sábado, 4 de janeiro de 2014

Ondas de som levitam objetos



Investigadores da Universidade de Tóquio e do Nagoya Institute of Technology desenvolveram uma forma de fazer levitar pequenos objetos usando apenas ondas de som. 

A investigação que explora o potencial das ondas de som já decorre há muito tempo. Agora, estes cientistas conseguiram focar num ponto as ondas e fazer levitar pequenos objetos, como bolas de esponja, parafusos, gotas de álcool, uma pena e um componente eletrónico.

O segredo explorado por estes investigadores é o poder das ondas que estão paradas, explica a Cnet. Os objetos são “apanhados” pelos nódulos das ondas e a disposição das colunas que emitem os ultrassons é que define o movimento que estes terão.

Veja o vídeo e lembre-se de tudo o que sabe sobre magia, nomeadamente, no universo Harry Potter.


Fazer dinossauros com ADN de aves? É o que diz um cientista de Oxford


Um cientista de Oxford diz que, teoricamente, podíamos fazer evoluir pássaros em sentido inverso e criar dinossauros.

O maior problema do filme Parque Jurássico reside na forma como os cientistas conseguiram replicar o ADN dos dinossauros. Sabe-se agora que o ADN não consegue resistir, na melhor das hipóteses, mais do que 6,3 milhões de anos em boas condições, pelo que não seria possível recuperar sangue de um mosquito preservado em âmbar para clonar um dinossauro.

Agora, um bioquímico britânico pensa ter a solução para esta questão. Num artigo noThe Telegraph, o Dr. Alison Woolard, da Universidade de Oxford, diz que ao identificar e alterar certos genes presentes no ADN das modernas aves, os cientistas talvez consigam reconstruir o genoma dos dinossauros.

“Sabemos que os pássaros são descendentes diretos dos dinossauros, tal como fica provado por uma linha ininterrupta de fósseis onde se vê a evolução da linhagem de criaturas como o velociraptor ou o T-Rex até aos pássaros que encontramos hoje”, explica o Dr. Woolard. “O mais famoso destes é o Archaeopteryx, um fóssil que mostra claramente a transição entre os dinossauros com penas e as aves modernas. Esta evolução indica que no interior do ADN das aves modernas estão genes desligados que controlam as características de dinossauro”, acrescenta.

O bioquímico acredita assim que em teoria poderíamos usar o parentesco genético das aves modernas com os dinossauros para criar uma destas criaturas extintas há pelo menos 65 milhões de anos. Todavia, há desafios, sendo que o maior é entender o que compreende exatamente o genoma de um dinossauro de modo a saber o que editar do genoma de uma ave. 

fonte: Exame Informática

Um verdadeiro cubo mágico



Investigadores suíços criaram um cubo capaz de se sentar, saltar e andar em cima de uma mesa.

O Cubli tem uma série de rotores sempre em movimento, chamados rodas de reação, que permitem que o aparelho se movimente sozinho. O dispositivo criado pelo Federal Intstitute of Technology, de Zurique, consegue andar, saltar e sentar-se.

Assim que um dos rotores para abruptamente, a máquina inclina-se para essa direção, devido à força centrífuga. Os rotores agem depois como giroscópios para ajudar a manter a posição. Se pararmos outra das rodas, o cubo começa a equilibrar-se em cima de um dos seus oito cantos. Veja o vídeo para descobrir mais sobre o cubo mágico que é um briquedo hi-tech.


Mil candidatos pré-selecionados para colonizar Marte

Mil candidatos pré-selecionados para colonizar Marte

Mais de um milhar de pessoas foram pré-selecionadas para participar num grupo de eventuais primeiros colonos do planeta Marte em 2025, indicou hoje a empresa Mars One, na origem do projeto.

Mais de 200.000 pessoas de 140 países se inscreveram para fazer parte desta primeira vaga de colonização, e 1.058 passaram à segunda fase de seleção, indicou a empresa holandesa em comunicado.

"O desafio, com 200.000 inscritos, é separar aqueles que pensamos serem capazes, mental e fisicamente, de se tornarem os embaixadores humanos em Marte, daqueles que tomam a missão menos a sério", assegurou Bas Lansdorp, co-fundador e presidente da Mars One, citado no documento.

O projeto Mars One, que pretende financiar a simples ida para o planeta vermelho, nomeadamente para emissões de televisão, conta com muitos céticos, apesar do apoio do holandês Gerard 't Hoofd, prémio Nobel da Física 1999.

A empresa vai selecionar, em várias fases, os 24 potenciais colonos, repartidos em seis grupos de quatro pessoas.

Estes selecionados deverão passar diversas séries de testes físicos, médicos e mentais, e participar em "simulações, nomeadamente em grupo, com um particular interesse pelas suas capacidades físicas e emocionais", acrescentou a Mars One.

A empresa tinha anunciado em dezembro ter assinado um contrato de 250.000 dólares com a Lockheed Martin Space Systems, a divisão espacial do grupo de defesa norte-americano, para estudar o "conceito" de um engenho de aterragem. Este engenho deverá em primeiro lugar ser enviado vazio para o planeta vermelho em 2018.

Até agora, só houve missões robóticas a Marte, todas levadas a cabo com êxito pela NASA.

Os Estados Unidos estão, no entanto, determinados a enviar astronautas para aquele planeta dentro de 20 anos.

Além da dificuldade de encontrar os seis mil milhões de dólares necessários, segundo as estimativas, o projeto Mars One, que conta com financiamentos privados, enfrenta numerosos obstáculos.

Os astronautas, além de não poderem regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir o seu oxigénio e cultivar os seus próprios alimentos.

Ora, Marte é um grande deserto cuja atmosfera é sobretudo constituída por dióxido de carbono e onde a temperatura média é de -63 graus Celsius.


Vitelo com duas cabeças nasceu no dia de ano novo

This two-headed calf was born in the northern Moroccan village of Sefrou, which is less than 20 miles from Fez

The cow was named Sana Saida, which means 'Happy New Year' in Arabic, after being born on December 30

The birth has attracted a lot of attention in the village, which lies in the northern Moroccan mountains

The newly born calf is pictured here tied to its mother four days after the birth

The calf is known as polycephalic, which means having more than one head

Despite the shocking appearance of the calf, Sana Saida was not the first of its species to be born in this way in 2013

Um vitelo com duas cabeças nasceu recentemente em Fez, no centro de Marrocos, e o está aparentemente de boa saúde, anunciou hoje um fotógrafo da agência noticiosa AFP.

O nascimento do vitelo ocorreu segunda-feira de manhã em Sefru, uma cidade situada nas encostas do Médio Atlas, uma das cadeias montanhosas do país magrebino.

"O vitelo foi batizado 'Sana saida' (Bom ano) porque nasceu no dia do novo ano", disse à AFP a proprietária do animal.

Esta mãe de cinco filhos declarou ter ficado "surpreendida", mas assegurou que não teve "medo" e evocou "uma obra de Alá".

O animal parece de boa saúde e está a tornar-se uma atração na região, apesar de o veterinário de Sefru, Mohammed Bkal, ter admitido ser "impossível prever o seu futuro", ao referir-se a uma "malformação congénita com complicada confirmação do diagnóstico devido à ausência de meios adequados".

Citados pela agência oficial MAP, outros veterinários indicaram, por sua vez, que a vaca "deveria ter provavelmente gémeos que se fundiram devido a uma malformação genética".

Apesar de ser um caso raríssimo, não é inédito, precisa a AFP. Em setembro, foi registado um vitelo de duas cabeças nado-morto numa quinta de Oregon, nos Estados Unidos.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

As 10 perguntas mais curiosas sobre alienígenas


Não sabemos se estamos ou não sozinhos no universo, mas suspeitamos que não. Existem muitas chances de que exista vida em outros planetas, um assunto fascinante que provoca a nossa imaginação.

Entretanto, ao imaginar como seriam ou como se comportariam os alienígenas, a gente costuma fazer algumas presunções bastante antropocêntricas (ou seja, a gente acaba assumindo que eles são parecidos connosco de alguma forma), mesmo sem querer.

A ideia que temos de como um extraterrestre deve parecer foi moldada pelas artes e entretenimento que, de uma forma ou outra, criaram alienígenas que prestavam para contar uma história, embora fossem um pouco inacreditavelmente parecidos connosco.

Vamos fazer de conta que a humanidade está a ponto de fazer contato com uma espécie, uma civilização que viva perto de nós. O que podemos e o que não podemos presumir acerca deles? Vamos dar uma olhada, bem especulativa, em alguns factores que merecem um pouco de consideração, e como eles estão relacionados à ciência real e à ficção científica.


10 – Aparência


Todo mundo imagina os alienígenas como sendo humanóides, ou pelo menos com aparência terráquea. Mesmo quando tentamos inventar alienígenas que não se pareçam connosco, buscamos inspiração da fauna terrestre: répteis, crustáceos, ou insetos – só que com tamanho de gente ou um pouco maiores.

Esta ideia é baseada em algumas pressuposições, como a de que eles têm uma bioquímica semelhante à nossa, ou seja, são organismos multi-celulares, com esqueleto, membros para deslocamento e para manipulação do ambiente, cérebro grande o suficiente para alguma cognição.

Mas a evolução deles pode ter tomado outro caminho: eles podem ter outro tamanho, não ter cabeça, ou não ter membros semelhantes aos que vemos no nosso planeta. Eles não precisam nem mesmo ter a mesma bioquímica que nós. Eles poderiam ser criaturas baseadas em silício, com uma estrutura cristalina, e viver em lugares de alta temperaturas, etc.


9 – Energia?


Todos os seres vivos consomem energia na forma de alimento, e o alimento que os alienígenas consomem depende da bioquímica deles. Como serão os alienígenas, então? Como os elementos que nos fazem são os mais abundantes do universo, não é um exagero pensar que eles podem ter uma dieta similar à nossa, pelo menos na parte da química.

Mas será que eles nos verão como presa, ou predador? Como competição, ou intrusão? Ou até como montes fedorentos de resíduos? E como eles se parecerão para nós? Será que a dieta deles vai nos causar nojo, se, por exemplo, forem organismos baseados em amónia? Será que estarão buscando comida ou estarão pensando em alimentar os famintos? Será que a gente vai ser incluído nos “famintos” sem parecer uma espécie inferior?


8 – Qual a história deles?


A história da humanidade inclui bons momentos e maus momentos, mas não deixa de ser uma história interessante, começando 3,5 biliões de anos atrás, com extinções em massa, eras do gelo, povoamento do planeta, guerras, pestes, campos de concentração e génios militares e pacifistas.

E os alienígenas, como será a história deles? A maneira que eles abordarem a gente vai ser um indício disto. Será que eles evoluíram numa sociedade pacifica, e vão nos abordar com certa ingenuidade e boa vontade? Ou será que estão acostumados com a violência e tem tanto aparato bélico quanto diplomático bem desenvolvidos?

Jared Diamond e Stephen Hawking acreditam que existe alguma possibilidade deles serem parecidos connosco, e neste caso viriam para nos dominar, quer pela força ou pela persuasão. Mas esta é uma possibilidade entre muitas.


7 – O que eles esperam de nós?


Nós temos esperança que um contato alienígena traga benefícios mútuos, com cooperação científica, exploração espacial, compartilhamento de recursos e talvez até apreciação de arte.

Mas existe a possibilidade dos alienígenas estarem interessados em nós como nós estamos interessados no gado e nas plantas e animais domesticados: tratamos eles bem, na medida do possível, mas ainda assim os usamos para nosso benefício.

Ou talvez eles tenham este receio em relação à nós, e por isto não estejam tão animados em fazer um contato. Considerando nossa história, seria bem justificado.


6 – Eles são inteligentes?


Imagine só encontrar com um Neandertal. Você pode até conseguir fazer uma conversa, e ele vai compreender alguma coisa, se for relacionada com caça e construção de ferramentas simples, mas talvez ele não consiga entender conceitos mais elevados, como arte, diplomacia, metafísica ou semântica, pelo menos não da forma que nós entendemos. Sendo assim, vai ser um encontro um pouco frustrante…

Um encontro com uma inteligência alienígena pode apresentar o mesmo tipo de frustração, mas por parte dos alienígenas. Como será que eles reagiriam a uma humanidade incapaz de compreender o mínimo necessário para manter uma conversa inteligente com eles? Por outro lado, pode ser também que exista um “nível universal mínimo de inteligência” e a gente tenha atingido o mesmo (e aí, conseguiríamos uma compreensão mútua).

H. P. Lovecraft desenvolveu um conceito, chamado cosmicismo, ou “terror cósmico”, que descreve a incapacidade da humanidade de compreender as enormes forças que governam o universo, e propôs que a magnitude destas forças faz com que a gente seja insignificante no “grande esquema das coisas”. O universo seria para nós algo incompreensível, alienígena, aterrorizante. É uma possibilidade…


5 – Eles desenvolveram inteligência artificial?


Esse é um tema de ficção científica recorrente, e daí tiramos a ideia de que é possível desenvolver uma inteligência artificial que possa agir conforme seus próprios interesses, em vez dos nossos, a ponto de nos ameaçar. Algumas pessoas consideram o problema tão sério que, através do Singularity Institute, querem garantir que toda pesquisa em inteligência artificial seja feita de forma responsável.

Mas não temos como controlar o desenvolvimento de IA por outras civilizações com as quais não temos contato ainda. Apesar da possibilidade ser baixa, ela existe, mas é mais baixa ainda a probabilidade que uma inteligência alienígena também não tenha pensado na possibilidade de uma Inteligência Artificial rebelde.

Mesmo assim, é uma questão válida. E uma que tem produzido bons trabalhos de ficção científica.


4 – E a cognição e emoção?


Estamos acostumados com pessoas da nossa cultura, que pensam mais ou menos da mesma forma. Mas se você for para a Amazónia, vai encontrar os Pirahãs, uma tribo que não acredita em nada que eles não tenham visto, e não é capaz de contar até 3.

Eles são inteligentes, mas a cultura deles simplesmente não desenvolveu a ideia de números. E olha que eles são humanos, como nós. Extrapole agora esta diferença para uma espécie alienígena, e para outros campos além da capacidade de contar. O abismo que nos separa dos alienígenas pode ser imenso!

E não só no aspecto cognitivo; nossas emoções também podem ser completamente diferentes. Atualmente, existem algumas hipóteses que dizem que as nossas emoções são subprodutos da evolução. É possível que uma civilização alienígena, tendo percorrido um caminho evolucionário completamente diferente, não compreenda o significado de uma gargalhada, não se maravilhe ou tenha medo do que nos maravilha e amedronta.

E pode ser que as emoções que eles sintam, a gente não possa nem pensar em compreender. Isto dificultaria bastante a diplomacia interplanetária.


3 – Conhecimento do Universo?


Pode ser que os alienígenas tenham um conhecimento mais profundo e mais sofisticado do universo que nós. Pode ser que eles tenham elucidado a natureza da matéria e da energia escuras, pode ser que tenham um mapa muito mais preciso do universo, e pode ser até que saibam como utilizar a topologia do espaço-tempo a seu favor, algo que a gente só consegue explorar na imaginação, por enquanto.

Mas pode ser que eles tenham uma compreensão limitada do trabalho e conhecimento que outras civilizações são capazes. Por outro lado, como a espécie humana continua evoluindo, pode ser que uma humanidade mais inteligente ou uma espécie mais inteligente que nós derive da espécie humana em 20 mil ou um milhão de anos.


2 – Longevidade?


Existem muitas formas pelas quais a vida pode acabar, desde as incertas e aleatórias, como uma praga, uma explosão de raios gama, ou uma supernova, até as distantes e inevitáveis, como quando as estrelas terminarem todo o combustível nuclear e cessar toda fusão nuclear, em 97 triliões de anos, ou então quando os protões começarem a decair, daqui a 1034 anos, ou quando tudo que restar for fotões, em 10100 anos. Ou então daqui a pouco, se a gente estiver em estado de falso-vácuo.

É de se supor que qualquer forma de vida avançada queira prolongar sua existência indefinidamente, no estado atual ou algum tipo de estado elevado. Que providências eles poderiam tomar para garantir a continuidade da existência?

Algum tempo atrás, quando o Big Crunch era o cenário mais plausível para o fim do universo, o físico Frank Tipler propôs uma solução: a criação de um computador infinitamente poderoso, que pegaria toda a energia do Big Crunch e rodaria uma simulação de todo o universo a partir do último segundo do tempo “físico” (ou seja, um segundo antes do “Big Crunch”). Nossa existência então faria parte desta simulação, como uma gigantesca matrix da qual não haveria escapatória.


1 – Onde eles estão?


Temos uma boa ideia do que é preciso para que um planeta sustente vida, e até descobrimos vários sistemas estelares promissores. As más notícias é que não sabemos o que um planeta precisa ter para sustentar vida inteligente, e há pouca razão para acreditar que os poucos planetas habitáveis que encontramos realmente têm vida. As boas notícias é que examinamos um canto muito pequeno da galáxia, e só o fato de haver planetas habitáveis nas proximidades significa que a probabilidade de haver vida por aí é bastante alta.

Novamente, as más notícias são que estamos limitados pela física para chegar em lugares tão distantes em períodos de tempo razoáveis. Mesmo que consigamos viajar mais rápido que a luz, se a hipótese do Big Rip se tornar verdadeira, cada segundo que passa torna a viagem intergaláctica mais e mais improvável.

Supondo que algum dia possamos curvar o espaço-tempo para viajar a lugares distantes em poucos segundos, onde devemos procurar vida? Não são apenas planetas a certa distância de suas estrelas que devemos procurar. O tamanho, luminosidade, e as manchas da estrela contam, a órbita do planeta, componentes atmosféricos, rotação e inclinação do eixo, tamanho e distância de outros planetas orbitando a mesma estrela, e mesmo a forma e atividade da galáxia em que estão são fatores importantes a considerar.

De qualquer forma, não vamos viajar em busca de alienígenas tão cedo. Se isto for acontecer ainda nas nossas vidas, é provável que seja por que os alienígenas nos encontraram, e não o contrário.

Mas a vida extraterrestre é um assunto cativante, e esperamos que um dia a humanidade venha a saudar criaturas de outro planeta e estabelecer uma relação de mútuo benefício.

fonte: Hypescience

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Como Isaac Asimov imaginava que seria mundo em 2014


Em 1964, o escritor de ficção científica escreveu para o jornal The New York Times um artigo onde imaginava o mundo dali a cinquenta anos. Estava certo sobre os smartphones, mas errou os carros voadores, entre outras coisas.

Em Visita à Feira Mundial de 2014, Isaac Asimov, escritor e bioquímico americano nascido na Rússia, falou de robôs, dispositivos sem fios, smartphones, casas subterrâneas, cozinhas inteligentes, colónias na Lua e carros voadores, num total de cinquenta profecias. Algumas foram já concretizadas, outras, cerca de 40%, estão bem longe de serem realidade.

No seu artigo, entre outras coisas, Asimov falava de como "os homens continuarão a retirar da natureza a fim de criar um ambiente que irá satisfazê-los melhor". Referiu a utilização de painéis, mas errou o seu tipo. Para o autor, as casas seriam cobertas de painéis eletroluminescentes - e não solares, como tem vindo a acontecer -, pois acreditava que as habitações passariam a ser subterrâneas. Então, os painéis solares seriam apenas colocados em locais desertos e longínquos e a energia seria transportada para as casas.

Suspeitava que "um canto na cozinha (...), onde se possa preparar refeições à mão", ainda fosse útil em 2014, mas a maioria das refeições seria preparada em cozinhas inteligentes. O pequeno-almoço seria programado na noite anterior e estaria feito na manhã seguinte. A verdade é que, embora ainda não estejamos nesse patamar, os robôs de cozinha, como a Bimby,prometem revolucionar o conceito tradicional de cozinha.

"Robôs não serão comuns, nem muito bons em 2014, mas existirão. (...) Se as máquinas são inteligentes hoje, o que poderá não trabalhar daqui a 50 anos?". É verdade que cada vez existem mais máquinas no quotidiano do homem, contudo, não existem ainda robôs complexos que tratem das limpezas, como sonhava Isaac. Já os aparelhos funcionam cada vez mais a bateria e sem fios, tal como previu.

Isaac Asimov acreditava que o homem estaria hoje mais avançado nas suas expedições espaciais. Para o autor, em 2014, os cientistas comprovariam a possibilidade de instalar estações na Lua para captar energia solar.

Já os carros, dado o excesso de população e de infraestruturas, teriam quatro jatos para voar e mal tocariam o solo. Estaria ainda a ser estudada a hipótese de lhes inserir um "cérebro-robô" para conduzirem de forma independente. As pontes acabariam por perder o uso.

Nas comunicações, o simples telefone daria lugar a um aparelho onde seria possível ver o outro. Atualmente, isso acontece, tanto com os telemóveis, como na Internet, através de várias aplicações.

Asimov previu as televisões 3D. No seu artigo refere que a televisão tradicional seria substituída por telas de parede e que, por esta data, as televisões tridimensionais seriam apresentadas ao público.

Na totalidade do seu artigo, Isaac Asimov apresenta ainda mais previsões, algumas comprovadas - como o preocupante aumento populacional, alterações no sistema de ensino devido aos avanço tecnológicos, ou o aumento do recurso e da importância da psicologia e da psiquiatria no sistema de saúde -, outras, nem tanto.


Na internet estão comprando agitadamente calendários para 1986


Com a chegada de 2014, na internet surgiu um boom de demanda por calendários de 1986. Estranhamente, eles coincidem completamente em dias de semana.

Inúmeros fãs de paradoxos estão tentando comprar calendários de há 28 anos a fim de viver com eles este ano. Como resultado, “muitas pessoas estão agora tentando encontrar nos armários e sótãos calendários para o ano de 1986 que já serviram, mas não foram descartados”.

O preço por eles nos portais de vendas da World Wide Web chega aos 100 dólares cada.