sexta-feira, 20 de agosto de 2010

OMS insta países a agir no combate a bactérias multi-resistentes


A Organização Mundial de Saúde lançou um alerta no sentido de os países adoptarem medidas de controlo da propagação de bactérias multi-resistentes aos medicamentos, lembrando o risco de não haver terapias alternativas contra estes micro-organismos.

A resistência de micro-organismos aos medicamentos é cada vez mais reconhecida como um problema global de saúde pública que pode dificultar o controle de muitas doenças infecciosas.

Algumas bactérias desenvolveram mecanismos que as tornam resistentes a muitos dos antibióticos usados normalmente para o seu tratamento, o que levanta especiais dificuldades, pois pode haver poucas ou nenhumas alternativas para a terapia, alerta a OMS em comunicado, lembrando que estas bactérias constituem um problema de saúde pública crescente e global.

A OMS recomenda por isso que os países estejam preparados para implementar medidas de controle de infecção hospitalar para limitar a propagação de estirpes multi-resistentes e para reforçar a política nacional sobre o uso prudente de antibióticos, reduzindo a geração de bactérias resistentes aos antibióticos.

Um artigo publicado na revista The Lancet de 11 de Agosto identificou um novo gene que torna alguns tipos de bactérias capazes de se tornarem altamente resistentes a quase todos os antibióticos.

O artigo chamou a atenção para a questão da resistência de micro-organismos e, em particular, aumentou a consciência sobre as infecções causadas por bactérias multi-resistentes aos medicamentos.

Apesar de este tipo de bactérias não ser novo e continuar a aparecer, estes desenvolvimentos exigem um acompanhamento e um estudo mais aprofundado para compreender a extensão e os modos de transmissão, para definir medidas mais eficazes de controlo.

O alerta da OMS destina-se a consumidores, prescritores e dispensadores, veterinários, administradores de hospitais e laboratórios de diagnóstico, pacientes e visitas das unidades de saúde, bem como os governos nacionais, a indústria farmacêutica, profissionais e agências internacionais.

A OMS recomenda aos governos que desenvolvam esforços de prevenção em quatro áreas principais: a vigilância da resistência dos micro-organismos, o uso racional de antibióticos, incluindo a educação dos profissionais de saúde e do público para o uso adequado de antibióticos, a introdução ou reforço da legislação relativa à proibição de venda de antibióticos sem receita médica, e a estrita observância de meios de prevenção de infecção e medidas de controlo, particularmente em serviços de saúde.


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