sexta-feira, 22 de março de 2013

Fundador da Amazon resgata motores da Apollo11












Jeff Bezos, o fundador da empresa de vendas online Amazon, anunciou esta quarta-feira ter conseguido recuperar do fundo do oceano os motores do foguetão da missão Apollo 11, que em 1969 levou os primeiros homens à Lua, na missão comandada por Neil Armstrong.

"Encontrámos muita coisa", escreveu o empresário no seu blogue, citado pela AFP, numa altura em que se preparava para desembarcar de uma missão de três semanas no Atlântico.

"Descobrimos uma maravilha submarina - uma incrível escultura de motores F-1 entrelaçados, que contam a história do fim explosivo que tiveram e que serve também de testamento do programa Apollo", acrescentou.

O milionário contou ainda que a sua equipa conseguiu recuperar elementos suficientes para reconstituir dois dos motores que voaram na Apollo 11, que serão agora submetidos a um trabalho de restauro que ponha termo à corrosão.

"Queremos que o material conte a sua própria história, especialmente a do regresso através da atmosfera a 5 mil milhas por hora (mais de 8 mil km/h) e o impacto no oceano", garante Bezos.

Os motores estavam há 40 anos sob as águas do Atlântico, a 4267 metros de profundidade. Foram detetados através de sonar. Quando anunciou a missão, Bezos fez questão de esclarecer que, ainda que a operação seja financiada por fundos privados, os motores continuam a ser propriedade da NASA.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Dança vertiginosa entre uma estrela e um buraco negro

Dança vertiginosa entre uma estrela e um buraco negro

Uma estrela e um buraco negro que orbitam entre si a altíssima velocidade a cada 2,4 horas foram descobertos pelo telescópio espacial XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia.

Uma estrela e um buraco negro da Via Láctea, que orbitam entre si a uma velocidade vertiginosa em cada 2,4 horas, foram identificados pelo telescópio XMM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA), que divulgou uma animação sobre este fenómeno.

A estrela desloca-se à incrível velocidade de dois milhões de quilómetros por hora (556 km por segundo) e o buraco negro a 150 mil quilómetros por hora (42 km por segundo) e o período orbital de 2,4 horas é o mais curto registado até agora num sistema binário como este.

20 vezes mais rápida do que a Terra

A velocidade da estrela é 20 vezes mais rápida do que a da Terra a orbitar o Sol. Esta estrela, uma anã vermelha, tem uma massa equivalente a 20% da massa do Sol, enquanto o buraco negro, conhecido por MAXI J1659-152, é pelo menos três vezes mais massivo do que o Sol.

As anãs vermelhas são pequenas estrelas relativamente frias, com uma massa que varia entre 0,075 e 0,4 massas solares. A sua temperatura à superfície é inferior a 3800 graus centígrados (mais baixa que a temperatura mínima do Sol) e são as estrelas mais comuns da nossa galáxia.

Um buraco negro é uma região do espaço onde a gravidade impede toda a matéria e energia de se escapar, incluindo a própria luz. O MAXI J1659-152 está a atrair material da pequena estrela e emite raios -X que são detetados pelo telescópio espacial XMM-Newton.

Situação muito rara

Este sistema binário está localizado fora do disco principal da Via Láctea, uma situação muito rara que foi apenas detetada pela ESA em dois outros sistemas binários do mesmo tipo.

Erik Kuulkers, investigador do Centro Europeu de Astronomia Espacial da ESA em Espanha, que liderou esta descoberta, afirma que "a localização pouco habitual deste sistema binário e o curto período orbital são indícios de uma nova classe de sistemas binários, objetos que devem ter sido expulsos do plano da nossa galáxia durante a formação explosiva dos próprios buracos negros".

O XMM-Newton é o telescópio espacial de raios-X mais sensível de sempre e foi lançado em 1999. A descoberta agora revelada foi possível depois de uma sessão de 14,5 horas de observação ininterrupta do aparelho.









fonte: Expresso

Humanidade sai do sistema solar pela primeira vez

Voyager inclui uma placa dourada com informação sobre a humanidade

Voyager inclui uma placa dourada com informação sobre a humanidade NASA

35 anos após ter sido lançado em órbita, o satélite Voyager é o primeiro objeto construído pelo homem a ultrapassar os limites do sistema solar.

É um marco assinalado a estrelas e anos luz que a humanidade acaba de atingir. Milhões de anos após os primeiros homens olharem para o céu e tentarem perceber o que estava além daqueles pontos distantes, o ser humano conseguiu finalmente ultrapassar algo aparentemente inatingível.

O satélite Voyager tornou-se o primeiro objeto construído pelas nossas mãos a ultrapassar os limites do Sistema Solar e a sair completamente da influência dos raios solares, de acordo com a "American Geophysical Union".

O marco chega 35 anos após o lançamento do satélite, que ultrapassou todas as expectativas de durabilidade e foi alimentando as expectativas dos especialistas relativamente à possibilidade de atingir esta meta.

Placa dourada

"Num espaço de poucos dias, a intensidade heliosférica da radiação do satélite diminuiu e a intensidade dos raios cósmicos aumentou, dados que demonstram que o objeto abandonou a heliosfera. Estamos numa nova região. E tudo o que estamos a analisar é diferente e excitante", afirmou Bill Webber, professor emérito de Astronomia na Universidade estadual do Novo México, em declarações reproduzidas pela revista "Time". 

De acordo com o "Huffington Post", desde que entrou em órbita, a 5 de setembro de 1977, que o Voyager já viajou mais 17 mil milhões de quilómetros e trouxe-nos imagens nunca antes vistas dos planetas do sistema solar. O satélite foi construído com uma placa dourada que contém dados da civilização humana, caso o objeto seja encontrado por algum ser extra-terrestre.

Agora, o satélite tem como destino a estrela AC +793888, à qual, em principio nunca chegará porque as suas reservas de plutónio irão acabar dentro de 15 anos. Quando tal acontecer, o transmissor deixará de funcionar o Voyager vagueará sem rumo pelo Universo.

fonte: Expresso

Milhões de camarões enchem areal no Chile

Milhões de camarões enchem areal no Chile

Milhões de camarões mortos na praia

Milhões de camarões enchem areal no Chile

Areal "vermelho" ao longo de três quilómetros

Os pescadores da região de Coronel, a cerca de 500 quilómetros da capital chilena, começaram a aperceber-se de um fenómeno fora do comum no início da semana, relata a agência noticiosa AFP.

Relataram grandes "manchas vermelhas" que surgiam na zona costeira, segundo indicou à AFP o presidente do Sindicato dos Pescadores, Juan Gutierrez.

Na terça-feira, a "massa vermelha" deslocou-se para terra: "Milhões de camarões encalharam na praia", descreveu, afirmando-se em choque com o fenómeno. "Fui pescador durante 39 anos e nunca vi nada parecido com isto", acrescentou.

Juan Gutierrez indicou ainda que tem visto mais acumulação de camarões perto do litoral, o que pode indicar que mais crustáceos vão encalhar na praia.

A polícia já esteve no local a recolher amostras para se poder investigar a origem deste fenómeno, o que vai incluir uma análise à temperatura, "condutividade elétrica e oxigénio" da baía de Coronel, segundo indicou Victor Casanova, investigador de crimes ambientais.


Meteorito russo alimenta teorias da conspiração

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Um nacionalista russo já avisou que o meteorito não existiu e tudo não passou de um teste de armas dos EUA. Apesar das explicações científicas, crescem as teorias da conspiração em torno da queda do meteorito que feriu centenas de pessoas.

O líder nacionalista Vladimir Zhirinovsky explicou que podemos estar perante o início de uma Guerra Quente e que o meteorito que caiu em Chelyabinsk fazia parte de um teste norte-americano.

O Ministro de Emergência russo respondeu dizendo que estas teorias eram «lixo», mas os media locais estão a dar cobertura a cada vez mais teorias sinistras, noticia a Cnet. O jornal Znak explica foi efetivamente um meteorito que atingiu a zona, mas que este só caiu porque foi atingido por um míssil que estaria a ser testado em terra.

De acordo com Zhirinovksy, o secretário de estado norte-americano John Kerry até terá tentado alertar os russos deste “ataque”, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros russo não terá ligado de volta.

Recorde-se que o meteorito caiu na zona dos Montes Urais, na passada sexta-feira, ferindo centenas de pessoas e causando prejuízos de milhões de euros.


Aviões de papel controlados pelo telemóvel


O PowerUp 3.0 é um kit que permite controlar qualquer avião de papel pelo smartphone, através de Bluetooth 4.0.

A versão original do PowerUp era constituída por uma peça para se colocar na traseira de um avião e que prolongava a duração destes voos. No entanto, este sistema só servia para voos em linha reta. Agora, a empresa apresentou algumas informações sobre o PowerUp 3.0, embora ainda não se conheçam muitos detalhes importantes.

A Tailor Toys explica que que o kit 3.0 vai ser comercializado com uma app que vai permitir controlar o voo do aviãozinho. Nesta versão, a Tailor Toys promete voos de dez minutos de duração, depois de uma breve carga através de três pilha AA.

Sabe-se que vai ser lançado em agosto, com um preço a rondar os 50 dólares (cerca de 35 euros).


Já há drones com garras

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Na Universidade da Pensilvânia foi criado um drone que tem garras e que pode apanhar objetos enquanto voa.

O movimento faz lembrar uma águia que se aproxima em voo picado do solo para apanhar uma presa. O drone criado na Universidade da Pensilvânia tem uma garra constituida por dois “dedos” e um articulador impresso em 3D pela ABS, noticia a NewScientist. A garra é um elemento que poderá vir a ser acoplado em outros modelos de drones e consegue apanhar objetos, mesmo que estejam em movimento. A invenção só deve ser apresentada formalmente em agosto, em conferências especializadas.

Estas operações de agarrar e manter objetos seguros permitem aos drones micro-UAV (ou MAV) poupar tempo e energia em voo. Os MAV equipados com esta garra podem vir a ser usados em missões de resgate de objetos críticos, onde o tempo e a precisão são fatores essenciais.

A equipa está agora a desenvolver um sistema que permita colocar uma câmara onboard para um voo mais preciso e numa garra mais ágil.


Primeira viagem de astronautas a Marte pode acontecer já em 2018

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A missão tem tanto de ambiciosa como de perigosa: o primeiro turista espacial apresentou um projeto com o objetivo de levar um casal de astronautas até Marte numa viagem de 501 dias.

Alguns especialistas não se coibiram de fazer chacota no Twitter; outros preferiram enaltecer os benefícios do projeto idealizado por Dennis Tito, o primeiro turista espacial, que agora quer voltar a fazer história dando um tiro de partida na corrida a Marte em missões tripuladas.

A data já está fixada: no dia 5 de janeiro de 2018, um vaivém construído para o efeito deverá ser lançado da Terra rumo ao planeta vermelho; se tudo correr bem, o vaivém deverá chegar a pouco mais de 150 quilómetros de distância de Marte passados 228 dias (a missão não prevê aterragem no planeta); o regresso a Terra deverá ser feito à boleia da gravidade numa viagem de 273 dias (regresso agendado para 21 de maio de 2019). No total, a viagem deverá durar 501 dias, a uma velocidade de cerca de 50 mil quilómetros por hora, informa a Cnet.

São várias as dúvidas em torno deste projeto – a começar pelas datas. Desenvolver um vaivém em menos de cinco anos aparenta ser uma missão difícil de cumprir, tendo em conta o atual estado da indústria espacial. Dennis Tito não parece intimidado: o empresário pretende financiar os próximos dois anos de trabalho e investigação da recém-constituída Inspiration Mars Foundation. Posteriormente, deverão ser angariados fundos junto de investidores privados.

Dennis Tito admite que o desenvolvimento do novo vaivém possa ter um custo de similar ao das missões que a Nasa tem levado a cabo em Marte (o envio da sonda robótica Curiosity teve um custo orçamentado de 25 mil milhões de dólares).

O facto de ser uma missão tripulada também pode complicar os objetivos do projeto liderado por Dennis Tito. No roteiro do projeto consta o desenvolvimento de vaivém composto por um módulo usado que assegura a propulsão e o lançamento e ainda um habitáculo “insuflável” de 34 metros cúbicos. Este espaço deverá ser ocupado pelos dois astronautas (o projeto menciona um homem e de uma mulher) e ainda por todos os mantimentos, objetos e maquinaria de uso diário.

Além de manobrarem o veículo espacial, os astronautas deverão estar aptos a reparar falhas ou avarias com que se vão deparar no quotidiano. A visita aos “arredores” de Marte tem tudo para ser “a viagem de uma vida”, mas também envolve múltiplos riscos e imprevistos. Muitos deles serão desconhecidos, mas há outros que já foram identificados: uma viagem de 501 dias poderia representar um acréscimo de três por cento nas probabilidades dos dois astronautas padecerem de cancro durante os respetivos períodos de vida.

Este fator seria suficiente para, por exemplo, a Nasa abandonar o projeto – mas não será suficiente para Dennis Tito deixar de investir o seu dinheiro Inspiration Mars Foundation. Dentro de cinco anos, se verá se foi apenas excesso de futurismo.