quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Arqueólogos descobrem túmulo milenar de nobres no Peru


Os arqueólogos acharam três corpos, mas estudaram apenas um até agora

Arqueólogos a trabalhar no norte do Peru descobriram um túmulo com restos mortais de integrantes de uma civilização que habitou a região há cerca de 1,6 mil anos. Os restos, de um adolescente de cerca de 13 anos, de uma mulher e de um homem, seriam de membros da elite da civilização Mochica (ou Moche), que dominou a costa norte peruana entre a época do nascimento de Cristo e o século VIII.

O adolescente foi encontrado num caixão cercado por urnas e oferendas, entre elas, reproduções de amendoins e objectos de cobre. De acordo com os arqueólogos, nozes pequenas, como o amendoim, significavam vida após a morte.

A apenas 20 metros do local já havia sido descoberto o mausoléu do chamado "senhor de Sipan", líder dos Mochicas. Os membros da comunidade recém-descobertos teriam morrido pouco tempo antes do líder.

O achado teria grande importância histórica porque ajuda os estudiosos a reconstruírem a hierarquia do povo. Até o momento, os arqueólogos só estudaram os restos mortais do adolescente. A mulher e o homem, que estaria num caixão folheado a cobre e cobre dourado, ainda estão a ser examinados.

fonte: Terra

Cientistas britânicos produzem eletricidade a partir da urina



Uma equipa de cientistas de duas universidades britânicas concebeu uma célula de combustível capaz de produzir eletricidade diretamente da urina.

Cientistas britânicos das universidades de Heriot-Watt (Edimburgo) e de St. Andrews (Escócia), desenvolveram uma célula de combustível que produz eletricidade diretamente da urina, a partir da ureia.

O processo de produção não precisa da aplicação de voltagem para separar a ureia mas apenas de um elétrodo de baixo custo, que faz com que a reação química aconteça espontaneamente. Segundo a revista britânica "New Scientist", os detalhes técnicos deste elétrodo são por enquanto secretos.

Shanwen Tao, o cientista que lidera este projeto, calcula que cada adulto produza anualmente urina suficiente para um automóvel andar 2700 km, devido à energia que a ureia contém. A ureia representa cerca de 2% do peso da urina.

Um dos resíduos mais abundantes da Terra

A urina é um dos resíduos mais abundantes na Terra: os quase sete mil milhões de habitantes do planeta produzem dez mil milhões de litros por dia. Se adicionarmos a produção dos animais criados pela indústria pecuária, este número é várias vezes superior.

Mas depurar a urina nas estações de tratamento de esgotos, de modo a evitar a contaminação dos rios, mares e ecossistemas, é um processo que exige avultados recursos financeiros e que consome muita energia.

A nova tecnologia poderá vir a ter no futuro uma grande diversidade de aplicações, não apenas nos automóveis mas também no fornecimento de eletricidade aos edifícios de escritórios e das explorações agropecuárias, ou a aparelhos de rádio e telemóveis em regiões remotas.

Automóveis: rede de estações de serviço já existe na Europa

Curiosamente, já existe na Europa (tal como em vários países da Ásia) uma rede de mais de 6.000 estações de serviço que vendem combustível com 32,5% de ureia para abastecer camiões e autocarros a diesel, no âmbito de um diretiva europeia que entrou em vigor em 2006 destinada a minimizar o impacto ambiental da combustão do diesel. Isto significa que "a infraestrutura já está montada", salienta Shanwen Tao.

Há ainda outras tecnologias que estão neste momento a ser testadas. Na Universidade de Ohio, em Athens (EUA), os cientistas estão a fabricar hidrogénio a partir da urina usando células eletrolíticas. E na Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, a aposta vai para a produção de energia a partir de bactérias.

Os efluentes dos esgotos contêm bactérias e matéria orgânica, e quando as bactérias a consomem produzem eletrões que se combinam com o oxigénio. Se este processo acontece em reservatórios sem oxigénio, os eletrões podem ser aproveitados para a produção de eletricidade.

fonte: Expresso

Sismo abala mina no dia em que sonda começa a escavar


Mineiros dividiram-se em três grupos para trabalhar por turnos e evitar problemas de convivência. Já chegaram peritos da NASA.

A terra voltou a tremer na região da Mina de São José, com os sismógrafos a registarem um abalo de 4,7 graus de magnitude na escala de Richter. Nada que tivesse interrompido os trabalhos de salvamento dos 33 mineiros presos a quase 700 metros desde 5 de Agosto. A escavadora Strata 950 começou a perfurar já era madrugada em Portugal (noite de segunda-feira no Chile). Na semana passada, outros dois sismos de fraca intensidade atingiram a zona.

No interior da mina, os trabalhadores estão agora divididos em três grupos. Assim, podem trabalhar por turnos, garantindo que há sempre alguns acordados - na segunda fase de perfuração terão de ser eles a retirar os escombros - mas também que não se criam problemas de convivência. Segundo a irmã de um dos mineiros, cada grupo tem um líder: Mario Sepúlveda (o "jornalista" que mostrou o espaço em que vivem no vídeo de 45 minutos divulgado no fim-de-semana), Mario Gómez (o mais velho e também apontado como o líder espiritual) e Luis Urzúa (que estava a liderar o turno quando se deu o acidente).

À superfície, as autoridades chilenas contam já com a ajuda dos especialistas da agência espacial norte-americana. A NASA enviou dois médicos (incluindo o subchefe do departamento médico James Duncan), um engenheiro e um psicólogo para ajudar.

No Congresso, um dos donos da mina de São José pediu desculpas pelo acidente. "A dor que causou esta situação indesejada e imprevista para nós, merece um pedido de desculpas pela angústia que se viveu nestes dias. Foi uma situação terrível e esperamos que tenha um final feliz dentro de pouco tempo", afirmou Alejandro Bohn. Recorde-se que a mina foi reaberta após um acidente em 2008, sem que fossem tomadas as medidas de segurança exigidas.

fonte: DN

Como o iPhone pode salvar-lhe a vida


Chama-se iStethoscope e é um programa para o iPhone que, no limite, pode salvar-lhe a vida. Como o nome indica, transforma o telefone da Apple num estetoscópio, que regista os batimentos cardíacos de uma pessoa e cuja informação pode depois ser mandada para um médico.

O programa foi desenvolvido por Peter Bentley, um investigador do University College London, e funciona de forma simples: basta encostar o iPhone ao peito durante alguns segundos e ele regista os batimentos cardíacos.

Depois, com um simples movimento, o aparelho mostra um gráfico com os batimentos cardíacos registados e reproduz alguns segundos do som gravado, através do alto-falante.

O ficheiro assim gerado pode depois ser reproduzido a qualquer momento. E até pode ser enviado, por e-mail, para um especialista, por exemplo.

O sucesso do iStethoscope é grande: a versão "pro", que custa 79 cêntimos, é já utilizado por três milhões de médicos, segundo jornal The Guardian.

A versão gratuita, disponível na loja iTunes desde a semana passada, tem sido descarregada ao ritmo de 500 por dia, segundo a mesma fonte.

Para o usar, precisa de ter um iPhone ou um iPod Touch com OS 4.0 ou superior.

Veja aqui como funciona:

História da NASA em fotos à distância de um clique


A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) colocou à disposição do público, na plataforma de fotografias Flickr, mais de meio século da sua história , esperando agora que o público participe com comentários e recordações.

As imagens podem ser encontradas numa galeria intitulada "The Commons", em www.flickr.com/photos/nasacommons, espaço que a NASA acredita poder incentivar antigos funcionários ou visitantes das instalações a contribuírem para a construção de uma memória comum.

Os utilizadores que visitarem a galeria de fotos da NASA no Flickr podem adicionar palavras-chave às imagens, bem como identificar objectos e pessoas que reconheçam, tendo ainda a possibilidade de comunicar com outros visitantes.

Para tornar esta realidade possível, a NASA contou com a colaboração do Flickr, mas também do Internet Archive, uma organização sem fins lucrativos que guarda cópias dos vários sites dispersos pela net.

A galeria conta com álbuns como "Lançamentos e Descolagens", que reúne fotos da naves em voo, e "Criação da NASA", que agrupa fotografias da construção de algumas instalações da agência espacial.

Entre as fotografias, umas a preto e branco e outras a cor, figuram imagens do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, que dá nome ao centro espacial localizado na Flórida.


Dias mais quentes aumentam mais na Península Ibérica


Alterações estão a produzir mudanças nas massas de ar que chegam cá. Península Ibérica é das mais afectadas no globo.

Na Península Ibérica, os dias estão a ficar mais quentes do que no resto do mundo, concluiu um estudo da Universidade de Salamanca (USAL), em Espanha, publicado na revista Climatic Change.

Os investigadores da USAL analisaram as variáveis mais representativas dos extremos térmicos registados entre 1950 e 2006 na região da Península e os resultados revelaram que se registou aqui um aumento dos dias quentes maior do que no resto do mundo. Foi também foi detectada uma diminuição das noites frias, tendência que acompanhou a descida global.

A investigação permitiu verificar "que há alterações a produzir-se nas massas de ar que chegam à Península Ibérica, bem como na temperatura do mar", segundo explicou ao diário espanhol El Mundo Concepción Rodríguez, da USAL e autora principal.

A ocorrência mais frequente das condições meteorológicas que trazem a massa de ar desde o Norte de África são a principal causa do aumento de dias quentes, uma situação com impacto na saúde e agricultura.

fonte: DN

Reunião magna em Coimbra define actuação perante Vaticano


A Ordem dos Templários deverá definir esta semana as linhas gerais de actuação perante o Vaticano, face à "abertura manifestada" pela Igreja, em 2007, com a divulgação do pergaminho que absolve a organização de várias acusações.

O relacionamento da Ordem - com mais de 20 mil membros distribuídos por cerca de 50 países - e o Vaticano é um dos principais temas em discussão na reunião magna internacional que começa na quinta feira em Coimbra e decorre até sábado.

No "IV Convento Geral" participam cerca de 250 templários, provenientes de quase 30 países, além de meia centena de acompanhantes, disse hoje à Lusa Claudino Marques, responsável da Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel, que organiza o evento em nome do Grão Priorado de Portugal.

Fundada em 1118, a Ordem dos Templários foi suspensa no início do século XIV pela Igreja, sob a acusação de que "os seus membros cometiam todo o tipo de injúrias e insultos à Cruz", levando à fogueira o seu grande mestre, Jacques de Molay, explicou Claudino Marques.

Com a divulgação, em 2007, do "Documento de Chinon" veio a provar-se que, "afinal, a Ordem não tinha sido extinta mas suspensa e tudo aquilo de que era acusada era mentira", disse o comendador delegado.

"Agora, está a decorrer um processo de abertura por parte do Vaticano. Estou esperançado de que da reunião saia uma posição de como vamos estar perante o Vaticano", afirmou Claudino Marques, em declarações à Lusa.

A Ordem possui um representante para os assuntos com o Vaticano e é dirigida há 50 anos pelo grão-mestre Fernando Pinto Fontes, que será homenageado durante o "Convento Geral" com um concerto prestígio pela Orquestra Clássica do Centro.

Em 1942, a sede da Ordem foi transferida para Portugal, tendo actualmente um vasto espólio, cujo destino será abordado no encontro.

A localização da sede da Ordem dos Templários e de um museu que acolha o seu espólio é um dos temas da agenda, definida pelo grão-mestre.

O programa compreende a investidura, no sábado, na Sé Nova de Coimbra, de cerca de 30 novos cavaleiros e damas, provenientes de Espanha, França e Portugal, que são submetidos, na véspera, a uma "velada das armas", uma espécie de meditação.

O encontro começa com uma recepção na Câmara de Coimbra, onde Manuel Augusto Rodrigues, membro da Ordem, apresenta uma oração de sapiência intitulada "A Ordem do Templo ao Serviço da Europa e da Cristandade".

"A Ordem dos Templários é uma organização independente, apolítica, religiosa, ligada ao cristianismo e, em particular, à Igreja Católica, mas que defende sempre uma visão ecuménica e o diálogo inter-religioso, de abertura a cristãos não católicos", disse Claudino Marques, também responsável do Bailiado das Beiras (que reúne várias comendadorias da região).

A Ordem dos Templários está presente em vários países da Europa, Ásia, África, América e Oceânia.

fonte: DN

Descobertos vestígios de banquete realizado há 12.000 anos


A caverna onde foi realizado a descoberta, na Galileia

Foram encontrados restos de pelo menos 71 tartarugas e de três espécimes de gado silvestre.

Cientistas anunciam ter encontrado os vestígios mais antigos já vistos de um grande banquete comunitário, num local de sepultamento à 12.000 anos atrás. Esses restos representam a primeira evidência de que seres humanos já realizavam festas com banquete antes do advento da agricultura.

"Investigadores já haviam especulado que o banquete surgira antes do período neolítico, que começa há cerca de 11.500 anos atrás", disse, em nota, Natalie Munro, da Universidade de Connecticut, autora do artigo sobre a descoberta publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Esta é a primeira evidência sólida que apoia a ideia de que festas comunitárias já ocorriam - talvez com certa frequência - no início da transição para a agricultura".

Numa caverna usada como local de sepultamento na Galileia, Munro e Leore Grosman, da Universidade Hebraica de Jerusalém, encontraram os restos de pelo menos 71 tartarugas e de três espécimes de gado silvestre em duas valas especialmente abertas, uma densidade incomumente alta para o período.

As carapaças e ossos mostram sinais de terem sido cozidos e quebrados, indicando que os animais foram mortos para consumo humano.

Cada vala, disse Munro, foi aberta para o propósito específico de um sepultamento humano e dos rituais e celebrações que o acompanham. As cascas de tartaruga estavam debaixo, em redor e sobre os restos de um xamã, o que sugere que o banquete ocorreu simultaneamente ao enterro.

Apenas a carne das tartarugas teria alimentado cerca de 35 pessoas, disse a investigadora.

Uma razão importante para o início do hábito de realizar festas e banquetes - e do cultivo do alimento - foi o aumento da população humana. De acordo com Munro, em tempos anteriores, pequenos núcleos familiares viam-se frequentemente em movimento, em busca de fontes de comida. Mas, na época do banquete, esse tinha se tornado um estilo de vida difícil de manter.

"As pessoas estavam se encontrando muito mais, o que causava fricção", disse ela. "Antes, era possível ir embora quando os vizinhos se tornavam incómodos. Agora, esses eventos públicos serviam como oportunidades de construir um senso comunitário, o que ajudava a aliviar tensões e solidificar as relações sociais".

Mas quando os humanos nômades passaram a viver de forma sedentária, os recursos naturais sentiram a pressão. A investigadora destaca que os humanos responsáveis pelo banquete estavam usando as plantas e animais da área de forma intensa.

"O surgimento desses banquetes nos primórdios da agricultura é particularmente interessante, porque as pessoas estavam começando a experimentar a domesticação e o cultivo", disse ela. Essa combinação de maior interação social e mudança no uso dos recursos levaria, segundo a cientista, ao início da agricultura.

fonte: Estadão