quinta-feira, 6 de junho de 2019

O nosso planeta está a engolir o fundo do mar (e a cuspir diamantes)


Vestígios de sal presos em muitos diamantes mostram que as pedras formaram-se a partir do fundo do mar antigo que ficou enterrado debaixo da crosta da Terra.

A maioria dos diamantes encontrados na superfície da Terra formou-se dessa maneira; outros são criadas pela cristalização de fundições profundas no manto, de acordo com a investigação de uma equipa de geocientistas da Universidade Macquarie.

Nas experiências que recriam as pressões e temperaturas extremas encontradas a 200 quilómetros de profundidade, Michael Förster, Stephen Foley, Olivier Alard e colegas da Goethe Universität e Johannes Gutenberg Universität, na Alemanha, demonstraram que a água do mar em sedimentos da parte inferior do oceano reage da maneira correta para produzir o equilíbrio de sais encontrados no diamante.

O estudo, publicado na revista Science Advances, estabelece uma longa questão sobre a formação de diamantes. “Havia uma teoria de que os sais presos dentro dos diamantes vinham da água do mar marinha, mas não podiam ser testados”, disse Michael Förster, em comunicado. “A nossa investigação mostrou que vieram de sedimentos marinhos.”

Os diamantes são cristais de carbono que se formam sob a crosta terrestre em partes muito antigas do manto. São trazidos à superfície em erupções vulcânicas de um tipo especial de magma chamado kimberlito.

Enquanto diamantes são geralmente feitos de carbono puro, os diamantes fibrosos, que são nublados e menos atraentes para joalheiros, incluem pequenos traços de sódio, potássio e outros minerais que revelam informações sobre o ambiente onde se formaram. Os diamantes fibrosos são triturados e usados ​​em aplicações técnicas, como brocas de perfuração.

Os diamantes fibrosos crescem mais rapidamente que os diamantes, o que significa que prendem minúsculas amostras de fluidos em redor deles enquanto se formam. “Sabíamos que algum tipo de fluido salgado deve estar por perto enquanto os diamantes estão a crecer e agora confirmamos que o sedimento marinho se encaixa na conta”, referiu Michael Förster.

Para que esse processo ocorra, uma grande laje do fundo do mar teria de deslizar até uma profundidade de mais de 200 quilómetros abaixo da superfície muito rapidamente, num processo conhecido como subducção no qual uma placa tectónica desliza por baixo de outra. A descida rápida é necessária porque o sedimento deve ser comprimido a mais de quatro gigapascals (40 mil vezes a pressão atmosférica) antes de começar a derreter nas temperaturas de mais de 800°C encontradas no antigo manto.

Para testar a ideia, os cientistas realizaram uma série de experiências de alta pressão e alta temperatura. Colocaram amostras de sedimentos marinhos num navio com uma rocha chamada peridotito, que é o tipo mais comum de rocha encontrado na parte do manto onde os diamantes se formam. Depois, aumentaram a pressão e o calor, dando tempo às amostras para reagirem umas com as outras em condições como as encontradas em diferentes lugares do manto.

Em pressões entre quatro e seis gigapascais e temperaturas entre 800ºC e 1100°C, correspondendo a profundidades entre 120 e 180 quilómetros abaixo da superfície, encontraram sais formados com um balanço de sódio e potássio que se aproxima dos pequenos traços encontrados em diamantes.

“Demonstramos que os processos que levam ao crescimento de diamantes são impulsionados pela reciclagem de sedimentos oceânicos em zonas de subducção”, diz Michael Förster. “Os produtos de nossos experimentos também resultaram na formação de minerais que são ingredientes necessários para a formação de magmas de kimberlito, que transportam diamantes para a superfície da Terra.”

fonte: ZAP

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Utilizadores do Twitter acreditam que a tiara escolhida pela rainha durante a visita de Trump ao Reino Unido tinha um significado oculto


Isabel II recebeu o presidente americano e a primeira-dama para um banquete no Palácio de Buckingham com uma tiara incrustada de rubis – que, segundo a tradição, protege quem a usa de “doenças” e do “mal”

A ocasião era formal e para tal a monarca escolheu um vestido creme e juntou-lhe a faixa azul da realeza, finalizando com uma tiara de origem birmanesa que, segundo o site da Royal Exhibitions, confere uma proteção especial a quem a usa.

"O número de pedras representa o número de doenças que o povo birmanês acredita que podem afligir o corpo humano", diz a explicação. “Acredita-se que o rubi tem tais propriedades que podem proteger não só das doenças em geral mas também do mal que assola o mundo.”

Daí que, rapidamente, se tenha chegado à conclusão de que a rainha escolhera aquela tiara de forma a proteger-se do presidente dos EUA.

"Essa é a tiara rubi birmanesa, projetada pela própria rainha em 1973 usando gemas da sua coleção. É feita de 96 rubis que foram lhe foram oferecidos pelo povo da então Birmânia como uma proteção simbólica contra a doença e o mal. E para a usar quando entendesse”, lê-se num dos tweets.

"A rainha menciona repetidas vezes que sua tiara é a BURMESE RUBY TIARA na esperança de que Trump faça o caminho de volta para casa," diz outro.

A monarca é conhecida por ser muito cuidadosa ao escolher as suas joias de acordo com o seu significado. Já em julho passado se especulara que a rainha zombara silenciosamente de Trump durante a sua visita ao Reino Unido, usando uma pregadeira que lhe tinha sido oferecida pelo ex-presidente Barack Obama e pela ex-primeira-dama Michelle Obama.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter-se, alertam cientistas


Não é um thriller de ficção cientifica, mas bem podia ser. A polaridade da Terra pode estar prestes a inverter-se e isso pode trazer uma série de consequências graves para o planeta

O núcleo da Terra gera um campo magnético que atua como um "campo protetor" contra ventos solares e radiações capazes de danificar o planeta.

Este campo estende-se durante milhares de quilómetros no espaço e o seu magnetismo afeta tudo o que se passa na terra.

Um grupo de cientistas descobriu que este campo enfraqueceu cerca de 15% ao longo dos últimos 200 anos. E isso, defendem, pode ser sinal de que os polos magnéticos terrestres estão prestes a inverter-se.

Esta inversão poderá significar a entrada de "correntes devastadoras de partículas do sol, raios cósmicos galácticos, um maior número de raios ultravioleta-B graças a uma camada de ozono danificada pela radiação" na atmosfera terrestre, entre outras coisas que podem magoar ou mesmo matar os seres vivos, afirma a jornalista científica Alanna Mitchell no seu relatório na plataforma Undark.

E os riscos podem não ser apenas biológicos: a inversão polar pode interferir com os satélites que controlam as redes elétricas terrestres, levando a apagões generalizados capazes de durar décadas.

Segundo Daniel Baker, diretor do Laboratory for Atmospheric and Space Physics, na University ofColorado Boulder, parte do planeta poderá ficar mesmo "inabitável" durante a inversão, explica no mesmo relatório.

"Imagine momentaneamente que a sua corrente elétrica é cortada durante alguns meses – muito poucas coisas funcionam sem eletricidade nos dias de hoje", explica Richard Holme, professor de ciências na Liverpool University ao Mail Online.


A animação representa a evolução do campo magnético terrestre, de 1910 a 2020. 

As linhas azuis representam um campo magnético mais fraco, as linhas vermelhas um campo mais forte. A linha verde é o limite entre ambos. 
O magnetismo sobre a América do Sul está a enfraquecer e a área vermelha sobre a América do Norte está a perder força.

NOAA National Centers for Environmental Information

Vários investigadores acreditam que este fenómeno poderá trazer mudanças climáticas drásticas, assim como uma maior exposição a radiações nocivas causadoras de doenças como o cancro.

"A radiação poderá ser 3 a 5 vezes superior àquela originária do buraco do ozono criado pelo Homem", explica Colin Forsyth do Mullard Space Science Laboratory, na University College London.

"Além disso, os buracos do ozono serão maiores e mais duradouros", acrescenta.

Ao estudar a magnetosfera terrestre – a área em redor do planeta controlada pelo seu campo magnético - os cientistas descobriram que este campo se mantém em constante movimento.

O polo norte magnético - o ponto terrestre em que uma bússola magnética apontaria diretamente para baixo, em direção ao centro da terra – muda frequentemente de localização, assim como se invertem os polos magnéticos da Terra a cada 200 mil ou 300 mil anos.

No entanto, a última inversão registada remonta a cerca de 780 mil anos atrás, o que pode representar um atraso no ciclo, relata o British Geological Survey.

O campo magnético terrestre tem sido estudado nos últimos 170 anos – o correspondente a 1-15% dotempo que uma inversão polar pode demorar. Deste modo, Forsyth acredita que "de momento não conseguimos determinar com precisão se o campo magnético da Terra está ou não prestes a virar".


domingo, 2 de junho de 2019

Fungo geneticamente modificado mata 99% do mosquito que transmite a malária


Um fungo geneticamente modificado pode matar rapidamente 99% do mosquito causador da malária, segundo um estudo feito no Burkina Faso por investigadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos da América (EUA).

O fungo foi geneticamente modificado para produzir a toxina de uma espécie de aranha, anunciaram os autores da investigação. Os testes que se realizaram no Burkina Faso mostraram que 99% dos mosquitos morreram em 45 dias.

Segundo os investigadores, o objetivo do estudo não é causar a extinção do mosquitoda malária, mas sim ajudar a controlar a propagação da doença.

A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do género “Plasmodium”, que se transmite às pessoas pela picada do mosquito do género “Anopheles”. Os sintomas mais comuns são febre, fadiga, vómitos e dores de cabeça.

A transmissão da malária provoca anualmente mais de 400 mil mortes em todo o mundo, entre cerca de 219 milhões de infetados.

Os investigadores da Universidade de Maryland, em conjunto com especialistas do Instituto de Investigação em Ciências da Saúde, no Burkina Faso, identificaram pela primeira vez o fungo, denominado Metarhizium Pingshaense, que infeta o mosquito Anopheles, principal transmissor da malária em África.

Posteriormente, o fungo foi modificado: “São muito maleáveis, é possível manipulá-los geneticamente com muita facilidade”, disse o investigador Raymond Leger, da Universidade de Maryland, citado pela BBC News.

Os investigadores focaram-se numa toxina encontrada no veneno de uma espécie de aranha-funil da Austrália. As instruções genéticas para fabricar a toxina foram adicionadas ao código genético do fungo, de modo a produzir a toxina para o mosquito.

“Uma aranha usa as suas presas para perfurar a pele e injetar as toxinas, substituímos as presas de aranha pelo[fungo] Metarhizium”, explicou ainda o investigador.

Os resultados da investigação e dos testes laboratoriais, publicados esta semana na revista Science, mostraram que o número de mosquitos aumentou quando não foi usado o fungo modificado. Contudo, recorrendo ao fungo da toxina de aranha, dos iniciais 1.500 mosquitos, no final dos testes, após 45 dias, existiam apenas 13.

A Organização Mundial da Saúde alertou que os casos de malária estão a aumentar nos dez países africanos mais afetados, porque os mosquitos estão a tornar-se resistentes a inseticidas.

fonte: ZAP

NASA prepara envio de material à Lua em 2020


Pela primeira vez desde os anos 1970, a NASA vai enviar material à Lua em 2020 e 2021, anunciou.

A agência espacial americana selecionou três módulos de pouso lunar, fabricados por duas empresas locais, para enviar material científico para o satélite natural da Terra, antes do regresso dos astronautas previsto para 2024 no âmbito do programa Artemisa.

Os três veículos levarão à superfície lunar cerca de vinte instrumentos fornecidos pela Nasa.

Está previsto que o primeiro módulo, fabricado pela Orbit Beyond, pouse no mar da Chuva (Mare Imbrium) em setembro de 2020, depois de ter sido lançado por um Falcon 9 da companhia SpaceX.

O módulo da companhia Intuitive Machines tentará pousar em julho de 2021 no oceano das Tormentas (Oceanus Procellarum), a maior mancha escura da Lua, visível da Terra. Também será transportado pela SpaceX.

O veículo de Astrobotic dirigir-se-á à grande cratera do lago da Morte (Lacus Mortis) também em julho de 2021, à bordo de um veículo que ainda não foi escolhido.

Cada uma destas companhias assinou contratos de 77 a 97 milhões de dólares para fabricar os seus aparelhos.

"No ano que vem, as nossas primeiras ferramentas de investigação científica e tecnológica estarão em solo lunar, o que contribuirá para o envio da primeira mulher e do próximo homem à Lua em cinco anos", disse o administrador da NASA, Jim Bridenstine.

A NASA escolherá nos próximos meses o material que enviará à Lua, principalmente instrumentos para ajudar os futuros astronautas a pousar, a navegar e protegerem-se das radiações.

Os americanos não voltaram ao satélite terrestre desde a última missão Apollo em 1972. A NASA enviou, entretanto, várias sondas da órbita lunar, entre as quais somente continua em atividade a Lunar Reconnaissance Orbiter.

A China pousou duas vezes nos últimos anos: em 2013 e em janeiro no lado escuro da Lua.

"O que aprenderemos não apenas mudará a nossa compreensão do universo, como também ajudará a preparar as nossas missões humanas na Lua e um dia em Marte", declarou o chefe das atividades científicas da NASA, Thomas Zurbuchen.

fonte: Sapo24

Equipamento usado para confirmar Teoria da Relatividade pode agora ser visto Brasil


Celostato que foi usado em Sobral no dia do eclipse solar em 1919 está agora exposto ao público.

O equipamento usado pelos astrónomos britânicos que há cem anos observaram, na cidade brasileira de Sobral, o eclipse solar que confirmou a Teoria de Relatividade, foi exposto pela primeira vez na quarta-feira, no município nordestino.

"Este aparelho é um celostato, do telescópio de dez centímetros de abertura que foi usado em Sobral no dia do eclipse em 1919. Este conjunto, que vem com uma lente do mesmo telescópio, foi o que forneceu as melhores fotografias da observação do eclipse do dia 29 de maio em Sobral", afirmou à agência Lusa o físico e professor Emerson Ferreira de Almeida, diretor do Museu do Eclipse de Sobral, onde está exposto o instrumento científico.

O equipamento original foi cedido temporariamente ao estado do Ceará e à prefeitura de Sobral pelo astrofísico Tom Ray, do Instituto de Estudos Avançados de Dublin, Irlanda, responsável pelo instrumento.

Para comemorar o Centenário do Eclipse de Sobral, fenómeno que confirmou a Teoria da Relatividade formulada pelo cientista alemão Albert Einstein, a prefeitura de Sobral e o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional do Brasil (IPHAN) reinauguraram, na quarta-feira, o Museu do Eclipse, que foi completamente requalificado ao longo do último ano.

"Temos aqui a exposição histórica do Museu do Eclipse repaginada, apresentada num novo formato, com mais informações, para enriquecer o seu processo educacional, porque no Brasil os museus são vistos como ambientes de formação informal. Estamos também a trabalhar com uma ala de experiências interativas, que é uma novidade, aberta ao público, onde as pessoas poderão interagir com alguns equipamentos que já são usados nas escolas de Sobral e, em breve, com os equipamentos exclusivos da nossa ala interativa que estão quase instalados", acrescentou Emerson.

Para se ter noção do que implicou aquele eclipse e da importância que teve no panorama científico mundial do século XX, nomeadamente no ramo da física, é necessário recuar um século.

Pouco antes das 09:00 da manhã do dia 29 de maio de 1919, vários cientistas aguardavam em Sobral, no estado do Ceará, que o Sol fosse encoberto pela Lua, para assim verificarem se a massa dos corpos em causa deformaria o espaço próximo deles, de modo que um raio luminoso fosse desviado por essa deformação, tal como tinha previsto o físico alemão Einstein, em 1915.

No momento em que a Lua cobriu o Sol, câmaras fotográficas incorporadas em telescópios registaram a posição das estrelas e concluíram que Einstein estava certo, pois a luz fez realmente uma curvatura.

Emerson Ferreira de Almeida não tem dúvidas de que o físico alemão Einstein ficaria orgulhoso ao revisitar a cidade brasileira cujo céu foi palco daquele fenómeno natural, e ao constatar "o apreço que Sobral tem dele".

"Tenho a certeza que ele talvez não gostasse das suas estátuas (que Sobral construiu), mas teria um grande apreço pela memória que temos dele, como pessoa, cientista e filósofo que foi. Ele marcou e marca a existência da humanidade. Muito do conhecimento que temos, devemos ao trabalho de Einstein. Eu penso que, no aspeto intelectual, e com aquilo que nós avançamos graças aquilo que ele conseguiu, ele se sentiria orgulhoso", concluiu o diretor do Museu do Eclipse.

Sobral recebeu nos últimos dias palestras, mostras sobre Astronomia, Astrofísica, História do eclipse de 1919, Relatividade Geral e Cosmologia, assim como o lançamento de livros sobre o tema, numa parceria entre a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a prefeitura de Sobral e o Governo do estado do Ceará.

Durante o dia de quarta-feira, foi também lançado, em Sobral, um selo comemorativo do Centenário do Eclipse de Sobral e foi feita uma transmissão simultânea entre a cidade brasileira e a ilha são-tomense do Príncipe, a partir da qual também foi observado o eclipse de 1919, com a participação de várias entidades políticas e científicas de ambas as regiões.

fonte: TSF

A coleção mais antiga de meteoritos foi encontrada no local mais seco da Terra


Meteoritos colidem na Terra quase constantemente e podemos encontrar os restos antigos em todos os lugares. Mas, para melhor entender de onde as rochas espaciais vieram, é útil visitar a mais densa coleção de meteoritos do planeta.

Onde? No local mais seco de todo o planeta Terra – o deserto do Atacama, no Chile. Este deserto é muito antigo, com mais de 15 milhões de anos, o que significa que os meteoritos que caíram na sua enorme área – cerca de 130 mil quilómetros quadrados – têm a possibilidade de serem muito antigos.

Isso representa uma vantagem geológica sobre outros desertos, incluindo a Antártida, que possui vastos suprimentos de meteoritos, mas geralmente são jovens demais para abrigar rochas espaciais mais antigas do que meio milhão de anos, segundo Alexis Drouard, investigador da Universidade Aix-Marselha e autor do estudo publicado na revista Geology.

Drouard e os colegas fizeram recentemente uma viagem de caça a meteoritos no deserto de Atacama, na esperança de encontrar uma série de rochas que se estendiam por milhões de anos. “O nosso objetivo neste trabalho foi ver como o fluxo de meteoritos mudou ao longo de grandes escalas de tempo“, disse Drouard em comunicado, citado pela Live Science.

Para o novo estudo, os geólogos recolheram cerca de 400 meteoritos e estudaram 54, analisando as idades e as composições químicas das pedras alienígenas. Em consonância com a idade avançada do deserto, cerca de 30% dos meteoritos tinham mais de um milhão de anos, enquanto dois deles acumulavam poeira há mais de dois milhões de anos. Segundo Drouard, representa a mais antiga coleção de meteoritos na superfície da Terra.

A equipa extrapolou os resultados da sua pequena amostra para determinar que a atividade de impacto permaneceu relativamente constante nos últimos dois milhões de anos, totalizando cerca de 222 impactos de meteoros em cada quilómetro quadrado de deserto a cada um milhão de anos.

Surpreendentemente, a composição dos meteoritos mudou mais drasticamente. Segundo os investigadores, os meteoritos que bombardearam o Atacama entre um milhão e meio milhão de anos atrás eram significativamente mais ricos em ferro do que as rochas que caíam antes ou depois. É possível que todos tenham vindo de um único enxame de pedras soltas do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

fonte: ZAP

Ex-oficial da Defesa dos EUA garante que OVNIs estão entre nós com metas incertas


Apesar dos múltiplos relatos de pilotos da Marinha sobre objectos voadores não identificados, que ganharam proporções mundiais, o Pentágono tinha deixado há muito tempo de usar o termo "OVNIs" nas declarações e avaliações.

No entanto, na semana passada, o Pentágono recorreu ao termo quando detalhou o Programa Avançado de Identificação de Ameaças Espaciais (AATIP, na sigla em inglês), que vigorou de 2007 a 2012 e era responsável pela investigação de objectos voadores não identificados.

O relatório de bombas que detalha encontros regulares de pilotos da Marinha com objectos voadores não identificados entre 2014 e 2015 foi comentado por Christopher Mellon, ex-subsecretário de Defesa da Inteligência, que afirmou que a questão não é de hoje e que o governo precisa finalmente resolvê-la.

Mellon está actualmente participando de uma nova série do History Channel chamada "Unidentified" ("Desconhecido", em tradução livre), que vai expor os avistamentos de naves espaciais alienígenas amplamente divulgados e discutidos num artigo recente do jornal The New York Times.

Ao aparecer no programa de TV "Fox and Friends" na quarta-feira (29), Mellon, que anteriormente abordou amplamente o tema, destacou as razões pelas quais a Marinha está tendo um interesse especial no que os pilotos testemunham. Ele argumentou que a inteligência está bem ciente do facto de que OVNIs existem, acrescentando que isso não é mais um problema.

"A questão é por que eles estão aqui? De onde eles estão vindo e qual é a tecnologia por trás desses dispositivos que estamos observando?", indaga. De acordo com Mellon, há pistas plausíveis de que os objectos controversos relatados por pilotos da Marinha em 2014 e 2015 estavam fazendo algo que não é possível neste domínio físico.

Como exemplo, Mellon citou a velocidade de um objecto que foi reportado subindo a mais de 8 mil km/h, o que se aplicaria a uma aeronave terrestre por cerca de uma hora voando, mas que, de acordo com os pilotos da Marinha dos EUA, teria passado o dia inteiro voando.

Houve bastante medo, entretanto, que substituiu a mencionada mistificação depois que um piloto de um Super Hornet descreveu ter passado de raspão por um OVNI, descrito por ele como uma esfera revestindo um cubo. A declaração pública do piloto fez com que um relatório oficial fosse arquivado, com o incidente acabando com uma teoria anterior sugerida por pilotos de que veículos aéreos estariam fazendo parte de algum tipo de operação de drone ultra secreto.

"Trata-se de reacções entre veículos inteligentemente controlados que operam dentro e ao redor de instalações militares dos EUA, daí a preocupação. Primeiro: houve colisões no céu, por isso é uma questão de segurança. Segundo, há uma questão vital de segurança nacional que é a nossa soberania estar sendo violada por veículos de origem desconhecida", afirmou Mellon.

Ele acrescentou ainda que os EUA dificilmente são o único país a ter interacções com os objectos em questão, se mostrando profundamente frustrado com o facto de o governo não estar dando a devida atenção ao assunto. O ex-funcionário acredita que informações sobre OVNIs devem ser conhecidas. "Estamos dando voz ao pessoal militar na linha da frente. 

Estamos ajudando-os a divulgar a mensagem do que eles estão encontrando e por que estão tão preocupados com isso", reforçou.

O jornal The New York Post informou recentemente que, apesar de em múltiplas ocasiões ter evitado a abreviatura "OVNI" e o que exactamente significa, o Pentágono agora recorreu ao uso do termo, destacando em sua recente declaração que uma de suas iniciativas "perseguiu pesquisa e investigação sobre fenómenos aéreos não identificados".

A mídia dos EUA está cada vez mais relatando avistamentos de objectos voadores enigmáticos capazes de efectuar manobras aparentemente impossíveis para aeronaves terrestres por pilotos da Aviação Naval dos EUA que operam sobre a costa leste do país, entre outras áreas.

O jornal The Washington Post informou no início de maio que a Marinha dos EUA tinha emitido novas directrizes segundo as quais os pilotos e outros funcionários são obrigados a reportar encontros com objectos voadores não identificados, enquanto a Marinha não planeia disponibilizar dados ao público.

fonte: Sputnik News