quarta-feira, 4 de julho de 2018

Arquivos secretos: Londres receava que URSS e China obtivessem tecnologias alienígenas


Documentos desclassificados, denominados "Arquivo X britânico", revelaram que o Ministério da Defesa britânico passou meio século caçando OVNIs, motivado pela preocupação de que a União Soviética ou a China já tivessem obtido tecnologia alienígena.

Segundo documentos secretos recentemente obtidos pelo investigador David Clarke, entre 1947 e 1997 os serviços de inteligência britânicos tinham duas divisões focadas em investigar relatos e supostos testemunhos de OVNIs.

No início deste mês, Clarke obteve cópias dos relatórios da divisão de Fenómenos Aéreos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês) do Ministério da Defesa britânico.

De acordo com o relatório da UAP, que será divulgado ao público após ser desclassificado, a Força Aérea Real estava "particularmente interessada em qualquer nova tecnologia […]", informou o site news.com.au em 2 de julho. Os documentos também revelaram que o governo britânico estava interessado em encontrar OVNIs para usar suas tecnologias contra os inimigos durante a Guerra Fria, que ocorreu entre 1945 e 1990 entre os países socialistas aliados à União Soviética e as potências ocidentais lideradas pelos EUA.

"Apesar dos documentos terem sido parcialmente censurados, eles não podem esconder o facto de que os militares britânicos queriam apoderar-se da tecnologia OVNI — ou do que eles próprios chamaram de 'nova tecnologia em armamentos'", disse Clarke à edição Sun.

"Os arquivos revelam que estavam desesperados por obter essa tecnologia — de onde quer que viesse — antes dos russos ou chineses", acrescentou ele.

Nick Pope, um ex-funcionário que trabalhou para o Ministério da Defesa do Reino Unido entre 1985 e 2006, disse que tem trabalhado com seus ex-funcionários para garantir que os arquivos desse projecto do governo britânico sejam revelados ao público.

"Liderei o projecto de OVNIs do governo britânico e estou satisfeito por vários ovnilogos terem obtido documentos sobre meu antigo trabalho", disse ao Sputnik Internacional.

Pope também confirmou que o governo britânico sabia das pesquisas russas e chinesas relacionadas com os OVNIs e estava tentando desenvolver suas próprias tecnologias militares alienígenas. Os britânicos queriam obter algumas "novas tecnologias bélicas" dos ONVIs, por exemplo, uma espécie de arma de energia direccionada, acrescentou o especialista.

"Se tal coisa fosse possível, evidentemente não queríamos que os russos ou os chineses fossem os primeiros a apoderar-se dela. Embora eu não caracterize isso como uma corrida para adquirir 'armas alienígenas', o que fizemos foi provavelmente tão estranho como qualquer coisa que pode ver em episódios do Arquivo X [uma popular série de televisão dedicada às investigações de casos envolvendo fenómenos paranormais]", observou ele.

Segundo o investigador de OVNIs John Tenney, os documentos recentemente desclassificados revelam que, enquanto os principais governos do mundo continuam dizendo às populações que não há razão para terem receio de fenómenos alienígenas, os próprios governos estão realmente interessados e activamente agarrados num processo contínuo de pesquisa.

"Durante décadas, governos, autoridades e a mídia descrevem os que estão interessados em fenómenos ligados a OVNIs como pessoas irracionais, delirantes ou paranóicas, enquanto, ao mesmo tempo, gastam milhões de dólares dos contribuintes investigando os mesmos fenómenos e as consequências que esses fenómenos podem ter", concluiu Tenney.

fonte: Sputnik News
 

Cientistas alertam: as abelhas vão desaparecer em breve


O desaparecimento massivo das abelhas, causado pelas alterações climáticas, poderia ser catastrófico também para os humanos, podendo levar até à fome a nível mundial.

O aquecimento global poderá ser a principal causa da extinção massiva das abelhas em todos os continentes da Terra nos próximos anos, advertem cientistas da Universidade Northwestern, no estado norte-americano do Illinois.

De acordo com o estudo, cujas conclusões foram publicadas no site The Earth Chronicles of Life, o investigador Paul CaraDonna e os colegas criaram pequenas colmeias de madeira e colocaram-nas numa zona árida e montanhosa do Arizona, região onde cada vez há menos abelhas selvagens (Osmia ribifloris), as principais polinizadoras de mirtilo.

Para perceber o que acontece quando a temperatura sobe e prever as condições que poderemos ter de 2040 a 2099, os especialistas pintaram algumas colmeias de preto para que aquecessem, enquanto que outras pintaram de branco para recriar um ambiente mais fresco, o que existiria em meados do século passado.

Em dois anos, quase todas as abelhas que viviam nas colmeias pretas morreram: cerca de 35% no primeiro ano e 70% das sobreviventes no segundo. Por outro lado, nesse período, só morreram, antes de conseguirem reproduzir-se, entre 1% a 2% dos exemplares que viviam nas colmeias brancas.

Possível situação “catastrófica”


Os cientistas explicam que as altas temperaturas dentro das colmeias “enganam” as abelhas e não lhes permitem hibernar de forma plena, queimando mais rapidamente as suas reservas de gordura e, na primavera, despertam num “estado muito débil”.

Nos próximos anos, se as temperaturas do nosso planeta continuarem a aumentar, a situação poderia ser “catastrófica” e até provocar o desaparecimento total das abelhas, uma vez que se vão encontrar “fora dos seus limites fisiológicos”, afirma CaraDonna.

O autor principal desta investigação, publicada na quinta-feira na revista científica Functional Ecology, recorda que a extinção das abelhas prejudicaria os ecossistemas de todo o mundo e isso poderia provocar a fome mundial, já que estes animais polinizam a maior parte das áreas de cultivo.

Nos últimos anos, os cientistas notaram um declínio significativo no número de abelhas em todos os continentes, exceto na Antártida, onde estes animais simplesmente não existem: uma descida entre 25% a 30%.

fonte: ZAP
 

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Ministro iraquiano afirma que sumérios viajaram para Plutão


Templo Ziggurat de Ur, no Iraque (Thaer Jebur/iStock/Getty Images)
 
Segundo Kazem Finjan, os sumérios construíram um aeroporto há 7.000 anos e foram os primeiros seres humanos a viajar para o espaço 
 
O ministro dos Transportes do Iraque, Kazem Finjan, afirmou na semana passada que os sumérios, membros de uma antiga civilização que viveu no sul do país há mais de 7.000 anos, viajaram para Plutão em espaçonaves.

Segundo Finjan, a antiga civilização construiu o primeiro aeroporto do mundo por volta do ano 5.000 a.C.. Durante uma coletiva de imprensa na província de Dhi Qar, no sul do país, o ministro também afirmou que os sumérios foram os primeiros seres humanos a viajar para o espaço. E mais: eles teriam descoberto Plutão.

Segundo o jornal The New Arab, Finjan utilizou os estudos de um professor russo especialista na história da civilização suméria para justificar suas afirmações. O estudioso Samuel Kramer investigou os mitos da criação da civilização e escreveu sobre sua compreensão do Sistema Solar.

Acredita-se que os sumérios se instalaram no sul da Mesopotâmia, agora sul do Iraque, entre 5500 4000 a.C., onde desenvolveram habilidades em agricultura, comércio e artesanato.

Muitas ruínas de antigas cidades sumérias foram encontradas na região de Dhi Qar, entre elas o templo Zigurate de Ur, que foi escavado na década de 1930 e desde então tem sido parcialmente restaurado. “O primeiro aeroporto que foi estabelecido no planeta Terra foi neste lugar”, afirmou Finjan sobre o templo.
 
fonte: Veja
 

Nascimento de um planeta observado pela primeira vez


As imagens sem precedentes foram captadas pelo telescópio super potente do Observatório Europeu do Sul

Uma equipa de astrónomos liderada por investigadores do Instituto de Astronomia Max Planck, na Alemanha, conseguiu, finalmente, captar imagens extraordinariamente claras do nascimento de um planeta.

As imagens mostram o recém-nascido, batizado de PDS 70b, a romper o "disco" de gás e poeira a partir do qual se formou. E se, neste momento, está a olhar novamente para a imagem e interrogar-se a que corresponderá o planeta, aqui fica uma ajuda: é o ponto de luz imediamente à direita do círculo negro no centro da imagem. Fica a cerca de 3 mil milhões de quilómetros da sua estrela (a mesma distância aproximada entre Urano e o nosso Sol).

A tal região escura deve-se ao uso de um coronágrafo, um aparelho astronómico que faz de máscara para bloquear a luz da estrela e permitir assim aos investigadores detetar os discos em torno das estrelas jovens, onde nascem os planetas.

"Até agora, só meia dúzia de observações deteteram pistas de planetas bebés" nestes discos, explica Miriam Keppler, que liderou a equipa responsável por esta descoberta.

As imagens foram captados pelo Sphere, um instrumento caça-planetas do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO na sigla em inglês) e as primeiras observações sugerem que o PDS 70 é um planeta gasoso gigante, com uma massa pouco inferior à de Júpiter e uma temperatura à superfície que ronda os 1000°C (muito mais quente do que qualquer planeta no nosso sistema solar).

fonte: Revista Visão

domingo, 1 de julho de 2018

Imagens raras mostram como a Internet realmente se parece

Resultado de imagem para internet

A cada segundo, milhões de mensagens, e-mails, cliques e buscas acontecem pela internet. Ela parece quase onipresente, não é mesmo?


Como tal, muitas vezes supomos erroneamente que o tráfego da internet ocorre por via aérea. Afinal, nossos dispositivos móveis não estão conectados a nada. Mas satélites carregam menos de 1% das nossas interações na internet.

Pelo contrário, esse recurso – que talvez seja o mais importante do mundo moderno – é muito mais tangível e vulnerável.


Existe em grande parte sob nossos pés, por meio de um intrincado sistema de cabos subaquáticos e subterrâneos finos e conectados a unidades poderosas e gigantes de armazenamento de dados.

Como a infraestrutura da internet realmente se parece hoje

Em termos simples, o trabalho da internet é transportar informações de um ponto A para um ponto B. Esses pontos são endereços IP – os códigos exclusivos que identificam locais em todo o mundo – a que seus dispositivos estão vinculados quando você está conectado à internet.

À medida que viaja, qualquer informação transferida pela web chega aos servidores de dados da internet, que vivem em centros de dados em todo o mundo. Em 2008, estima-se que 9,5 trilhões de gigabytes entraram e saíram de servidores no mundo todo.


Mapa criado pelo Google dos centros de dados do mundo todo

Mover informações para e de servidores geralmente envolve cruzar oceanos. Dependemos quase inteiramente de cabos para o tráfego da internet, porque eles são mais rápidos e mais baratos que satélites, mas colocá-los na água é um processo tedioso e que exige muita manutenção.

Para levar a internet ao que é hoje, os humanos instalaram lentamente (quase 200 anos, para ser precisa) mais de 300 cabos submarinos que percorrem um total de cerca de 885.000 quilômetros:


Cerca de 97% de todos os dados intercontinentais são transferidos através desses cabos, de acordo com o fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Se todos os cabos submarinos do mundo fossem dispostos de ponta a ponta, poderiam se estender daqui até a lua e de volta, e ainda envolver o ponto mais largo da Terra quase três vezes.

O cabo mais longo tem aproximadamente 38.620 quilômetros de comprimento. Estende-se da Alemanha à Coréia e a Austrália, atingindo 39 pontos de pouso diferentes ao longo do caminho:


Cabo de internet submarino SeaMeWe-3, pronto para serviço em setembro de 1999

O primeiro cabo transcontinental foi estabelecido em 1858, correndo da Irlanda até Terra Nova e Labrador, no Canadá.

Existem alguns tipos diferentes de cabos usados debaixo d’água, variando em espessura desde uma mangueira até cerca de 7,5 centímetros de diâmetro. Os mais leves (à direita) são colocados principalmente no fundo do oceano:


No coração dos cabos estão os fios de fibra ótica que transmitem informações, protegidos por vaselina à prova d’água e camadas de metal trançado. Colocar cada um deles no fundo do mar requer vários meses, milhões de dólares e um navio muito grande com quilômetros de cabos enrolados a bordo:


Alguns cabos são colocados a uma profundidade de 7.620 metros abaixo da superfície do oceano, o que significa que estão sujeitos a danos causados por desastres naturais, corrosão, pescadores e até mordidas de tubarão:


Mergulhadores removem ânodos de zinco corroídos de um cabo submarino perto do Havaí

Os reparos são geralmente feitos por navios especiais com pequenos ganchos que puxam o cabo para cima, ou o cortam em dois e trazem as duas metades para conserto. Pelo menos 50 quebras de cabos por ano acontecem apenas no Atlântico, de acordo com o MIT Tech Review.

Os cabos percorrem o fundo do mar até a costa alcançando pontos de onde seguem caminho até os centros de dados viajando no subsolo. A manutenção e o planejamento dos cabos subterrâneos são mais fáceis do que dos cabos submarinos em alguns aspectos (como o fato de não terem que lidar com mordidas de tubarão), mas ainda assim desafiadores. Por exemplo, os cabos estão sujeitos a danos causados por desastres naturais, como terremotos.

Somente nos EUA, há 542 cabos (representados pelas linhas amarelas) conectando-se a 273 pontos diferentes (representados pelos quadrados azuis):


O ecossistema de cabos depende em grande parte da infraestrutura do país. Nos EUA, por exemplo, a maioria dos cabos de longa distância está localizado ao longo das principais estradas e ferrovias:


Para cabos sob terra firme, a construção é uma grande preocupação. Para evitar que sejam desenterrados, eles são colocados ao lado de canos de gás ou dentro de dutos antigos, com marcadores acima do solo ao longo do caminho:


Marcador de cabo subterrâneo de fibra óptica em Yorkville, na Califórnia

O destino final dos cabos são os centros de dados. Estes são edifícios tipicamente não marcados localizados em qualquer lugar, de áreas rurais pouco habitadas ao coração de cidades altamente povoadas.


Centro de dados do Facebook em Des Moines, no Iowa


Centro de dados do Google em Des Moines, no Iowa


One Wilshire e Telecom Center LA, centros de dados em Los Angeles, na Califórnia

Um dos hubs mais concentrados do mundo em termos de conectividade com a internet está localizado na parte baixa de Manhattan, na rua Hudson Street, nº 60. Uma empresa chamada Telx opera do 9º andar, onde canais locais, nacionais e globais se reúnem para transmitir dados:


Prédio na Hudson Street, nº 60

Cada centro de dados consome grandes quantidades de energia. A Apple recentemente construiu duas instalações de energia solar de 100 acres para ajudar a energizar seu centro de dados na Carolina do Norte, que exige 20 megawatts de energia a plena capacidade. Isso é suficiente para abastecer um pouco mais de 3.000 casas:


Matriz solar da Apple em Maiden, na Carolina do Norte

Esses centros de dados são cheios de “salas barulhentas de servidores e roteadores”, onde você é “fustigado pelo ar quente e frio que transborda tudo”, segundo o designer e artista Timo Arnall, que documentou um grande centro de dados europeu chamado Telefónica:


Centro de dados administrado pela Telefonica em Alcalá, na Espanha

Os tetos desses edifícios devem ter de 3 a 5 metros de altura para suportar o aumento de calor dos servidores. O teto do Philadelphia Internet Exchange, por exemplo, tem 3,65 metros.


Philadelphia Internet Exchange, na Filadélfia

Não é um lugar agradável de se estar, mas você não tem realmente escolha: é muito difícil entrar em centros de dados. Os grandes centros de dados, como a Telefónica, têm “mais segurança do que qualquer aeroporto”, conforme explica Arnall, que precisou de uma permissão especial para visitá-lo.


Do lado de fora, esses prédios despretensiosos servem como a prova mais evidente de que a internet é mais física do que pensamos – são como um lembrete constante de tudo o que é necessário para manter essa rede mundial ativa. [ScienceAlert]


Network Access Point (NAP of the Americas) em Miami, na Flórida

fonte: Hypescience

Exportar e comercializar asteroides. O negócio de futuro


No dia internacional dos Asteroides, que se comemora este sábado, dia 30 de junho, cientistas e empresas estudam a possibilidade de usar estas corpos rochosos e metálicos como matérias-primas na Terra, sobretudo, como forma de preservar algumas reservas naturais e evitar a extinção da raça humana, explica o El País .

Será isto possível? Recolher, exportar e utilizar corpos celestes na Terra? Investigadores dizem que sim e apontam múltiplas possibilidades para os espetros: consumo na terra, construção de material espacial, fonte de combustível e matéria-prima para uma (futura e possível) colonização de Marte.

Julia de León, investigadora do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) e especialista no estudo de asteroides, assegura que várias empresas despertaram recentemente algum interesse pela astronomia e "já alocam fundos para investigar os compostos mais abundantes" nestas massas. Isso irá permitir estarem preparados, quando possível, para a extração de materiais a níveis industriais.


Isso ainda não é feito, segundo Juan Fabregat, professor de astronomia e astrofísica da Universitat de Valência e especialista em origem e formação de corpos celestes, porque a exploração "ainda não é é rentável, mas não há dúvida de que no futuro irá ser".

Sobretudo, porque alguns asteroides contêm hidrogénio e oxigénio. O que significa, de acordo com Javier Licandro, astrofísico do IAC especializado em corpos menores do Sistema Solar, que estes podem ser fundamentais para obter combustível no espaço, "funcionando como uma espécie de posto de gasolina galático."

O astrofísico vai mais longe considerando que é mais viável aproveitar os asteroides como fonte de recursos para construir material espacial do que para consumo na Terra.

Ou então, como matéria-prima para uma eventual colonização futura de Marte ou de outros lugares dentro ou fora do Sistema Solar. "A Terra, um dia, inevitavelmente, irá tornar-se um lugar inabitável", vaticina Juan Fabregat. Quer seja por causa do sol, das guerras, das doenças, das secas, do excesso de população terrestre...


Os investigadores que defendem esse cenário apocalíptico, defendem também que nessa altura terá de haver uma alternativa à vida na Terra.

"Estamos acostumados a colonizar, o homem expandiu as civilizações desde as suas origens e fez viagens que pareciam inconcebíveis", enfatiza Javier Licandro, que acredita possuirmos tecnologia suficiente para alcançar outros planetas e "se ainda não o fizemos, é porque não é lucrativo ou necessário".

Julia de León considera a possibilidade de habitar Marte, mas destaca a necessidade de oxigénio, água e comida, bem como "ser capaz de nos proteger das temperaturas e outras condições extremas do planeta vermelho. Os asteroides poderiam fornecer-nos alguns desses materiais necessários."

fonte: Diário de Noticias

Ötzi: a múmia congelada estava em fuga e sem armas

 

A arqueóloga Erika Simon e o marido, Helmut, descobriram a múmia a 19 de setembro de 1991

Ötzi, a múmia pré-histórica que foi encontrada por acaso no gelo há 26 anos, estava em fuga e praticamente sem armas.
 
 
Ötzi morreu de uma queda a 3210 metros, foi descoberto acidentalmente em setembro de 1991 e desde essa altura que tem sido analisado ao milímetro para que os arqueólogos possam compreender melhor a forma de vida que existia na Europa há 5300 anos.

Desde a altura da sua descoberta que os restos mortais deste homem "congelado" têm sido uma fonte inesgotável de informações sobre a época em que viveu. O mais recente exame dos arqueólogos centrou-se nas ferramentas de pedra com que viajava e que estão expostas, tal como a múmia, no museu que lhe é dedicado em Bolzano (Itália). E segundo essas investigações Ötzi era um homem em fuga, cujas armas e utensílios estavam esgotados.

"Durante a sua última viagem, Ötzi levava um conjunto muito limitado de ferramentas de pedra", explicou Ursula Wierer, diretor de um novo projeto de pesquisa e arquiólogo da Soprintendenza Archeologia, Belle Arti e Paesaggio de Florença e das províncias de Pistoia e Prato. Os resultados do trabalho, realizado por oito investigadores de especialidades diferentes, foram publicados pela revista Plos One e, segundo essa análise, quando morreu Ötzi tinha um punhal já desgastado, duas pontas para 14 flechas, um raspador de três ferramentas de pedra e uma espécie de chave de fendas que se acabou por perceber ser um apontado. Também levava um machado de cobre e um arco que não estava completo.

"A maioria das armas já tinha sido afiadas várias vezes e, portanto, já eram pequenas", adiantou Wierer, segundo contou o diário espanhol El País, acrescentando que as análises agora conhecidas permitiram concluir que era destro.
 


Imagem mostra as armas que foram encontradas com Ötzi
 
Com estas descobertas mais recentes, nomeadamente aos resíduos no estômago, percebeu-se o percurso de Ötzi - ficou assim conhecido por ter sido descoberto no maciço de Ötzi, nos Alpes. Esteve a uma altitude de 2500 metros, depois passou para os 1200 metros e depois subiu para uma zona onde haveria apenas neve: 3000 metros, onde foi atingido por uma flecha nas costas. Foram ainda detetados ferimentos que lhe terão sido infligidos quando estava a 1200 metros.

O que não se consegue perceber é a justificação para ter andado por várias zonas e a subir e descer. "Infelizmente, nunca saberemos", frisou Ursula Wierer. "Com este novo estudo foram confirmadas as suas ferramentas de pedra. Mas, as razões da sua viagem e qual a explicação para ter sofrido dois ataques nos últimos dias de vida e quem os fez isso continua a ser um mistério", concluiu.

Morte imediata: Terra prepara-se para repelir ataque espacial


Especialista estima o preço de um sistema planetário de protecção contra asteróides e revela detalhes do projecto.

O diretor-geral do Centro de Protecção Planetária russo, Anatoli Zaitsev, calcula que tal sistema custará à comunidade internacional biliões de dólares.

"De acordo com os nossos cálculos, para criar um sistema de protecção contra asteróides e cometas é necessário de 5 a 10 biliões de dólares e entre cinco e sete anos", disse ele em 29 de junho numa conferência de imprensa dedicada aos 110 anos da catástrofe de Tunguska, que se assinala em 30 de junho.

Este é um sistema que deveria de existir, para o qual será necessário instituir um fundo para financiar sua manutenção e equipá-lo com tecnologia avançada, acrescentou.

O segmento espacial do sistema permitirá detectar, com vários dias de antecedência, a aproximação de corpos celestes perigosos para a Terra.

O meteoro de Tunguska caiu em 1908 e destruiu 1.240 quilómetros quadrados de floresta na Sibéria, libertando mil vezes mais energia do que a bomba atómica que foi lançada contra Hiroshima, no Japão, em 1945.

Em opinião da maioria dos cientistas, se tratou de um pequeno cometa que se queimou completamente ao entrar na atmosfera da Terra.

Grandes corpos celestes são classificados como asteróides se têm um diâmetro de mais de um quilometro; na Terra existem quase 120 crateras formadas por esses corpos, por exemplo, na Rússia, o maior deles — que ocupa uma área de 75 por 100 quilómetros — está localizado no norte da plataforma siberiana e surgiu há 36 milhões de anos.

Há cientistas que acreditam que a queda de um grande meteorito provocou o desaparecimento de organismos na Terra há 250 milhões de anos. Segundo sua hipótese, outro meteorito também causou a extinção dos dinossauros.

Corpos celestes relativamente pequenos também representam uma séria ameaça, sua explosão perto de centros urbanos pode causar destruição comparável com uma explosão nuclear.

fonte: Sputnik News