrancelhas arqueadas, mas o retrato de Beja manifesta mais evidentes semelhanças com o de Arles, nomeadamente no formato do rosto e nariz”, descreveu a arqueóloga responsável pelo estudo do busto de Beja. As semelhanças entre os retratados de Arles e Pax Iulia “deixa aberta a possibilidade de o personagem retratado nas duas cidades romanas ser o mesmo”, admite Conceição Lopes explicando que “a hesitação do reconhecimento de César” no exemplar existente no Museu Regional de Beja se deve, em grande parte, ao facto de até há muito pouco tempo se afirmar que Pax Iulia “era uma fundação ex-nihilo do tempo do imperador Augusto (por volta de 31/27 a. C), o que tornava pouco provável um retrato de César nesta cidade romana”.

Contudo, as recentes escavações na Praça da República em Beja vieram revelar que a cidade já era “próspera e importante” no tempo de César. Os dados recolhidos reforçaram a sua importância histórica como centro político e administrativo, que lhe advinha do facto de ter sido “a única cidade de estatuto colonial fundada no Sudoeste peninsular” – um estatuto que justifica plenamente a presença de estátuas ou bustos alusivos a César, acentua Conceição Lopes.

A importância da descoberta justifica a deslocação do ministro da Cultura a Beja no próximo sábado, dia 17, para, ao meio-dia, inaugurar o novo pedestal no Museu Regional de Beja, onde passará a estar exposta a escultura que ficará identificada como sendo contemporânea de Júlio César.

A investigação que conduziu à identificação da peça arqueológica descoberta no ano 1900 foi apoiada e financiada com base num protocolo estabelecido entre a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, a DRCAlentejo, Universidades de Coimbra e de Évora e a Fundação Millennium BCP, que doou uma verba de 18 mil euros.

fonte: Público

quinta-feira, 15 de junho de 2017

PROJETO THOR: Sistema de Arma orbital, Bombardeamento Cinético "VARA DE DEUS"


Após a Guerra Fria e até hoje, os Estados Unidos gastaram incontáveis ​​recursos na concepção e construção de armas que lhes permitem estar à frente do resto das potências mundiais e exercer a sua influência no mundo. Sua arma de destruição em massa como bombas nucleares tenham ocorrido de geração em geração e cada vez mais evoluiu para se tornar ferramentas reais para extermínio global, mas estas não são as únicas armas desenvolvidas durante este período. Iniciado em 1950, o Projeto Thor é um dos projetos mais ambiciosos em termos de arma de destruição em massa conhecida. embora ainda não está provado se ele está funcionando, muitas pessoas pensam que já esta orbitando acima de nossas cabeças. O Projeto Thor não é nada mais do que isso. Satélites em órbita ao redor da Terra armados de cilindros de tungstênio (um dos metais mais difíceis que existem até agora) de um par de metros de comprimento e com um sistema de orientação informatizada.


"Outros países estão se preparando para usar o espaço como um campo de batalha. Não buscamos a guerra, mas devemos estar preparados "(General Joseph Ashy)

O domínio, concebido na doutrina da Força Aérea aplica na aviação, tecnologia da informação, bem como no espaço. Desde 1990 o Comando Espacial reitera a importância do espaço nas guerras do futuro. "Lutar no espaço" significa uma militarização do último, com ativos em órbita geoestacionária e sem batalhas no estilo Star Wars.

Famoso, nesse sentido, o relatório aos legisladores General Joseph Ashy, então diretor do Comando Espacial. "As pessoas não querem ouvi-lo - Ashy disse em 1990 -. Mas vamos lutar no espaço" O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, que representa o quadro jurídico de base do direito espacial internacional, estabelece o destino pacífico. O Tratado do Espaço Exterior proíbe armas de destruição em massa em órbita ou colocado no espaço exterior. Nos minutos box "fins pacíficos", não proíbe, no entanto, as atividades estabelecidas pelo direito natural de legítima defesa. Um satélite, em teoria, equipado com armas cinéticas, permanece legal.


Oficialmente, o espaço é utilizado pelos militares para comunicações de acordo com alerta precoce. Estados Unidos, Rússia e China são os únicos países do mundo com sistemas de armas espaciais (definidos como AST). Em outubro de 2015, a China realizou um voo de teste em seu míssil anti-satélite, o Dong Neng-3. As armas anti-satélites ASAT de ativos, têm como objectivo a paralisia da capacidade (inteligência, navegação e comunicação) críticos para as operações militares e infra-estruturas civis.

Projetos Thor e a Vara de Deus, então tornar-se "pacotes de haste com hipervelocidade", eles têm sido teorizado várias vezes (muitas vezes na ficção científica): nos anos 50 foi assumido a ser equipado com ogivas de tungsténio de mísseis ICBM. A ideia é usar a energia cinética de um tungsténio vetor, que viaja a oito quilómetros por segundo, como uma bomba nuclear tática. A velocidade de retração de tal acivo ainda seria maior do que a de um míssil, enquanto que o rendimento explosivo garantiria a destruição de qualquer lugar. Uma barra de tungsténio longa de cerca de seis metros (deste modo minimiza a perda de energia cinética devido à fricção com o ar e se maximiza a penetração) e com um pé de diâmetro colocado em órbita, atingiria a terra em Mach 10 desenvolvendo um rendimento explosivo de 11,5 toneladas de TNT.


As armas cinéticas dos americanos chamam capacidade de ataque global, a capacidade de afetar todas as partes do mundo em menos de 15 minutos. Mesmo que os custos são elevados e a dificuldade de manter essas plataformas em órbita são claras, parece que com Donald Trump coisas vão melhor para a sua carteira NASA e o Space Command - AIR Força US. Com as novas dotações para a defesa, o Projeto Thor será uma realidade, mas ao mesmo tempo o tipo de arma que o assassino entrou antes ou satélites devem ser revistos. Não mais mísseis, mas armas de energia dirigida.