quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Descobertas duas espécies de invertebrados no Algarve e em Montejunto


O pseudoescorpiao foi encontrado em cavidades nas grutas algarvias


Trechus tatai

Duas novas espécies cavernícolas, um pseudoescorpião e um escaravelho, foram descobertas para a ciência em grutas do Algarve e do Montejunto pela bióloga e espeleóloga portuguesa Sofia Reboleira.

O pseudoescorpião – apenas semelhante ao escorpião no exterior – Titanobochica magna representa a descoberta de uma nova espécie e de um novo género, explicou ao PÚBLICO a investigadora. O escaravelho Trechus tatai é uma nova espécie, juntando-se às três espécies de escaravelhos cavernícolas já conhecidas em Portugal Continental, no maciço calcário das Serras de Aire e Candeeiros, todas endémicas. Duas delas foram oficialmente descobertas no ano passado, no âmbito do Mestrado da investigadora.

A descoberta do pseudoescorpião, depois de um ano de trabalho de campo, "foi uma enorme surpresa", contou Sofia Reboleira, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. "Quando vamos para o campo estamos à espera de encontrar alguma coisa nova, mas quando realmente a encontramos, é sempre uma grande surpresa".

A espécie, que só foi encontrada em quatro cavidades dos maciços calcários do Algarve - da zona de Portimão à de Olhão -, pode ser considerado um “gigante”, com os seus cerca de dois centímetros, dado que o tamanho destes animais oscila, normalmente, entre um e cinco milímetros. "Esta espécie não tem parentes à superfície, todos se extinguiram com as glaciações, alterações climáticas ou perturbações das placas tectónicas", explicou. "São verdadeiras relíquias" que só conseguiram sobreviver graças ao ambiente muito estável das grutas, nomeadamente às temperaturas constantes ao longo do ano.

Além do pseudoescorpião, Sofia Reboleira descobriu ainda uma nova espécie de escaravelho cavernícola, Trechus tatai, numa cavidade de Montejunto. “É despigmentado e tem os olhos muito reduzidos” descreveu.

Apesar de viverem em ambientes até agora pouco estudados, estas espécies merecem atenção. "As espécies cavernícolas não conseguem sobreviver em mais nenhum local, logo têm a sua distribuição geográfica muito reduzida. Qualquer perturbação pode pôr em causa a sua sobrevivência", sublinhou Sofia Reboleira. A investigadora lembrou, nomeadamente, a poluição por pesticidas e insecticidas que se podem infiltrar nas grutas e a perturbação ou mesmo destruição daqueles locais por actividades humanas.

Além disso, estas populações nunca são de grande dimensão. "Não tendo luz, as grutas onde vivem estes animais não têm plantas e as fontes de alimento são muito escassas. Por isso, as populações não podem ser muito grandes. Na verdade, estes são exemplares raríssimos".

Ainda assim, Sofia Reboleira acredita que a dimensão das populações destes insectos ainda não é conhecida na sua totalidade. "As grutas são apenas uma janela para observarmos a fauna, à qual temos acesso. Depois há uma rede de fissuras, por onde os animais passam, à qual não podemos chegar."

A descoberta das duas espécies, publicadas há duas semanas e na sexta-feira passada em revistas científicas especializadas em Zoologia, ocorreu durante o trabalho de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado por Fernando Gonçalves (do departamento de biologia da Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (faculdade de biologia da Universidade de La Laguna, em Tenerife, Espanha).

O trabalho foi financiado pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia da qual Sofia Reboleira é bolseira há dois anos e meio.

fonte: Público

Conspirações


Algumas das conspirações mais mediáticas podem ser irrelevantes

É possível que algumas conspirações existam, mas tendem, por regra, a ser exageradas em relação aos factos.

Há aspectos em que Portugal não se pode queixar. No ranking das conspirações estamos entre os primeiros. Eis alguns exemplos: a conspiração de Pacheco Pereira para, juntamente com o ex-director do "Público", derrubar Sócrates e a conspiração do governo Sócrates para prejudicar o "Público" e outros jornais participantes na conspiração anterior, privando-os da publicidade das empresas participadas pelo Estado; a conspiração da Presidência da República para embaraçar o governo levantando suspeições sobre o facto de o Palácio de Belém estar sob escuta e a conspiração do governo para escutar Belém - nomeadamente através do envio de um espião para ouvir as conversas do PR enquanto este tomava a bica; a conspiração do governo para fazer crer aos eleitores que havia uma conspiração em Belém contra o governo e a conspiração de Belém para levar os portugueses a pensarem que tinha sido vítima de conspiração por parte do governo; a conspiração de Sócrates para calar Mário Crespo e a conspiração de Mário Crespo para nos fazer crer que há alguém interessado em conspirar contra ele; a conspiração de Manuela Moura Guedes para infamar José Sócrates e a conspiração de Sócrates para controlar a TVI através da sua compra pela PT; finalmente, a conspiração do "Sol", jornal afecto aos interesses angolanos, para levantar suspeitas sobre o PS e Sócrates (há uma explicação para isto: a conspiração da família Soares contra o MPLA nunca se esquece).

É claro que esta lista podia prolongar-se até ao fim da página, ou por mais algumas páginas, mas convém deixar espaço para dizer algo sobre ela. Será que estas conspirações existem mesmo? É sempre possível que algumas existam, mas tendem, por regra, a ser exageradas em relação aos factos. Quando a mentalidade conspirativa se instala, todos pensam ser alvo de conspirações e, da mesma forma, pensam em conspirar contra os putativos conspiradores. Uma das características da especulação conspirativa é a sua capacidade para criar imaginariamente os factos que a confirmam.

Uma outra questão é a de saber se estas conspirações e contra-conspirações têm um efeito decisivo sobre o nosso futuro. E aqui surge a boa notícia: a resposta é negativa. Algumas das conspirações exemplificadas serão irrelevantes, ou até mesmo inteiramente fantasiosas. Outras terão uma parte de verdade, geralmente exagerada pela própria mentalidade conspirativa. Mas o dado sociológico fundamental consiste no facto de as conspirações por norma não alcançarem os resultados desejados. As sociedades humanas são sistemas muito complexos e com um conjunto tão grande de interacções que nenhuma conspiração, por mais bem urdida que seja, as consegue controlar. As conspirações, mesmo quando existem, estão quase sempre votadas ao fracasso. Afinal Pacheco Pereira não derrubou o governo, não havia microfones escondidos em Belém, Mário Crespo continua igual a si mesmo, a PT não comprou a TVI, o "Sol" aumentou as vendas e a liberdade de expressão em Portugal está bem viva e recomenda-se.

fonte: Jornal i

Cientista diz que dentes de réptil pré-histórico explicam evolução de presas das cobras


Ranhuras encontradas na superfície de dentes de réptil pré-histórico originaram presas venenosas de cobras, diz cientista

Um conjunto de dentes pertencente a um réptil pré-histórico indica uma possibilidade sobre como as presas venenosas das cobras evoluíram.

O réptil triássico Uatchitodon é conhecido apenas a partir de seus dentes que possuem características tanto de dinossauros quanto de crocodilos.

Vários dentes já foram encontrados, mas dois conjuntos mais jovens que datam de 220 milhões de anos atrás possuem o que parecem ser canais de veneno.

Nos f'ósseis mais antigos esses canais simplesmente não existem, o que alimentava dúvidas se essas variações refletiam mudanças evolutivas ou estágios diferentes de desenvolvimento dentário.

O investigador Jon Mitchell, da Universidade de Chicago, nos EUA, diz que tem uma pista sobre a resposta. Mitchell e colegas descobriram 26 dentes do Uatchitodon no Estado norte-americano da Carolina do Norte.

Com idade equivalente aos dois conjuntos de dentes encontrados anteriormente, e alinhados um a um, o grupo acredita que as ranhuras encontradas na superfície dos dentes dos animais se ampliaram e se aprofundaram até se tornarem presas venenosas.

fonte: Folha.com

Galinha põe ovo de quase 10 centímetros no Reino Unido

Ele tem mais do dobro do tamanho de um ovo normal.

'É enorme, maior que um ovo de pato', disse proprietária.


Galinha põe ovo de quase 10 centímetros

Uma galinha põe um ovo de quase 10 centímetros de comprimento, mais do dobro do tamanho normal. O ovo gigante surpreendeu a proprietária da ave, a britânica Denise Sloan, de 52 anos, que mora em Christchurch, no Reino Unido, segundo o jornal inglês "Daily Mail".

O ovo fora dos padrões normais foi posto pela galinha chamada "Bolt", de acordo com Denise. "É enorme, maior do que um ovo de pato", disse ela, destacando que é possível para fazer dois omeletes com ele.

fonte: G1 / Daily Mail

Caçadores de fantasmas pretendem investigar o Titanic


Um grupo de “caçadores de fantasmas” está planeando fazer uma visita ao Titanic e conferir se as almas das vítimas do naufrágio ainda rondam o navio.

Eles esperam conseguir alguns indícios através de aparelhos de EVP (Fenómeno de Voz Electrónica) que, supostamente, conseguiriam gravar a voz de espíritos que ainda estejam no Titanic. Segundo o especialista no Titanic William Browner, apesar do naufrágio ter ocorrido a 99 anos, as pessoas que morreram lá podem ter deixado uma “impressão de energia” no lugar, que ainda se faz presente de alguma forma e que poderá ser detectada.

De acordo com Browner há uma teoria de que traumas muito intensos, como passar por um naufrágio antes da morte, podem fazer com que a emoção das pessoas fique impressa, encravada, nos lugares em que esses traumas ocorrem.

Matthew Kelley, outro integrante da expedição, acredita que eles poderão criar novas formas de entrar em contacto com os espíritos. Por exemplo, eles irão comer uma recriação da refeição que as pessoas do Titanic comeram antes do naufrágio para ficar mais “em sintonia” com os espíritos. Eles também irão tocar a mesma música que eles ouviram naquela noite.

O problema de tudo isso? Eles precisam de 83 mil dólares para conseguir fazer a pesquisa e a expedição. E achar gente que se interesse em dar todo esse dinheiro para encontrar fantasmas é muito difícil.


Substância poluente, mercúrio faz com que garças adotem comportamento homossexual


Ao ingerir metilmercúrio, ibis adotou comportamento homossexual, o que diminui a reprodução da ave

Baixos níves de mercúrio na dieta de machos da ibis branca fazem com que os pássaros acasalem-se entre eles - e não com fêmeas. O resultado disso é que as aves não conseguem reproduzir-se.

Esta é a primeira vez que uma substância poluente altera a preferência sexual de um animal.

Muitos produtos químicos podem acentuar comportamentos femininos entre os machos ou reduzir a fertilidade deles, mas ainda assim eles continuam preferindo as fêmeas. Mas este não é o caso do mercúrio.

O mercúrio é extremamente tóxico - especialmente na forma de metilmercúrio - por coibir a reprodução de aves selvagens. Isso ocorre pela interrupção de seu instintos naturais de gerar filhotes.

Os investigadores Pedro Frederico, da Universidade da Flórida (EUA), e Jayasena Nilmini, da Universidade de Peradeniya (Sri Lanka), capturaram 160 jovens íbis branco do sul da Flórida, que foram alimentados com metilmercúrio e monitorados de perto, para descobrir se o mercúrio também afectou o acasalamento.

Ao que tudo indica, não. Em três grupos de pássaros que receberam a dosagem, houve mais machos homossexuais. Os casais de machos fizeram a corte entre eles, construíram ninhos e viveram juntos por várias semanas. Doses mais altas de metilmercúrio aumentaram esse efeito.

Os efeitos do metilmercúrio seriam graves para a perpetuação dos animais alerta o investigador. "No pior cenário, a produção de jovens cairia 50%", diz.

Outras aves provavelmente poderiam também ser afectadas pelo mercúrio, embora não está claro de quais espécies. Não há ainda qualquer evidência que o mercúrio tenha o mesmo efeito em seres humanos.

fonte: Folha.com

Astrofísico sugere que "raios em bola" podem ser explicação para ovnis


Fenómeno atmosférico levaria as pessoas a acreditarem em ovnis, explica astrofísico

A visão de alguns objectos voadores não identificados (ovnis) pode ser explicada por fenómenos atmosféricos, como os chamado "raios em bola", diz o astrofísico australiano Stephen Hughes.

O cientista fez um detalhado estudo sobre um evento incomum ocorrido em 2006, quando grandes meteoros foram observados no céu de Brisbane (leste da Austrália).

Sua aparição ocorreu ao mesmo tempo em que um objecto brilhante e verde foi visto sobre montanhas da região.

Hughes criou uma teoria relacionando o objecto - supostamente um raio em bola, fenómeno raro que às vezes se segue a relâmpagos - aos meteoros.

A ideia de Hughes é que a passagem de um dos meteoros pode ter desencadeado momentaneamente uma conexão eléctrica entre a atmosfera e o solo, provendo energia para que um raio em bola "altamente luminoso" aparecesse sobre as montanhas.

Sua explicação está descrita na revista especializada "Proceedings of the Royal Society".

FENÓMENOS ELÉTRICOS

O cientista diz que o extraordinário episódio, testemunhado por diversas pessoas, fez com que muitas acreditassem ter visto um óvni.

"Se você une fenómenos atmosféricos não explicados, talvez de natureza eléctrica, à psicologia humana e ao desejo de ver algo. Isso pode explicar a visão de ovnis", disse Hughes à BBC News.

O cientista, da Universidade de Tecnologia de Queensland, começou o estudo após ter sido chamado por uma TV local para explicar as fotos da bola de fogo tiradas por cidadãos comuns.

As bolas de fogo são meteoros particularmente luminosos e produzidas por fragmentos de rocha espacial e que, assim como estrelas cadentes, cruzam o céu a uma alta velocidade.

Pelo menos três delas foram vistas no leste australiano na noite de 16 de Maio de 2006.

Depois, um fazendeiro local afirmou ter visto uma bola luminosa verde descendo uma encosta perto de Brisbane.

O fazendeiro pensou inicialmente que se tratasse de um avião se acidentando, mas uma busca policial não encontrou destroços.

Um raio em bola parece ser uma explicação óbvia para a bola verde, disse Hughes. Essas brilhantes esferas de luz não são totalmente compreendidas - geralmente são associadas a relâmpagos, mas não havia registos de tempestade eléctrica na noite de 16 de Maio de 2006.

Hughes não oferece novas explicações sobre as causas do raio em bola, mas levanta a hipótese de que a passagem dos meteoros tenha provocado atividade eléctrica na região.

Outro cientista, John Abrahamson, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que estudou os raios em bola, considerou a teoria de Hughes "relativamente verossímil" e com "conexões interessantes". Mas, ressaltou, "falta muito até que todos estejam satisfeitos com a solução (para o mistério associado a ovnis)".

Hughes disse que seus estudos têm o objectivo de iniciar um debate sobre o tema. "Não é uma teoria vigorosa, é mais uma sugestão que pode valer a pena que seja explorada."

fonte: Folha.com

Mais uma construção desmorona na cidade histórica de Pompeia

Há algumas semanas, o governo italiano foi embaraçado quando uma casa ruiu


Estátua próxima ao trecho de muro destruído na cidade histórica italiana

Um pedaço do muro de um jardim que cercava uma antiga casa em Pompeia cedeu nesta terça-feira, depois de quatro dias de chuvas torrenciais. Trata-se da mais recente estrutura a desmoronar no sítio arqueológico.

Autoridades de Pompeia disseram que a uma inspecção determinou que a secção de 12 metros de comprimento do muro que compunha o perímetro de um jardim perto da Casa do Moralista cedeu em diversos pontos. Eles disseram que a humidade extrema do solo trouxe o muro abaixo numa área que ainda não havia sido escavada, perto da casa.

A Itália está lutando para preservar sua riqueza arqueológica.

Há algumas semanas, o governo italiano foi embaraçado quando uma casa com afrescos, a Schola Armatarum, onde gladiadores preparavam-se para combate, foi reduzida a uma pilha de escombros. Há menos de um ano, outro edifício, a Casa dos Amantes Castos, ruiu em Pompeia.

A Casa do Mroalista não foi afectada pela queda do muro e não corre risco, disse o director de escavações de Pompeia, Antonio Varone.

A Schola e a Casa do Moralista ficam a poucos metros de distância, ao longo de uma das principais ruas de Pompeia, que normalmente estão repletas de turistas.

A Casa do Moralista inclui os vestígios de lares de duas famílias da cidade antiga, que foi sepultada por uma erupção do Vesúvio, no ano 79. É uma das muitas estruturas vetadas aos turistas, e ninguém se feriu no desmoronamento.

fonte: Estadão