quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Cientistas descobrem como é que os cães pré-históricos caçavam as suas presas


A análise de crânios de leões, lobos e hienas ajudou os cientistas a entender a forma como os cães pré-históricos caçavam as presas há 40 milhões de anos.

Um estudo, publicado a 11 de janeiro na revista Scientific Reports, revelou que a primeira espécie de cão – chamada Hesperocyon gregarius – atacava a sua presa da mesma forma que muitas espécies, incluindo raposas e coiotes, fazem atualmente.

As descobertas também mostram que as maiores espécies de cães – conhecidas como Epicyon haydeni – caçavam de maneira semelhante. Os animais – que viveram de 16 a sete milhões de anos atrás – poderiam crescer até o tamanho de um urso pardo.

Comparações de fósseis e animais modernos ajudaram a enteder os métodos de caça usados ​​por membros pré-históricos de um grupo de mamíferos conhecidos como carnívoros. Estes incluem raposas modernas, lobos, pumas e leopardos.

Cientistas das Universidades de Edimburgo e Viena usaram os scans para criar modelos digitais das orelhas internas de 36 tipos de carnívoros, incluindo seis espécies extintas.

A equipa descobriu que o tamanho de três canais ósseos no ouvido interno – o órgão que controla o equilíbrio e a audição – mudou ao longo de milhões de anos, à medida que os animais adotaram diferentes estilos de caça.


Scan do crânio das primeiras espécies de cães – Hesperocyon gregarius – com orelha interna destacada a vermelho

Predadores mais rápidos, como os leões e os lobos, desenvolveram grandes canais auditivos que permitem manter a cabeça e a visão estáveis ​​enquanto perseguem a presa com rapidez.

As descobertas revelam que a estrutura da orelha interna indica se uma espécie descende de animais semelhantes a cães ou se pertence a uma das quatro famílias de animais que se parecem com gatos. Um ângulo distinto entre duas partes do ouvido interno é muito maior em animais parecidos com cães.

Segundo a investigadora Julia Schwab, “o ouvido interno é o órgão mais interessante do corpo, pois oferece uma visão surpreendente dos animais antigos e de como viviam”. “O primeiro cão e o maior cão são espécimes muito interessantes para estudar, já que, no mundo de hoje, não há nada como eles”, acrescentou.

fonte: ZAP

Há vida em Marte? Cientista assegura que 'já existe'


Enquanto cientistas de vários países se esforçam para encontrar água e sinais de organismos vivos em Marte, um especialista russo revelou que a vida nesse planeta já existe.

Não dá para esterilizar naves espaciais antes de enviá-las a Marte, significando, assim, que organismos vivos terrestres são transferidos para o Planeta Vermelho, indica director do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, Boris Shustov:

"Quando jornalistas me perguntam se existe vida em Marte, eu respondo: 'Já existe'."

"É impossível esterilizar absolutamente naves espaciais. O maior grau de esterilização que eu sei deixa várias centenas de microrganismos por metro quadrado. Claro que eles existem e são muito resistentes", explicou o cientista em uma reunião na Academia de Ciências russa.

De acordo com ele, "é incrivelmente difícil criar vida, mas é também difícil destruí-la", ressalta.

Actualmente, a humanidade já está estudando Marte e até mesmo planeia colonizar o Planeta Vermelho no futuro. Por exemplo, a sonda InSight da NASA, que está lá agora, já conseguiu realizar vários avanços.

A missão The InSight Project visa não só recolher fragmentos do solo marciano, mas também examinar as camadas internas de Marte para descobrir como os planetas rochosos, entre os quais está a Terra, foram formados.

Outra sonda espacial, Mars Express, recentemente comemorou 15 anos de serviço na órbita marciana. Além de investigar Marte, o aparelho recolheu muitos dados preciosos sobre Fobos, um dos dois satélites naturais do Planeta Vermelho.

fonte: Sputnik News

Estudo: pode haver ETs em lua de Júpiter


Cientista da NASA agitou a fraternidade da ciência depois de insinuar a existência de extraterrestres.

Após insinuação de que "extraterrestres poderiam ter nos visitado, mas nós apenas não notamos", diversos grupos de cientistas surgiram com novas teorias, onde supostamente extraterrestres poderiam existir e estariam muito próximos de nosso planeta.

Um relatório, divulgado pela Universidade Villanova (EUA), sugere que o exoplaneta recém-encontrado Barnard G pode ser habitado por extraterrestres, conforme divulgado pelo portal Gizbot.

Edward Guinan, coautor do relatório, mencionou que o aquecimento geotérmico no exoplaneta é capaz de suportar "zonas de vida" na superfície, pois através do aquecimento geotérmico, sua superfície poderia produzir um oceano e sustentar vida.

Edward explica que o factor contribuinte seria o mesmo que o observado nos lagos da Antárctida. Além disso, o exoplaneta possui uma temperatura semelhante a da Lua Europa que orbita em torno de Júpiter, a temperatura seria de aproximadamente —238°C.

O documento também indica que pouco se sabe sobre o campo magnético terrestre das Super terras como o Barnard B, entretanto, é possível saber que um grande núcleo de ferro líquido poderia gerar campos magnéticos terrestres, oferecendo protecção contra os fortes ventos e ejecções de massa coronal quando a estrela era jovem e magneticamente activa.

Sendo assim, o exoplaneta é capaz de sustentar uma atmosfera, porém, no momento, trata-se apenas de uma teoria que continua movendo os cientistas em direcção a novos estudos e novas descobertas.

fonte: Sputnik News

Uma semente de algodão germinou pela primeira vez na Lua

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Responsáveis da missão chinesa Chang-4 anunciaram que uma das sementes na pequena biosfera que foi levada pela sonda para Lua já se transformou em plantinha e está a crescer

Os responsáveis da missão chinesa Chang-4, que pousou na lado oculto da Lua no dia 3 de janeiro, anunciaram que uma semente de algodão germinou e está a crescer dentro de uma pequena biosfera selada que a sonda transportou para a superfície lunar.

"É a primeira vez que os seres humanos fazem experiências biológicas na Lua", afirmou Xie Gengxin, o cientista responsável pela experiência.

A equipa da Universidade de Chongqing que criou a experiência para a missão Chang-4, desenvolveu uma pequena caixa estanque com 18 centímetros (cm) de comprimento, na qual colocou água, ar e um pouco de terra, juntamente com sementes de algodão, de trigo e de batatas, bem como ovos de mosca-da-fruta.

As imagens divulgadas pelos responsáveis da missão mostram que uma semente de algodão já germinou e que a planta está a crescer. Mas para já, é a única, adianta a equipa.

A missão conta também com experiências de cientistas da Suécia, da Alemanha e de outras equipas da China para estudar as condições ambientais na Lua, incluindo os índices das radiações cósmicas e a interações entre os ventos solares e o solo lunar.

A Chang-4 encontra-se na cratera Von Kármán, na bacia de Aitken, no Polo Sul lunar, uma planície ampla e sem grandes acidentes, onde aterrou a 3 de janeiro, numa manobra considerada histórica por ter sido a primeira que desceu naquele lado da Lua que nunca se consegue ver da Terra.

A sonda libertou, entretanto, um pequeno rover, o Yutu-2, que está a fazer outras medições e experiências, mas sobre as quais nada foi adiantado ainda.

A agência espacial chinesa já tem planeadas mais quatro missões lunares. Uma delas, que será lançada no final do ano, de acordo com o calendário divulgado, tem por objetivo trazer de volta para a Terra amostras do solo.


Temperatura dos oceanos aumenta mais do que se pensava


2018 terá sido o ano mais quente nos oceanos, depois das subidas já registadas nos dois anos anteriores

Os resultados da análise, que publicada na sexta-feira na revista científica Science, fornecem novas indicações de que são infundadas anteriores conclusões sobre uma desaceleração ou "hiato" no aquecimento global nos últimos 15 anos. Desde 1991 que a temperatura dos oceanos tem subido de forma acentuada. Entre 1991 e 2010 a temperatura aumentou, em média, cinco vezes mais depressa do que no período de 1971 a 1990.

"Se se quiser saber onde está a acontecer o aquecimento global há que olhar para os oceanos", disse Zeke Hausfather, da Universidade da Califórnia, coautor da análise. Segundo o investigador, o aquecimento dos oceanos é "um indicador importante das alterações climáticas" e há "fortes indícios de que está a acontecer mais rapidamente" do que se supunha.

O aquecimento dos oceanos é um marcador crítico das alterações climáticas porque se estima que 93% do excesso de energia solar retida pelos gases com efeito de estufa se acumula nos oceanos. Os investigadores notam que, ao contrário das temperaturas da superfície terrestre, as temperaturas oceânicas profundas não são afetadas pelas variações anuais causadas por eventos climáticos ou por erupções vulcânicas.

A nova análise mostra que as tendências de aquecimento dos mares correspondem às previstas nos principais modelos de alterações climáticas, e que o aquecimento global dos oceanos está a acelerar.

Os modelos indicam que as temperaturas nos primeiros 2 mil metros de profundidade vão subir 0,78 graus celsius até ao fim do século, o que, por efeito da expansão térmica, levará a um aumento do nível das águas do mar de 30 centímetros, que se juntam à subida de nível provocada pelo derretimento de glaciares e campos de gelo. Oceanos mais quentes também contribuem para maiores tempestades e eventos de precipitação extrema.

"Enquanto 2018 será o quarto ano mais quente registado à superfície, deverá ser também o mais quente já registado nos oceanos, como foram 2017 e 2016", disse Hausfather.

Além da análise de estudos anteriores, a análise tem em conta os dados do programa Argo, uma frota de quase 4 mil robots flutuantes que vagueia nos oceanos e que ciclicamente vai mergulhando a dois mil metros e mede as temperaturas, o ph, ou a salinidade, transmitindo depois esses dados para estações em terra. O Argo fornece dados desde a década passada.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cientistas não poderão ocultar de nós aproximação do apocalipse


Os cientistas não poderão esconder de nós que o apocalipse está ao virar da esquina, assegura a popular astrónoma americana Michelle Thaller no site Big Think.

Thaller, vice-directora de comunicação científica da NASA, disse que, ao contrário do que pensam os teóricos da conspiração, os cientistas não conseguirão ficar parados e ocultar a verdade quando já souberem que a Terra está condenada.

Segundo revela, o sinal mais confiável de que o apocalipse está próximo será "o dia em que todos os cientistas esgotem seus cartões de crédito e desapareçam". Será então que as pessoas deverão começar a se preocupar. Ela explicou que a comunidade científica é composta por seres humanos comuns que não ficarão sentados trabalhando ao saber que "o mundo terminará numa semana".

A especialista acrescentou que a NASA não é a única que observa o céu e está alerta para possíveis ameaças. Astrónomos ao redor do mundo estão fazendo o mesmo, então seria quase impossível esconder a verdade sobre uma catástrofe iminente. Ao mesmo tempo, assegura que, no caso de haver uma pequena possibilidade de "colisão catastrófica" entre a Terra e um asteroide, a NASA informaria não apenas as autoridades, mas também a mídia.

A cientista apontou que a NASA está actualmente trabalhando em métodos não apenas para informar sobre possíveis ameaças, mas também para evitá-las.

Em 2018, a NASA apresentou a National Near-Earth Object Preparedness Strategy and Action Plan (Estratégia e Plano de Acção Nacional de Prontidão para Objectos Próximos da Terra, em português), um plano cujo objectivo é encontrar, rastrear e evitar objectos potencialmente perigosos que poderiam atingir a Terra e causar sua destruição. Actualmente existem no Sistema Solar cerca de 25.000 grandes asteroides, cujo tamanho é suficiente para causar grandes danos ao nosso planeta.

fonte: Sputnik News

Submarino alemão da Primeira Guerra Mundial dá à costa em França


Os destroços de um submarino alemão da Primeira Guerra Mundial emergiram numa praia em Wissant, no norte da França. Há décadas enterrada na areia, a carcaça enferrujada da embarcação naufragada em 1917 pode agora ser vista quando a maré está baixa.

Desde o passado mês de dezembro que duas peças do submarino alemão UC-61, uma com cerca de oito metros e outra com cerca de três metros de comprimento, aparecem na praia de Wissant sempre que a maré recua.

“Todos os moradores de Wissant sabem que há aqui um submarino aqui. Mas durante a maior parte do tempo os destroços não estão visíveis. É nunca estiveram tão expostos“, diz o guia turístico Vincent Schmitt.

A embarcação da Marinha imperial alemã, que combateu na Primeira Guerra Mundial, tinha 50 metros de comprimento, e chegou em julho de 1917 à costa francesa.

O submarino tinha como missão afundar navios mercantes inimigos e, segundo a historiadora Isabelle Delumeau, terá mesmo chegado a afundar uma embarcação de guerra. Antes de se render às autoridades francesas, a tripulação, composta por cerca de 20 pessoas, explodiu o submarino.

“Os destroços de submarinos da I Guerra Mundial não são muito numerosos e ainda não muito conhecidos. Esta é, portanto, uma oportunidade muito rara de mos aproximarmos de um submarino da Primeira Guerra”, afirma Delumeau.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Wissant, Bernard Bracq, os destroços ficam visíveis durante um curto espaço de tempo, a cada dois ou três anos, dependendo das marés e do vento, que fazem com que a areia se mova. “Uma boa rajada de vento e os destroços vão desaparecer novamente“, alerta o autarca.

As autoridades locais não pretendem desenterrar a embarcação, alegando que não representa perigo para a população local. E enquanto o submarino centenário não desaparece novamente, os turistas apressam-se a chegar ao local – à procura de uma oportunidade de ver o que resta de um submarino com mais de 100 anos.


fonte: ZAP

domingo, 13 de janeiro de 2019

Grupo que acredita que a terra é plana organiza cruzeiro até à barreira de gelo


Modelos mostram a Terra como se esta fosse plana


Modelos mostram a Terra como se esta fosse plana


Modelos mostram a Terra como se esta fosse plana

Viagem até aos limites da Antártida está prevista para 2020.

Em pleno século XXI, ainda há quem queira contradizer o que Pitágoras formulou 500 anos antes do nascimento de Cristo - a convicção de que a Terra é redonda. O grupo intitulado FEIC - Flat Earth International Conference (Conferência Internacional da Terra Plana, numa tradução literal) tem feito regularmente encontros nos EUA, Inglaterra e Canadá, que juntam aqueles que crêem que o planeta é um grande disco redondo e plano, em que o Polo Norte se encontra no centro e a Antártida marca os limites, a toda a volta, marcando o fim da Terra com grandes barreiras de gelo. 

E se as evidências científicas são encaradas pelo FEIC como "um enorme embuste", as imagens que nos chegam do Espaço são, para esta organização, "falsidades forjadas desde o tempo da guerra Fria". A organização anunciou que vai promover uma viagem à volta do mundo, a realizar em 2020, até às tais barreira da Terra plana. 

Uma iniciativa que é visto pelos cientistas como o cúmulo da hipocrisia. O jornal The Guardian falou com um experiente capitão de navios de cruzeiro, que explica o absurdo da situação: "Os navios navegam baseados no princípio de que a Terra é redonda. As cartas náuticas estão desenhadas com base nesse facto", diz Henk Keijer. E acrescenta que "a própria existência de satélites a transmitir sinais de GPS prova que a Terra é uma esfera". "A razão de termos 24 satélites principais em uso para definir as coordenadas GPS é o facto de a Terra ser redonda". 

"É preciso um mínimo de três satélite para determinar uma posição. Mas alguém localizado do outro lado do Mundo também gostaria de saber onde está e por isso é que são precisos tantos satélites. Se a Terra fosse plana, bastariam três satélites para fornecer esta informação a todos os que estivem no planeta. 

Espera-se que o capitão do navio escolhido para o cruzeiro recorra à tecnologia disponível para navegar, ou a viagem pode via a fazer manchetes por razões pouco divertidas.