quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Descoberta do objeto mais vermelho do Sistema Solar faz 120 anos


Concepção artística mostra passagem da sonda Galileu por Amalteia. No detalhe, uma imagem da lua feita pela sonda / Foto: Michael Carroll / Nasa/Divulgação

O objeto mais vermelho do Sistema Solar - talvez seja assim que a lua Amalteia, de Júpiter, mais se destaque. Ela segue abaixo da órbita de Io (um dos quatro maiores satélites do planeta), assim como Métis, Adrasteia e Tebe, mas é a maior desse grupo. Edward Emerson Barnard quem descobriu Amalteia, no dia 9 de setembro de 1892.

Segundo a Universidade Livre de Bruxelas, acredita-se que a cor vermelha de Amalteia é resultado do enxofre expelido pelos inúmeros vulcões de Io. 

Observações feitas com o espectrómetro (instrumento que mede o espectro eletromagnético de um objeto) do Hubble confirmam grande presença do enxofre que deixa Amalteia tão vermelha.

Outra curiosidade sobre esse satélite natural é que ele emite mais calor do que recebe do Sol. Há duas hipóteses para isso: a energia que ele recebe do poderoso campo magnético de Júpiter ou efeito do campo gravitacional do planeta gasoso.

Assim como Tebe, completa uma rotação ao redor do seu eixo quando completa uma volta ao redor de Júpiter, o que significa que mostra sempre a mesma face para o planeta, do qual está distante 181.400 km. 

Para se ter ideia, a distância da Lua para a Terra é de 384 mil km. Essa proximidade de um planeta deveria fazer com que Almateia fosse destruída pela gravidade. Isso não ocorre por causa de seu tamanho pequeno (apenas 19 vezes menor que Io, ou 83,45 km).

Por outro lado, os astrónomos calculam que o fim de Almateia será digno de uma tragédia grega: ela está tão próxima de Júpiter que está destinada a cair e ser morta por seu planeta. Na mitologia grega, Amalteia era uma ninfa que cuidou de Zeus quando o deus era criança.

fonte: Terra

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