terça-feira, 22 de maio de 2012

Inacreditável: Chineses batem o recorde físico de teletransporte de fotões a 100 km de distância


Um grupo de engenheiros chineses quebrou um recorde sobre o teletransporte quântico, criando um par de fotões emaranhados por uma distância de 100 km 

Um emaranhado quântico é um misterioso fenómeno, onde duas partículas tornam-se fortemente entrelaçadas e se comportam com um sistema único – não importando se uma partícula está uma do lado da outra ou uma na Via Láctea e outra em Andrómeda. 

Se examinar uma partícula e medir uma determinada propriedade – digamos, polarização vertical – em seguida, a outra partícula irá adotar a mesma propriedade, só que de modo oposto, neste caso, polarização horizontal, não importa o quão longe elas estejam uma das outras; ao menos em teoria.

Sim, talvez o leitor esteja pensando: É uma coisa louca! Albert Einstein descreveu esse fenómeno como “acção fantasmagórica” à distância, quando ele ainda estava lutando para entender e obter ideias sobre as teorias quânticas. Apesar da “loucura”, é um fenómeno poderoso e os físicos há muito tempo tentaram fazer experiências em laboratório.

Criar um par de partículas que estejam em qualquer distância, não importando o quão grande seja, sempre foi um obstáculo a superar. Imperfeições em fibras de vidro óptico e turbulências de ar interferiam na ‘comunicação’. Além disso, quanto maior for à distância, o feixe de comunicação alarga-se e os fotões simplesmente perdem o seu alvo.

Juan Yun da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Xangai, afirma ter conseguido. Sua equipa enviou fotões entre duas estações, separadas por quase 100 km ao longo de um lago chinês. 


Para conseguir esse efeito, Yun e seus amigos usaram um laser de 1,3 Watt e uma técnica de direção inteligente para mapear o feixe precisamente em seu alvo. Com essa configuração, eles foram capazes de teletransportar (sim, você não leu errado, teletransportar) mais de 1.100 fotões em quatro horas, a uma distância exata de 97 quilómetros. 

O último registo de um teletransporte quântico tinha sido de apenas 16 km, conseguido também por  investigadores chineses em 2010.

Usando este fenómeno estranho que beira a bizarrice seria possível teletransportar objetos e até pessoas, mas para chegar neste patamar precisaremos de longos anos, talvez centenas ou mais e intermináveis pesquisas. 

Mas o principal facto do emaranhado quântico é a troca de informações, podendo ser usado em diversos tipos de tecnologias. Quando computadores quânticos foram reais, os actuais serão apenas um resquício patético de tecnologia inútil do passado do ser humano.


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