Imagem do Titanic recolhida a 10 de Abril de 1912, quando abandonava o porto de Southampton rumo a Nova Iorque, para aquela que seria a sua primeira e última viagem transatlântica
Imagem da proa do Titanic, afundado desde 1912 no Oceano Atlântico
Cientistas esperam, através da tecnologia mais avançada, revelar a três dimensões a zona do naufrágio do Titanic e o aspeto atual do navio transatlântico. "Vai ser como o CSI do mundo subaquático", garantem
Com a ajuda de robôs e sonares tecnologicamente avançados, vídeos de alta resolução e imagem 3D, uma equipa de cientistas vai reconstruir uma imagem detalhada a três dimensões dos restos do RMS Titanic e do sítio onde se afundou, no Atlântico Norte.
"Queremos ir até à zona [do naufrágio] e perceber onde está tudo e como é que foi lá parar. Vai ser como o CSI do mundo subaquático" disse Dave Gallo, um dos responsáveis por esta iniciativa, acrescentando que "cerca de 40%, talvez 50%, do Titanic nunca foi visto".
Segundo Paul-Henry Nargeolet, diretor de pesquisa da empresa que lidera o projecto, é preciso urgência pois "o Titanic está a deteriorar-se cada vez mais e de forma mais rápida".
Muito já ruiu
Depois de já ter liderado outras cinco expedições ao local, Nargeolet explica que "na popa... a sala dos motores... já tudo ruiu, incluindo o casco" e que irá acontecer o mesmo a grande parte do convés nos próximos 10 ou 15 anos.
Nargeolet lidera a equipa de pesquisa da RMS Titanic, empresa com o mesmo nome do navio que patrocina este projecto e única que pode recuperar os destroços do sítio do naufrágio.
A expedição irá ser feita por duas equipas, cada uma composta por 30 elementos. O site www.expeditiontitanic.com irá acompanhar e fornecer actualizações deste processo, assim como o Canal História que, segundo Dave Gallo, "transmitirá um documentário da expedição".
O maior navio
Construído no final de Março de 1912 em Belfast, o RMS Titanic iniciou a sua viagem a 10 de Abril do mesmo ano.
Aquele que era o maior e o mais seguro navio do mundo afundou-se na noite de 14 de Abril, quatro dias depois de ter zarpado, rumo a Nova Iorque, após o choque com um icebergue.
Mais de 1500 passageiros dos cerca de 2100 que esperavam seguir até Nova Iorque morreram no naufrágio.
O local exato do naufrágio permaneceu um mistério até 1985, quando uma expedição franco-canadiana localizou através de sonar alguns dos destroços do RMS Titanic a centenas de quilómetros da costa norte-americana.
Quanto à recuperação física do Titanic, apesar de nos dias de hoje ser tecnologicamente possível de realizar peritos defendem que o custo proibitivo e o frágil natureza da embarcação desaconselham essa tentativa.
fonte: Expresso


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